INFORMAÇÕES E ÍNDICES FINANCEIROS – PYLA PEDREIRA YOLITA LTDA.
RESULTADO BRUTO (144) 18% 335% 61 5% (28) 1% (7) 1% DESPESAS OPERACIONAIS
Administrativas e gerais, pessoal, tributárias (359) -45% -55% (806) -72% (1.943) -44% (486) -44% Outras (despesas) receitas operacionais líquidas (764) -96% -522% 181 16% (974) -22% (244) -22%
Total Despesas Operacionais (1.123) -141% 80% (625) -56% (2.918) -66% (729) -66%
Custos e despesas operacionais sobre receita líquida 259% 150% 167% 167%
RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO (1.267) -159% 125% (564) -50% (2.945) -67% (736) -67%
Receita financeira 0 0% 0% - 0% 6 0% 1 0% Despesa Financeira (86) -11% -63% (235) -21% (628) -14% (157) -14%
LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DA CSLL E IRPJ (1.352) -170% 69% (799) -71% (3.567) -81% (892) -81%
Provisão para Contribuição Social e IRPJ - 0% 0% - 0% - 0% - 0%
LUCRO (PREJUÍZO) LÍQUIDO DO PERÍODO (1.352) -170% 69% (799) -71% (3.567) -81% (892) -81%
V% V% V%
Demonstração do Resultado
Resultado Trimestral - R$ mil Resultado Exercício 2018 - R$ mil 31/03/2019 V% H% 31/03/2018
O Resultado do 1º Trimestre/2019 apurou prejuízo líquido de R$ 1.352 mil, contra o prejuízo líquido no 1º Trimestre/2018 no valor de R$ 799 mil. Já no acumulado em 31/12/2018 houve o prejuízo líquido de R$ 3.567 mil, a média trimestral do prejuízo líquido no exercício de 2018 perfaz R$ 892 mil.
O Resultado Bruto foi negativo em 18% das receitas líquidas de vendas no 1º Trimestre/2019 contra o resultado bruto positivo em 5% no 1º Trimestre/2018, ocasionado principalmente pelos Custos dos Produtos Vendidos serem superiores as receitas líquidas em 2019.
Os custos e despesas operacionais representam 259% da receita líquida no 1º Trimestre/2019 contra 150% no 1º Trimestre/2018. A principal variação ocorreu na redução do faturamento no exercício de 2019, acompanhado do aumento das despesas operacionais.
A Recuperanda apresentou o comentário sobre as principais variações ocorridas nos saldos do Resultado do Exercício no período em análise, através do relatório “Análise de Balancete Contábil – Março/2019”, encaminhado por e-mail datado em 18/10/2019:
“Na análise de variação do resultado comparamos o primeiro trimestre de 2019 com o período correspondente de 2018 justificando distorções mais relevantes do comparativo. Elaboramos ainda uma média baseada no resultado anual de 2018 proporcional a três meses, este trimestre médio serve para confirmar a normalidade do último período, contudo os efeitos de sazonalidade do negócio não permitem uma análise razoável das variações. Exceto em casos especiais, variações inferiores a 1% das receitas liquidas foram consideradas imateriais para análise.
- No período de comparação as receitas reduziram 29% pois o volume vendido no trimestre de 2019 foi muito menor, já que parceiros comerciais de 2018 não permaneceram e o mercado da região continuam com muito concorrentes e preços muito baixos.
- A redução dos volumes vendidos deixou a fábrica ociosa em 2019 e assim os custos fixos como manutenção e mão de obra prejudicaram a margem bruta do trimestre.
- Nas despesas com vendas do primeiro trimestre de 2019 a redução das vendas permitiu economias com a frota própria da empresa encarregada de entrega das vendas. Assim os gastos com frete neste grupo se reduziram.
- Em decorrência dos inventários de estoques promovidos a Empresa constituiu ajustes negativos na rubrica de “Outras despesas operacionais”. Estes ajustes são parcialmente anulados pelos efeitos das reversões de provisões comentadas no item anterior.
- Os encargos financeiros de março/18 estão maiores que no trimestre correspondente de 2019 devido ao reconhecimento de juros na atualização de processo de CFEM que a empresa está discutindo administrativamente junto ao órgão de arrecadação.”
EVOLUÇÃO DAS CONTAS DE RESULTADO
Observa-se evolução no faturamento líquido médio mensal a cada ano em linha com a evolução do custo do produto vendido média mensal:
A evolução da margem bruta demonstra que a Recuperanda vem praticando preços de vendas inferiores aos custos, com margem negativa:
Adicionalmente, houve em 2019, importante redução das despesas financeiras quando comparada ao faturamento líquido na média mensal, o que demonstra uma melhora no agravamento da situação financeira da empresa no que se refere à obtenção de endividamento oneroso com capital de terceiros, quando comparado aos anos anteriores.
ANÁLISE FINANCEIRA
Índices de Liquidez
Liquidez geral – Indica a capacidade de pagamento de obrigações de curto e longo prazo, com recursos ativos também de curto e longo prazo, não
sendo considerados os ativos fixos. O índice inferior a R$ 1,00, demonstra que a empresa não se encontra em condições favoráveis, uma vez que, não possui recursos suficientes para liquidar suas obrigações.
