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4 MATERIAL E MÉTODOS

5.2 Resultados do estudo

Resultados obtidos nesse estudo serão disponibilizados abaixo em tabelas e gráficos para facilitar o entendimento. A apresentação dos resultados iniciará (tabelas de 1 a 6 e gráficos de 1 a 6) com resultados referentes ao perfil dos técnicos e posteriormente (tabelas 7 a 15 e gráficos 7 a 15) serão descritos e ilustrados as características que eles observam quando realizam os processos seletivos (peneiras ou peneirões).

A tabela 5 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 7 (sete) possuem idade entre 20 (vinte) e 29 (vinte e nove) anos, 10 (dez) possuem idade entre 30 (trinta)

e 39 (trinta e nove) anos, 15 (quinze) possuem idade entre 40 (quarenta) e 49 (quarenta e nove) anos, 10 (dez) possuem idade entre 50 (cinquenta) e 59 (cinquenta e nove) anos e 4 (quatro) possuem idade acima de 60 (sessenta) anos. Ou seja, a faixa etária que predomina é dos 30 aos 59 anos, onde estão contidos 35 técnicos.

Tabela 5 – Número de técnicos por faixa etária

Faixas Etárias f F% 20 – 29 7 15,2 30 – 39 10 21,7 40 – 49 15 32,6 50 – 59 10 21,7 60 ou mais 4 8,7 TOTAL 46 100

No gráfico 5 pode-se perceber a informação da tabela 5 em percentuais, dos quais 76% dos técnicos estão entre 30 e 59 anos.

A tabela 6 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 5 (cinco) possuem nível fundamental incompleto, 6 (seis) possuem nível fundamental completo, 5 (cinco) possuem nível médio incompleto, 16 (dezesseis) possuem nível médio completo, 3 (três) possuem nível superior incompleto (considerados somente os que abandonaram seus cursos), 5 (três) possuem nível superior cursando (considerados somente os que continuam cursando seus cursos), 4 (um) possui nível superior completo (considerados somente os que concluíram a graduação, mas não fizeram nenhuma pós-graduação) e 2 (dois) possuem nível especialização (considerados somente os que concluíram a graduação e concluíram ao menos uma pós- graduação). Ou seja, a escolaridade que conteve a maioria dos técnicos foi o nível médio completo, que apresentou 16 técnicos.

Tabela 6 – Número de técnicos por nível de escolaridade

Escolaridade f f% Fundamental Incompleto 5 10,9 Fundamental Completo 6 13,0 Médio Incompleto 5 10,9 Médio Completo 16 34,8 Superior Incompleto 3 6,5 Superior Cursando 5 10,9 Superior Completo 4 8,7 Especialização 2 4,3 TOTAL 46 100

No gráfico 6 pode-se perceber a informação da tabela 6 em percentuais, dos quais 34,87% dos técnicos apresentam nível médio completo.

Gráfico 6 – Percentuais de técnicos por nível de escolaridade

A tabela 7 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 4 (quatro) possuem menos de 3 (três) anos de experiência como técnico, 16 (dezesseis) possuem entre 3 (três) e 6 (seis) anos de experiência, 6 (seis) possuem entre 7 (sete) e 10 (dez) anos de experiência e 20 (vinte) possuem mais de 10 (dez) anos de experiência como técnico. Ou seja, pode-se perceber claramente que há duas gerações bem definidas de técnicos no Rio Grande do Norte. A primeira é a dos veteranos, que ainda é a maior parcela, com 20 técnicos possuindo mais de 10 anos de experiência. E a segunda, com uma parcela significativa, 16 técnicos possuindo entre 3 e 6 anos de experiência.

Tabela 7 – Número de técnicos por tempo de experiência

Tempo de Experiência como técnico (anos) F f%

Menos de 3 4 8,7

Entre 3 e 6 16 34,8

Entre 7 e 10 6 13,0

Mais de 10 20 43,5

No gráfico 7 pode-se perceber a informação da tabela 7 em percentuais, dos quais 43,5% dos técnicos possuem mais de 10 anos de experiência.

