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2.1 – O Projeto Educopédia

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dentre os cinco professores que responderam ao questionário, quatro possuem formação profissional em Letras e um em História. Dos quatro profissionais com formação em letras dois atuam na disciplina de Língua Portuguesa e dois na de Língua Inglesa.

No que se refere ao tempo de atuação no magistério, todos os professores atuam há mais de 15 anos na docência (três professores possuem 25 anos de magistério, um professor possui 20 anos e um 16).

No que diz respeito ao perfil dos entrevistados sobre o uso do computador e da Internet, todos os professores possuem computador em casa com Internet banda larga. Além disso, todos acessam a Internet diariamente. Um dos professores considera excelente seu conhecimento sobre informática, dois consideram bom e dois avaliam como intermediário.

A execução do PROINFO coincidiu com a implantação maciça da Internet no país e trouxe uma mudança de viés, onde o acesso à Internet, tornou-se instrumento preponderante de inclusão digital (MEC, 1997).

Quando questionados sobre o que mais utilizam no seu dia a dia na Internet, todos os professores citaram a busca de informações para uso profissional. Quatro professores também utilizam para comunicação por e-mail. Stahl (2003) afirma que os professores necessitam de formação adequada para se apropriarem criticamente das inovações tecnológicas. Aponta como um problema relativo à formação inicial ou continuada a distância desta em relação à realidade que o professor encontra na escola e exige conhecimentos que ele não obteve em sua formação.

Pesquisa de Bomfim (2004) concluiu que uma parcela significativa de professores tem consciência de suas deficiências, apontando a necessidade de capacitações que possam oferecer subsídios ao seu trabalho no que se refere ao uso da informática.

Com foco na prática docente, todos os professores indicaram utilizar a Internet como fonte de atualização. Quatro professores costumam pesquisar e coletar recursos didáticos para utilizar em aula e dois professores também se

comunicam com os alunos, por meio de correio eletrônico e/ou Chat e criar comunidades virtuais e/ou blogs.

Segundo STAA (2006): “o blog é um site cujo dono usa para fazer registros diários, que podem ser comentados por pessoas em geral ou grupos específicos que utilizam a Internet. Em comparação com um site comum, oferece muito mais possibilidades de interação, pois cada post (texto publicado) pode ser comentado”.

Ao indicarem os recursos da Internet mais utilizados, os mais citados foram o Youtube (tanto para disponibilizar como para buscar vídeos) e os blogs. O uso de portais com conteúdos educativos, sites para construção de histórias em quadrinhos e o e-mail também foi indicado.

Quanto aos vídeos, Serna (1998) ressalta que as linguagens audiovisuais podem contextualizar o conhecimento acadêmico. Dessa forma, são muito utilizados quando se deseja inserir uma problemática na sala de aula, pois esta ferramenta admite três elementos básicos e diferenciadores que devem ser levados em conta no processo de ensino e aprendizagem: a interatividade entre o sistema e seu usuário; os sistemas de símbolos que utiliza similares aos elementos da TV; e a mensagem, as diferentes formas que podem ser representadas e estruturadas, assim como os diferentes conteúdos culturais que transmite.

Segundo Moran (1995) o vídeo muitas vezes ajuda a mostrar o que se fala em aula, a compor cenários desconhecidos dos alunos. Por exemplo, um vídeo que exemplifica como eram os romanos na época de Julio César ou Nero, mesmo que não seja totalmente fiel, ajuda a situar os alunos no tempo histórico. Um vídeo traz para a sala de aula realidades distantes dos alunos, como por exemplo a Amazônia ou a África. A vida se aproxima da escola através do vídeo, mas não é satisfatório didaticamente exibir o vídeo sem discuti-lo, sem integrá-lo com o assunto de aula, sem voltar e mostrar alguns momentos mais importantes.

Quanto ao uso do laboratório de informática da escola com os alunos, percebe-se que este ainda é pequeno: três professores o utilizam raramente, dois utilizam uma ou duas vezes e um dos professores utiliza todos os dias.

Dentre os motivos, para a pequena utilização, destaca-se a fala de um dos respondentes:

“Não é fácil ter acesso ao laboratório de informática. Há má vontade. O trabalho não é valorizado, não é considerado importante e nos esbarramos na inércia das pessoas”. (P.M.)

