O teor de água dos grãos foi em média de 11,50% (Tabela 5). De acordo com Mondo (2009), o teor de água ideal para comercialização de grãos de milho é em torno de 13%.
Tabela 5 - Valores médios de teor de água (TA) dos grãos de milho em função da adubação orgânica, mineral e inoculante após colheita. Garanhuns-PE, 2014.
Tratamentos TA (%) T1 12,33 T2 11,97 T3 11,37 T4 12,53 T5 12,00 T6 11,97 T7 12,00 T8 11,67 T9 11,65 Média 11,50 CV (%) 8,46
T1 - Testemunha; T2 - Composto orgânico; T3 - Biofertilizante; T4 - Inoculante; T5 - Composto orgânico + inoculante; T6 - Biofertilizante + inoculante; T7 - Composto orgânico + biofertilizante; T8 - Composto orgânico + biofertilizante + inoculante; T9 – Adubação mineral.
Na Tabela 6, observa-se que não houve diferença significativa para as variáveis primeira contagem de emergência (PC), emergência (EME) e índice de velocidade de emergência (IVE). O resultado obtido pelo teste de primeira contagem permite inferir que o vigor das sementes não foi influenciada pelos tratamentos orgânico e mineral, desta forma não houve distinção para a germinação e qualidade de plântulas iniciais.
Observa-se a partir dos resultados da porcentagem de emergência (Tabela 6), que apesar de os tratamentos não apresentarem diferença estatística entre si, apenas T6 alcançou a porcentagem de germinação acima de 85%, que é a mínima que um lote de
sementes deve proporcionar quando semeada no campo, segundo a lei que rege a venda de sementes no Brasil (BRASIL, 2005).
O índice de velocidade de emergência médio verificado no presente trabalho foi de 9,88, o que implica no número médio de plântulas emergidas a cada dia, sendo o valor máximo encontrado neste trabalho de 10,82 plântulas dia.
Percebe-se de um modo geral que, os adubos orgânicos e mineral podem ser aplicados no momento da semeadura, sem causar prejuízos à emergência das sementes e que o baixo percentual de germinação alcançado apesar de não ser influenciado pelos tratamentos indica que as sementes empregadas eram de baixa qualidade fisiológica.
Tabela 6 – Primeira contagem de emergência (PC), emergência (EME), índice de velocidade de emergência (IVE) de plântulas de milho submetido à adubação orgânica, mineral e inoculante. Garanhuns-PE, 2014.
Tratamentos PC (%) EME (%) IVE
T1 44,29 a 79,05 a 10,20 a T2 46,19 a 81,90 a 10,41 a T3 45,24 a 76,66 a 9,71 a T4 34,28 a 72,86 a 8,82 a T5 38,09 a 81,43 a 9,96 a T6 47,14 a 85,71 a 10,51 a T7 41,91 a 76,66 a 9,53 a T8 37,15 a 71,90 a 8,93 a T9 50,00 a 84,28 a 10,82 a Média 42,70 78,94 9,88 CV (%) 15,19 10,16 10,21
Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. T1 - Testemunha; T2 - Composto orgânico; T3 - Biofertilizante; T4 - Inoculante; T5 - Composto orgânico + inoculante; T6 - Biofertilizante + inoculante; T7 - Composto orgânico + biofertilizante; T8 - Composto orgânico + biofertilizante + inoculante; T9 – Adubação mineral.
Para as variáveis altura de planta (AP), diâmetro do colmo (DC) e altura de inserção de espiga (AIE) das plantas de milho (Tabela 7) pode-se inferir que as mesmas não foram influenciadas significativamente pelos tratamentos aplicados. Ou seja, tanto
as plantas que receberam algum tipo de adubo como aquelas que não foram adubadas obtiveram resposta estatisticamente igual. Apesar das variáveis terem obtido respostas iguais estatisticamente nos diferentes tratamentos, a testemunha absoluta (sem adubação) não se constitui como a mais indicada para o cultivo do milho Catingueiro, pois o uso continuo de uma determinada área sem a devida reposição dos nutrientes extraído pelas colheitas a levará invariavelmente ao empobrecimento, resultando em rendimentos decrescente com os cultivos sucessivos.
