2.REVZSÃO DE LITERATURA
C. Iacinia saunder-s:li.
4. RESULTADOS E DXSCUSS�O
4.1. Infestaçlo de 17 cultivares de girassol por
Clilasym:1 J.<Jc.inia - siu.mdi�r-sii Doubleda� &
Hewitson, 1849, em condiç5es de campo. 4.1.1.Primeira fpoca de cultivo
4.1.1.1. Ndmero de lagartas por planta Observando-se o ndmero de lagartas por planta verifica se diferença significativa para a interaçlo cultivares vs. �pocas de avalia�lo (T�bela 2). Atravis d� anilise do desdobrarnerito da referida interaçio, verifica�se ocorrincia de efeito das cultivar�s ao� 45 e 75 dias. Aos 45 dias, nota-se· que o ntlmero de lagartas em 'Contissol-422' foi significativamente superior àqueles registrados nas demais
�37 Contissol-711, Contissol-112 e 6B x Ilnisse�.
Já, aos 75 dias, 6 ndmero de lagartas encontrado na
cultivar PIGB foi estatisticamente inferior
cbservados em 'DK-180' e 'Uruguai', sendo que os outros
mafer iai s apresentaram in fest ;,,1.ç:ão int ermed iát· ia"
Quanto ao efeito de épocas dentro de cultivar, notam-se diferenç:as significativas para as cultivares Contissol-422, DK-180, e Uruguai. Para 'DK-180', a infestaç:ão da praga, aos
75 dias após a emergência das plantas, foi
significativamente �uperior àquela verificada aos 30 e 60 dias, épocas em que nenhuma lagarta foi amostrada nas cinco plantas avaliadas e semelhante à observada aos 45 dias. Para 'Uruguai' e 'Contissol-422', as maiores infestaç:5es foram
observadas aos 75.e 45 dias, respectivamente.
Considerando-se a midia entre as quatro épocas de
avaliaç:ão, para · cada cultivar, constata-se nlo haver
diferenç:a significativa no ntlmero médio de lagartas para as 17 cultivares testadas.
cada
Em rela�ão à média geral entre as 17 cultivares, para
época, observa-se maior ataque de (,'. hu::.inia
saundersii, aos 45 e 75 dias após .a eme1·gência das plantas •
4.1.1.2. Número de lagartas por metro linear de plantas
Analisando-se O$ dados da Tabela 3, nota-se intera�lo significativa para cultivares vs. fpocas de avaliaiio. Atravfs da anilise do desdobramento da referida intera�lo, constata-se• �feito de cultivares aos 45 e 75 dias. Aos 45
dias, o número de lagartas por metro linear em
'Contissol-422' foi significativamente superior àquelas
obtidai nas cultivares Contissol, Rumano-P4, Semente Branca Ivaí, Contissol-621, Semente Branca-PB, Cargill-33, Uruguai e Progress, constatando�se, nos demais materiais, infesta,lo intermediiria.
Aos 75 dias, houve diferen�a significativa no ntlmero de lagartas por metro linear, apenas entre as cultivares DK-180 e PIGB, sendo esta, a menos infestada.
Em rela;lo ao efeito de ipocas dentro de cultivar, verificaram-se diferen,as estatísticas para as cultivares Contissol-422, DK-180 e Uruguai. Para 'DK-180'· a infesta;lo da praga aos 75 dias apds a emergincia das plantas, foi
significativamente superior àquelas observadas nas
avalia,5es feitas aos 30 e 60 dias(nas quais a infestaçlo foi nula), e, semelhante a de 45 dias. Para as cultivares Contissol-422 e Uruguai, nas avalia�5es aos 45 e 75 dias,
respectivamente, o ntlmero midio de lagartas observado foi estatisticamente superior aos obtidos nas demais épocas de
�va0
l ia.;: �{o ..
Considerando-se, por outro lado, - midia entre as quatro épocas de avaliai;:lo, para cada cultivar, nota-se nio �aver diferen,a estatística significativa para o ndmero de lagartas por metn:> linear, entt·<:- as 17 cultivan:-s testadas. Quanto à média geral das cultivares, para cada época, observa-se maior ataque da praga, aos 45 e 75 dias apds a emergincia das plantas, confirmando os dados obtidos quando a infestaçio foi avaliada através do ntlmero de lagartas por planta Citem 4.1.1.i�).
