DADOS PERFIL CAHR NB
IDADE 56 anos 58 anos
SEXO Feminino Feminino
ESTADO CIVIL Divorciada Solteira
FILHOS Não Não
FAIXA SALARIAL Acima de R$
2.000,00
Acima de R$ 2.000,00
FORMAÇÃO ESCOLAR Graduação em
Matemática e Física
Graduação em Matemática e complementação
em Pedagogia
TEMPO DE ATUAÇÃO NA EDUCAÇÃO 19 anos 23 anos
QUANTIDADE DE HORAS SEMANAIS
DEDICADAS À ATIVIDADE DE DOCÊNCIA
40 horas 40 horas
TEMPO DE ATUAÇÃO NO PIBID 2 anos 3 anos
PARTICIPAÇÃO EM ALGUM OUTRO PROJETO DO GOVERNO E QUANTIDADE DE HORAS DEDICADAS ÀS ATIVIDADES
Não Não
OUTRA ATIVIDADE REMUNERADA Não Não
APÊNDICE 14
ROTEIRO PREESTABELECIDO PARA A REALIZAÇÃO DE ENTREVISTAS COM 2 SUPERVISORAS
(1) Para você a implantação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) é uma medida positiva no processo de formação inicial do professor de Matemática, ou não? Por quê?
(2) Há aspectos que você considera facilitadores no trabalho do PIBID com os alunos da Licenciatura em Matemática? Em caso afirmativo, cite o principal.
(3) Quais as maiores dificuldades que você encontra para desenvolver o PIBID com os alunos da Licenciatura em Matemática?
(4) Existem algumas ações promovidas pelo PIBID que integram a Universidade e a Escola? Caso afirmativo, quais são elas?
(5) Você acha que o PIBID tem contribuído para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas? Em caso afirmativo, explique de que maneira.
(6) Como você avalia o seu trabalho de acompanhamento e de formação dos alunos bolsistas?
APÊNDICE 15
TRANSCRIÇÃO DAS ENTREVISTAS REALIZADAS COM AS 2 SUPERVISORAS
CAHR
56 anos, 19 anos na Educação, 2 anos de atuação no PIBID36.
SILVANA – Para você a implantação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) é uma medida positiva no processo de formação inicial do professor de Matemática, ou não? Por quê?
CAHR – Ela é uma medida
positiva com certeza. A ideia é de inserir os acadêmicos das licenciaturas no cotidiano das
36Da realização das entrevistas –
Todas as entrevistas baseiam-se no “Roteiro para Entrevista Semiestruturada com Bolsista Supervisor” (APÊNDICE F), aliadas às intervenções da Pesquisadora, quando necessário, através de perguntas complementares, ou explicações solicitadas pelas entrevistadas, destacadas através da inscrição dos caracteres em itálico.
Da ambientação e protocolo das entrevistas – Tanto no início, como ao
término de cada entrevista, foi firmado agradecimento às entrevistadas pela concessão do seu tempo, por sua prontidão e presteza em participar da pesquisa e pela generosidade de suas informações, enfatizando a importância da sua contribuição. Os agradecimentos, por fazerem parte de um protocolo usual, não foram destacados na transcrição.
Das questões éticas, de sigilo e de liberdade de expressão – Por questões
éticas e cláusula de sigilo garantida pelo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelas participantes, os nomes de professores e alunos eventualmente citados e/ou apontados pelas entrevistadas foram suprimidos e substituídos por siglas. A opinião e observações feitas pelas entrevistadas foram mantidas na íntegra.
escolas, promovendo a troca de saberes e a integração entre a Educação Superior e a Educação Básica em uma perspectiva que privilegia ações interdisciplinares, [as quais] capazes de articular a teoria e a prática necessárias à formação dos docentes.
SILVANA – Há aspectos que você considera facilitadores no trabalho do PIBID com os alunos da Licenciatura em Matemática? Em caso afirmativo, cite o principal. CAHR – Com certeza. O
Professor-supervisor ligado ao PIBID tem a oportunidade de
compartilhar algumas
experiências com os bolsistas,
aprendendo metodologias
inovadoras que, na maioria das vezes, não tem tempo de
pesquisar e, em troca,
compartilha com os bolsistas suas experiências da sala de aula.
