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5.3.3 – RESULTADOS EXPERIMENTAIS X MODELOS TEÓRICOS

5.3.3.1 – 1ª SÉRIE

 Barra de 10 mm a) CC-B10-SG

A figura 5.40 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para o corpo de prova 1 e para os modelos teóricos, e a tabela 5.13 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Figura 5.40 – Curva tensão de aderência x deslizamento dos modelos experimental e teóricos

Tabela 5.13 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos

Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%)

CC-B10-SG-01 10,88 - 0,68 -

CEB-FIP/90 14,14 -29,96 0,60 11,76

BARBOSA (2001) 7,22 33,64 0,14 79,41

ALMEIDA FILHO (2006) 11,52 -5,88 2,18 -220,59

Da figura 5.40 e tabela 5.13, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Os modelos do CEB-FIP/90 e ALMEIDA FILHO (2006) apresentaram resultados superiores ao experimental, com diferença de 29,96% e 5,88%, respectivamente. Já o modelo de BARBOSA (2001) apresentou um resultado a favor da segurança com uma diferença de 33,64%.

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Os modelos do CEB-FIP/90 e BARBOSA (2001) apresentaram resultados inferiores ao experimental, com diferença de 11,76% e 79,41%, respectivamente, enquanto que ALMEIDA FILHO (2006) apresentou um deslizamento 220,59% superior.

A figura 5.41 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para a média dos corpos de prova e para os modelos teóricos, e a tabela 5.14 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Figura 5.41 – Curva tensão de aderência x deslizamento dos modelos experimental e teóricos

Tabela 5.14 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos

Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%) CCFA-B10-SG-MÉDIA 6,48 - 1,02 - CEB-FIP/90 14,14 -118,21 0,6 41,18 BARBOSA (2001) 7,22 -11,42 0,14 86,27 ALMEIDA FILHO (2006) 11,52 -77,78 2,18 -113,73 HARAJLI et al. (1995) 17,68 -172,84 1,04 -1,96 SIMPLÍCIO (2008) 56,97 -779,17 0,71 30,39

Da figura 5.41 e tabela 5.14, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Todos os modelos teóricos apresentaram tensão de aderência última superior ao experimental. O modelo de BARBOSA (2001) foi o que mais se aproximou do experimental, com uma diferença de 11,42%.

O modelo de SIMPLÍCIO (2008) apresentou uma curva tensão de aderência x deslizamento bastante superior ao encontrado experimentalmente e ao proposto pelos outros autores. Isto deve-se aos seguintes motivos:

 o concreto usado por SIMPLÍCIO (2008) apresentava resistências de 64 à 110 MPa;

 o comprimento de ancoragem adotado foi de 3ϕ;

 a relação c/ϕ foi superior a 5 em todos os corpos de prova, o que provoca confinamento.

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Os modelos de ALMEIDA FILHO (2006) e HARAJLI et al (1995) apresentaram deslizamentos superiores ao experimental. A diferença foi de apenas 1,96% para o modelo de HARAJLI et al (1995).

c) CC+E-B10-SG

A figura 5.42 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para o corpo de prova 1 e para os modelos teóricos, e a tabela 5.15 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Tabela 5.15 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%) CC+E-B10-SG-01 16,81 - 1,05 - CEB-FIP/90 14,14 15,88 0,6 42,86 BARBOSA (2001) 7,22 57,05 0,14 86,67 ALMEIDA FILHO (2006) 11,52 31,47 2,18 -107,62

Da figura 5.42 e tabela 5.15, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Todos os modelos teóricos apresentaram resultados inferiores ao experimental.  Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Somente o modelo de ALMEIDA FILHO (2006) apresentou deslizamento último superior ao experimental, com uma diferença de 107,62%.

 Barra de 16 mm a) CC-B16-SG

A figura 5.43 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para o corpo de prova 1 e para os modelos teóricos, e a tabela 5.16 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Tabela 5.16 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%) CC-B16-SG-01 9,56 - 0,29 - CEB-FIP/90 14,14 -47,91 0,6 -106,90 BARBOSA (2001) 7,80 18,41 0,17 41,38 ALMEIDA FILHO (2006) 10,58 -10,67 2,89 -896,55

Da figura 5.43 e tabela 5.16, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Apenas o modelo de BARBOSA (2001) se mostrou a favor da segurança, com uma diferença de 18,41%.