4.1.1.3. Porcentagem de plantas atacadas
Observando-sê a porcentagem de plantas at .:'\cadas,
constata-se diferença significativa para a interaçlo
cultivares ·vs. fpocas de avaliaçlo (Tabela 4). ·Pela anilise do desdobramento da referida interai;:io, verifica�se efeito de cultivares aos 60 e 75 dias apds a emergincia das plantas. Aoi 60 dias, a porcentagem de plantas atacadas nas
cul t iva\·es Rumano-P4 e Perucci foi estatisticamente
superior àquel�s registradas em 'Issanka-F', 'Contissol' e
'Cont i ss_o 1-621' , ob se\· van d o·-se, nos demais genótipos,
infesta�lo intermediária.
Já, aos 75 dias, a porcentagem de plantas atacadas em 'Uruguai' foi estatisticamente superior àquelas observadas nas cultivares PIGB, Contissol-422 e Cantissol-621, enquanto
�ue os demais materiaii tiveram infestaçlo intermediiria. Quanto ao ·efeito de ,pecas dentro de cultivar, foram obser·vada�ã>
cultiv:c:\res Perucci,
estatísticas significativas para <,>,,:>
.
.,, ("Contissol-112, IAC-·Anhand�, Con ti. s�rn 1 ·-422,
Conti�;.sc::il·-711, Sement<:i' · Branca···Iva:Í!1 :01(·-18e• Uruguai. Nas duas primeiras cultivares, a porcentagem de plantas atacadas aos 45 dias foi superior àquela registrada aos 30 dias, constatando-se uma infestaçio intermediJria aos 60 e 75 dias. Em 'DK-180', o ataque ocorrido aos 75 dias foi significativamente maior que o observado aos 30 dias, enquanto que em 'Uruguai' a porcentagem de plantas atacadas aos 75 dias foi superior às registradas tanto aos 30 como aos 45 dias. Ji, para as demais cultivares verificou-se, de modo geral, maior •infesta�lo na avaliailo feita aos 60 dias.
Analisando-se, por outro lado, as porcentagens médias d� �Jantas. atacadas englobando-se as quatr6 épocas de avaliaçio, para cada cultivar, verifica-se que · nio houve diferen,a estatística entre as 17 cultivares testadas.
Em rela�io à média geral das cultivares� para cada época, tJbservou·-se ma:i.or ataque de l'n Jacinia iiiaandf:'l"si.i aos 60 dias e menor ataque aos 30 dias após a emergfncia das plantasª
41 4.1.i.4. Porcentag�m de desfolha
Observando-se os dados da Tabela 5 , nota-se que nio houve interaç:io significativa para cultivares vs. épocas de av<-, 1 iaç:�fo ..
Pelos dados médios da porcentagem de desfolha avaliada visualmente·em cinco plantas amostradas ao acaso, nas quatro ipocas, para cada cultivar� constata-se que não houve também diferenç:as estatísticas entre as 17 cultivares testadas.
Observando-se a média geral das cultivares para cada f?POC:C:\, ver:ific:a•-�;e qu<•?, também, pal�a e�;1;e· i:>al·ihne·t:l·(:>, o ma:ior ataque da praga ocorreu·aos 60 dias e o menor aos 30 dias.
Comparando-se os dados das Tabelas 4 e 5, em relaç:lo a estas médias, notam-se índices crescente� dos 30 para os 60 dias, com pico neste �ltimo, o que evidencia maior ataque no mesmo. Este acdmulo se deve a dois fatores intrínsecos ao 1,·ábito da prag<:1.li um deles, )·e-fere·-se a própria ocon·ê-ncia natural do inseto, nesta &roca de cultivo (BOIÇA J�NIOR et alii, 1984), e outro devido ao hábito gregário e de pouca dispersio das espécies desse ginero, na fase larval (BUSH,
1969; DRUMMOND III et alii, 1970; STAMP, 1977 e PAULISSEN,
1987). Tais fatores ·podem proporcionar um ac�mulo da
4.1.2.i. Ntlmero de lagartas por planta Analisando-se os dados da Tabela 6, nota-se interaçlo significativa para cultivares vs. &pocas de avaliaçlo. Atravis da análise do desdobramento da referida interaçio, constata-se efeito de cultivares aos 45 e 75 dias após a emergência das p l ant a1:'>. Aos 4�5 d ias, . constata-se qu<-i o ntlmero de lagartas nas cultivares Contissol-711, Rumano-P4,
Contissol-621, Contissol-112 e Contissol-422 foi
significativamente superior àqueles registrados em
'Cal·gill··-33', sugerindo gue esta tlltima cultivar tem
prov1:1vel 1·esistê11c:ia a C .. Jac.inia '!S,=J.and1,•rsii, o quE- concord .. , com os resultados obtidos por LOURENÇIO & WiGARO (1983). Nas demais tultivares, os valores registrados situaram-se em posição intermediiria.