Por outro lado, a falta de resposta significativa ao comparar-se fertilização orgânica e mineral, pode ser um indicativo da capacidade dos adubos orgânicos de atender as necessidades nutricionais do milharal. A importância dessa resposta está nos ganhos socioambiental que os produtores de milho podem obter, uma vez que os adubos orgânicos podem ser obtidos na própria unidade de produção, não comprometem a saúde do agricultor, trabalhador rural e consumidor, dos animais e nem traz danos ao meio ambiente (ARAÚJO et al., 2007). As práticas agrícolas aliadas ao sistema de produção orgânico tendem ainda à aprimorar a qualidade do solo, o que pode vir a beneficiar a produtividade das culturas, reduzir a erosão e aumentar a eficiência do uso dos nutrientes e da água (LOURENÇO et al., 2013).
Apesar de não haver efeito significativo, alguns autores têm evidenciado respostas no crescimento vegetativo dessa cultura com emprego de adubos orgânicos: Saraiva et al. (2007) quando constataram que o uso de manipueira tratada como fonte de adubação na cultura do milho aumentou a altura e o diâmetro do colmo das plantas. Em outro estudo, Ribas et al. (2010) também relataram que a altura e o diâmetro do colmo das plantas de milho não foram afetados negativamente pela adubação com manipueira, constatando que o uso deste efluente ocasionou maior altura de plantas. Ao avaliar o desenvolvimento da cultura do milho após utilização de diferentes adubos verde, Castro e Prezotto (2008) verificaram que houve diferenças significativas para as variáveis altura de planta e diâmetro do colmo, porém para a característica altura de inserção da primeira espiga não foram verificadas diferenças significativa entre os tratamentos. Resposta contrária foi encontrada por Barreto et al. (2014) ao avaliar o desenvolvimento vegetativo e o acúmulo de macronutrientes em plantas de milho submetidas às doses de manipueira, constataram que o aumento das doses de manipueira ocasionou um decréscimo significativo na altura das plantas de milho. De forma semelhante, Mata et
al. (2010) ao verificar a produção de milho híbrido sob diferentes níveis de adubação de esterco bovino, inferiram que a adubação orgânica influenciou significativamente na altura de planta e diâmetro do colmo e que a aplicação do esterco bovino curtido no sulco de plantio pode substituir a adubação química, sem comprometer o desempenho da cultura. Castro et al. (2013), ao estudar os efeitos da aplicação de cama de aviário na cultura do milho e avaliar através de variáveis de produção a melhor dose para sua utilização, constataram maiores resultados para diâmetro do colmo utilizando doses de adubação orgânica proveniente de cama de aviário associada à adubação mineral (24,34 cm), sendo maior estatisticamente que a testemunha absoluta resultando no menor diâmetro do colmo (19,32 cm).
O comprimento de espigas (CE) não foi influenciado significativamente pelos tratamentos (Tabela 7), porém obteve-se valor médio de 16,23 cm. Segundo Albuquerque et al. (2008), espigas maiores que 15 cm de comprimento são padrões para as espigas serem enquadradas como comerciais. Adequando, portanto, as espigas de todos os tratamentos desse trabalho dentro das especificações para comercialização.
No tocante ao diâmetro de espigas (DE), observou-se efeito entre os tratamentos, onde os maiores diâmetros médios verificados foram nas espigas oriundas das parcelas tratadas com composto orgânico (T2) (5,10 cm), apesar de diferir estatisticamente apenas daquelas colhidas em plantas adubadas com fertilizante mineral (T9) (4,00 cm) como pode ser observado na Tabela 7. A exceção da testemunha absoluta (T1), T2 e T9, os demais tratamentos proporcionaram espigas com diâmetro semelhantes aos encontrados por Lourente et al. (2007), os quais constataram valores máximo de 4,65 cm quando avaliaram o efeito das culturas antecessoras, doses e fontes de nitrogênio nas características agronômicas do milho, como também nos resultados encontrados por Castro et al. (2013), que obteve maior resultado com 4,98 cm de diâmetro de espigas quando avaliaram os efeitos da aplicação de cama de aviário na cultura do milho e avaliar através das características de produção a melhor dose para sua utilização.
