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RESULTADOS DOS ENSAIOS DE COMPRESSÃO SIMPLES

Para os ensaios de resistência à compressão simples, gerou-se um gráfico representativo para o solo e para as misturas de solo-resíduo, estas que podem ser observadas pelas Figuras 13 a 16.

Figura 13 – Curva de resistência a compressão simples para 0% ADF

0 0,5 1 1,5 2 2,5 0 1 2 3 P re ssão (kN/m 2) Deformação (e)

Figura 14 – Curva de resistência a compressão simples para 35% ADF

Figura 15 – Curva de resistência a compressão simples para 50% ADF

Figura 16 – Curva de resistência a compressão simples para 65% ADF 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 0 1 2 3 4 5 P re ssão (kgf /c m 2) Deformação (e) 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 0 1 2 3 4 P re ssão (kgf /c m 2) Deformação (e) 0 0,5 1 1,5 2 2,5 0 1 2 3 4 P re ssão (kgf /c m 2) Deformação (e)

Na Tabela 5 a seguir, podemos observar os valores máximos de tensão para porcentagem de resíduo, bem como a média desses valores.

Tabela 5 – Valores máximos de tensão e suas respectivas médias Teor de resíduo (%) Tensão 1 (kN/m²) Tensão 2 (kN/m²) Tensão 3 (kN/m²) Média (kN/m²) 0 1,882929841 2,067754994 2,197533658 2,0494061643 35 1,082649842 0,854596249 1,201530812 1,0462589477 50 2,004120624 2,4109586 2,5526862 2,3225884747 65 1,3952026 2,6600192 2,2103671 2,0885296333

Fonte: elaborada pela autora, 2018.

Já na Figura 17 a seguir, podemos observar em um gráfico os valores médios de tensão para cada porcentagem de resíduo.

Figura 17 – Curva de resistência a compressão simples para 0, 35, 50 e 65% ADF

Fonte: elaborado pela autora, 2018.

A partir dos resultados determinados pelo ensaio de compressão simples, percebeu-se que a pressão suportada para a mistura de solo pura foi de 2,05 kgf/cm², para a mistura de 35% de solo-resíduo 1,05 kgf/cm², 50% de 2,32 kgf/cm² e 65% de 2,08 kgf/cm² consecutivamente.

A máxima resistência à compressão simples foi atingida para o material com adição de 50% de resíduo. Já a mínima resistência se deu na adição de 35% de resíduo,

0 0,5 1 1,5 2 2,5 0 10 20 30 40 50 60 T ens ão (kN/m ²) Teor de resíduo (%)

resultando em um valor contraditório em relação ao esperado. De acordo com Silva e Pereira (2017), para entender este comportamento são necessários ensaios sobre as alterações microestruturais destas misturas.

Alguns dos resultados determinados pelo ensaio de compressão simples são função da umidade do material. Para alguns tipos de solo, a velocidade de deformação do corpo de prova também pode ser maior. Para os solos classificados como moles, apresentou-se grande deformação sob a aplicação de carga, e uma pequena deformação para solos duros e quebradiços (PIVETTA, 2017).

Alguns problemas foram encontrados para a realização dos ensaios, como por exemplo, a impossibilidade de controle da umidade.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados desta pesquisa serviram como parâmetro para a combinação da areia de fundição com solo argiloso compactado, de forma a compor um novo material que possa ser utilizado como base e sub-bases de pavimentos, e como cobertura final para aterros sanitários. Isso favorece o meio ambiente de várias maneiras, evitando-se a disposição inadequada desse resíduo em aterros e a exploração desnecessária de recursos naturais adicionais.

Os ensaios de compactação do solo tiveram como objetivo aumentar a resistência do material, bem como reduzir a compressibilidade e permeabilidade, evitando assim possíveis incidentes em obras de grande escala, por exemplo.

Quanto à compressão simples, os ensaios com 50% de solo-resíduo se mostraram bons quando comparados ao solo natural, mostrando que é possível introduzir teores de resíduo sem perder a qualidade.

Mesmo que não exista uma norma que estabeleça um parâmetro de resistência para materiais utilizados em aterros sanitários, o solo e a areia de fundição apresentam boas características para o uso em camada de cobertura final para estes, pois, segundo Gomes, Moraes e Boff (2007), suas características permitem menor passagem de água.

O reuso da areia de fundição também pode se mostrar promissor como material de construção de camadas de pavimentos. De acordo com Klinsky e Fabbri (2009), a mistura de resíduo com solo argiloso poderia ser utilizada como material para construção de bases e sub-bases de pavimentos de baixo volume de tráfego, uma vez que elas atendem às exigências estabelecidas na especificação ET-DE-P00-015A do DER-SP (2005), Sub-Base ou Base de Solo Arenoso Fino de Comportamento Laterítico – SAFL.

Concluiu-se que as características do solo natural são argilosas, já o resíduo apresenta granulometria característica de agregado miúdo. Os valores de compactação foram bons, pois conforme houve o aumento de porcentagem de resíduo, houve um aumento do peso específico, ficando dentro dos resultados esperados. Quanto à compressão simples, houve um aumento na resistência do material quando adicionada a areia de fundição, mostrando que é possível introduzir teores desse resíduo sem perder a qualidade. Porém, embora tenha mostrado uma melhor resistência, a viabilidade do uso desse material vai depender muito da localização das indústrias de fundição, para que assim o transporte deste tipo de material não se torne um empecilho na análise financeira.

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