Aos 75 dias, o ndmero de lagartas encontradas em 'Rumano-P4' fot estatisticamente superior àqueles observados nas demais cultivares com exce�io dos valores registrados em 'Conti'l:'>'l::-ol·-422', 'Progress', 'Uruguai', 'Contissol', 'IAC- Anhand�', e '6B x Ilnisse�'. Já, os valores constatados nas cultivares Perucci, Cargill-33, Contissol-812, Iss�nka-F, PIGB e Contissol-621 foram significativamente inferiores aos obtidos em 'Rumano-P4', '6B x Ilnisse�' e 'IAC-Anhand�'.
43
Quanto ao efeitti de épocas dentro de cultivar, foram registradas diferen�as significativas para as cultivares Rumano-P4, Contissol-711, 6B x Ilnisse�, Contissol-422,
Cont isso1-·:1. 12, Contissol-621, PIGB, Issanka-F, Dl<· .. ·180,
Progress, Contissol-812 e Perucci (Tabela 6).
De modo geral, para essas cultivares, a ma ün·
incidência de Cu lac:.in.i,'l s<1.<.md1,:'l"-s.i .i ocon·eu ::,H:>s 30 e 4t:i d :i.at:;.
apds a emergincia das plantas.
Analisando-se as médias obtidas nas quatro ,rocas de
para cada cultivar, constatam-se diferenças estatísticas, sendo que as médias das cultivares Rumano-P4 e Contissol-711 foram significativamente superiores àquelas observadas para 'Cargill-33' e 'Perucci', apresentando os demais materiais �alores intermediiriosu
Em rela�ão à média geral das cultivares, para cada época, observa-se maior incidincia da praga a6s 45 dias e menor incidência aos 60 e 75 dias ap6s a emergincia das plantasu
.4.1.2.2. Ndmero de lagartas por metro linear de plantas
Observando-se o ntlmero de lagartas por metro linear d�
plantas, ver i f ic,"1.-se· diferen�a significativa P:C:\\"a a
interaçio cultivares vs. ipocas de avaliaçlo <Tabela 7). Atrav�s da anilise do desdobramento da referida interaçio,
verifica-se o efeito de cultivares aos 30� 45 e 75 dias após a emergincia das plantas. Aos 30 diasp o ndmero de lagartas em
observados nas
foi significativamente superior àqueles
cultivares Contissol-i12, Perucci e
Contissol, constatando-se nas demais cultivares valores Aos 45 dias, a cultivar Contissol-422 apresentou um valor médio significativamente superior àqueles registrados em 'Cargill-33' e 'IAC-Anhand�'. J,, o valor constatado em 'Cargill-33' foi estatisticamente inferior àqueles obtidos em 'Contissol-422', 'Contissol-711' e 'Contissol-112'.
Na avalia�io feita aos 75 di�s, o n�mero de lagartas amostradas na cultivar 6B x Ilnisse� foi significativamente
superior àqueles registrados em 'PIGB','Per�cci',
'Contisso1�81�' e Issanka-F, observando-se, nos demais
materiais valores intermediirios.
· Analisando-se o efeito de épocas dentro de cultivar, verificam-se diferen�as estatísticas significativas para todas as cultivares (exceto para Contissol, IAC-Anhand�, Uruguai e Cargi11�33), verificando-se, de modo geral, a maior incidincia do inseto aos 45 dias após a emergincia das plantas.
Considerando-se a média entre as quatro épocas de
avaliação, para cada cu1tivar, também constataram-se
diferenças estatísticas, sendo que a média referente à cultivar Rumano-P4 foi significativamente superior àquelas
45 registradas em 'Perucci' e 'Cargill-33'.