Pode-se observar através destes dados que os professores ainda utilizam pouco o computador e a Internet em suas atividades de ensino com os alunos. Dentro desse contexto, Hargreaves (2004) destaca que o computador trancado em um laboratório não é capaz de constituir um desafio, afim de que professores e alunos se sintam estimulados a decifrar seus mistérios e passar a utilizá-lo.

A partir da década de 1990, as ações governamentais na área de informática educativa voltaram-se à capacitação de pessoal, principalmente a de professor, para atuar nas escolas (MEC).

No entanto, estudo de Costa (2002) constatou que a participação de professores da rede pública em capacitações não é significativa, desestimulados que são pelas condições de trabalho, baixos salários entre outras, no entanto, quando participam, ficam satisfeitos com as descobertas do uso da informática em suas disciplinas.

Segundo Chaves (1988), o computador pode constituir uma importante ferramenta para ajudar a melhorar a qualidade do ensino; o uso do computador na educação deve ser balizado por valores culturais, sóciopolíticos e pedagógicos de acordo com a realidade brasileira.

Em relação aos principais pontos positivos do Educopédia, aqueles que se sobressaíram foram a natureza colaborativa deste projeto, a possibilidade autoral do mesmo, ou seja, o fato de os objetos de aprendizagem serem construídos pelos professores e a questão da diversidade de recursos (natureza multimidiatica):

“Um ponto positivo é o desenvolvimento do lado autor do professor.” (P.R.)

“As atividades são bastante dinâmicas e disponibilizam objetos de aprendizagem diversificados como vídeos, animações, imagens, jogos, podcasts, quizes.” (P.G.)

Em 2001, foi lançado o Programa de Informática Educativa , que teve como objetivo implementar, em toda a rede pública de ensino do Rio de Janeiro , o acesso e a utilização, por professores e alunos, das modernas tecnologias de informática (SME/MULTIRIO).

Para Alava (2002), ao utilizar as TICs no processo ensino- aprendizagem, o professor ultrapassa o processo comunicacional baseado no monólogo da sala de aula para o diálogo interativo, onde suas produções deixam de ser solitárias para constituírem um produto educativo que midiatiza o conhecimento, construído muitas vezes em equipe. Assim, estes recursos constituem-se em instrumentos de auxílio, servindo também para motivar, ilustrar, reforçar as aulas ou torná-las mais interativas.

Desta forma, professores e alunos são os usuários-chave e, portanto, sujeitos fundamentais no processo de integração e investigação das potencialidades das tecnologias educacionais (STRUCHINER, 2006).

Além disso, os participantes também elogiaram a possibilidade de os alunos contarem com um ambiente com recursos educativos que possam ser acessados a qualquer momento, independente do contexto de sala de aula e o fato de as aulas serem desenvolvidas com uma orientação didática:

“É um ambiente virtual de aprendizagem colaborativa cujo acesso pode ser feito de qualquer lugar a qualquer hora.” (P.G.)

“As aulas não são construídas aleatoriamente, mas obedecem a um design didático bem articulado.” (P.M.)

Segundo Moraes (1997) o computador deve ser usado como recurso auxiliar ao processo educacional, como ferramenta, ajudando o desenvolvimento do aluno, a construção do conhecimento e permitindo sua autonomia.

A aprendizagem colaborativa não depende da tecnologia para que possa ocorrer, mas a popularização da Internet e a utilização da mesma pode dar

oportunidades para que se crie um tipo de ambiente colaborativo, oferecendo grandes vantagens. De acordo com VARELLA et al (2002), acredita-se que aliada à aprendizagem colaborativa, a tecnologia possa potencializar as situações em que professores e alunos pesquisem, discutam e construam individualmente e coletivamente seus conhecimentos.

Para os estudiosos como HARDIN e ZIEBARTH citado por CAMPOS ET al (2003), a aprendizagem colaborativa baseada na Internet deve aproveitar o que há de melhor na rede de computadores, que é a possibilidade da comunicação e cooperação entre os indivíduos.