Gráfico 7 – Percentuais de técnicos por tempo de experiência como técnico

A tabela 8 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 9 (nove) estavam sem clube, 18 (dezoito) estavam no clube atual há menos de 3 (três) anos como técnico, 8 (oito) estavam no clube de 3 (três) a 6 (seis) anos, 4 (quatro) estavam no clube de 7 (sete) a 10 (dez) anos e 7 (sete) estavam no clube há mais de 10 (dez) anos como técnico. Ou seja, pode-se perceber que a maioria (18 técnicos) ou está sem clube ou está há menos de 3 anos no clube e que 9 (nove) técnicos estavam sem clube. Isso demonstra que há uma alta rotatividade dos técnicos e uma instabilidade de emprego nas categorias de base dos clubes de futebol do Rio Grande do Norte. Um resultado como esse, de alta rotatividade, é muito comum nas categorias profissionais,

mas nas categorias de base, chama muita atenção, já que esses treinadores são responsáveis pela formação de jovens futebolistas.

Tabela 8 – Número de técnicos por tempo no clube

Tempo que está nesse clube (anos) f f%

Sem clube 9 19,6 Menos de 3 18 39,1 Entre 3 e 6 8 17,4 Entre 7 e 10 4 8,7 Mais de 10 7 15,2 TOTAL 46 100

No gráfico 8 pode-se perceber a informação da tabela 8 em percentuais, dos quais 39,1% dos técnicos estavam no clube a menos de 3 anos.

Gráfico 8 – Percentuais de técnicos por tempo no clube

Em relação à questão sobre ter atuado ou não profissionalmente como jogador, temos que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 27 (vinte e sete) ou 58,7% foram jogadores profissionais de futebol e 19 (dezenove) 41,3% não foram. Ou seja, pode-se perceber que apesar

da maioria (27 técnicos) ter sido jogador profissional, esse não é um fator determinante para que se exerça a profissão de treinador de futebol no Rio Grande do Norte, já que um elevado número (19 técnicos) não foi jogador profissional e trabalha na área.

A tabela 9 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 2 (dois) possuem menos de 3 (três) anos de experiência como jogador, 10 (dez) possuem de 3 (três) a 6 (seis) anos, 4 (quatro) possuem de 7 (sete) a 10 (dez) anos e 30 (trinta) possuem mais de 10 (dez) anos de experiência como jogador. Ou seja, pode-se perceber que a maioria (30 técnicos) possui mais de 10 anos de experiência como jogador (amador ou profissional).

Tabela 9 – Número de técnicos por tempo de experiência como jogador

Tempo de Experiência como jogador (anos) f f%

Menos de 3 2 4,3

Entre 3 e 6 10 21,7

Entre 7 e 10 4 8,7

Mais de 10 30 65,2

TOTAL 46 100

No gráfico 9 pode-se perceber a informação da tabela 10 em percentuais, dos quais 65,2% dos técnicos possuem mais de 10 anos de experiência como jogador (amador ou profissional).

Gráfico 9 – Percentuais de técnicos por tempo de experiência como jogador

Para finalizar a parte dos resultados em relação ao “perfil” dos técnicos, resolveu-se pesquisar qual o número de técnicos que estaria atualmente habilitado (registro junto ao Conselho Federal de Educação Física-CONFEF pelo Sistema CONFEF/CREFs). Também se verificou em que tipos de habilitações (Provisionado ou Graduado) os técnicos se incluíam, já que pela lei 9.696/98, a qual trata da regulamentação da Educação Física no Brasil, Profissionais de Educação Física legalmente habilitados têm por obrigatoriedade registrarem-se junto ao CONFEF. E para tanto, é preciso que se saiba que dois tipos de Profissionais têm direito a esse registro, os graduados em Curso Superior de Educação Física e os não graduados em Educação Física que tinham exercido a profissão há pelo menos 3 (três) anos antes da aprovação da Lei em 1998, ou seja, profissionais que até 1995 já trabalhavam na área e que fizerem um curso de atualização promovido pelo Sistema CONFEF/CREFs.

Então, como se verificou nesse estudo que apenas 6 (seis) dos 46 (quarenta e seis) técnicos tinham curso superior concluído (sem ou com especialização) decidiu-se investigar sobre a legalidade do exercício profissional.

A tabela 10 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 2 (dois) apresentam-se registrados como graduados e 5 (cinco) apresentam-se registrados como provisionados no Sistema CONFEF/CREFs. O que faz com que os resultados sejam ainda mais preocupantes tendo em vista a possível deficiência em conhecimentos que esses profissionais possam ter.

