5. OBSERVAÇÃO DOS PARÂMETROS DE INFLUÊNCIA NOS
5.3. Respostas do questionário de avaliação dos usuários dos
O questionário de avaliação dos usuários foi aplicado, por meio eletrônico, a dois técnicos diretamente relacionados aos mapeamentos de riscos na prefeitura de Diadema: a atual funcionária da Secretaria de Habitação, engenheira Telma Ervilha, e o ex-secretário de Habitação do município, arquiteto Milton Nakamura. Ambos estiveram envolvidos com os dois mapeamentos realizados no município.
1) Quais os motivos que levaram a Prefeitura a solicitar os mapeamentos?
• 1º Mapeamento:
Milton Nakamura: O município de Diadema fez o primeiro mapeamento das áreas de risco em 1992, pelo IPT. Foi motivado pela existência de grande número de assentamentos precários do tipo favela em encostas, que todo período de chuvas registrava ocorrências de escorregamentos de encostas sobre as moradias precárias. Era preciso evitar desastres como o da favela Nova República de São Paulo, ocorrido em 1989, se não me engano.
Telma Ervilha: Devido ao crescimento desordenado e escassez de terra no município, houve um aumento de áreas subnormais acarretando em ocupação em áreas de risco.
• 2º Mapeamento:
Milton Nakamura: Em 2002 foi feito novo mapeamento, feito pelo IG – Instituto Geológico, e em 2012 foi feito uma atualização desses mapeamentos que integrou o PMRR, pela empresa REGEA, Geologia e Estudos Ambientais, Plano Municipal de Redução de Riscos.
Telma Ervilha: Idem ao item 1, considerando a necessidade de atualização.
2) As informações geradas pelos dois mapeamentos realizados foram e estão sendo utilizadas segundo os seguintes parâmetros?
i. Quanto às informações geotécnicas fornecidas: nível de detalhamento e processos geodinâmicos (movimentos gravitacionais de massa, processos erosivos, etc) geradas pelas cartas
• 1º Mapeamento
Milton Nakamura: O método utilizado no primeiro mapeamento foi desenvolvido pela equipe do IPT que resultou em referência para o assunto.
Telma Ervilha: verificar junto à equipe que acompanhou o processo à época: Defesa Civil 199 ou 0800-770-5559 ou com Engenheiro Armando – 4057-8091.
• 2º Mapeamento:
Milton Nakamura: O último mapeamento (terceiro feito pelo município) segue a metodologia estabelecida pelo ministério das cidades, que tem origem na metodologia feita pelo IPT, utilizada no primeiro mapeamento.
É baseada em vistoria de campo, feita por engenheiros e geólogos e imagens aéreas oblíquas.
É baseado no conhecimento da formação geológica, mas não sei se os geólogos usaram algum tipo de processo mais detalhados (não sei o que é processos geodinâmicos gerados pelas cartas)
Ainda não foi elaborada carta de suscetibilidade em Diadema.
Telma Ervilha: verificar junto à equipe que acompanhou o processo à época: Defesa Civil 199 ou 0800-770-5559 ou com Engenheiro Armando – 4057-8091.
ii. As moradias em situações de riscos são claramente identificáveis em cada mapeamento, ou há subestimação/superestimação do risco?
1º Mapeamento:
Milton Nakamura: São claramente identificadas, com excelente grau de precisão. Telma Ervilha: Verificar junto à equipe da Defesa Civil 199 ou 0800-770-5559 ou com Engenheiro Armando – 4057-8091
2º Mapeamento:
Milton Nakamura: São claramente identificadas, com excelente grau de precisão.
Telma Ervilha: O mapeamento foi feito em conjunto com a equipe de campo do Departamento de Habitação Engenheiro Armando – 4057-8091 e Defesa Civil, de forma minuciosa e comparando: Mapeamento anterior e relatórios de ocorrência da Defesa Civil do município de forma a ter ficado de acordo com a realidade.
iii. Qual mapeamento gerou maior compreensão e foi mais utilizado?