No presente estudo, foi verificado diâmetro médio e máximo de 4,56 e 5,10 cm, respectivamente. Os padrões aceitáveis para as espigas serem incluídas como espigas comerciais é no mínimo 3 cm de diâmetro (ALBUQUERQUE et al., 2008). Deste modo, todos os tratamentos possuem médias de diâmetro de espigas acima do padrão mínimo exigido.
Tabela 7 - Valores médios de altura da planta (AP), diâmetro do colmo (DC), altura de inserção de espiga (AIE), comprimento de espigas (CE), diâmetro de espigas (DE) das plantas de milho em função da adubação orgânica, mineral e inoculante. Garanhuns-PE, 2014. Tratamentos AP (m) DC (mm) AIE (cm) CE (cm) DE (cm) T1 1,95 a 20,76 a 97,27 a 15,50 a 4,39 ab T2 1,97 a 21,84 a 95,53 a 16,43 a 5,10 a T3 1,98 a 21,03 a 91,23 a 17,20 a 4,62 ab T4 1,91 a 21,66 a 94,40 a 17,17 a 4,56 ab T5 2,02 a 22,07 a 102,47 a 17,56 a 4,60 ab T6 1,91 a 20,66 a 87,40 a 15,37 a 4,62 ab T7 1,96 a 22,44 a 100,70 a 16,27 a 4,52 ab T8 1,97 a 22,60 a 92,23 a 16,60 a 4,61 ab T9 1,83 a 21,33 a 89,30 a 14,00 a 4,00 b Média 1,94 21,60 94,50 16,23 4,56 CV (%) 4,55 4,62 7,20 8,15 6,78
Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade.T1 - Testemunha; T2 - Composto orgânico; T3 - Biofertilizante; T4 - Inoculante; T5 - Composto orgânico + inoculante; T6 - Biofertilizante + inoculante; T7 - Composto orgânico + biofertilizante; T8 - Composto orgânico + biofertilizante + inoculante; T9 – Adubação mineral.
Na Tabela 8, verifica-se que houve diferença significativa entre os tratamentos no que diz respeito ao número de fileiras de grãos de milho (NFG), onde se percebe que para esta variável os tratamentos com inoculante (T4), composto orgânico junto ao inoculante (T5) e composto orgânico associado ao biofertilizante e inoculante (T8) foram estatisticamente iguais ao tratamento com fertilizante químico sintético (T9). Pode-se verificar os menores resultados nos tratamentos T2, T3 (biofertilizante), T6 (biofertilizante + inoculante) e T7 (composto orgânico + biofertilizante), não diferindo estatisticamente entre si.
Em relação ao número de grãos por fileira, constata-se que não houve diferença significativa para esta variável em função dos tratamentos orgânico e convencional (Tabela 8). A seleção de espigas com maior número de fileiras de grãos e maior número de grãos por fileira tem efeito direto sobre o aumento do peso de grãos por espiga (LOPES et al., 2007).
O índice de espigas (IE) foi superior estatisticamente nos tratamentos T2, T8 e T9, porém não houve diferença significativa quanto aos demais tratamentos, sendo estes (T1, T3, T4, T5, T6, e T7), os que apresentaram os menores resultados.
Tabela 8 - Valores médios de número de fileiras de grãos (NFG), número de grãos por fileira (NGF) e índice de espigas (IE) das plantas de milho em função da adubação orgânica, mineral e inoculante. Garanhuns-PE, 2014.
Tratamentos NFG NGF IE T1 12,80 ab 29,40 a 0,95 b T2 12,60 b 28,73 a 1,00 a T3 12,60 b 27,03 a 0,83 b T4 13,13 a 27,00 a 0,87 b T5 13,13 a 27,80 a 0,85 b T6 12,86 b 26,64 a 0,82 b T7 12,53 b 30,53 a 0,89 b T8 13,27 a 26,43 a 0,97 a T9 13,17 a 29,44 a 0,98 a Média 12,72 27,77 0,86 CV (%) 3,84 6,66 12,61
Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. T1 - Testemunha; T2 - Composto orgânico; T3 - Biofertilizante; T4 - Inoculante; T5 - Composto orgânico + inoculante; T6 - Biofertilizante + inoculante; T7 - Composto orgânico + biofertilizante; T8 - Composto orgânico + biofertilizante + inoculante; T9 – Adubação mineral.
