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CAPÍTULO 5: RESULTADOS

5.6 Resultado dos modelos sobre padrão de dieta

A Figura 57, mostra que a precipitação média difere pouco entre os períodos nas regiões da costa central e nas terras altas centrais. A diferença aparece mais na costa sul e nas terras altas ao sul, onde as distribuições no HM são mais dispersas e longas, e no PIT são mais oscilantes e com valores restritos. Essas diferenças sugerem, que, durante o HM houve mais chuva e umidade do que no PIT, ao menos para estas duas regiões.

Figura 58 Histograma de densidade mostrando a distribuição da densidade demográfica por região geográfica e período. 1 = Horizonte Médio, 2 = Período Intermédio Tardio.

Os dados de demografia mostram grande diversidade populacional entre as regiões e pequenas diferenças entre os períodos. A densidade demográfica no PIT aumenta em relação ao HM na costa central. Ocorre variação nas terras altas centrais, onde no PIT apresenta uma curva mais estreita, e no HM uma distribuição espaçada e oscilante. Na costa sul e nas Terras Altas do Sul, apresentam grandes diferenças entre os períodos.

5.6 Resultado dos modelos sobre padrão de dieta

Os resultados indicam que o Modelo 1 explica 49% da variação dos dados (R2

= 0,491, AIC = 2476.083), sendo este um resultado satisfatório, mas que ainda precisa de novas evidências para realizar melhor a previsão. A seguir as mostram os efeitos das variáveis e sua significância estatística.

Tabela 24 Testes de probabilidades da significância dos efeitos das variáveis processadas sobre os valores de isótopo de carbono. N.b.coll – Isótopo de nitrogênio do colágeno ósseo. Temp_Mean – Temperatura média. Precip_Mean – Precipitação média. X2 – valor de q-quadrado. gl – graus de liberdade. p – valor de probabilidade.

gl p

N.b.coll. 13.65 1 < .001

Temp_Mean 7.21 1 0.007

Precip_Mean 6.89 1 0.009

Demography.kde.corr.14c 53.42 1 < .001

Região 167.03 3 < .001

Período 161.38 1 < .001

Região ✻ Periodo.ord 154.10 3 < .001

Tabela 25 Parâmetros de estimação dos efeitos das variáveis sobre as concentrações de carbono. RC

= Razão de Chances. Min/Max = Mínimo e Máximo da Razão de chances. z-score = estatística Z.

Variáveis Interação Estimati

vas RC Min Max

z-score p-valor

(Intercept) (Intercept)

-12.2478

4.80e-6

3.89e -6

5.92e-6

-113.9 93

< .0 01

N.b.coll. N.b.coll. 0.0880 1.0919

4

1.042 2

1.1440

9 3.695 < .0 01

Temp_Mean Temp_Mean 0.0974 1.1022

9

1.026 7

1.1834

9 2.685 0.00 7

Precip_Mean Precip_Mean -0.2551 0.7748

1

0.640 4

0.9374 4

-2.624

0.00 9 Demography.kde.c

orr.14c

Demography.kde.c orr.14c

-1.73e−6

0.0000 0

0.000 0

0.0000 0

-7.309

< .0 01

Região1

Costa sul - (Costa central, Terras altas sul, Terras altas centrais)

-1.5517 0.2119 0

0.133 8

0.3355 7

-6.615

< .0 01

Região2

Costa central - (Terras altas sul, Terras altas centrais)

3.9038 49.589 54

26.88 64

91.463 47

12.49 9

< .0 01

Variáveis Interação Estimati

vas RC Min Max

z-score p-valor

Região3

Terras altas sul - (Terras altas centrais)

0.2298 1.2583 9

0.738 7

2.1436

1 0.846 0.39 8

Período HM - PIT 2.8180 16.743

19

10.83 97

25.861 73

12.70 4

< .0 01

Região1

Periodo.ord1

Costa sul - (Costa central, Terras altas sul, Terras altas centrais) HM - PIT

-2.7842 0.0617 8

0.033 3

0.1146 1

-8.831

< .0 01

Região2

Periodo.ord1

Costa central - (Terras altas sul, Terras altas centrais) ✻ HM - PIT

-1.3172 0.2678 8

0.085 1

0.8430 1

-2.252

0.02 5

Região3

Periodo.ord1

Terras altas sul - (Terras altas centrais) ✻ HM - PIT

-6.2464 0.0019 4

6.27e -4

0.0059 8

-10.85 6

< .0 01

Os resultados indicam que todas as variáveis apresentam efeitos significativos sobre a variação das concentrações dos isótopos de carbono. Observando as comparações na tabela de estimativa de parâmetros é possível ver que o HM concentra os maiores valores do que o PIT (RC = 16,7432, p<0,001). O gráfico da Figura 59 mostra a comparação das médias dos valores de carbono por período indicando as diferenças, embora as duas distribuições pareçam ser similares.