Quanto aos principais pontos negativos da plataforma Educopédia foram citados o pouco conhecimento por parte dos professores a respeito do projeto, por ser um projeto novo, estar sujeito às questões políticas do governo municipal, o cotidiano corrido dos profissionais para estudar e se capacitar para aplicação das aulas, o uso de muitos recursos com textos e poucos jogos interativos, dois dos professores não identificaram pontos negativos:

“Embora pareça contraditório, o pouco conhecimento por parte dos professores a respeito do projeto, a falta de interesse de alguns profissionais que acham tratar-se de mais um projeto da SME e o próprio cotidiano corrido dos profissionais para estudar e se capacitar para aplicação das aulas.” (P.E.)

“Estar sujeito às questões políticas do governo municipal.”(P.R.) “Até o presente momento ainda não identifiquei pontos negativos”. (P.G.)

Conforme Perrenoud (2000), os professores devem possuir conhecimentos básicos de informática que o prepare para o uso das tecnologias.

Belloni (2005, p.10) destaca, porém, que, para que as instituições sigam “integrando as tecnologias de informação e comunicação ao cotidiano da escola, na sala de aula, de modo criativo, crítico e competente”, são exigidos:

[...] investimentos significativos e transformações profundas e radicais em: formação de professores; pesquisa voltada para metodologias de ensino; nos modos de seleção, aquisição e

acessibilidade de equipamentos; materiais didáticos e pedagógicos, além de muita, muita criatividade.

Atualmente, as ações desenvolvidas pelo MEC no que diz respeito ao uso das TICs podem ser organizadas em quatro eixos (Mendonça, 2010): Infra- estrutura (Proinfo, NTEs, Projeto UCA – Um computador por aluno); conexão (Programa Banda Larga nas Escolas); conteúdos digitais (Domínio Público, Portal do Professor, Banco Internacional de Objetos Educacionais) e formação de professores (Proinfo, UAB). Na tentativa de solucionar os problemas de articulação entre os vários projetos e ações e de integrar estratégias de infra- estrutura, conteúdos e formação de professores, o MEC cria o sistema Proinfo Integrado.

Embora se reconheça os avanços nas políticas nacionais de difusão e integração das TICs, vale ressaltar a necessidade de maior articulação entre elas e o sistema educacional. Assim, por exemplo, embora já se possa detectar o estabelecimento de uma política mais abrangente para utilização de novas tecnologias, especialmente aquelas ligadas à informática, em âmbito nacional e em âmbito municipal, ainda é preciso ampliar e consolidar as estratégias de formação crítica das instituições escolares, especialmente, dos professores para o uso destas ferramentas.

Quando perguntados sobre em que momento e em que atividades de sua prática pedagógica os professores utilizariam a Educopédia (como elemento motivador da sua aula, como parte integrante de seu planejamento, como reforço ao conteúdo apresentado em sala de aula), a maioria dos professores utilizaria como elemento motivador das aulas e um professor usaria nos diferentes momentos:

“Associar a exposição de um conteúdo com uma das aulas para motivar e tornar o conteúdo mais atraente”. (P.R.)

“Acredito que a Educopédia possa ser utilizada em minha prática pedagógica em diferentes momentos: como elemento motivador – utilizando um vídeo ou uma animação de uma das aulas digitais como sensibilização para a abordagem de um determinado tema; como parte integrante do planejamento – incluindo as aulas digitais da Educopédia na prática diária das aulas presenciais; como reforço ao conteúdo apresentado em sala de aula – solicitando aos alunos que complementem os estudos dos conteúdos abordados em sala

de aula, acessando a Educopédia e realizando as atividades fora do horário de aula”. (P.G.)

No que se refere à integração das tecnologias de informação e comunicação aos processos educacionais, Belloni (2003) sugere que:

[...] considere estas técnicas como meios, e não como finalidades educacionais, e as integre em suas dimensões indissociáveis: como ferramentas pedagógicas extremamente ricas e proveitosas para a melhoria e expansão do ensino; e como objeto de estudo multifacetado, exigindo abordagens criativas, críticas e interdisciplinares, e podendo ser tratado como um “tema transversal” de grande potencial aglutinador e mobilizador. (BELLONI, 2003, p.70).

Nessa mesma direção, Behrens (2002, p. 75) ressalta que o professor ao introduzir o computador em sua prática docente “precisa propor novas formas de aprender e de saber se apropriar criticamente de novas tecnologias, buscando recursos e meios para facilitar a aprendizagem”.

