As Responsabilidades representadas por títulos decompõem-se como segue:
(milhares de euros)
31.12.2010 31.12.2009
Euro Medium Term Notes (EMTN) 11 575 244 11 875 102
Certificados de depósitos 1 748 683 9 277 165
Obrigações a) 4 049 569 6 203 876
Obrigações hipotecárias 2 333 906 3 649 359
Outras responsabilidades 4 402 537 2 095 597
24 109 939 33 101 099
a) Em 31 de Dezembro de 2010, inclui 1 584 milhões de euros de obrigações emitidas com garantia do Estado Português (31 de Dezembro de 2009: 1 567 milhões de euros).
O justo valor da carteira de Responsabilidades representadas por títulos encontra-se apresentado na Nota 43.
Esta rubrica inclui 823 416 milhares de euros (31 de Dezembro de 2009: 8 254 205 milhares de euros) de responsabilidades representadas por títulos registados em balanço ao justo valor através de resultados (ver Nota 23).
No âmbito do Programa de Emissão de Obrigações Hipotecárias, cujo montante máximo é de 10 000 milhões de euros, o Banco procedeu a emissões que totalizaram 5 540 milhões de euros. As características destas emissões são como segue:
Designação Valor Nominal (milhares de euros) Valor de balanço (milhares de euros)
Data Emissão Data de Reembolso
Periodicidade do pagamento dos
juros
Taxa de Juro Rating
BES Obrigações hipotecárias 25/01/2011 1 250 000 1 303 743 25-01-2008 25-01-2011 Anual 4,375% AAA BES Obrigações hipotecárias 21/07/2010 1 250 000 - 21-07-2008 21-07-2010 Anual Euribor 1M + 0,45% AAA BES Obrigações hipotecárias 3,375% 1 000 000 991 969 17-11-2009 17-02-2015 Anual 3,375% AAA BES Obrigações hipotecárias DUE JUL 17 750 000 - 07-07-2010 09-07-2017 Anual Euribor 6M + 0,60% AAA BES Obrigações hipotecárias 21/07/2017 1 250 000 - 21-07-2010 21-07-2017 Anual Euribor 6M + 0,60% AAA BES Obrigações hipotecárias DUE 4,6% 40 000 38 194 15-12-2010 26-01-2017 Anual 4,600% Aa2
Estas obrigações são garantidas por um conjunto de créditos à habitação e demais activos que se encontram segregados como património autónomo nas contas do Banco, conferindo assim privilégios creditórios especiais aos detentores destes títulos sobre quaisquer outros credores. As condições da referida emissão enquadram-se no Decreto-Lei n.º59/2006 e nos Avisos nºs 5, 6, 7 e 8 e na Instrução n.º 13 do Banco de Portugal.
O valor dos créditos que contragarantem esta emissão, em 31 de Dezembro de 2010, ascende a 4 963 051 milhares de euros (31 de Dezembro de 2009: 4 053 833 milhares de euros) (ver Nota 21).
O movimento ocorrido durante o exercício de 2010 nas responsabilidades representadas por títulos foi o seguinte: (milhares de euros) Saldo em 31.12.2009 Emissões Reembolsos Compras (líquidas) Outros Movimentos a) Saldo em 31.12.2010 Euro Medium Term Notes (EMTN) 11 875 102 3 670 161 ( 3 486 472) ( 441 790) ( 41 757) 11 575 244 Certificados de depósitos 9 277 165 - (7 488 987) - ( 39 495) 1 748 683 Obrigações 6 203 876 35 000 ( 1 115 234) ( 800 286) ( 273 787) 4 049 569 Obrigações hipotecárias 3 649 359 40 000 (1 250 000) ( 32 938) ( 72 515) 2 333 906 Outras responsabilidades 2 095 597 7 398 570 (4 787 422) ( 249 724) ( 54 484) 4 402 537 33 101 099 11 143 731 (18 128 115) (1 524 738) ( 482 038) 24 109 939
a) Os outros movimentos incluem o juro corrido em balanço, correcções por operações de cobertura, correcções de justo valor e variação cambial b) No caso específico dos certificados de depósito, por serem instrumentos de curto prazo, o valor das emissões é apresentado líquido de reembolsos
b)
De acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.8, no caso de compras de títulos representativos de responsabilidades do Grupo, os mesmos são anulados do passivo consolidado e a diferença entre o valor de compra e o respectivo valor de balanço é reconhecido em resultados.