Figura 59 Comparação entre as médias das distribuições da concentração de carbono entre o Horizonte Médio(1) e o Período Intermédio Tardio (2).

Duas das comparações feitas pelo modelo com as regiões não mostram diferenças estatísticas, sendo que apenas 1 apresenta diferenças. No entanto, a interação entre as regiões e o período mostram diferenças estatísticas. Para observar essas diferenças ou possíveis similaridades escondidas, o mesmo procedimento de aplicação do modelo linear foi aplicado considerando as regiões em cada período.

Modelo 1.2: Estima os efeitos das regiões, das variáveis climáticas, e da demografia, sobre os valores da concentração de colágeno de carbono, no período Horizonte médio:

Tabela 26 Parâmetro de estimação dos efeitos da variáveis independentes sobre as concentrações de carbono no HM (R2 = 0,46 AIC = 934,213). RC = Razão de Chances. Min/Max = Mínimo e Máximo da Razão de chances.

Variáveis Interação Estimativ

as RC Min Max

z-score p-valor

(Intercepto) (Intercepto) -11.5455 9.68e

-6

7.16e -6

1.31e -5

-75.09 4

< .00 1

N.b.coll. N.b.coll. 0.1614 1.175

2

1.062

2 1.300 3.131 0.00 2

Temp_Mean Temp_Mean -0.0150 0.985

2

0.876

4 1.107

-0.251

0.80 2

Precip_Mean Precip_Mean -0.3985 0.671

3

0.528

8 0.852

-3.274

0.00 1 Demography.kde.co

rr.14c

Demography.kde.co

rr.14c -1.15e−6 0.000

0

0.000

0 0.000

-3.065

0.00 2

Região1

Costa sul - (Costa central, Terras altas sul, Terras altas centrais)

-2.6127 0.073 3

0.038

6 0.139

-7.973

< .00 1

Região2

Costa central - (Terras altas sul, Terras altas centrais)

2.2979 9.953 2

2.972 3

33.33

0 3.727 < .00 1

Região3

Terras altas sul - (Terras altas centrais)

-2.7556 0.063 6

0.034

7 0.116

-8.927

< .00 1

Todas as comparações entre as regiões processados no modelo mostra diferenças estatísticas significativas, indicando diversidade entre as regiões no consumo de dieta baseada em carbono. Embora as comparações mostrem

diferenças, o gráfico da Figura 60 mostra que uma das comparações não processadas tem médias próximas, é o caso da região da Costa sul e Terras Altas do Sul:

Figura 60 Comparação entre as médias das distribuições da concentração de carbono entre as regiões no HM.

Estes resultados não corroboram uma das expectativas iniciais sobre maior similaridade da dieta no HM, ao menos para a dieta baseado em carbono (Hipótese V).

Nas estimativas das variáveis climáticas, a temperatura não apresentou efeito significativo (RC = 0,908, p = 0,80), por outro lado, a precipitação média apresentou um efeito negativo significativo (RC =-0,3985, p<0,001), indicando que quanto maior a precipitação menores são os valores de carbono. Os gráficos abaixo ilustram esse resultado, a Figura 61 mostra como os valores de carbono não variaram em função da temperatura. Por outro lado, a Figura 62 mostra que os valores de carbono variaram em função da precipitação:

Figura 61 Variação dos valores de colágeno ósseo de carbono em função da temperatura média anual no HM.

Figura 62 Variação dos valores de colágeno ósseo de carbono em função da precipitação média anual no HM.

