• Nenhum resultado encontrado

8. METODOLOGIA DA PESQUISA

8.1. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

8.1.2. RESPOSTAS DAS ENTREVISTAS COM OS PROFESSORES

O professor A entrevistado leciona aula para as 4º séries e o professor B é contrato pela prefeitura para realizar um projeto de Educação Ambiental com todos os alunos da escola.

1 – Qual a sua formação? E em que ano se formou?

Professor A Professor B • Formou-se em Pedagogia na década de 90 e Psicopedagogia no ano passado (2007). • Formou-se em Ciências Biológicas em 2007

• Leciona Educação Ambiental.

2 – Há quanto tempo trabalha com inclusão de alunos com deficiência?

Professor A Professor B

• 3 anos. • Esse é o primeiro ano.

3 – Quantas crianças deficientes têm na sala? E quais são as deficiências?

Professor A Professor B

• 1 aluno.

• Limitações físicas e mentais.

• Leciona em todas as salas da escola.

• 1º a 4º série – 2 alunos cadeirantes.

• 4º a 8º série – 3 alunos cadeirantes e 1 aluno com atrofia muscular.

4 – Você tem ou teve algum contato com profissionais da saúde que acompanha esse aluno? Como foi? No que ele te orientou?

Professor A Professor B

• Não • Não

5 - Qual a sua opinião sobre inclusão dos alunos deficientes nas escolas públicas de São Paulo?

Professor A Professor B

• No início era contra, pois tinha medo, mas agora considero um trabalho importante.

• Não consigo fazer um bom trabalho porque tem muitos alunos na sala de aula.

• Dentro da escola é uma exclusão.

• O Sistema de educação não está apropriado para receber os alunos deficientes.

6 - Qual o total de alunos na sua sala? Você considera que essa quantidade de alunos interfere na qualidade de suas aulas e no processo educacional de cada aluno?

Professor A Professor B

• 39 alunos.

• Sim, por que não é possível ter um atendimento individualizado.

• 35 alunos.

• Sim, por que não é possível ter um atendimento individualizado.

• O tempo de aula não é suficiente para trabalhar com todas as crianças.

7 – Você se sente preparada para trabalhar com alunos deficientes?

Professor A Professor B

• Não.

• A formação acadêmica não contemplou o trabalho com esses alunos deficientes.

• Não.

• A formação acadêmica não contemplou o trabalho com esses alunos deficientes.

8 - Utiliza algum método ou procedimento diferenciado com os alunos deficientes?

Professor A Professor B

• Sim.

• Materiais diferentes (concretos)

Exemplo: caderno de madeira, linhavo, letras em fichas (móveis) • Trabalhar habilidades

diferentes. Exemplo:

Aprimorar a coordenação fina das mãos.

9 – Como ocorre a interação dos alunos deficientes com os outros alunos?

Professor A Professor B

• Os outros alunos gostam de ajudar o aluno com deficiência.

• Tranqüilo.

• Os outros alunos gostam de ajudar os deficientes.

10 – Os pais dos alunos deficientes têm interesse em acompanhar o desenvolvimento escolar do aluno? De que maneira eles fazem isso?

Professor A Professor B

• Sim, mas acompanham pouco.

• Estão mais preocupados com em acomodar a criança dentro da escola do que com o aprendizado dela.

• A princípio os pais matriculam as crianças por conta da obrigatoriedade, mas depois percebem o desenvolvimento de seus filhos dentro da escola.

• Alguns sim.

• Existe uma avó e uma mãe que acompanham.

11 - Que apoio você encontra da direção escolar?

Professor A Professor B

• Mobiliário adequado.

• Atende as solicitações dos

professores dentro de sua realidade para materiais didáticos.

12 - Tem apoio de outros órgãos para trabalhar com a inclusão?

Professor A Professora B

• Tem conhecimento do CEFAI, mas não teve contatos com eles.

• Não.

13 – Participa de alguma formação continuada para professores? Quem oferece?

Professor A Professor B

• Não. • Não.

14 – Você como professor de aluno com deficiência da prefeitura de São Paulo conhece e/ou teve acesso aos programas CEFAI - Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, PAAI - Atuação do Professor de Apoio e Acompanhamento à Inclusão e SAAI - Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão.

Professor A Professor B

• Já ouviu falar, mas não teve contatos com eles.

• Diretamente nunca teve apoio. • Já ouviu falar.

• No 1° semestre de 2008 existia uma estagiária do CEFAI que acompanhava dois cadeirantes, agora não tem mais.