Em re1ac;:io à média geral entre as i7 cultivares, para cada ipoca, observa-se que houve maior ataque de C. Jacinta
t,Nill.mdti:'l"iii .i i aos 45 dia r,; <:'\Pós a emE.'l" gênc: ia das p 1 antas, nesta
época de cultivo, o que de modo geral, vem ratificar
º�-
.:>relatos efetuados por BOIÇA JtlNIOR et al.ii (1984).
4.1.2.3. Porcentagem de plantas atacadas Obs�rva-se interaçio significativa para cultivares vs.
épocas de (Tabela 8). Pela aná 1 :i.se do
desdobramento da mesma, nota-se ef�ito de cultivares aos 45 e 75 dias ap6s a emergincia das plantas. Aos 45 dias�
a por e <-z-n tagem de'!' plantas atac:.:1.das
encontradas na cultivar Contissol-621 foi si�nificativarnente superior às registradas em 'IAC-Anhand�', 'Ca,·gill .. "33' e· Na avaU._ac;:�1r.> n,�au.z .. -:ida aos 75 di�\s, constata-SE.' que a
cultiv:c:tx Con t i iB-iE-O l significativamente
àqueles constatados em 'Perucci', 'PIGB'
'Issanka-F'. O ataque registrado em 'P�rucci', por outro lado, foi estatisticamente inferior àqueles obtidos em
'Contissol', Con t. isso 1-i 12' , 'Contissol-422', X
Ilnisse�'e 'IAC-Anhand�'.
Para o efeito de épocas dentro de cultivar, verificam- se diferenças estatísticas para as cultivares Contissol-422,
Contissol-621, Contissol-112, Rumano-P4, Contissol-711,
· Contissol, PIGB, Issanka-F, IAC-Anhand�, Semente Branca-
J:vaí, Progress, DK-180, Uruguai, Cargill-33 e Perucci
(Tabela 8)u De modo geral, a maior incidlncia da praga foi
observada aos 60 dias apds a emergincia das- plantas.
Considerando-se a média entre as quatro ,pocas de
avaliaç:io, . �ara cada culti.var, d i ferenç::c:'\
estatística entre as 17 cultivares testadas. A porcentagem média da cultivar Perucci foi estatisticamente inferior à observida em 'Contissol-422', apresentando-se as demais, com valores inte�medi,rios.
Pela média geral das cultivare�, para cada ipoca, nota se que a porcentagem de plantas atacadas tende a aumentar do.s 30 para os 60 dias, com pico ne�;.te t1Himo, decr�·scendo aos 75 dias. Tal fato, sugere que a praga prefere atacar mais as plantas de girassol, nos primeiros· 60 dias de idade, concordando com as observaç5es de BOIÇA J�NIOR et alii
(1984>, na localidade do experimento e nesta ipoca de cultivo, conforme comentado anteriormente.
Pela difereni;a
4.1.2.4. Porcentagem de desfolha
análise dos dados da Tabela 9, verifica-se
estatística si�nificativa para a int:era�ão
culti0ares vs. fpdcas de avaliaç:lp, detectando-se efeito de cultivares aos 45, 60 e 75 dias apds a emersincia das
47 plantas. Aos i5 dias a desfolha na cultivar PIGB foi
· significativamente super:i.or V<:'\ 1 Ol"C�S obt :i.dc>t'>
'Contissol', 'Cargil1�33', '6B x Ilnisse�', 'Contissol-812',
'Contisi�:;ol-i1.2', , P€ffllCC i, ' que
semelhantes entre si.
Por outro lado, a cultivar menos desfolhada foi a Contissol, ·cujo valor médio foi estatisticamente menor que aqueles registrados em 'PIGB' � 'Contissol-621', 'Rumano-P4',. 'Contissol-422' e 'Contissol-711'.
Ji, na avalia�lo feita aos 60 dias, a desfolha na cultivar Contissol foi significitivamenie menor que as registradas nas cultivires PIGB e Issanka-F, constatando-se diferença estatística apenas entre esses materiais.
Aos 75 dias, a porcentagem de desfolha na cultivar Perucci foi significativamente menor que aquelas registradas em 'IAC-Anhand�' e 'Contissol-422',sendo que apenas essas
cultivares diferiram entre si.
