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Resultados e Discussão

No documento Alexandre da Silva Sacramento 2012 [Final] (páginas 87-92)

Porcentagem de edifícios de acordo com o número de quartos por apartamento

ro 14: Gradiente do vento para Centro de Cidade (

3 Resultados e Discussão

3.1 Modelos com rugosidade 1 e abertura de saída variando em relação à área do piso 3.1.1 Área da abertura igual a 10% da área do piso – Incidência do vento 90°

O direcionamento do fluxo de ar foi semelhante para os dois apartamentos analisados. No primeiro pavimento um fluxo de ar linear é notado nas salas de estar dos dois apartamentos. Esse fluxo é modificado quando chega até a sala de jantar formando um pequeno vórtice, ou zona de recirculação do ar, próximo ao corredor, e logo segue em direção à cozinha. No quarto 1 dos dois apartamentos, o fluxo sofre uma desaceleração e é direcionado para a porta. No quarto 2, para os dois apartamentos, um vórtice é formado na parede adjacente ao banheiro, fazendo desacelerar o fluxo que segue para as portas do banheiro e do quarto. No quarto 3, para os dois apartamentos, o fluxo de ar proveniente dos outros quartos sofre certa aceleração e aumenta sua velocidade na porta de entrada. Esse

fluxo, que ao entrar no quarto segue em direção à parede oposta, desacelera e desvia em direção à janela, quadro 17.

No quinto pavimento, o fluxo de ar que percorre os ambientes dos dois apartamentos torna-se mais intenso devido a sua altura em relação ao primeiro pavimento. O fluxo percorre a sala de estar e segue em direção à cozinha/serviço. O fluxo gerado no quarto 1, para os dois apartamentos, segue em direção à porta juntando-se com o fluxo dos quartos 2 e 3 no corredor, que também foram intensificados, quadro 17.

No oitavo pavimento, a direção do fluxo do ar é semelhante à dos outros pavimentos. Porém, tem intensidade menor que a do quinto pavimento causada, provavelmente, pela diferença de pressão na fachada do edifício, quadro 17.

A velocidade média nos pontos aferidos variou de 0,39 a 2,36 m/s para os três pavimentos estudados. O quadro 18 mostra a velocidade média dos ambientes para cada pavimento. No primeiro pavimento, apartamento 1, a velocidade média dos ambientes variou de 0,52m/s a 0,91. No apartamento 2, a variação foi de 0,52m/s a 0,83m/s. Nos dois casos as maiores velocidades ocorrem na cozinha/serviço, provavelmente pelo efeito de canalização do vento que o ambiente provoca.

No quinto pavimento a variação de velocidade dos ambientes do apartamento 1 é de 0,74m/s a 1,35m/s, enquanto que no apartamento 2 é de 0,74m/s a 1,13m/s. Nota-se que as velocidades dos ambientes apresentam valores maiores que as do primeiro pavimento devido à posição dos apartamentos em relação à altura do edifício.

No oitavo pavimento, apartamento 1, as velocidades variaram de 0,65 a 1m/s, enquanto que no apartamento 2, a variação foi de 0,61 a 1m/s. Percebe-se uma redução nas velocidades dos ambientes do oitavo pavimento em relação ao quinto pavimento. Apesar de a velocidade do vento na altura do oitavo pavimento ser maior que a velocidade do vento na altura do quinto pavimento, a redução das velocidades médias internas dos ambientes do oitavo pavimento pode ter ocorrido devido às diferenças de pressão na fachada do edifício.

Em relação ao conforto térmico, o método proposto por Macfarlane estabelece a velocidade do vento necessária para restaurar o conforto do ambiente. De acordo com o quadro 18, no primeiro pavimento, o coeficiente de velocidade variou de 0,25 a 0,44, nos ambientes do apartamento 1, e de 0,25 a 0,40 nos ambientes do apartamento 2. A velocidade média do vento requerida para restaurar o conforto para as condições de TBS média máxima, que foi de 1,23m/s, não foi alcançada em nenhum dos ambientes dos apartamentos do pavimento 1. Para as condições de TBS média, a velocidade de 0,46m/s

requerida para restaurar o conforto, foi alcançada em todos os ambientes nos dois apartamentos.

No quinto pavimento o coeficiente de velocidade variou de 0,26 a 0,47, nos ambientes do apartamento 1, e de 0,26 a 0,45 nos ambientes do apartamento 2. A velocidade média do vento requerida para restaurar o conforto para as condições de TBS média máxima, que foi de 1,23m/s, foi alcançada apenas na sala de estar do apartamento 1 e no quarto 1 do apartamento 2, os demais ambientes não alcançaram a velocidade requerida. Para as condições de TBS média, a velocidade de 0,46m/s requerida para restaurar o conforto, foi alcançada em todos os ambientes nos dois apartamentos.

No oitavo pavimento o coeficiente de velocidade variou de 0,20 a 0,31, nos ambientes do apartamento 1, e de 0,19 a 0,31 nos ambientes do apartamento 2. A velocidade média do vento requerida para restaurar o conforto para as condições de TBS média máxima, que foi de 1,23m/s, não foi alcançada em nenhum dos ambientes dos dois apartamentos. Para as condições de TBS média, a velocidade de 0,46m/s requerida para restaurar o conforto, foi alcançada em todos os ambientes nos dois apartamentos.