Então, nessa troca de saberes
eles [Referindo-se aos
bolsistas alunos do PIBID]
também nos trazem algum conhecimento, ao passo que
nós, na sala de aula,
[favorecemos os alunos] com as nossas experiências e com os acontecimentos do dia a dia. Claro que essa troca de informações favorece a todos nós em nosso trabalho.
SILVANA – Quais as maiores dificuldades que você encontra para desenvolver o PIBID com os alunos da Licenciatura em Matemática? CAHR – A maior dificuldade
que eu encontrei foi na organização dos horários,
mesmo porque todos
trabalham, então, no momento de organizar o horário de
nossas reuniões, horário da vinda aqui na escola, eu senti um pouco de dificuldade neste sentido.
SILVANA – Embora você já tenha comentado um pouco sobre o assunto, existem algumas ações promovidas pelo PIBID que integram a Universidade e a Escola? Tem alguma que você percebeu, em especial, que integrou a Escola e a Universidade?
CAHR – Sim. No subprojeto de
Matemática são previstas
algumas ações a serem
executadas para que o projeto alcance seus objetivos. Por
exemplo, a tomada de
conhecimento do projeto
político-pedagógico das
necessidades dos professores
que atuam nas escolas
conveniadas, a fim de que
sejam estabelecidas as
atividades de apoio a serem desenvolvidas pelos bolsistas; também um aprofundamento
de ações pedagógicas
necessárias nas escolas para os bolsistas, os professores e os professores-supervisores; ações em nível pedagógico para a elaboração e promoção das oficinas propostas; ações pedagógicas alternativas para o ensino de Matemática; e a
realização de reuniões
periódicas para a avaliação do
desempenho de todos os
membros envolvidos neste
subprojeto.
SILVANA – Você acha que o PIBID tem contribuído para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas? Em caso afirmativo, explique de que maneira.
CAHR – Com certeza no
desempenho escolar dos
matemáticos está ocorrendo a aprendizagem de uma maneira lúdica. Os alunos veem os
bolsistas como pessoas
diferentes na escola, diferentes do professor que está ali no dia a dia.
Então, essa maneira lúdica, tranquila de transmitir o conteúdo é diferente para eles
[Referindo-se aos alunos], que
têm a oportunidade de recebê- los [Referindo-se aos bolsistas
alunos] de maneira diferente,
pois são pessoas diferentes na escola. Esta oportunidade é ótima para eles [Referindo-se
aos alunos].
SILVANA – E você acha que isso acaba mexendo um pouco com os alunos?
CAHR – Mexe um pouco, não
é que mexe, mexe, assim, no sentido de favorecer, vai favorecendo.
SILVANA – Tem algum bolsista que acaba ajudando a tirar dúvida?
CAHR – Com certeza [os
Bolsistas] ajudam, tiram dúvida sim. E até os alunos chamam eles. “Vem aqui.”, eles chamam
e, às vezes, perguntam
também: “Os bolsistas não
retornaram aqui, não estão vindo mais, por quê?”. Há
aquele momento em que não têm as horas [Referindo-se aos
bolsistas alunos]. Aí, eles sempre perguntavam: “Não vão voltar mais”?. Eu falo que sim, que logo estarão aqui de volta.
SILVANA – Como você avalia a sua atuação/participação no PIBID?
CAHR – Eu sempre estou
buscando desenvolver um
trabalho reflexivo, motivacional e cooperativo e promovendo a troca de saberes, sempre favorecendo o Projeto PIBID.
SILVANA – E você gosta?
CAHR – Eu gosto, porque a
gente sempre tem a
oportunidade, não só de
receber esses bolsistas aqui na escola, nós temos também a oportunidade de participar dos eventos na universidade. Claro, nos eventos, nas oficinas que temos, nas reuniões com eles. Isso fortalece a interação.
SILVANA – Você faz bastantes cursos. Todos os cursos que a Secretaria da Educação propõe você costuma fazer?
CAHR – Faço. Gosto muito de
participar de projetos, gosto muito da dobradura, gosto de desenvolver coisas diferentes, então, eu já tenho isso. Isso é uma coisa minha.
SILVANA – E é isso que eles [os Bolsistas Alunos] precisam aprender com você, pois são poucos os professores que agem assim.
CAHR – Este aprendizado