Analisando-se o efeito de ipocas dentro de cultivar, verificam-se diferen�as estatísticas para as cultivares PIGB, Rumano-P4, Contisso1�422, Issanka-F, Contissol-621� Contissol-711, Progress, Contissol-112 e Pe�ucci. De modo geral, os maiores ataqu�s foram observadas aos 45 e 60 dias apds a emergfncia das plantas, para essas nove cultivares
<Tabela 9).
Obs(;�1·ve1ndo··•sc;.• a média gei·a·l das quatro épocas de ava·liaçlo, para cada cultivar, notam-se porcentagens de
d (-.':�;·f<:> l h �'!. maiores para as cultivares PIGB,
qua:i!;; d i fer :i. )"am
estat:isticamente da 'Contissol'.
Em relação à média das cultivares� para cada época,
maior desfolha provocada per J,:;icin .ia
Tal resultado vem novamente confirmar que e ataque da praga ocorre em maior intensidade• no período de 45 a 60 dias dP idade das plantas (Tabelas 8 e 9).
4.1.3. Anílise conjunta das duas ipocas de cultivo
4.1.3.1. Ndmero de lagartas por planta Pelos dados da Tabela 10, nota-se que nio houve
int(-z-ração significativa para cultivares vs • . épocas de
cultivo, para n�mero de lagartas por planta.
Pelos dados médios desse parlmetro, em cada parcela, durante todo o período de amostragem, constatam-se, no entanto,diferen�as estatísticas para cultivares e épocas de
c:ultivo. A cultivar Rurnano-P4 in.Pest;:1.ç:ão
significativamente superior à registrada em 'Cargill-33', sugerindo que esta apresenta certa resistincia ao ataque de
C. Iacinia saun�rrsii, concordando com relatos apresentados
49 Com respeito · à média de todas as cultivares, em cada ipoca, observa-se que a maior incidincia da praga ocorreu na segunda ipoca de cultivo (fevereiro a junho), diferindo
significativamente da primeira (outubro a
concordando com as observaç5es de BOIÇA JUNIOR et alii (1984), efetuadas na mesma localidade. Isto fica evidenciado também atrav,s da Figura 1 e das Tabelas 2 e 6, na qual se verifica aihda que na primeira época de cultivo, a miior plantas, embora sem apresentar muita varia�io em relaçio ao ataque aos 45 dias, enquanto que na segunda ipoca o pico de infestaçlo se deu aos 45 dias.
4.i.3.2. N�mero de lagartas por metro linear de plantas
Analisando-se os dados da Tabela 11, constata-se que, também para o n�mero de lagartas por metro linear, nio houve significativa para cultivares vs. ipocas de cu 1 t ivo.
Pelos dados m,dios obtidos em cada parcela, durante todo o período de amostragem, hio se verificam· diferenças estatísticas entre as cultivares, porim foi verificadp, em
às épocas de cultivo, uma maior incid&ncia de l ••.,
.
A observaçio dos dados da Figura_ 1 e das. Tabelas 3 e 7
evidencia a semelhança entre os resultados obtidos através da avaliaçio do n�mero de lagartas por planta e ntlmero de lagartas por metro linear de plantas, embora obviamente os ·valores numiricos tenham sido maiores no segundo caso. Em funçio disso, nota-se que para o ntlmero de lagartas por metro linear de plantas novamente a maior infestaçio ocorreu aos 75 dias (com valores médios prdximos do obtido aos 45 dias) na pr\meira ipoca de cultivo, enquanto que na segunda &peca, o pico se deu aos 45 dias.
4.1;3.3. Porcentagem de plantas atacadas
Observando-se os dados da Tabela 12, constata-se
estatística significativa. para a intera�io
cultivares vs. lpocas de cultivo, onde, pelo desdobramento
d� mesma, verifica-se efeito de cultivares apenas na
primeira &poca de cultivo. Neste particular, observa-se que a porcentagem de plantas atacadas na cultivar Contissol-112 foi significativamente maior que a obtida em 'Issanka-F' e 'PIGB'.
Em rela�lo ao efeito de ipocas de cultivo dentro de
cultivar, nota-se que, para
incidincia da praga, �a segunda
todas as cultivares, a &roca de cultivo foi significativamente superior à registrada na primeira �poca
51
Observando-se, por outro lado, o conjunto das
· porcentagens médias das duas épocas de cultivo, para cada cultivar, nota-se -que nio houve diferen�as estatísticas entre as 16 cultivares testadas.