Tabela 10 – Número de técnicos e registro profissional (CONFEF/CREFs)

Regularização Profissional f f%

Não tem 39 84,8

Provisionado 5 10,9

Graduado 2 4,3

TOTAL 46 100

Os resultados a seguir ilustram as características observadas pelos técnicos quando realizam os processos seletivos.

A tabela 11 permite visualizar que dos 46 (trinta e um) técnicos entrevistados, 29 (vinte e nove) descreveram a estatura como um aspecto da característica condição física a ser avaliado em um processo, 16 (dezesseis), descreveram a impulsão vertical, 18 (dezoito) descreveram a massa muscular, 10 (dez) descreveram o percentual de gordura, 26 (vinte e seis) descreveram a resistência e 34 (trinta e quatro) descreveram a velocidade como um aspecto da característica a ser avaliado em um processo seletivo. Ou seja, pode-se perceber que o aspecto da característica de condição física mais descrita foi a velocidade (34 técnicos), seguido da estatura (29 técnicos) e da resistência (26 técnicos).

Vale lembrar que na questão referente a essa tabela, no questionário, cada técnico podia citar mais de um aspecto, ou seja, a questão era de múltiplas respostas.

Tabela 11 - Número de técnicos e os aspectos de condição física

Condição Física f f% Estatura 29 63,0 Impulsão vertical 16 34,8 Massa muscular 18 39,1 Percentual de gordura 10 21,7 Resistência 26 56,5 Velocidade 34 73,9 Outras 0 0,0

No gráfico 10 pode-se perceber a informação da tabela 11 em percentuais, dos quais 73,9% dos técnicos descreveram a velocidade como o aspecto da característica de condição física a ser avaliado em um processo seletivo, seguido pela estatura com 63% e da resistência com 56,5% dos técnicos descrevendo-as.

Em relação à questão sobre a característica motivação para realização das atividades profissionais, temos que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 39 (trinta e nove) ou 84,8% disseram ter a motivação dos jogadores como um dos critérios de seleção e 7 (sete) ou 15,2% disseram não utilizá-lo. Ou seja, com um número surpreendentemente alto de treinadores afirmando que essa característica é importante, é evidente a necessidade de uma sistematização do processo de identificação da mesma.

Em relação à questão sobre a característica afiliação, temos que dos 31 (trinta e um) técnicos entrevistados, 11 (onze) ou 23,9% afirmaram que os contatos sociais (falta de companheirismo e coletividade) fora de campo seriam um aspecto da característica afiliação importante de seleção de futebolistas das categorias de base e 16 (dezesseis) ou 34,8% afirmaram que a percepção das relações com os demais nas atividades profissionais (individualismo dentro de campo) seria um aspecto importante de tal característica para a essa seleção. Ou seja, pode-se perceber que o aspecto mais importante nessa característica está relacionado ao que se passa dentro das quatro linhas do campo. Vale lembrar que na questão referente a essa tabela, no questionário, cada técnico podia citar mais de um aspecto, ou seja, a questão era de múltiplas respostas.

A tabela 12 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 45 (quarenta e cinco) afirmaram que o respeito aos colegas de clube é um aspecto importante da característica comportamento no processo seletivo de futebolistas das categorias de base, 41 (quarenta e um) afirmaram que o respeito aos horários é um aspecto importante para tal processo e 46 (quarenta e seis) afirmaram que o respeito à comissão técnica é um aspecto importante do comportamento no processo seletivo de futebolistas das categorias de base. Ou seja, pode-se perceber que a característica comportamento (disciplina) precisa ter sua avaliação sistematizada, minimizando as subjetividades no processo de seleção desses jovens.

Vale reforçar que na questão referente a essa tabela, no questionário, cada técnico podia citar mais de um aspecto, ou seja, a questão era de múltiplas respostas.

Tabela 12 - Número de técnicos e aspectos do comportamento

Comportamento f f%

Respeito aos colegas de clube/equipe 45 97,8

Respeito aos horários 41 89,1

Respeito à comissão técnica 46 100,0

Para uma melhor apresentação dos resultados na tabela 13, resolveu-se remover da característica habilidade, dois aspectos, a visão de jogo e os aspectos táticos que possuem subitens e detalhá-los posteriormente, deixando na tabela 13 apenas os fundamentos técnicos da modalidade em questão.