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Apenas o modelo de BARBOSA (2001) apresentou deslizamento último inferior ao experimental, com uma diferença de 41,38%. O deslizamento de ALMEIDA FILHO (2006) foi 896,55% superior.

b) CCFA-B16-SG

A figura 5.44 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para a média dos corpos de prova e para os modelos teóricos, e a tabela 5.17 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Tabela 5.17 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%) CCFA-B16-SG-MÉDIA 7,92 - 0,88 - CEB-FIP/90 14,14 -78,54 0,6 31,82 BARBOSA (2001) 7,80 1,52 0,17 80,68 ALMEIDA FILHO (2006) 10,58 -33,59 2,89 -228,41 HARAJLI et al. (1995) 17,68 -123,23 1,71 -94,32 SIMPLÍCIO (2008) 51,86 -554,80 0,89 -1,14

Da figura 5.44 e tabela 5.17, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Todos os modelos se mostraram contra a segurança, com exceção de BARBOSA (2001), que apresentou tensão de aderência última 1,52% inferior.

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Os modelos do CEB-FIP/90 e BARBOSA (2001) apresentaram deslizamentos inferiores ao experimental, com diferença de 31,82% e 80,68%. SIMPLÍCIO (2008) apresentou deslizamento 1,14% superior.

c) CC+E-B16-SG

A figura 5.45 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para a média dos corpos de prova e para os modelos teóricos, e a tabela 5.18 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Tabela 5.18 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%) CC+E-B16-SG-MÉDIA 18,63 - 0,88 - CEB-FIP/90 14,14 24,10 0,6 31,82 BARBOSA (2001) 7,80 58,13 0,17 80,68 ALMEIDA FILHO (2006) 10,58 43,21 2,89 -228,41

Da figura 5.45 e tabela 5.18, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Todos os modelos se mostraram a favor da segurança. O modelo do CEB-FIP/90 foi o que mais se aproximou do experimental, com uma diferença de 24,10%.

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Apenas o modelo de ALMEIDA FILHO (2006) apresentou deslizamento superior ao experimental, com uma diferença de 228,41%.

5.3.3.2 – 2ª SÉRIE

 Barra de 10 mm a) CC-B10-CG

A figura 5.46 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para o corpo de prova 1 e para os modelos teóricos, e a tabela 5.19 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Figura 5.46 – Curva tensão de aderência x deslizamento dos modelos experimental e teóricos

Tabela 5.19 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos

Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%)

CC-B10-CG-01 16,92 - 0,34 -

CEB-FIP/90 14,14 16,43 0,6 -76,47

BARBOSA (2001) 7,22 57,33 0,14 58,82

ALMEIDA FILHO (2006) 11,52 31,91 2,18 -541,18

Da figura 5.46 e tabela 5.19, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Todos os modelos se mostraram a favor da segurança. O modelo do CEB-FIP/90 foi o que mais se aproximou do experimental, com uma diferença de 16,43%.

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Apenas o modelo de BARBOSA (2001) apresentou deslizamento inferior ao experimental, com uma diferença de 58,82%.

A figura 5.47 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para a média dos corpos de prova e para os modelos teóricos, e a tabela 5.20 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Figura 5.47 – Curva tensão de aderência x deslizamento dos modelos experimental e teóricos

Tabela 5.20 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos

Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%) CCFA-B10-CG-MÉDIA 39,22 - 2,46 - CEB-FIP/90 14,14 63,95 0,6 75,61 BARBOSA (2001) 7,22 81,59 0,14 94,31 ALMEIDA FILHO (2006) 11,52 70,63 2,18 11,38 HARAJLI et al. (1995) 17,68 54,92 1,04 57,72 SIMPLÍCIO (2008) 56,97 -45,26 0,71 71,14

Da figura 5.47 e tabela 5.20, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Apenas o modelo de SIMPLÍCIO (2008) foi superior ao experimental, com uma diferença de 45,26%. A tensão de aderência ultima experimental foi bastante superior ao restante dos modelos, atingindo uma diferença de 81,59% para o modelo de BARBOSA (2001).