15 – O que poderia ser feito para melhorar o processo de inclusão nas escolas?

Professor A Professor B

• Diminuir a quantidade de alunos na sala de aula.

• Educação direcionada • Formação do professor

16 – Existe algo a mais que julga importante registrar nessa entrevista.

Professor A Professor B

• É importante a inclusão visando o desenvolvimento cognitivo e social.

• Todos os alunos e professores sem deficiência aprendem a lidar com essa criança com deficiência.

• O profº poderia ter mais tempo para dar atenção ao aluno, mas infelizmente o sistema não permite, são muitos alunos em sala e pouco tempo de aula.

8.1.3. RESPOSTAS DA ENTREVISTA COM O COORDENADOR DA ESCOLA CAROLINA RENNÓ RIBEIRO DE OLIVEIRA.

1 – Qual a sua formação? E em que ano se formou?

• Formou-se em pedagogia com administração escolar e supervisão em 1997

2 – Há quanto tempo trabalha nessa escola como coordenadora? • 4 anos.

3 – Qual a sua opinião sobre inclusão dos alunos deficientes nas escolas públicas de São Paulo?

• Foi um avanço a convivência das crianças deficientes com as que não possuem deficiência, a questão social ampliou muito.

• Falta um acompanhamento de outra instituição que faça um trabalho mais individualizado

4 – Quando a escola começou a receber alunos com deficiência?

• Data exata não tem, mas começamos a receber um nº maior de alunos com deficiência há oito anos.

5 - Atualmente quantas crianças deficientes existem de 1º a 4º série? E quais suas deficiências?

• 2 alunos cadeirantes com laudos.

6 – Quais os procedimentos que a escola tem com a entrada de alunos deficientes? Quem acompanha esses alunos junto à classe regular?

• Entrevista com a Família a respeito das dificuldades do aluno. • Solicitação do Laudo Médico.

7 - Existe na escola algum professor especialista? Tem sala de recurso ou de apoio? • Na sala de apoio tem uma professora psicopedagogaga.

• Disponível uma sala de apoio pedagógico que trata da questão da aprendizagem para todos os alunos da escola, mas a maioria não vem por que é fora do horário de aula e o transporte escolar só traz para o horário de aula comum.

• Sala de recurso não tem.

8 – Qual é a assistência que o professor com aluno deficiente possui? • Nesse momento não tem.

• No início do ano teve uma reunião bem rápida para falar um pouco de cada necessidade especial.

• Foi disponibilizado um acompanhamento com APAE, mas só para os professores de 1ª a 4ª séries. Porém os horários eram inviáveis para os professores. Tentamos fazer um acordo, mas eles não deram resposta.

• Existem alguns cursos que a Secretaria disponibiliza para os professores fora do horário de trabalho deles, mas eles acabam não participando por que a maioria tem acúmulos de cargos e não são dispensados do serviço, dentro do horário não tem mais nenhum curso.

• Existe um aluno pesquisador do CEFAI que acompanha um aluno com Síndrome de Down.

9 - Como vocês pensam e organizam as questões curriculares / avaliação / terminalidade para os alunos no processo de inclusão?

• Nunca fizeram nenhum processo de terminalidade.

• O currículo e o mesmo para todas as crianças, mas é adaptado para o aluno com necessidades especiais.

10 – Vocês têm apoio de algum órgão público para trabalhar com a inclusão? (secretaria Educacional).

• Tem o CEFAI, mas eles vem uma vez a cada ano para ver as crianças com necessidade especial, mas não fazem acompanhamento.

11 – Quais as dificuldades que vocês encontram para trabalhar com a inclusão? • No início os professores se assustavam, tinham medo de lhe dar com algo que desconhecia, das cobranças das famílias, mas agora isto está mais tranqüilo.

12 – Para a inclusão, quais são as necessidades em relação a: materiais / equipamentos / formação de professores / adaptações / acessibilidade?

• Material com letras móveis.

• Estamos tentando disponibilizar um computador e uma colméia para um aluno com paralisia cerebral.

13 – O que poderia ser feito para melhorar o processo de inclusão nas escolas? • A presença do Poder Público em toda amplitude da vida do aluno com deficiência, não só na escola.

• Investir na Formação específica dos professores.

14 – Existe algo a mais que julga importante registrar nessa entrevista.

• É interessante perceber que a sociedade está pensando mais na inclusão escolar e contribuindo para isso.

8.2.1. CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA ESTADUAL PROFº NORBERTO ALVES

Documentos relacionados