pacotes deverão passar por s2. Este caso e todos os outros servem como exemplo de como controlar uma rede SDN utilizando o POX.
Para testar este componente, basta criar o arquivo citado dentro da pastapox/ext com o nomeespecifico.pye executar da seguinte maneira:
$ ./pox.py log.level −−DEBUG especifico
O componente só poderá ser testado no cenário de testes do componente ante-rior. Execute testes no CLI do MiniNet como ping, pingall ou iperf e veja os re-sultados. Analise os resultados doiperf com a portaTCP 1234e com outras portas nos diversos nós. Veja o comportamento dos pacotes com o WireShark e os tipos de mensagens OpenFlow.
Capítulo 8
Discussão e Conclusão
As redes de computadores constituem, hoje, um serviço de primeira necessidade para a sociedade. No entanto, os mesmos motivos que a mantiveram até hoje, sua arquitetura baseada no serviço de transferência fim-a-fim e a pilha de protocolos TCP/IP, também são responsáveis pelas limitações vivenciadas hoje no tangente a escalabilidade, mobilidade e gerenciamento. Contudo, para atender tais serviços, as redes de computadores foram evoluindo por meio de ”adaptações”, funcionalidades estas não previstas em sua arquitetura original. Essas ”adaptações” dificultaram e inibiram a criação de novas propostas de arquiteturas para seu núcleo, visto que essas propostas devem ser compatíveis com as ”adaptações” da rede não afetando o funcionamento da mesma. Estudos argumentam pela necessidade de se desenvolver uma nova arquitetura para a Internet, a Internet do Futuro [2, 17].
Os diversos estudos voltados para a Internet do Futuro apontam para um modelo pluralista, na qual a infraestrutura de rede deve ser capaz de dar suporte a diversas redes em paralelo, cada uma com sua pilha de protocolos e gerenciamento próprio, garantindo alta flexibilidade e permitindo a inovação no núcleo da rede. Uma tec-nologia que permite o desenvolvimento desse modelo é a virtualização de redes. A virtualização de redes consiste no desenvolvimento de uma camada de abstração sobre a infraestrutura física da rede. Essa tecnologia, utilizada em projetos como a GENI [26], propõe uma nova forma de organizar as redes de computadores, utilizando máquinas virtuais para representar comutadores virtuais na rede. Entretanto, esse tipo de virtualização enfrenta o desafio de se obter uma implementação eficiente do plano de dados nos comutadores, uma vez que nas redes atuais a otimização do hardwarede encaminhamento de pacotes atingiu patamares de desempenho signi-ficativos, impossíveis de se equiparar emsoftware.
Nesse contexto, o paradigma de Redes Definidas por Software (SDN) surge como uma alternativa para o desenvolvimento do modelo de virtualização de redes. Por darem acesso às tabelas de encaminhamento de forma programável, as redes SDN oferecem uma nova forma de virtualizar a rede, não mais com máquinas virtuais independentes para cada elemento da rede virtual, mas com o particionamento dos espaços de endereçamento dessas tabelas. Dessa forma, visões abstratas da rede podem ser oferecidas a cada operador que deseje implementar um novo serviço sobre a rede física.
8.1 Desafios de Pesquisa
O paradigma SDN é considerado o modelo mais promissor de arquitetura para a Internet do Futuro [14]. Sua capacidade de implementação gradual na arquitetura de rede é um dos principais motivos que o tornam o modelo eleito pela academia e industria, além do fato de prover uma visão global e o gerenciamento centralizado da rede.
O paradigma SDN abre uma gama de novas possibilidades para a pesquisa em redes de computadores. A Seção 3.7 apresentou diversos contextos de aplicação que podem oferecer novos enfoques e possibilidades de evolução. Deve-se considerar que o paradigma SDN ainda é algo novo e, portanto, existe um longo caminho para consolidar este paradigma.
Pode-se classificar alguns dos principais desafios, conforme tratado a seguir:
A visão da rede - O paradigma SDN provê uma visão global da rede disponível pelo controlador da rede. Os controladores atuais ainda não apresentam essa visão como um elemento de sua estrutura básica, ela pode ser constituída com base nas informações derivadas das mensagens recebidas. Espera-se que os con-troladores ofereçam esse elemento por meio da noção do ”Modelo de Objetos da Rede”, ou Network Object Model (NOM) [14]. Essa abstração permitirá o desenvolvedor de aplicações SDN implementar o controle de ações em função do grafo de rede e não mais ao redor dos eventos de chegada de mensagens OpenFlow.
Sistema operacional de Redes - A noção do sistema operacional de rede como um ambiente de execução que estabelece a ligação entre as aplicações SDN e a rede física pode ir além das implementações de um controlador de rede SDN atual. Este conceito pode abrir caminhos para uma nova forma de se pen-sar em redes de computadores, não mais em termos de artefatos tecnológicos, mas de princípios organizacionais abstratos como ocorre na área de Sistema Operacionais. Pode-se utilizar questões como escalonamento de processos, al-gorítimos de sincronização e estruturas de dados como princípios básicos para essa nova geração de controladores de rede, fazendo com que eles realmente se comportem como sistemas operacionais.
O encaminhamento - Apesar do OpenFlow ser apresentado como a principal inter-face de acesso aos mecanismos de encaminhamento de cada comutador, as redes SDN não se restringem a ele. Soluções deveriam oferecer uma interface de encaminhamento pela malha da rede, independentemente da interface par-ticular de cada elemento. Assim, aplicações poderiam se concentrar em suas características específicas, fazendo uso de primitivas de encaminhamento fim-a-fim na rede.
Depuração - A inclusão que o paradigma SND traz de ter diversos níveis de abstra-ção entre as aplicações de rede e sua infra-estrutura física, cria a necessidade de regras que traduzam o que é expressado na linguagem e interface de aplica-ções e como os conceitos associados são implementados na rede física. Nesse
processo, existe a possibilidade de que a configuração da rede física não repre-sente o que era previsto nos níveis superiores. Criar mecanismos que possam identificar quando isso ocorre, e qual é sua causa, ainda é um problema em aberto nos mecanismos de depuração do paradigma SDN.
Distribuição - A forma de controle centralizado que o paradigma SDN oferece não precisa, necessariamente, ser implementada de forma centralizada. Dessa forma, projetos de controladores distribuídos fisicamente mas centralizados lo-gicamente ainda são possíveis linhas de pesquisa que podem ser exploradas nesse contexto. Vale lembrar que a noção de visão global da rede como algo centralizado em SDN é uma visão lógica e o paradigma não exige que essa visão deva ser, obrigatoriamente, implementada de forma centralizada. Re-quisitos de desempenho ou tolerância a falhas poderiam levar a decisões de distribuição dessa visão.