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5 REVISÃO DA LITERATURA

5.6 O programa “5 ao Dia”

5.6.3 Resultados do Programa 5 ao dia

No final do Ano letivo 2007-2008 foi efetuado uma avaliação ao programa através de inquérito enviado às escolas que participaram no Programa “5 ao Dia, Faz Crescer com Energia”. Pela análise dos inquéritos concluiu -se que, de uma forma geral, os professores verificaram uma alteração significativa nos lanches das

crianças e uma maior sensibilização por parte delas para as boas práticas alimentares.

No ano de 2009, quando comparamos com 2008, o número de crianças abrangidas pelo programa duplicou, passando de 622 para 1263, sendo as crianças do 1º Ciclo as que mais participaram, sobretudo no 4º Trimestre. Os conselhos mais representados foram os de: Évora (58%), Beja (13%) e Mora (18%).

Salienta-se o número crescente de crianças que têm usufruído desta iniciativa, bem como o aumento de conselhos envolvidos em relação ao ano de 2008, estando neste momento envolvidos os 3 Distritos inicialmente previstos.

É de louvar o empenho de todos os parceiros envolvidos na divulgação do Programa 5 ao Dia. Tem-se tentado alargar o Programa a outros Distritos do Alentejo, nomeadamente do Litoral Alentejano, bem como têm sido estabelecidos protocolos com explorações agrícolas por forma a aumentar o número de visitas às mesmas e assim beneficiar cada vez mais crianças na procura de uma alimentação saudável.

No Brasil, na cidade do Rio de Janeiro e no Estado do Espírito Santo, pesquisas deste âmbito está sendo realizadas em escolas, porém os resultados ainda não foram divulgados.

O programa 5 ao dia também enriqueceu o Encontro "Conhecer 2005" realizado no começo de Setembro, evento que catalisou 04 mil educadores de todo País no Sesc de Aracruz-ES e foi muito elogiado. Temos petições destes profissionais de várias escolas no Brasil, desejando implementar o programa no currículo escolar.

A repercussão das cartilhas distribuídas nas escolas do Município do Rio de Janeiro gerou uma profunda reflexão entre 75 mil alunos do Ensino Fundamental, e 14 mil de quinta a oitava série. Uma parceria entre o 5 ao dia e a Prefeitura do Rio através do Instituto de Nutrição Annes Dias, que repercutiu de modo surpreendente.

6 CONCLUSÃO

Conforme as referências consultadas, a adolescência é caracterizada por diversas mudanças corporais e também pela transformação dos impulsos do desenvolvimento mental, emocional e social; é um período de transição entre a infância e a vida adulta.

Deve-se ter muito cuidado com os hábitos adotados durante a adolescência para que isso não contribua para uma série de doenças crônicas não transmissíveis quando o crescimento tiver cessado, pois o comportamento alimentar do adolescente está fortemente influenciado pelos hábitos alimentares e vinculado ao grupo etário a que pertence.

Quando comparamos os hábitos alimentares dos adolescentes brasileiros com as orientações do Programa 5 ao Dia, verificou-se que as mudanças ocorridas na adolescência têm efeito no comportamento alimentar, uma vez que o adolescente sofre influências do meio em que vive e da globalização.

Sendo assim, o consumo alimentar inadequado pode levar a desequilíbrios nutricionais como a obesidade que pode interferir no estado de saúde do indivíduo.

O consumo alimentar do adolescente brasileiro tem sofrido mudanças nesses últimos anos com repercussão no aumento do consumo de alimentos ricos em gorduras, e açúcares e aumento do consumo de alimentos industrializados além da alimentação fora de casa e substituição das refeições tradicionais por lanches rápidos. Também ocorreu diminuição no consumo de frutas, hortaliças, vegetais e leites e derivados na dieta alimentar. As dietas nutricionalmente inadequadas compostas por altas quantidades de calorias e pobres em vitaminas e minerais podem contribuir para o aparecimento das DCNT.