Portanto, a tabela 13 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 31 (trinta e um) descreveram o chute como um fundamento técnico importante a ser considerado em um processo seletivo de jovens futebolistas, 30 (trinta) descreveram a condução, 29 (vinte e nove) descreveram o controle, 34 (trinta e quatro) descreveram o domínio, 31 (trinta e um) descreveram o drible e 43 (quarenta e três) descreveram o passe como sendo um fundamento técnico importante da característica habilidade em um processo seletivo de futebolistas das categorias de base. Ou seja, pode-se perceber que o fundamento técnico mais descrito pelos técnicos foi o passe, com quase a totalidade dos técnicos descrevendo-o. Outras observações importantes a se fazer sobre esse resultado foi em relação ao elevado número de respostas no fundamento técnico domínio e ao, relativamente, baixo número de respostas no fundamento técnico drible, que é considerado informalmente como a maior habilidade de um jogador. Além de, normalmente, os jogadores que o realizam com maestria terem os mais altos

salários e os melhores contratos (dos três mais bem pagos, dois - Messi e Ronaldinho - são conhecidos como grandes “dribladores”).

Vale lembrar que na questão referente a essa tabela, no questionário, cada técnico podia citar mais de um aspecto, ou seja, a questão era de múltiplas respostas.

Tabela 13 - Número de técnicos e fundamentos técnicos

Habilidade f f% Chute 31 67,4 Condução 30 65,2 Controle 29 63,0 Domínio 34 73,9 Drible 31 67,4 Passe 43 93,5

No gráfico 11 pode-se perceber a informação da tabela 13 em percentuais, dos quais 93,5% dos técnicos descreveram o passe como o fundamento técnico da característica habilidade a ser avaliado em um processo seletivo, seguido pelo domínio com 73,9% dos técnicos descrevendo-o.

Gráfico 11 - Percentuais de técnicos e fundamentos técnicos

Em relação à questão do aspecto visão de jogo da característica habilidade, temos que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 34 (trinta e quatro) ou 73,9% descreveram a visão de jogo em relação ao deslocamento da bola e 43 (quarenta três) ou 93,5% descreveram a visão de jogo em relação ao deslocamento do companheiro como importantes a serem avaliadas em uma seleção de futebolistas. Vale lembrar que na questão referente a essa tabela, no questionário, cada técnico podia citar mais de um aspecto, ou seja, a questão era de múltiplas respostas.

Em relação à questão sobre os aspectos táticos, temos que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 44 (quarenta e quatro) descreveram algum aspecto tático defensivo e 46 (quarenta e seis) descreveram algum aspecto tático ofensivo como critérios para seleção de futebolistas, o que nos leva a crer, apesar da pequena diferença, que ocorre devido a uma maior valorização do setor de ataque nas formações das equipes. E consequentemente jogadores de posições mais ofensivas tendem a ser mais observados e levar vantagem nas seleções realizadas

pelos clubes. Basta observar os jogadores mais bem pagos do mundo que foram citados anteriormente. Na questão referente a essa tabela, no questionário, cada técnico podia citar mais de um aspecto, ou seja, a questão era de múltiplas respostas.

A tabela 14 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 37 (trinta e sete) descreveram a antecipação como um aspecto tático defensivo importante a servir como critério de seleção de futebolistas das categorias de base, 31 (trinta e um) descreveu a cobertura, 34 (trinta e quatro) descreveram o desarme e 38 (trinta e oito) descreveram a marcação como aspecto tático defensivo importante no processo seletivo. Ou seja, pode-se perceber que entre os aspectos táticos defensivos, a marcação foi o mais descrito pelos técnicos, seguido pela antecipação. No questionário, cada técnico podia citar mais de um aspecto, ou seja, a questão era de múltiplas respostas.

Tabela 14 - Número de técnicos e aspectos táticos defensivos

Aspectos táticos defensivos f f%

Antecipação 37 80,4

Cobertura 31 67,4

Desarme 34 73,9

Marcação 38 82,6

No gráfico 12 pode-se perceber a informação da tabela 14 em percentuais, dos quais 82,6% dos técnicos descreveram a marcação como o mais importante aspecto tático defensivo a ser observado em um processo seletivo de futebolistas das categorias de base, seguido pela antecipação com 80,4% dos técnicos assinalando-a.

