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3.1 RESÍDOS SÓLIDOS

3.2.4. Responsabilidade dos Geradores e do Poder Público

A disposição ou o abandono de resíduos sólidos pela população em vias públicas, praças, parques, jardins, e outros espaços públicos é um dos principais problemas causados ao meio ambiente e consequentemente à saúde da população. Conforme dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB (2008), 5.

446 municípios coletem regularmente os resíduos sólidos nas vias e logradouros públicos (IBGE, 2008).

No entanto, devido à disposição inadequada destes resíduos, durante o seu tempo de permanência no referido local são transportados pela enxurrada das águas da chuva e entopem bueiros e boca de lobo das redes de esgotos, contribuindo para o surgimento de erosão do solo, as enchentes e inundações nos grandes centros urbanos, além de favorecer para a poluição do solo e dos corpos hídricos.

Neste sentido, o Artigo 28 da Lei 12305/2010 diz que o gerador de resíduos sólidos domiciliares tem cessada sua responsabilidade pelos resíduos com a disponibilização adequada para a coleta ou, nos casos abrangidos pelo art. 33, com a devolução (BRASIL, 2010).

Com base no que estabelece a Política Nacional dos resíduos Sólidos, e, especificamente o artigo que institui a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a serem implementada de forma individualizada e encadeada, abrangendo toda sociedade - os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos em conformidade com as atribuições e procedimentos previstos em lei (BRASIL, 2010).

Isto significa dizer que é preciso evitar uma produção exagerada de embalagens plásticas, reduzir o consumo e a geração dos resíduos em todos os setores, além de reciclar e reutilizar para então descartar corretamente os rejeitos. Depois de instituída a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, em 2010, as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e demais segmentos da sociedade são obrigados a coopera com a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos, observado em todas as etapas do ciclo de vida do produto, a não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos (BRASIL, 2010).

Disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos (BRASIL, 2010).

Reciclagem: processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físico-químicas ou biológicas, com vistas à

transformação em insumos ou novos produtos, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes (BRASIL, 2010). É transfomar matérias para produção de matéria- prima para a fabricação de outros produtos, por meio de processos industriais ou artesanal, a partir de um material usado.

Reutilização: processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes (BRASIL20, 10). É, por exemplo, usar novamente as embalagens ou qualquer outro produto.

Reduzir a geração de resíduos: significa consumir menos produtos e preferir aqueles que ofereçam menor potencial de geração de resíduos e tenham maior durabilidade. Envolve além de mudanças de comportamentos, novos posicionamentos da sociedade civil, na escolha de produtos e embalagens e empresarial, com investimento em projetos de ecodesing e ecoeficiencia, entre outros (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2012). A Figura 6 mostra as ações no manejo de resíduos sólidos.

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Fiigguurraa 66 -- AAççõõeess nnoo MMananeejjoo ddee RReessíídduuooss SSóólliiddooss ((AArrtt.. 99ºº DDaa LLeeii NNoo 1122..330055//22001100)).. Fonte: Ministério de Meio Ambiente – MMA, 2011.

Com a Lei nº 12305/2010, que instituiu Política Nacional de Resíduos Sólidos, espera-se erradicar o descaso dos municípios em relação à gestão e gerenciamento e também, o uso e o descarte irresponsável dos resíduos sólidos por parte da população.

Cabe ao poder público atuar, subsidiar, com vistas a minimizar ou cessar o dano, logo que tome conhecimento de evento lesivo ao meio ambiente ou à saúde pública relacionada ao gerenciamento de resíduos sólidos (BRASIL, 2010). Cabe a ele e também as associações, grupos comunitários, e outros, conscientizar e mobilizar a população para assim, modificar as suas atitudes tornando-as mais sensata e racional para reduzir a carga em áreas não adequadas para a destinação de qualquer tipo de resíduo.

O município é titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos é responsável pela organização e prestação direta e indireta tais serviços, observando o respectivo plano municipal de gestão integrada, bem como as diretrizes da política nacional de resíduos sólidos.

Enquanto que as pessoas físicas ou jurídicas, como os geradores de resíduos sólidos dos serviços públicos de saneamento básico, industriais, de serviços de saúde e de mineração; os de estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que gerem resíduos perigosos gerem resíduos que, caracterizados como não perigosos, por sua natureza, composição ou volume, não sejam equiparados aos resíduos domiciliares pelo poder público municipal; as empresas de construção civil; os responsáveis pelos terminais originários de portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários, ferroviários e passageiros de fronteiras; e os responsáveis por atividades agropastoris são responsáveis pela implementação e operacionalização integral do plano de gerenciamento de resíduos sólidos aprovado pelo respectivo órgão competente (BRASIL, 2010).

De acordo com informações da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico - PNSB (2008), 61,2% das prestadoras dos serviços e manejo dos resíduos sólidos eram entidades vinculadas à administração direta do poder público; 34,5%, empresas privadas sob o regime de concessão pública ou terceirização; e 4,3%, entidades organizadas sob a forma de autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e consórcios (IBGE, 2008).

A Região Norte concentrou o maior contingente de municípios com serviços de manejo dos resíduos sólidos gerenciados por entidades da administração direta do poder público, sendo que o Acre é o estado que constataram 95,7%, o maior percentual de municípios com entidades prestadoras dessa natureza seguidas da região nordeste com 75,2% dos municípios que apresentam o manejo dos resíduos sólidos prestado diretamente pelo poder público IBGE, 2008).

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