O baixo consumo de frutas e hortaliças é um dos indicadores utilizados mundialmente para monitorar os fatores de risco para DCNT. Assim como os demais fatores responsáveis pela ocorrência destas doenças (tabagismo, inatividade física, obesidade, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de gorduras saturadas), ele é passível de modificação. As doenças crônicas são consideradas problemas de saúde pública e o aumento do consumo de frutas e hortaliças representa um grande potencial para a sua redução.

É necessário que práticas alimentares inadequadas sejam investigadas precocemente para que se possa estimular o interesse de hábitos saudáveis através

de estratégias como o Programa 5 ao dia, por exemplo, obtendo-se assim uma alimentação saudável e prevenindo contra as doenças crônicas não transmissíveis.

Fica evidenciado, de uma forma geral, que o Programa 5 ao dia em ARS Alentejo em Portugal, contribuiu para uma melhorar significativa na composição e qualidade nutricional dos lanches oferecidos às crianças e que estas, por sua vez, demonstraram uma maior sensibilidade e entusiasmo em relação às boas práticas alimentares.

Também se concluiu, com esta revisão, que mais estudos precisam ser desenvolvidos no nosso país e no mundo sobre a relação do Programa 5 ao dia com adoção de bons hábitos alimentares, especialmente no que diz respeito à prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.

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ANEXO A - Tabelas

Tabela 1 – Média do consumo de energia e nutrientes e percentual do consumo calórico total dos nutrientes, por sexo e grupos de idade, segundo os nutrientes – Brasil – período 2008-2009.

Tabela 2 – Média do consumo de nutrientes e percentual do consumo calórico total dos nutrientes, por sexo e grupos de idade, segundo as Grandes Regiões – período 2008-2009.

Tabela 3 – Média do consumo de minerais e vitaminas, por sexo e grupos de idade, segundo os nutrientes – Brasil – período 2008-2009.

Tabela 4 – Média do consumo de minerais e vitaminas, por sexo, grupos de idade e situação do domicílio, segundo os nutrientes – Brasil – período 2008-2009.

Tabela 5 – Média do consumo de minerais e vitaminas, por sexo e grupos de idade, segundo as Grandes Regiões – período 2008-2009.

Tabela 6 – Prevalência de inadequação e percentis 10, 50 e 90, com indicação da recomendação nutricional do consumo de micronutrientes para adolescentes de 10 a 13 e de 14 a 18 anos de idade, por sexo – Brasil – período 2008-2009.

Tabela 7 – Prevalência de inadequação e percentis 10, 50 e 90, com indicação da recomendação nutricional do consumo de micronutrientes para adolescentes de 10 a 13 e de 14 a 18 anos de idade, por sexo – Região Norte – período 2008-2009.

Tabela 8 – Prevalência de inadequação e percentis 10, 50 e 90, com indicação da recomendação nutricional do consumo de micronutrientes para adolescentes de 10 a 13 e de 14 a 18 anos de idade, por sexo – Região Nordeste – período 2008-2009.

Tabela 9 - Prevalência de inadequação e percentis 10, 50 e 90, com indicação da recomendação nutricional do consumo de micronutrientes para adolescentes de 10 a 13 e de 14 a 18 anos de idade, por sexo – Região Sudeste – período 2008-2009.

Tabela 10 - Prevalência de inadequação e percentis 10, 50 e 90, com indicação da recomendação nutricional do consumo de micronutrientes para adolescentes de 10 a 13 e de 14 a 18 anos de idade, por sexo – Região Sul – período 2008-2009.

Tabela 11 - Prevalência de inadequação e percentis 10, 50 e 90, com indicação da recomendação nutricional do consumo de micronutrientes para adolescentes de 10 a 13 e de 14 a 18 anos de idade, por sexo – Região Centro-Oeste – período 2008-2009.

Tabela 12 – Prevalência de inadequação de consumo de açúcar livre, gordura saturada e fibras, por grupos de idade e sexo – Brasil – período 2008-2009.

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