Na testemunha absoluta (T1) e no tratamento onde foi aplicado apenas inoculante (T4), verificou-se menor massa de mil grãos em relação aos demais tratamentos (349,14 e 352,26, respectivamente), porém não houve diferença estatística entre os demais (Tabela 9).
As maiores respostas produtivas foram verificadas nos tratamentos que receberam adubação orgânica (Tabela 9), sendo os resultados mais expressivos nos tratamentos T2 - Composto orgânico (8.096,15 kg ha-1), T3 – Biofertilizante (8.005,52 kg ha-1) e T8 - Composto orgânico + biofertilizante + inoculante (8.615,78kg ha-1). Estes resultados superaram até mesmo a adubação mineral (7.199,53 kg ha-1). Santos et al., (2009) ao avaliar o efeito da fertilização com esterco bovino e cama de galinha caipira sobre os componentes de produção do milho constataram que os tratamentos orgânicos (cama de frango de 4, 8 e 10 t ha-1) influenciaram na maior produtividade de grãos do que o fertilizante mineral (uréia) e a testemunha (sem adubo). Silva et al. (2004), estudando os efeitos da adubação orgânica sobre a cultura do milho, constataram que o rendimento de grãos aumentou com a elevação da dose de esterco, exceto o número e o peso total de espigas verdes. Pereira et al. (2009) afirmam que a adubação orgânica melhora as condições físicas, químicas e biológicas do solo. Isto evidencia a necessidade de fornecimento de nutrientes ao solo para se obter maior rendimento, visto que onde houve adubação na cultura do milho resultou em médias de rendimento superiores à testemunha.
A produtividade conseguida pela cultura do milho no Brasil varia muito. Ao mesmo tempo em que há produtores que conseguem até 200 sacas de 60 kg (somando mais de 12 toneladas por hectare), há outros que colhem menos de 1 tonelada por hectare. Ao serem analisados os níveis de produtividade do Nordeste, pode-se perceber que ela é historicamente muito baixa, alcançando a média de 1.802 kg ha-1, ficando bem abaixo da média brasileira (4.808 kg ha-1) (CONAB, 2013).
A produtividade em função dos adubos empregados, a aplicação de composto orgânico associado ao biofertilizante e ao inoculante (T8) produziu aproximadamente 34 sacas de milho a mais que a testemunha absoluta (T1), correspondendo a um acréscimo de R$ 1.390,60, com base no valor de atacado para saca de 60 kg no mês da colheita (AGROLINK, 2014). Quando comparado ao tratamento com adubação mineral (T9) o aumento foi de aproximadamente 24 sacas (R$ 981,60). Enquanto a produção convencional de milho envolve o uso de insumos externos (fertilizantes químicos e agrotóxicos) onerosos à produção, ou os pequenos produtores sequer utilizam fertilizantes, a adubação orgânica representa economia ao agricultor, pois seus constituintes geralmente são adquiridos na própria unidade de produção (SILVA;
MENEZES, 2007; SANTOS et al., 2009), tornando o cultivo sustentável do ponto de vista econômico.
Cancellier et al. (2011), ao estudar a adubação orgânica na linha de semeadura no desenvolvimento e produtividade do milho, avaliando oito doses de adubação de semeadura, sendo sete com esterco bovino curtido aplicado na linha de plantio, variando entre 0,0; 10,0; 20,0; 30,0; 40,0; 50,0 e 60,0 t ha-1, e uma adubação química, verificaram que a aplicação de 50 t ha-1 de esterco sem aplicação de cobertura mostrou produtividade equivalente à adubação química, enquanto com aplicação de N em cobertura a dose de esterco equivalente foi 4.540 kg ha-1. Galdos et al. (2004) avaliando a aplicação de lodo de esgoto em solo cultivado com milho, percebeu que houve aumento na produção da cultura no segundo ano (4.992 kg ha-1) , comparativamente à do tratamento sem aplicação de lodo e com adubação química (4.020 kg ha-1). Silva et al. (2007) afirmam que o uso contínuo da adubação organo-mineral na cultura do milho, provoca aumentos significativos por vários anos na produção de grãos. Castro et al. (2013), ao estudar os efeitos da aplicação de cama de aviário na cultura do milho e avaliar através das variáveis de produção a melhor dose para sua utilização, verificaram maiores produtividades da cultura do milho utilizando doses de adubação orgânica proveniente de cama de aviário associada à adubação mineral (13,33 t ha-1), onde se pode observar que a testemunha absoluta resultou na menor produtividade (7,35 t ha-1).