Gráfico 12 - Percentuais de técnicos e aspectos táticos defensivos

A tabela 15 permite visualizar que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 33 (trinta e três) descreveram a assistência como um aspecto tático ofensivo importante a servir como critério de seleção de futebolistas das categorias de base, 41 (quarenta e um) descreveram a criatividade, 28 (vinte e oito) descreveram a desmarcação, 30 (trinta) descreveram o drible progressivo e 36 (trinta e seis) descreveram o preenchimento dos espaços vazios como aspecto tático ofensivo importante no processo seletivo. Ou seja, pode-se perceber que entre os aspectos táticos ofensivos, a criatividade foi o mais apontado pelos técnicos.

Tabela 15 - Número de técnicos e aspectos táticos ofensivos

Aspectos táticos ofensivos f f%

Assistência 33 71,7

Criatividade 41 89,1

Desmarcação 28 60,9

Drible progressivo 30 65,2

No gráfico 13 pode-se perceber a informação da tabela 15 em percentuais, dos quais 89,1% dos técnicos descreveram a criatividade como o mais importante aspecto tático ofensivo a ser observado em um processo seletivo de futebolistas das categorias de base.

Gráfico 13 - Percentuais de técnicos e aspectos táticos ofensivos

Finalizada a apresentação dos resultados referentes às características observadas pelos técnicos quando realizam os processos seletivos, será apresentada nesse momento, a tabela 16, a qual ilustrará quais os métodos de avaliação são utilizados por esses técnicos para realização de tais processo seletivos.

Então, a tabela 16 permite visualizar, que dos 46 (quarenta e seis) técnicos entrevistados, 40 (quarenta) afirmaram utilizar apenas a observação (avaliação subjetiva) para avaliar os desempenhos esportivos dos jovens futebolistas que participam de processos seletivos das categorias de base dos clubes de futebol; 4 utilizam a observação aliada à verificação da estatura;

e 2 utilizam a observação aliada a testes de habilidade. Ou seja, pode-se perceber que o método de avaliação maciçamente mais utilizado no processo de seleção desses jovens é o subjetivo, o qual conta com 87% dos técnicos entrevistados nesse estudo.

Tabela 16 - Número de técnicos e métodos de avaliação que utilizam

Métodos de avaliação f f%

Observação 40 87,0

Observação e Verificação de Estatura 4 8,7

Observação e Testes de Habilidade 2 4,3

TOTAL 46 100

Outras análises feitas tomaram por base cruzamentos da variável tempo de experiência como técnico (anos) e as características e seus respectivos aspectos como serão descritos a seguir. Na tabela 17, é possível visualizar que dos 4 técnicos com menos de 3 anos de experiência, 2 descreveram a estatura como um aspecto da característica condição física a ser levado em consideração no processo seletivo de futebolistas das categorias de base, 1 a impulsão vertical, 1 a massa muscular, 2 o percentual de gordura, 2 a resistência e 3 a velocidade; dos 16 técnicos com experiência entre 3 e 6 anos, 11 descreveram a estatura, 4 a impulsão vertical, 6 a massa muscular, 3 o percentual de gordura, 11 a resistência e 12 a velocidade; dos 6 técnicos com experiência entre 7 e 10 anos, 5 descreveram a estatura, 4 a impulsão vertical, 3 a massa muscular, 1 o percentual de gordura, 3 a resistência e 5 a velocidade; e dos 20 técnicos com mais de 10 anos de experiência, 11 descreveram a estatura, 7 a impulsão vertical, 8 a massa muscular, 4 o percentual de gordura, 10 a resistência e 14 a velocidade. O que revela que a velocidade foi o aspecto mais descrito em todas as faixas de tempo de experiência, seguida da estatura.

Tabela 17 - Número de técnicos por tempo de experiência e condição física Estatura Impulsão vertical Massa muscular Percentual

gordura Resistência Velocidade

< 3 2 1 1 2 2 3 3 a 6 11 4 6 3 11 12 7 a 10 5 4 3 1 3 5 Experiência como técnico (anos) > 10 11 7 8 4 10 14 TOTAL 29 16 18 10 26 34

No gráfico 14 pode-se perceber a informação da tabela 17 em percentuais, onde se pode visualizar que no aspecto velocidade, 75% dos técnicos com menos de 3 anos de experiência, 75% dos técnicos com experiência entre 3 e 6 anos, 83,3% dos técnicos com experiência entre 7 e 10 anos e 70% dos técnicos com mais de 10 anos de experiência a descreveram como aspecto importante da característica condição física no processo seletivo de jovens futebolistas.