Milton Nakamura: Todos os levantamentos foram utilizados, tanto para monitoramento, como para execução de obras. Por essa razão, não tem sido registrado na cidade acidentes com perda de vidas humanas, embora tenham ocorrido deslizamentos de terra.
Telma Ervilha: Não há diferença. Ambos são importantes para: eliminar as situações de risco, bem como efetuar o controle de ocupação em áreas de risco.
iv. Se o 1º Mapeamento foi melhor utilizado, qual o motivo da realização do 2º Mapeamento?
Milton Nakamura: Os municípios tem que manter as informações críticas do território sempre atualizadas, pois a dinâmica de ocupação do solo nem sempre é acompanhada por um controle eficiente, principalmente nas áreas mais precárias, como favelas, gerando novas áreas de risco, ou agravando as existentes.
Telma Ervilha: ATUALIZAÇÃO. O mapeamento deve ser regularmente atualizado de vido ao crescimento contínuo da cidade.
3) Como as informações dos mapeamentos foram transmitidas para:
1°Mapeamento
i. Gestores públicos:
Milton Nakamura: Distribuição do relatório aos setores de defesa civil, técnicos da habitação e de planejamento urbano
ii. Técnicos da Prefeitura:
Milton Nakamura: Defesa civil, técnicos da habitação e de planejamento urbano, com a distribuição, ou circulação do relatório do mapeamento.
iii. Comunidade:
Milton Nakamura: Apresentação específica para comissão de representantes da população moradora nas áreas de risco.
Telma Ervilha: Para os 3 itens acima solicitou procurar outros membros da Prefeitura citados anteriormente.
2°Mapeamento (terceiro e último mapeamento)
i. Gestores públicos:
Milton Nakamura: Curso de capacitação como ação integrante do PMRR Telma Ervilha: Consórcio intermunicipal e matricialidade intersecretarial .
ii. Técnicos da Prefeitura:
Milton Nakamura: Curso de capacitação como ação integrante do PMRR Telma Ervilha: A elaboração do plano foi matricial e envolveu todas as secretarias.
iii. Comunidade
Milton Nakamura: Audiência pública Telma Ervilha:
1. Mobilização da comunidade por meio de equipe matricial composta por agentes de saúde, assistentes sociais e equipe do departamento de habitação
2. Audiência Pública 3. Folders informativos
4) O conhecimento gerado pelos mapeamentos foi utilizado para elaboração de plano diretor, realização de obras, PLHIS, plano plurianual, ação social e/ou remoção de moradias? (Citar quais)
Milton Nakamura: Sim, para planos de obras e elaboração do PLHIS onde o risco foi um dos critérios de priorização das áreas para investimento.
Todas as áreas de risco situados em assentamentos precários foram demarcadas como AEIS – Área Especial de Interesse Social no Plano Diretor.
Telma Ervilha :Sim – todos. Trata-se de ferramenta imprescindível para seleção de áreas a receberem intervenções, critério prioridade 1 no PLHIS, atendimento prioritário na remoção de moradias.
5) Os mapeamentos foram utilizados para captação de recursos? Como eles serão utilizados para captações futuras?
1º Mapeamento:
Milton Nakamura: Para captar recursos do PAC do programa de Urbanização de Assentamentos Precários do Ministério das Cidades, no período de 2006 a 2009.
Telma Ervilha: Sim. Definição de prioridade 1 para captação de recursos, conforme está previsto no PLHIS.
2º Mapeamento
Milton Nakamura: Para captar recursos do PAC-2 do programa de redução de riscos do Ministério das Cidades, em 2012 foi feito solicitação para intervenções estruturais em todas =os setores de risco alto e muito alto (R-3 e R-4)
Telma Ervilha: Sim. Definição de prioridade 1 para captação de recursos, conforme está previsto no PLHIS.