Em relaçio à média geral das cultivares, para cada época de cultivo, observa-se maior incidência da praga na
segunda época de cultivo, diferindo significativamente da
primeira.
De modq geral, para a porcentagem de plantas atacadas (Figura 2 e Tabelas 4 e 8), os valores cresceram até atingir um pico aos 60 dias de idade das �lantas,·tanto no primeiro como no segundo plantió de girassol, decrescendo na dltima época de avaliaçio.
4.1.3.4. Porcentagem de desfolha
Observando-se os dados da Tabela 13, nota-se diferença significativa para a interaçio cultivares vs. épocas de cultivo. Em relaçlo ao efeito de cultivares, · verificam-se diferenças estatísticas entre as 16 cultivares apenas na primeira época de cultivo, em que a cultivar 6B x Ilnisse�, teve uma porcentagem �ignificativamente superior àquela registrada em
cultivo dentro
significativas
'PIGB'. Porfm� para o efeito de &pecas de
de para as cultivar, notam-se cultivares PIGB, diferenças Rumano-P4, Contissol-422 e Issanka-F� sendo que, em todas elas� a maior
incidincia do inseto foi observada na segunda. época de · e li 1 t :i vo.
Pela an,lise da.média geral da porcentagem de desfolha das duas ipocas de cultivo, para cada cultivar, constata-se que nio houve diferen�as estatísticas entre as 16 cultivares Quanto· a média geral das cultivares, para cada época, observa-se maior ataque da praga - na segunda época de cultivo, diferindo significativamente daquele observado na primeira época (Tabela 13)"
De modo geral, a porcentage� de desfolha, foi maior qtiando as plantas apregentavam 60 dias na primeira época de cultivo, enquanto que na segunda, isto ocorreu aos 45 e 60 dias (Figura 2 e Tabelas 5 e 9).
Co�parando-se as duas ipocas de cultivo, constata-se, ao
º
<" .:> dados das Figuras qu,:1 :.:1. popu 1 :,�.(�ãoc�nsequentemente os danos da praga, foram maiores na segunda época de cultivo, na localidade em que se realizou o
(�XPf�I" iment D, o que vem novamente ratificar os d<ã\dos
relatados por BOIÇA JJNIOR et alii (1984). 4.1º4º Considera�5es gerais
Pelos coeficientes de correla,io linear entre os quatro métodos utilizadoi para avalia�io da infestaçro de C.
14), observam-se correlaç5�s positivas, em ambas as épocas, .entre o n�mero de lagartas por planta, e o ndmero de
lagartas por metro linear de plantas, a porcentagem de ·plantas atacadas e a porcentagem de desfolha; e, entre o
número de lagartas por metro linear de plantas e a
porcentagem de plantas atacadas e a porcentagem de desfolha. A ocorrincia de correlaçio linear positiva- entre a porcentagem de desfolha e a porcentagem de plantas atacadas
foi constatada apenas na primeira época de cultivo.
� interessante comentar atrav�s dessas correlaç5es, que os parimetros se mostraram no geral, muito associados entre si� em cada época de cultivo. Entretanto, ao se analisar os dados das Tabelas 15 e 16, nota-se, pelo teste de Bartlett,
que os parimetros com menor variincia (menor valor de E>,
a �orcentagem de plantas atacadas, no primeiro cultivo, e este, e o n�mero de lagartas por metro linear de plantas no segundo cultivo, o que sugere, portanto, serem
estes parimetros
º
<:' -> mais confiíveis nadif'e,·en,;::i do ataqu(� .de Cu lJ.lC.in.ia '!!i,'.lfit1deJ""!!i.i.i ?ITI �-�ir::1�;;,s,ol. Jã, no que se refere às diferen�as de infestaçlo sofrida pelas cultivares, em cada &poca de cultivo (Tabelas 2 a 13), p8de-se relacionar, de modo geral, as cultivares Contissol-711, Contissol-112 e Rumano P4, como as mais atacadas pela praga, enquanto que, como menos atacadas,
'Ccu· g U 1 ·-33' , 'Cont :i.s�;o1',
tr&s mais atacados foram utilizados para o estudo da bicllogi.:1 cc>ITIP«"\l'·ada de� Ca /;:u::.inúi f.il:H.mder-;;;.i.i em c:cmcliç:Õec.;; de