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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.2 RESULTADO DO QUESTIONÁRIO

Os questionários foram respondidos de maneira conduzida e centralizada,

de forma que foram individualmente respondidos e depois coletados. Para o

presente trabalho, usou-se a totalidade da amostra de 420 capitães alunos da

EsAO, do ano de 2018, possibilitando a solução da questão de estudo “e)”.

Nas respostas e dados obtidos com os questionários, ficam claras as

percepções e aceitação da implantação do tecido de alta solidez na confecção

do uniforme de combate do EB, uma vez que, a população tem mais de 10

(dez) anos de experiência de tropa, bem como os aspectos técnicos têxteis

apresentados na revisão de literatura.

No decorrer desse item, serão apresentadas as análises, gráficos e

percentuais dos dados obtidos através do instrumento de pesquisa supracitado.

Cabe ressaltar que o questionário foi respondido pela totalidade da amostra em

estudo.

Conforme respostas obtidas na pergunta número 1, pode-se observar que

toda a amostra do presente trabalho já utilizou o uniforme de combate 9ºC2

confeccionado com tecido de Alta Solidez, tendo assim condições de

mensurara percepção e aceitação do novo tecido, conformes fitamos o Gráfico

3.

Gráfico 3 - Militares que já usaram do uniforme 9ºC2 de Alta Solidez.

Fonte: O autor.

A pergunta número 2 apresenta a percepção da resistência da cor do

tecido de alta solidez após ser submetido às várias lavagens domésticas,

comparando-o com o modelo 2009. Verifica-se, no Gráfico 4, que 51,9% dos

militares acreditam que a resistência da cor melhorou muito, 42,4% que

melhorou um pouco, enquanto, apenas, 5,7% não perceberam melhorias.

Observa-se que o objetivo inicial da modificação do tecido era corrigir o

desbotamento prematuro, que com os dados em tela podemos corroborar tal

afirmação.

Gráfico 4 - Percepção da melhoria da resistência da cor do tecido de Alta Solidez.

Fonte: O autor.

Analisando o Gráfico 5, entende-se que buscou levantar a percepção da

modificação do peso (leveza, suavidade) do uniforme confeccionado com

tecido de alta solidez comparado-o com o modelo 2009, tendo como resultado

que 42,1% dos capitães alunos acreditam que melhorou muito, que 44,3%

melhorou um pouco, enquanto 12,6% não perceberam modificação no peso e

apenas 1% dos militares observaram que piorou um pouco. Nesse quesito,

apenas a redução de 5% da gramatura do tecido trouxe uma grande percepção

de leveza ao uniforme, acrescentando maior conforto tátil ao militar.

Gráfico 5 - Percepção do novo peso do tecido de Alta Solidez.

Fonte: O autor.

5,7%

A pergunta número 4 buscou observar a modificação na percepção do

conforto térmico, ao utilizar o uniforme confeccionado com o tecido de Alta

Solidez comparado com o Modelo 2009. Encontramos que 19% dos militares

perceberam que melhorou muito, 41,4% melhorou um pouco, enquanto 39,3%

não observaram nenhuma modificação nesse quesito. No Gráfico 7 podemos

observar que a percepção da melhoria do conforto térmico como uma

consequência da modificação da gramatura do tecido, mencionada no

parágrafo anterior.

Gráfico 6 - Percepção da modificação do conforto térmico do tecido de Alta Solidez.

Fonte: O autor

Com a pergunta número 5 buscou-se observar a percepção de melhoria

da apresentação individual do militar ao utilizar o uniforme produzido com

tecido de alta solidez e como resposta encontramos que 27,6% dos capitães

alunos acreditam que melhorou muito, 36% melhorou um pouco, que 31,9%

não apresentou nenhuma melhoria, enquanto 4,3% dos militares perceberam

uma pequena piora na apresentação individual, conforme destacado no Gráfico

8.

Gráfico 7 - Percepção da melhoria da apresentação individual do tecido de Alta Solidez.

Fonte: O autor

A pergunta número 6 foi com intuito de registrar a percepção, de uma

forma geral, que os militares observaram ao utilizar o uniforme 9ºC2

confeccionado com tecido de alta solidez, comparado com o modelo 2009 e o

gráfico 9 nos dá que 39% acreditam que melhorou muito, 47,9% que melhorou

somente um pouco, enquanto 12,6% não observaram nenhuma melhoria com

a implantação do novo tecido e 0,5% sentiram que piorou um pouco.

Visivelmente nota-se uma enorme melhoria ocorrida no uniforme, baseado na

percepção de 86,9% dos capitães alunos.

Gráfico 8 - Percepção da melhoria do uniforme de uma forma geral.

Fonte: O autor

No gráfico 9, referente à pergunta Nr 8 do questionário, foi distribuído a

frequência absoluta das maiores para as menores prioridades que os capitães

alunos dão para as possíveis capacidades agregadas ao uniforme, que

atualmente o EB não possui, ou melhorias dos atributos já existentes. Foram

sugeridas melhorias no conforto térmico, no design e incremento de proteção

contra insetos, raios UVA/UVB e detecção anti-optrônicos, obtendo-se os

seguintes resultados.

Como resultado o Quadro 16 mostra que os capitães alunos da EsAO dão

maior prioridade ao conforto térmico do uniforme, corroborando o que disse

(WILUSZ, 2008) sobre a importância dessa característica no fardamento e,

certamente, o Brasil por ser um pais tropical, direciona, também, os militares

para essa propriedade. Na sequência observamos o design como segunda

prioridade, possivelmente devido ao modelo de corte e aviamentos do uniforme

ser o mesmo há trinta anos, enquanto outros exércitos vêm apresentando

constantes modificações com a implementação de bolsos utilitários, zíperes e

velcro.

Gráfico 9 - Percepção das prioridades necessárias a melhorar ou acrescentar ao uniforme.

Fonte: O autor.

Observa-se que as duas primeiras prioridades são características já

existentes no uniforme, sugerindo que é essencial melhorar as características

já presentes, em detrimento de propriedades ainda não existentes como

camuflagem visual (anti optrônico e OVN), proteção contra raios UVA/UVB e

Proteção contra insetos.

Maior prioridade

Menor prioridade

Conforto térmico

Design (bolso, zíper, costuras, utilidades, funcionalidade etc..)

Camuflagem visual (anti optrônico e OVN)

Proteção contra raios UVA/UVB

Proteção contra insetos

Quadro 16 - Percepção da prioridade das capacidades agregadas aos uniformes

Fonte: O autor.