A duração residual das Responsabilidades representadas por títulos, a 31 de Dezembro de 2010 e 2009, é como segue: (milhares de euros) 31.12.2010 31.12.2009 Até 3 meses 6 841 507 10 133 346 De 3 meses a um ano 1 571 931 5 121 041 De um a cinco anos 11 319 948 13 266 840
Mais de cinco anos 4 376 553 4 579 872
NOTA 33 – PROVISÕES
Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, a rubrica Provisões apresenta os seguintes movimentos:
(milhares de euros) Provisão para reestruturação Outras Provisões Total Saldo a 31 de Dezembro de 2008 7 840 123 371 131 211 Reforços / (reposições) - 53 160 53 160 Utilizações ( 6 311) - ( 6 311)
Diferenças de câmbio e outras - 1 791 1 791
Saldo a 31 de Dezembro de 2009 1 529 178 322 179 851
Reforços / (reposições) - 49 343 49 343
Utilizações ( 151) ( 17 746) ( 17 897)
Diferenças de câmbio e outras - 3 409 3 409
Saldo a 31 de Dezembro de 2010 1 378 213 328 214 706
As outras provisões, cujo valor ascende a 213 328 milhares de euros (31 de Dezembro de 2009: 178 322 milhares de euros), visam a cobertura de determinadas contingências devidamente identificadas, decorrente da actividade do Grupo, sendo as mais relevantes as seguintes:
• Contingências decorrentes do processo de permuta de acções do Banco Boavista Interatlântico, por acções do Bradesco, ocorrida durante o exercício de 2000. O Grupo constituiu provisões no valor de 62,0 milhões de euros (31 de Dezembro de 2009: 56,4 milhões de euros) para cobertura de eventuais perdas com o referido processo;
• Contingências associadas a processos de falência de clientes que poderão implicar perdas para o Grupo. As provisões registadas com vista à cobertura destas perdas ascendem em 31 de Dezembro de 2010 a cerca de 26,5 milhões de euros (31 de Dezembro de 2009: 24,0 milhões de euros);
• Contingências associadas a processos em curso relativos a matérias fiscais. Para fazer face a estas contingências, o Grupo mantém provisões de cerca de 39,8 milhões de euros (31 de Dezembro de 2009: 60,8 milhões de euros);
• Provisões associadas a processos em curso relativas a operações comerciais realizadas no estrangeiro no valor de 37,4 milhões de euros;
• O valor remanescente, de cerca de 47,6 milhões de euros (31 de Dezembro de 2009: 37,1 milhões de euros), destina-se à cobertura de potenciais perdas decorrentes da actividade normal do Grupo tais como, entre outras, fraudes, roubos e assaltos e processos judiciais em curso.
NOTA 34 – IMPOSTOS
O Banco e as subsidiárias com sede em Portugal estão sujeitos a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) e correspondente Derrama. O cálculo do imposto corrente e diferido do exercício de 2009 foi apurado com base numa taxa nominal de IRC e Derrama Municipal de 26,5%, de acordo com a Lei n.º 107-B/2003, de 31 de Dezembro, e a Lei nº2/2007, de 15 de Janeiro (que aprovou a Lei das Finanças Locais). O imposto corrente e diferido relativo ao exercício de 2010 foi apurado com base numa taxa nominal de IRC e Derrama Municipal de 26,5%, acrescida de uma taxa adicional de 2,5% referente à Derrama Estadual prevista no âmbito das medidas adicionais do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) aprovadas pela Lei n.º 12-A/2010, de 30 de Junho.
As declarações de autoliquidação do Banco e das subsidiárias com sede em Portugal ficam sujeitas a inspecção e eventual ajustamento pelas Autoridades Fiscais durante um período de quatro anos. Assim, poderão vir a ter lugar eventuais liquidações adicionais de impostos devido essencialmente a diferentes interpretações da legislação fiscal. No entanto, é convicção da Administração do Banco e das subsidiárias com sede em Portugal que, no contexto das demonstrações financeiras consolidadas, não ocorrerão encargos adicionais de valor significativo.
Os activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos em balanço em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 podem ser analisados como segue:
(milhares de euros)
Activo Passivo Líquido
31.12.2010 31.12.2009 31.12.2010 31.12.2009 31.12.2010 31.12.2009 Instrumentos financeiros 61 328 43 227 ( 111 202) ( 166 718) ( 49 874) ( 123 491)
Crédito a clientes 252 580 212 717 - - 252 580 212 717
Outros activos tangíveis - - ( 9 239) ( 11 498) ( 9 239) ( 11 498)
Activos intangíveis 102 111 - - 102 111
Investimentos em subsidiárias e associadas 3 821 31 583 ( 73 204) ( 31 587) ( 69 383) ( 4)
Provisões 33 646 29 890 - ( 119) 33 646 29 771
Pensões 26 985 23 257 ( 43 819) ( 43 772) ( 16 834) ( 20 515)
SAMS 202 30 282 - - 202 30 282
Prémios de antiguidade 8 152 7 267 - - 8 152 7 267
Débitos representados por títulos - - ( 27 814) ( 24 226) ( 27 814) ( 24 226)
Outros 5 748 8 737 ( 7 177) ( 5 813) ( 1 429) 2 924
Prejuízos fiscais reportáveis 47 598 5 317 - - 47 598 5 317
Imposto diferido activo/(passivo) 440 162 392 388 ( 272 455) ( 283 733) 167 707 108 655
Compensação de activos/passivos por impostos diferidos ( 156 795) ( 204 517) 156 795 204 517 - - Imposto diferido activo/(passivo) líquido 283 367 187 871 ( 115 660) ( 79 216) 167 707 108 655
O Grupo não efectua o registo de imposto diferido passivo relativamente às diferenças temporárias de subsidiárias e associadas em que controle o período de reversão de tais diferenças e as mesmas sejam materializadas através da distribuição de dividendos não tributáveis. Em relação às outras subsidiárias, o Grupo calcula imposto diferido passivo.