Portanto, o uso eficiente dos recursos naturais nos sistemas orgânicos de produção é fundamental para alcançar o equilíbrio ecológico e a sustentabilidade do sistema produtivo (MAROUELLI et al., 2011).
Para que se obtenha alta produtividade, é preciso que se faça um trabalho de melhoria na fertilidade do solo, podendo para este fim empregar compostos orgânicos e resíduos vegetais. Neste contexto, a matéria orgânica é indispensável para a manutenção da micro e mesovida do solo, visto que a bioestrutura e toda a produtividade do solo se baseia na presença de matéria orgânica em decomposição ou humificada, fornecendo substâncias intermediárias, produzidas em sua decomposição que podem ser absorvidas pelas plantas, aumentando seu crescimento (BARROS; LIBERALINO FILHO, 2008). Segundo Magro et al. (2012), a adubação com composto orgânico pode constituir uma prática que pode contribuir para a produção de sementes de elevado potencial
fisiológico, visto que o nitrogênio, o fósforo e o potássio são translocados em quantidades consideráveis durante a formação das sementes.
Tabela 9 - Massa de mil grãos (M1000), produtividade e índice de colheita (IC) das plantas de milho em função da adubação orgânica, mineral e inoculante. Garanhuns-PE, 2014. Tratamentos M1000 (g) PRODUTIVIDADE (kg ha-1) IC T1 349,14 b 6620,75 b 0,72 a T2 375,79 a 8096,15 a 0,73 a T3 391,21 a 8005,52 a 0,62 a T4 352,26 b 7518,85 b 0,77 a T5 363,00 a 7780,78 b 0,78 a T6 389,00 a 7809,98 b 0,61 a T7 391,01 a 7000,73 b 0,72 a T8 375,81 a 8615,78 a 0,65 a T9 263,30 a 7199,53 b 0,76 a Média 361,17 7605,34 0,71 CV (%) 9,02 12,61 14,68
Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. T1 - Testemunha; T2 - Composto orgânico; T3 - Biofertilizante; T4 - Inoculante; T5 - Composto orgânico + inoculante; T6 - Biofertilizante + inoculante; T7 - Composto orgânico + biofertilizante; T8 - Composto orgânico + biofertilizante + inoculante; T9 – Adubação mineral.
Os índices de colheita (IC) analisados são observados na Tabela 9. Verifica-se que não houve diferença estatística significativa entre os tratamentos indicando que as diferentes adubações não influenciaram no resultado desta variável.
O IC, determinado pela relação entre matéria seca dos grãos e a matéria seca total da planta, variou de 0,43 a 0,56 de acordo com Monteiro et al., 1998; de 0,59 a 0,63 no trabalho de Leite et al.(2008); houve variação de 0,20 a 0,44 para Magalhães et al. (2012); para Duarte et al. (2013) variou de 0,31 a 0,62.
Os IC teóricos apresentam um intervalo de 0,0 a 1,0 (0 a 100%), sendo o menor valor equivalente à produção nula e o maior valor, à produção teórica máxima. Os
resultados observados, encontrados na literatura, apontam uma ampla variabilidade para o IC em milho, que variam de 0,10 a 0,80. Sendo o IC uma medida da eficiência do transporte de fotoassimilados para o grão, teoricamente, o maior IC observado por um determinado tratamento demonstra maior eficiência de conversão de produtos sintetizados em material de importância econômica (DURÃES et al., 2002).
4 CONCLUSÃO
O cultivo de milho pode ser realizado tanto empregando adubo orgânico (biofertilizante e composto orgânico) isolados ou associado à técnica de inoculação das sementes, como com adubo mineral sintético.
O crescimento e os componentes de produção do milho adubados organicamente, independentemente da fonte, é compatível ao obtido em cultivo convencional.
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