Segundo Kenski (2003, p.76) as inovações tecnológicas “impõem profundas mudanças na maneira de organizar os conteúdos a serem ensinados, nas formas como serão trabalhados e acessados, as fontes de informação, e os modos, individuais e coletivos, como irão ocorrer as aprendizagens”.

“A escola pode e deve se abrir para uma nova aventura estética e política com o uso das mídias. Isto significa também estarmos abertos às linguagens que já ocupam grande parte da vida de nossos alunos e alunas”. (OROFINO, 2005, p.118).

Em relação à dificuldade de integrar a Educopédia em suas atividades de ensino, a maioria afirma que a parte técnica e operacional serão as maiores dificuldades:

“Acredito que, se surgirem dificuldades/desafios de natureza pedagógica, estes serão facilmente resolvidos. Poderá haver dificuldades de ordem técnica: computador não funcionar, dificuldade de acesso à internet, etc”. (P.M.)

“Muitas dificuldades, principalmente na parte operacional, pois as escolas ainda não estão preparadas para utilizar o recurso das salas de informática. Primeiro com relação à qualidade da banda larga,

segundo com a infra-estrutura da escola (laboratórios com apenas 10 máquinas e turmas com 40/50 alunos) e terceiro com a efetividade das máquinas propriamente ditas, a manutenção não é eficaz, fato que acaba diminuindo o quantitativo de computadores”. (P.R.)

Quanto à questão da dificuldade de infra-estrutura adequada para o uso do computador, Kenski (2003) ressalta que “muitas escolas no país não possuem as mínimas condições de infra-estrutura para a realização de suas atividades de ensino” e sugere que:

[...] para que a escola possa estar conectada ao ambiente tecnológico das redes é preciso, antes de tudo, possuir infra- estrutura adequada: computadores em número suficiente, de acordo com a demanda prevista para sua utilização; modems e formas diversificadas e velozes de conexão (via telefone, cabo, rádio...). (KENSKI, 2003, p.71).

Segundo Claúdia Costin ao elaborar um plano para dar um salto na qualidade da Educação no Rio de Janeiro, existe consciência de que a aprendizagem depende tanto de fatores relativos à escola quanto de fatores estranhos a ela.

Quando perguntados sobre o que é preciso para o projeto Educopédia trazer qualidade para o processo educativo, sobressaiu o fato de ter uma boa divulgação, ocorrer capacitação em massa e engajamento do corpo docente.

“Primeiramente é necessária uma boa divulgação para que os professores da rede possam conhecer o projeto e utilizá-lo. É preciso também que se ofereçam cursos de capacitação para que os professores se sintam mais familiarizados com a utilização das novas tecnologias na prática pedagógica”. (P.G.)

“O engajamento do corpo docente e o empenho dos gestores para propiciar aos alunos uma educação ao mesmo tempo de qualidade e inclusiva”. (P.M.)

Pretto (2003) afirma que, na escola faltam condições para o acesso às inovações tecnológicas e encontramos professores e alunos despreparados para o uso das tecnologias.

Barreto (2003, p. 21) reforça a ideia de que a atualização profissional do professor deve ser uma constante diante das inovações e afirma que “do ponto de vista político-pedagógico, é fundamental o reconhecimento de que as TIC,

ao abrir novas possibilidades para a educação, colocam novos desafios para o trabalho docente”.

De acordo com Chaves (2008) o computador pode constituir uma importante ferramenta para ajudar a melhorar a qualidade do ensino.

Quanto à veracidade, confiabilidade, nível de detalhamento e importância educacional das aulas, a maioria considerou de boa qualidade, confiáveis, mas precisando da ação do professor no nível de detalhamento.

“As aulas são de boa qualidade, confiáveis; mas o nível de detalhamento precisa claramente da ação do professor em sala de aula. O tempo todo precisa ser direcionado e isso não é uma crítica, é uma necessidade”. (P.R.)

“Os conteúdos das aulas são de bom nível e importância educacional. Quando for o caso, o professor poderá fazer os ajustes necessários”. (P.M.)

“O Educopédia abre um canal de comunicação bacana. É simples, confiável, mas não o percebo com detalhamentos conceituais”. (P.E.)

Neste sentido, Mateus (2004) ressalta a importância do professor receber conhecimento e treinamento especializados no que se refere às novas tecnologias, que pode se converter em um excelente meio para promover um aprendizado significativo, reflexivo e crítico. É importante ressaltar que apenas o aprendizado da informática não é suficiente, pois apenas treinamento e conhecimento superficial não bastam para que o professor trabalhe efetivamente com as TICs na educação.