Modelo 1.3: Estima os efeitos das regiões, das variáveis climáticas, e da demografia, sobre os valores da concentração de colágeno de carbono, no Período Intermédio Tardio:

Tabela 27 Parâmetros de estimação dos efeitos da variáveis independentes sobre as concentrações de carbono no PIT (R2 = 0,512 AIC = 1514,026). RC = Razão de Chances. Min/Max = Mínimo e Máximo da Razão de chances

Variáveis Interações Estimativ

as RC Min Max

z-scor

e

p-valor

(Intercepto) (Intercepto) -13.3369

1.61e-6

1.23e -6

2.12e -6

-96.2 1

< .00 1

N.b.coll. N.b.coll. 0.0371 1.038 0.985 1.09 1.40 0.16

2

Temp_Mean Temp_Mean 0.1447 1.156 1.059 1.26 3.25 0.00

1

Precip_Mean Precip_Mean -0.2334 0.792 0.554 1.13

-1.28

0.20 1 Demography.kde.co

rr.14c

Demography.kde.co

rr.14c -3.04e−6 0.000 0.000 0.00

-8.26

< .00 1

Região1

Costa sul - (Costa central, Terras altas sul, Terras altas centrais)

-0.4057 0.667 0.310 1.43 -1.04

0.30 0

Região2

Costa central - (Terras altas sul, Terras altas centrais)

4.7210 112.2 83

62.35 0

202.2 1

15.7 3

< .00 1

Região3

Terras altas sul - (Terras altas centrais)

3.4944 32.93 1

12.72

3 85.23 7.20 < .00 1

Das três comparações 2 mostram que existe diferenças estatísticas, apenas 1 não mostra diferença, é o caso da comparação entre a Costa sul com a Costa central (p=0,30). No entanto, o gráfico da Figura 60 abaixo mostra uma similaridade entre a Costa sul com as Terras Altas do Sul.

Figura 63 Comparação entre as médias das distribuições da concentração de carbono entre as regiões no HM.

Este resultado corrobora parcialmente a expectativa inicial de que no PIT o padrão de dieta seria mais diverso do que no HM (Hipótese V), devido a similaridade entre a Costa Sul e as Terras altas do sul. Sugerindo que as diferenças na estrutura sociopolítica não provocaram diferenças no padrão de dieta com base no carbono entre essas duas regiões.

Considerando os efeitos das variáveis climáticas, a temperatura tem um efeito positivo significativo. Por outro lado, a precipitação apresenta um efeito negativo sem significância estatística. As Figuras Figura 64 e Figura 65 abaixo ilustram os efeitos dessas variáveis nos valores de carbono. Visualmente a diferença entre os efeitos da temperatura e da precipitação tem similaridades, exceto por terem sentidos diferentes.

Figura 64 Variação dos valores de colágeno ósseo de carbono em função da temperatura média anual no PIT.

Figura 65 Variação dos valores de colágeno ósseo de carbono em função da precipitação média anual no PIT

Dado este resultado, é provável que a temperatura seja um dos fatores associados com a grande mudança de padrão de consumo energético de carbono no PIT em relação ao HM

Modelo 2: Estima os efeitos dos Períodos, das regiões, das variáveis climáticas, e da demografia, sobre os valores da concentração de colágeno de nitrogênio:

A aplicação deste modelo indica que ele explica 50,5% da variação dos dados (R2 = 0,505, AIC = 3123,450). A significância dos efeitos e os parâmetros de estimação se encontram nas Tabela 288 e Tabela 299:

Tabela 28 Testes de probabilidades da significância dos efeitos das variáveis processadas sobre os valores de isótopo de nitrogênio. C.b.coll – Isótopo de carbono do colágeno ósseo. Temp_Mean – Temperatura média. Precip_Mean – Precipitação média. X2 – valor de q-quadrado. gl – graus de liberdade. p – valor de probabilidade.

gl p

C.b.coll. 13.6505 1 < .001 Temp_Mean 49.6039 1 < .001

Precip_Mean 0.0240 1 0.877

Demography.kde.corr.14c 76.9639 1 < .001

Período 111.5635 1 < .001

Região 20.6601 3 < .001

Período ✻ Região 9.0615 3 0.028

Tabela 29 Parâmetros de estimação dos efeitos da variáveis independentes sobre as concentrações de nitrogênio. RC = Razão de Chances. Min/Max = Mínimo e Máximo da Razão de chances

Variáveis Interação Estimati

vas RC Min Max

z-scor

e

p-valo

r

(Intercept) (Intercept) 11.753

5

127194.

3554

90918.9 7871

177943.