Liquidez corrente – Indica a disponibilidade de recursos de curto prazo para pagamentos de dívidas também de curto prazo. O índice inferior a R$
1,00, demonstra que a Recuperanda se encontra em condição desfavorável, não havendo uma margem de segurança com seus recursos de curto prazo para liquidar suas obrigações também de curto prazo.
Liquidez seca - Índice que é, ainda, mais conservador por excluir, do ativo circulante, os estoques. Tomam-se como base os itens monetários e que
possuem prazo certo de recebimento para medir a situação financeira da empresa. O índice inferior a R$ 1,00, demonstra que a Recuperanda necessita melhorar sua capacidade de geração de caixa para honrar com suas obrigações de curto prazo, sem necessitar captar recursos de terceiros.
ÍNDICES PARA ANÁLISE FINANCEIRA 2016 2017 2018 mar/19
Liquidez Geral 2,5247 1,4785 0,9735 0,8159 Liquidez Corrente 2,1857 2,4572 0,8035 1,0547 Liquidez Seca 0,8340 0,5020 0,1944 0,2830 Liquidez imediata 0,0213 0,0121 0,0057 0,0131
ANÁLISE FINANCEIRA
Indicadores de Estrutura de Capital
Participação de Capital de Terceiros - Indica qual a “dependência” dos negócios em relação a recursos de terceiros (bancos, fornecedores,
recursos trabalhistas, tributários e etc.). Uma participação próxima a 100% denota extrema dependência de capital de terceiros para a geração de lucros. O ideal é que esta participação seja igual ou inferior a 60%.
Composição do Endividamento de CP – Indica a representatividade das obrigações de curto prazo em relação às obrigações totais da
Recuperanda.
Garantia ao capital de terceiros – Indica a proporção entre o Capital Próprio e o Capital de Terceiros, ou seja, demonstra a política de obtenção e
aplicação de recursos adotada pela empresa. O resultado indica o comportamento do patrimônio líquido (recursos próprios) em relação ao capital de terceiros.
ÍNDICES DE ENDIVIDAMENTO 2016 2017 2018 mar/19
Participação de Capital de Terceiros 10,35% 17,98% 26,43% 30,02% Composição do Endividamento de C.P. 70,92% 60,03% 52,77% 46,08% Garantia ao Capital de Terceiros 865,79% 456,13% 278,35% 233,09%
ANÁLISE ECONÔMICA
Os índices econômicos mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, ou seja, quanto rendeu os investimentos, identificando o grau de êxito econômico da empresa.
Índices de Rentabilidade
Margem de lucro sobre vendas (Rentabilidade líquida das vendas) - Indica quanto à empresa obtém de lucro, para cada 100 unidades monetárias
vendidas. O resultado superior ou igual a 1, indica que a Recuperanda vem operando seu faturamento com margem de lucro positiva. O resultado inferior a 1, indica uma condição desfavorável, uma vez que, a margem de vendas praticada não é suficiente para cobrir suas atividades operacionais.
Giro do ativo - Indica o volume de vendas praticado pela empresa em relação ao capital total investido, ou seja, mensura a eficiência na utilização
do ativo para a geração de receitas. Mostra quantas vezes o ativo girou no período. Geralmente, o valor do giro do ativo pode variar entre zero e infinito. Entretanto, valores entre 0,5 a 5 são mais comuns, resultados inferiores a esse intervalo, mostra o baixo giro do ativo.
Taxa de Retorno sobre o Ativo - Representa o retorno que o ativo total investido oferece. É a relação entre a quantidade de dinheiro ganho (ou
Índices de Rentabilidade 2016 2017 2018 mar-19
Margem de Lucro s/ as Vendas 0,06 -0,92 -0,81 -1,70
Giro do Ativo 0,35 0,22 0,21 0,04
ANÁLISE DINÂMICA
Em consonância com as Demonstrações Contábeis apresentadas pela Recuperanda em 31 de março de 2019, demonstram-se abaixo, os números apurados dos valores de Necessidade de Capital de Giro –NCG, Capital de giro – CDG e Tesouraria – T, através da utilização das seguintes equações:
NCG – Necessidade de capital de giro = Ativo Operacional - Passivo Operacional CDG – Capital de Giro = Passivo Não Circulante - Ativo Não Circulante
T – Tesouraria = Ativo Financeiro - Passivo Financeiro Graficamente, a situação financeira é a seguinte:
No período em análise atual, verificou-se que a situação financeira da Recuperanda está classificada como Tipo II – Sólida, justificada pelo Capital de Giro (CDG) positivo o que significa que os recursos próprios da Recuperada têm grande potencial de cobrir seu endividamento total, aliado ao saldo da Tesouraria (T) positiva, ocasionado pela ausência de passivo financeiro (empréstimos e financiamentos no curto prazo). A Necessidade de
R$ mil 31/12/2018 31/03/2019 31/12/2018 31/03/2019
CDG
Ativo não circulante 18.380 16.937 Passivo não circulante 17.813 17.087
(567) 150 (-) (+) NCG Ativo operacional 2.303 2.857 Passivo operacional 2.887 2.743 (584) 114 (-) (+) T Ativo financeiro 17 36 Passivo financeiro - - 17 36 (+) (+)