Em relação ao fluxo de ar dos ambientes. No primeiro pavimento o fluxo de ar produzido pelos ambientes variou de 2.476,66 m3/h a 4.229,67 m3/h, nos ambientes dos dois

apartamentos. No quinto pavimento o fluxo de ar produzido pelos ambientes variou de 2.904,72 m3/h a 5.145,50m3/h, nos ambientes dos dois apartamentos. No oitavo pavimento o

fluxo de ar produzido pelos ambientes variou de 2.732,18 m3/h a 4.444,37m3/h, nos

ambientes dos dois apartamentos. Em todos os casos o fluxo encontrado nos ambientes superou a recomendação da ASHRAE (2001), que é de, no mínimo, 35 m3/h.

3.1.2 Área da abertura igual a 10% da área do piso – Incidência do vento 45°

Para a incidência do vento de 45°, o fluxo do vento nos apartamentos 1, para os três pavimentos, é menor que o fluxo dos apartamentos 2, para os três pavimentos. Nos apartamentos 1, o fluxo de ar mais forte ocorre no sentido dos quartos 1 e 2 para a sala de estar. Nos apartamentos 2, o fluxo mais forte ocorre na parede do lado direito da sala de estar em direção à sala de jantar, devido ao ângulo de incidência do vento. Nos quartos 1 e 2, ocorre um comportamento semelhante no sentido das janelas para as portas, quadro 17.

Apesar da semelhança no comportamento do fluxo do vento nos três pavimentos, percebe-se que, na sala de estar, quarto 1 e 2 dos apartamentos 2 do quinto e oitavo pavimento esse fluxo sofre um pequeno aumento.

De acordo com o quadro 18, a velocidade média dos pontos aferidos primeiro pavimento variou de 0,61m/s a 3,03m/s. No apartamento 1 a velocidade média dos ambientes variou de 0,61m/s a 0,74m/s. No apartamento 2 a variação da velocidade média dos ambientes foi de 0,61m/s a 1,28m/s.

No quinto pavimento, a velocidade media nos pontos aferidos variou de 0,61m/s a 2,43m/s. No apartamento 1 a velocidade média dos ambientes variou de 0,61m/s a 0,74m/s. No apartamento 2 a velocidade média dos ambientes variou de 0,61m/s a 1,08m/s. No oitavo pavimento, a velocidade média nos pontos aferidos variou de 0,61m/s a 3,03m/s. No apartamento 1 a velocidade média dos ambientes variou de 0,61m/s a 0,74m/s. No apartamento 2 a velocidade média dos ambientes variou de 0,74m/s a 1,55m/s.

Nos três pavimentos, percebe-se que os apartamentos de número 2 apresentam velocidades médias dos ambientes maiores que as dos apartamentos de número 1. Isso ocorre devido ao ângulo de incidência do vento que provoca diferenças de pressão na fachada do edifício de maneira diferenciada.

Em relação ao conforto térmico, o quadro 18 mostra que o coeficiente de velocidade variou de 0,29 a 0,39, nos ambientes do apartamento 1, e de 0,29 a 0,62 nos ambientes do apartamento 2. A velocidade média do vento requerida para restaurar o conforto para as condições de TBS média máxima, que foi de 1,23m/s, foi alcançada apenas no quarto 1 do apartamento 2. Para as condições de TBS média, a velocidade de 0,46m/s requerida para restaurar o conforto, foi alcançada em todos os ambientes nos dois apartamentos.

No quinto pavimento o coeficiente de velocidade variou de 0,21 a 0,26, nos ambientes do apartamento 1, e de 0,21 a 0,40 nos ambientes do apartamento 2. A velocidade média do vento requerida para restaurar o conforto para as condições de TBS média máxima, que foi de 1,23m/s, não foi alcançada em nenhum dos dois apartamentos. Para as condições de TBS média, a velocidade de 0,46m/s requerida para restaurar o conforto, foi alcançada em todos os ambientes nos dois apartamentos.

No oitavo pavimento o coeficiente de velocidade variou de 0,19 a 0,23, nos ambientes do apartamento 1, e de 0,23 a 0,48 nos ambientes do apartamento 2. A velocidade média do vento requerida para restaurar o conforto para as condições de TBS média máxima, que foi de 1,23m/s, foi alcançada na sala de estar e no quarto 1 do apartamento 2, os demais ambientes não alcançaram. Para as condições de TBS média, a velocidade de 0,46m/s requerida para restaurar o conforto, foi alcançada em todos os ambientes nos dois apartamentos.

Em relação ao fluxo de ar dos ambientes, o quadro 18 mostra que o fluxo de ar produzido pelos ambientes do primeiro pavimento variou de 2.660,11 m3/h a 3.184,27 m3/h,

nos ambientes do apartamento 1 e de 3.184,27 m3/h a 5.036,30 m3/h, nos ambientes do

apartamento 2. No quinto pavimento o fluxo de ar produzido variou de 1.626,38 m3/h a

3.184,27 m3/h, nos ambientes do apartamento 1 e de 3.184,27 m3/h a 5.036,30 m3/h, nos

ambientes do apartamento 2. No oitavo pavimento o fluxo de ar produzido variou de 2.660,11m3/h a 3.595,56m3/h, nos ambientes do apartamento 1, e de 3.708,43m3/h a

5.569,20m3/h, nos ambientes do apartamento 2, superando a recomendação da ASHRAE

Quadro 17: Imagens do modelo com área da abertura igual a 10% da área do piso – Incidência do piso com incidências de vento 90° e 45°

No documento Alexandre da Silva Sacramento 2012 [Final] (páginas 87-92)