Struchiner (2006) e Giannella (2007) reconhecem o papel central dos professores na formulação e implementação de inovações educacionais.

“Acreditamos que a geração e difusão de ferramentas que facilitem a integração de TICs no ensino e o estabelecimento de parcerias entre pesquisadores e docentes na construção e na análise de experiências de aplicação em contextos educativos naturais constituem-se em cenários autênticos de pesquisa e desenvolvimento de iniciativas de qualidade no campo da tecnologia educacional” (GIANNELLA & STRUCHINER, 2006; NACHMIAS, 2009; WEST et al., 2007).

Na avaliação da apresentação visual da plataforma (fontes em tamanhos e cores adequados, estilo de escrita, legibilidade e aspecto geral, formatação, imagens e ícones) todos os professores afirmaram que a plataforma é adequada, agradável e de fácil manuseio:

“A apresentação visual da plataforma é muito boa com fontes, estilo de escrita, formatação, imagens e ícones adequados”. (P.G)

“Limpo, legível e compreensível em quase sua totalidade”. (P.E.) “A apresentação visual da plataforma apresenta-se adequada e agradável”. (P.M.)

De acordo com Almeida, Prado (2009) as mudanças dos ambientes educativos com a presença de artefatos tecnológicos e linguagens próximas do universo de interesses do aluno proporcionam o acesso a uma gama diversa de manifestações de ideias, permitem a expressão do pensamento imagético e criam melhores condições para a aprendizagem e o desenvolvimento do ser humano e da civilização.

No que se refere à navegação dentro da plataforma (facilidade de navegação entre os links etc), todos os professores acharam a plataforma clara, de navegação fácil e intuitiva, não precisando de treinamento ou mediação:

“A plataforma é clara, direta e intuitiva e para utilizá-la não é necessário treinamento ou mediação de outras pessoas”. (P.G.) “Fácil navegação para quem tem costume no uso da grande rede”. (P.R.)

“Boa e de fácil acesso”. (P.W.)

Quando questionados sobre se acreditam que as aulas digitais disponíveis na plataforma permitem ir além das aulas presencias, a maioria acredita que sim, por professores e alunos poderem acessar as atividades auto-explicativas em qualquer lugar e horário.

“Sim, porque professores e alunos podem acessar as atividades auto- explicativas não apenas na escola, mas em qualquer outro lugar, em qualquer horário, possibilitando assim um desenvolvimento constante e aprofundamento de competências e habilidades”. (P.G.)

“Sim, porque estão relacionados com fatos do dia-a-dia e as várias atividades apresentadas oferecem níveis de dificuldade variados, atendendo às necessidades individuais dos alunos”. (P.M.)

“Claro, se o aluno estiver motivado. Tudo dependerá da condução do processo e do envolvimento”. (P.E.)

A EaD vem facilitando a formação profissional fora dos centros urbanos, rompendo barreiras espaço-temporais e propiciando transformações sociais e econômicas através do crescimento do nível de escolaridade da população, permitindo uma educação inclusiva, com qualidade e de fácil acesso (Campos, Costa, Santos, 2007).

Os recursos tecnológicos por si só não trazem nenhuma inovação ao processo ensino-aprendizagem, o uso que os profissionais da área darão aos recursos é que poderá ser inovador ou não. Como nos alerta Kenski (1999, p. 50), “a diferença didática não está no uso ou não uso das novas tecnologias, mas na compreensão das suas possibilidades”.

A maioria dos professores acredita no desenvolvimento do processo ensino aprendizagem com a utilização das aulas digitais e na possibilidade de levar o aluno ao conhecimento. O aluno que tem acesso a recursos que facilitam a aprendizagem e que é motivado a produzir seu conhecimento está em constante processo de desenvolvimento.

"Ambientes digitais de aprendizagem são sistemas computacionais disponíveis na Internet, destinados ao suporte de atividades mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Permitem integrar múltiplas mídias, linguagens e recursos, apresentar informações de maneira organizada, desenvolver interações entre pessoas e objetos de conhecimento, elaborar e socializar produções tendo em vista atingir determinados objetivos”. (ALMEIDA, 2008, p. 4)

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