0904

68.6 12

< .0 01

C.b.coll. C.b.coll. 0.2339 1.2635 1.11605 1.4303 3.69

5

< .0 01

Temp_Mean Temp_Mean 0.4037 1.4973 1.33821 1.6753 7.04

3

< .0 01 Precip_Mean Precip_Mean -0.0247 0.9756 0.71391 1.3333

-0.15 5

0.87 7 Demography.kde

.corr.14c

Demography.kde .corr.14c

3.33e+

6 Inf Inf Inf 8.77

3

< .0 01

Período1 HM - PIT -3.9435 0.0194 0.00932 0.0403

-10.5 62

< .0 01

Região1

Costa sul - (Costa central, Terras altas sul, Terras altas centrais)

0.4135 1.5121 0.69746 3.2784 1.04 7

0.29 5

Variáveis Interação Estimati

vas RC Min Max

z-scor

e

p-valo

r

Região2

Costa central - (Terras altas sul, Terras altas centrais)

-0.4528 0.6359 0.20932 1.9317 -0.79 9

0.42 5

Região3

Terras altas sul - (Terras altas centrais)

1.8706 6.4923 2.75544 15.2970 4.27 8

< .0 01

Período1 Região1

HM - PIT Costa sul - (Costa central, Terras altas sul, Terras altas centrais)

-0.6885 0.5023 0.17315 1.4572 -1.26 7

0.20 6

Período1 Região2

HM - PIT Costa central - (Terras altas sul, Terras altas centrais)

-2.3216 0.0981 0.01515 0.6354 -2.43 6

0.01 5

Período1 Região3

HM - PIT Terras altas sul - (Terras altas centrais)

-2.1645 0.1148 0.01567 0.8413 -2.13 0

0.03 4

Os resultados dos modelos mostram que a presença da concentração de carbono tem efeito significativo na concentração de nitrogênio. Do mesmo modo, a temperatura média apresenta efeito significativo, mas o mesmo não ocorre com a precipitação média. A densidade demográfica apresenta efeito significativo, indicando que o tamanho da população tem influência no padrão de consumo na base de nitrogênio.

As comparações indicam que as concentrações de nitrogênio diferem entre o HM e o PIT, com o PIT apresentando muito mais chances de apresentar valores mais altos de nitrogênio. Este resultado sugere que no PIT o padrão de dieta baseada no nitrogênio mudou drasticamente relativo ao HM. O resultado também coincide com a maior chance de o PIT apresentar traumas, o que permite sugerir que condições sociopolíticas ligadas ao conflito neste período influenciou no padrão de dieta baseados em nitrogênio, como no caso de dietas proteicas marinhas e terrestres. O gráfico da Figura 66 ilustra a diferença entre o PIT e o HM.

Figura 66 Diferenças entre as médias das distribuições de valores de nitrogênio entre o HM e o PIT.

1 = HM, 2 = PIT

Nas comparações entre os períodos, uma delas mostrou diferença estatística entre as Terras Altas do Sul com as Terras Altas Centrais. Na interação entre o período e a região foi evidenciado algumas diferenças. Para observar as diferenças regionais, o procedimento de aplicação do modelo foi repetido em cada período.

Modelo 2.1: Estima os efeitos das regiões, das variáveis climáticas, e da demografia, sobre os valores da concentração de colágeno de nitrogênio, no período Horizonte médio:

Tabela 30 Parâmetros de estimação dos efeitos da variáveis independentes sobre as concentrações de nitrogênio no HM (R2 = 0,578 AIC = 1037,939). RC = Razão de Chances. Min/Max = Mínimo e Máximo da Razão de chances.

Variáveis Interação Estimati

vas RC Min Max

z-scor

e

p-valor

(Intercept) (Intercept) 9.904 20018.3

756

13826.5 3964

28983.

055

52.4 57

< .0 01

C.b.coll. C.b.coll. 0.247 1.2801 1.09675 1.494 3.13

1 0.00

2

Temp_Mean Temp_Mean 0.264 1.3020 1.13115 1.499 3.67

7

< .0 01 Precip_Mean Precip_Mean 0.145 1.1557 0.85517 1.562 0.94

2 0.34

7 Demography.kde.

corr.14c

Demography.kde.

corr.14c

4.57e+

6 Inf Inf Inf 12.3

62

< .0 01

Região1

Costa sul - (Costa central, Terras altas sul, Terras altas centrais)

1.157 3.1810 1.31583 7.690 2.56 9

0.01 1

Região2

Costa central - (Terras altas sul, Terras altas centrais)

-3.173 0.0419 0.00950 0.185 -4.19 0

< .0 01

Variáveis Interação Estimati

vas RC Min Max

z-scor

e

p-valor

Região3

Terras altas sul - (Terras altas centrais)

0.952 2.5900 1.09945 6.102 2.17 7

0.03 0

Em todas comparações entre as regiões processadas pelo modelo mostram diferenças significativas. O gráfico da Figura 67 ilustram essas diferenças.