Gráfico 14 - Percentuais de técnicos por tempo de experiência e condição física

Na tabela 18, é possível visualizar que dos 4 técnicos com menos de 3 anos de experiência, 4 descreveram a motivação para realização de atividades profissionais como uma

característica a ser levada em consideração no processo seletivo de futebolistas das categorias de base; dos 16 técnicos com experiência entre 3 e 6 anos, 15 a descreveram como importante; dos 6 técnicos com experiência entre 7 e 10 anos, 3 a descreveram como importante; e dos 20 técnicos com mais de 10 anos de experiência, 17 a descreveram como uma característica importante na seleção de jovens futebolistas. O que revela que a motivação só não foi descrita como importante, pela maioria, na categoria dos técnicos com experiência entre 7 e 10 anos.

Tabela 18 - Número de técnicos por tempo de experiência e motivação

Sim Não < 3 4 0 3 a 6 15 1 7 a 10 3 3 Experiência como técnico (anos) > 10 17 3 TOTAL 39 7

No gráfico 15 pode-se perceber a informação da tabela 18 em percentuais, onde se pode visualizar que 100% dos técnicos com menos de 3 anos de experiência, 93,8% dos técnicos com experiência entre 3 e 6 anos, 50% dos técnicos com experiência entre 7 e 10 anos e 85% dos técnicos com mais de 10 anos de experiência, descreveram a motivação para realização de atividades profissionais como uma característica importante a ser avaliada no processo seletivo de jovens futebolistas.

Gráfico 15 - Percentuais de técnicos por tempo de experiência e motivação

Na tabela 19, é possível visualizar que dos 4 técnicos com menos de 3 anos de experiência, nenhuma descreveu os contatos sociais como um aspecto da característica afiliação a ser levado em consideração no processo seletivo de futebolistas das categorias de base e 2 descreveram a percepção das relações com os demais nas atividades profissionais; dos 16 técnicos com experiência entre 3 e 6 anos, 4 descreveram os contatos sociais e 5 a percepção das relações com os demais nas atividades profissionais; dos 6 técnicos com experiência entre 7 e 10 anos, 1 descreveu os contatos sociais e 1 a percepção das relações com os demais nas atividades profissionais; e dos 20 técnicos com mais de 10 anos de experiência, 6 descreveram os contatos sociais e 8 a percepção das relações com os demais nas atividades profissionais. O que revela que o aspecto da característica afiliação mais importante, independente dos tempos de experiência dos técnicos, é a percepção das relações com os demais nas atividades profissionais, ou seja, há uma maior preocupação com o coletivo ou coletividade dentro de campo que fora dele.

Tabela 19 - Número de técnicos por tempo de experiência e afiliação

Contatos Sociais

Percepção das relações com os demais nas atividades profissionais

< 3 0 2 3 a 6 4 5 7 a 10 1 1 Experiência como técnico (anos) > 10 6 8 TOTAL 11 16

No gráfico 16 pode-se perceber a informação da tabela 19 em percentuais, onde se pode visualizar que 50% dos técnicos com menos de 3 anos de experiência, 31,3% dos técnicos com experiência entre 3 e 6 anos, 16,7% dos técnicos com experiência entre 7 e 10 anos e 40% dos técnicos com mais de 10 anos de experiência descreveram a percepção das relações com os demais nas atividades profissionais como aspecto importante da característica afiliação no processo seletivo de jovens futebolistas.

Na tabela 20, é possível visualizar que dos 4 técnicos com menos de 3 anos de experiência, todos descreveram o respeito aos colegas de clube como um aspecto da característica comportamento a ser levado em consideração no processo seletivo de futebolistas das categorias de base, 3 o respeito aos horários e todos descreveram o respeito à comissão técnica; dos 16 técnicos com experiência entre 3 e 6 anos, 15 descreveram o respeito aos colegas de clube como um aspecto da característica comportamento a ser levado em consideração no processo seletivo de futebolistas das categorias de base, 15 o respeito aos horários e todos descreveram o respeito à comissão técnica; dos 6 técnicos com experiência entre 7 e 10 anos, todos descreveram o respeito aos colegas de clube como um aspecto da característica comportamento a ser levado em consideração no processo seletivo de futebolistas das categorias de base, todos o respeito aos horários e todos descreveram o respeito à comissão técnica; e dos 20 técnicos com mais de 10

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