Adicionalmente, o Grupo não reconhece imposto diferido activo em relação a prejuízos fiscais reportáveis incorridos por certas subsidiárias por não ser expectável que os mesmos venham a ser
recuperados num futuro próximo. Um detalhe dos prejuízos fiscais reportáveis relativamente aos quais não foi reconhecido imposto diferido activo apresenta-se como segue:
(milhares de euros) Ano limite para a dedução 31.12.2010 31.12.2009 2009 - 8 760 2010 9 598 9 598 2011 6 235 6 235 2012 1 155 1 155 2013 826 826 2014 5 329 15 492 23 143 42 066 Prejuízos fiscais reportáveis à data de
Os movimentos ocorridos nas rubricas de impostos diferidos de balanço tiveram as seguintes contrapartidas:
(milhares de euros)
31.12.2010 31.12.2009
Saldo inicial 108 655 104 305
Reconhecido em resultados 15 899 68 862
Reconhecido em reservas de justo valor (1) 47 885 ( 84 440)
Reconhecido em outras reservas ( 2 723) 18 970
Variação cambial e outros ( 2 009) 958
Saldo final (Activo / (Passivo)) 167 707 108 655
(1) O valor reconhecido na demonstração consolidada do rendimento integral inclui adicionalmente o imposto diferido
reconhecido nas reservas de justo valor de empresas associadas no montante de 16 902 milhares de euros de proveitos (31 de Dezembro de 2009: 12 545 milhares de euros de custos).
O imposto reconhecido em resultados e reservas durante os exercícios de 2010 e 2009 teve as seguintes origens: (milhares de euros) Reconhecido em resultados Reconhecido em reservas Reconhecido em resultados Reconhecido em reservas Instrumentos financeiros ( 25 732) ( 47 885) 153 84 440 Crédito a clientes ( 39 863) - ( 63 105) -
Outros activos tangíveis ( 2 259) - 568 -
Activos intangíveis 9 - 47 -
Investimentos em subsidiárias e associadas 66 362 3 017 ( 8 112) ( 13 767)
Provisões ( 3 875) - ( 11 312) -
Pensões ( 1 852) ( 1 829) ( 4 097) ( 1 671)
SAMS 30 080 - ( 3 106) -
Prémios de antiguidade ( 885) - ( 302) -
Débitos representados por títulos 3 588 - 16 822 -
Outros 809 1 535 2 582 ( 3 532)
Prejuízos fiscais reportáveis ( 42 281) - 1 000 -
Imposto Diferido ( 15 899) ( 45 162) ( 68 862) 65 470
Impostos Correntes 59 673 46 178 681 944
Total do imposto reconhecido (proveito) / custo 43 774 ( 45 116) 109 819 66 414
O imposto corrente reconhecido em reservas inclui um proveito por imposto de 1 933 milhares de euros relativos ao custo incorrido com o aumento de capital (31 de Dezembro de 2009: 823 milhares de euros), um custo de 1 829 milhares de euros relativos a pensões de reforma (31 de Dezembro de 2009: 1 671 milhares de euros) e 150 milhares de euros relativos ao plano de incentivos baseado em acções (31 de Dezembro de 2009: 96 milhares de euros).
A reconciliação da taxa de imposto pode ser analisada como segue:
(milhares de euros)
Resultado antes de impostos e Interesses Minoritários 700 765 684 911
Taxa de imposto do BES 29,0 26,5
Imposto apurado com base na taxa de imposto do BES 203 222 181 501 Dividendos excluídos de tributação (6,1) ( 42 951) (2,2) ( 14 864) Lucros em unidades com regime de tributação mais favorável (8,2) ( 57 503) (8,0) ( 54 791) Mais valias fiscais versus contabilísticas (11,5) ( 80 543) (3,9) ( 26 593) Apropriação do equity de associadas (1,5) ( 10 781) (1,2) ( 7 944)
Custos não dedutíveis 4,8 33 563 4,5 31 118
Efeito da introdução da derrama estadual nos impostos diferidos (2,4) ( 17 000) - - Impostos suportados no estrangeiro não recuperáveis 1,2 8 739 - - Efeito do cálculo do imposto diferido activo sobre prejuízos fiscais à taxa de 25% 1,0 6 759 - -
Outros (0,1) 269 0,2 1 392
6,2 43 774 16,0 109 819 31.12.2010 31.12.2009
% Valor % Valor