Figura 67 Diferenças entre as médias das distribuições entre as regiões no HM.

Embora todas as comparações tenham mostrado diferenças, na ilustração da Figura 67 as Terras Altas do Sul e as Terras Altas Centrais são similares na média.

Portanto os resultados corroboram parcialmente a hipótese de maior similaridade entre as regiões no HM.

Em relação aos efeitos das variáveis climáticas, a temperatura média anual apresenta efeito positivo significativo e a precipitação não apresenta efeito estatístico significativo. A Figura 68 abaixo mostra as retas dos efeitos por região da temperatura sobre os valores de nitrogênio, e a Figura 69 mostra os efeitos da precipitação. Estas figuras ilustram os efeitos opostos que as variáveis apresentam, a temperatura exibindo um efeito positivo e a precipitação, negativo.

Figura 68 Variação dos valores de colágeno ósseo de nitrogênio em função da temperatura média anual no HM.

Figura 69 Variação dos valores de colágeno ósseo de nitrogênio em função da precipitação média anual no HM.

Modelo 2.2: Estima os efeitos das regiões, das variáveis climáticas, e da demografia, sobre os valores da concentração de colágeno de nitrogênio, no Período Intermédio Tardio:

Tabela 31 Parâmetros de estimação dos efeitos da variáveis independentes sobre as concentrações de nitrogênio no PIT (R2 = 0,248 AIC = 2034,107). RC = Razão de Chances. Min/Max = Mínimo e Máximo da Razão de chances.

Variáveis Interação Estimati

vas RC Min Max

z-score p-valor

(Intercept) (Intercept) 13.841 1.03e

+6

613742.7 400

1.72e +6

52.7 65

< .0 01

C.b.coll. C.b.coll. 0.129 1.137 0.9500 1.361 1.40

2 0.16

2

Temp_Mean Temp_Mean 0.416 1.515 1.2915 1.778 5.09

7

< .0 01

Precip_Mean Precip_Mean -1.058 0.347 0.1798 0.671

-3.14 9

0.00 2 Demography.kde.

corr.14c

Demography.kde.

corr.14c

637339.

104 Inf 0.0000 Inf 0.86

1 0.39

0

Região1

Costa sul - (Costa central, Terras altas sul, Terras altas centrais)

-1.591 0.204 0.0492 0.844 -2.19 4

0.02 9

Região2

Costa central - (Terras altas sul, Terras altas centrais)

1.770 5.869 1.4808 23.25 8

2.51 9

0.01 2

Região3

Terras altas sul - (Terras altas centrais)

2.349 10.47

4 1.6200 67.72 1

2.46 7

0.01 4

No PIT as comparações entre as regiões mostram diferenças estatísticas. Este resultado corrobora a hipótese inicial de que no PIT as regiões teriam mais variação na dieta. Embora as estimativas indiquem diferenças, a Figura 70 a seguir sugere que os grupos regionais, Costa Central e Terras Altas do Sul são similares. No entanto, o gráfico de distribuição da Figura 47 na seção 5.5, reforça as diferenças calculadas pelas estimativas.

Figura 70 Diferença entre as médias da distribuição dos valores de nitrogênio entre as regiões no PIT.

Em relação aos efeitos das variáveis, os resultados indicam que ambos, temperatura e precipitação, tiveram efeitos nos valores de nitrogênio, corroborando uma das expectativas iniciais sobre efeitos da variação climática nos padrões de dieta baseadas no nitrogênio. A Figura 70 e Figura 72 abaixo ilustram esses efeitos por região:

Figura 71 Variação dos valores de colágeno ósseo de nitrogênio em função da temperatura média anual no PIT.

Figura 72 Variação dos valores de colágeno ósseo de nitrogênio em função da precipitação média anual no PIT.

A partir da combinação entre os resultados dos modelos estatísticos e das descrições estatísticas, a seguir, no capítulo 6, foram propostas interpretações levando em consideração os contextos sociais específicos da região, e abordagens teóricas ecológico-evolutivas sobre a violência.