Todos os modelos apresentaram deslizamento inferior ao experimental. O modelo de ALMEIDA FILHO (2006)foi o que mais se aproximou do experimental,com uma diferença de 11,38%.

c) CC+E-B10-CG

A figura 5.48 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para a média dos corpos de prova e para os modelos teóricos, e a tabela 5.21 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Figura 5.48 – Curva tensão de aderência x deslizamento dos modelos experimental e teóricos Tabela 5.21 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos

Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%)

CC+E-B10-CG-MÉDIA 30,52 - 1,42 -

CEB-FIP/90 14,14 53,67 0,6 57,75

BARBOSA (2001) 7,22 76,34 0,14 90,14

ALMEIDA FILHO (2006) 11,52 62,25 2,18 -53,52

Da figura 5.48 e tabela 5.21, conclui-se que:

Todos os modelos apresentaram tensão de aderência última inferior ao experimental. A diferença foi de 76,34% para o modelo de BARBOSA (2001).

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Somente o modelo de ALMEIDA FILHO (2006) apresentou deslizamento último superior ao experimental, com uma diferença de 53,52%.

 Barra de 16 mm a) CC-B16-CG

A figura 5.49 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para o corpo de prova 1 e para os modelos teóricos, e a tabela 5.22 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Figura 5.49 – Curva tensão de aderência x deslizamento dos modelos experimental e teóricos Tabela 5.22 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos

Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%)

CC-B16-CG-02 10,73 - 0,37 -

CEB-FIP/90 14,14 -31,78 0,6 -62,16

BARBOSA (2001) 7,80 27,31 0,17 54,05

Da figura 5.49 e tabela 5.22, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Apenas o modelo do CEB-FIP/90 foi superior ao experimental, com uma diferença de 31,78%. A diferença foi de apenas 1,40%, para o modelo de ALMEIDA FILHO (2006).

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Somente o modelo de BARBOSA (2001) apresentou deslizamento último inferior ao experimental, com uma diferença de 54,05%.

b) CCFA-B16-CG

A figura 5.50 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para o corpo de prova 1 e para os modelos teóricos, e a tabela 5.23 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Figura 5.50 – Curva tensão de aderência x deslizamento dos modelos experimental e teóricos

Tabela 5.23 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos

Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%) CCFA-B16-CG-01 24,64 - 1,24 - CEB-FIP/90 14,14 42,61 0,6 51,61 BARBOSA (2001) 7,80 68,34 0,17 86,29 ALMEIDA FILHO (2006) 10,58 57,06 2,89 -133,06 HARAJLI et al. (1995) 17,68 28,25 1,71 -37,90 SIMPLÍCIO (2008) 51,86 -110,47 0,89 28,23

Da figura 5.50 e tabela 5.23, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Apenas o modelo de SIMPLÍCIO (2008) foi superior ao experimental, com uma diferença de 110,47%.

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Os modelos de ALMEIDA FILHO (2006) e HARAJLI et al. (1995) apresentaram deslizamento último superior ao experimental.

c) CC+E-B16-CG

A figura 5.51 apresenta a curva tensão de aderência x deslizamento para o corpo de prova 1 e para os modelos teóricos, e a tabela 5.24 apresenta os resultados da tensão de aderência última e deslizamento correspondente à tensão de aderência última.

Figura 5.51 – Curva tensão de aderência x deslizamento dos modelos experimental e teóricos Tabela 5.24 – Comparação dos resultados de bu e s ( bu) experimental com os modelos teóricos

Modelo bu (Mpa) Δ (%) s ([mm] bu) Δ (%)

CC+E-B16-CG-01 26,77 - 0,68 -

CEB-FIP/90 14,14 47,18 0,6 11,76

BARBOSA (2001) 7,80 70,86 0,17 75,00

Da figura 5.51 e tabela 5.24, conclui-se que:

 Em relação à tensão de aderência última ( bu):

Todos os modelos teóricos apresentaram resultados inferiores ao experimental. O resultado mais distante do experimental foi o de BARBOSA (2001), com uma diferença de 70,86%.

 Em relação ao deslizamento último, s ( bu):

Somente o modelo de ALMEIDA FILHO (2006) apresentou deslizamento último superior ao experimental, com uma diferença de 325%.

6 – CONSIDERAÇÕES

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