Foi desenvolvido modelo com a utilização dos blocos Common, devido a apresentarem características de configuração de diversos blocos basic process em um mesmo bloco common. Atualmente os blocos Common estão sendo descontinuados pelo fabricante do software de simulação por eventos discretos Arena. O fabricante não indica mais a utilização desse tipo de blocos compostos.
A escolhas por desenvolver modelo com a ferramenta em questão se deve a necessidade de conhecimento prático e teórico de diferentes opções de ferramentas de desenvolvimento de modelos, Figura 24, Figura 26 e Figura 28.
O módulo Process é utilizado como servidor de um processo. As entidades que chegam para serem processadas no servidor, formam fila quando este está ocupado. Bloco Commom também pode representar um processo de transporte. É possível utilizar um tipo de Controle de Admissão, ou seja, bloquear as novas chegadas quando o servidor estiver ocupado. Porém por configuração padrão em caso de servidor ocupado, é formada fila aguardando processamento (ROCKWELL AUTOMATION INC, 2012).
Figura 24: Fluxograma resumido Empresa A com blocos compostos.
Foi utilizada a ferramenta de Submodel como Poka Yoke, Figura 25, Figura 27 e Figura 29,a fim de melhor organizar as empresas dentro de uma mesma simulação, sem que os diversos componentes de cada empresa pudessem ser interpretados de maneira errônea, os blocos contidos dentro do Submodel seguem.
Figura 26: Fluxograma resumido Empresa B com blocos compostos
Figura 27: Detalhe empresa B submodel com blocos compostos
Figura 29: Detalhe empresa C submodel com blocos compostos
Foi gerado relatório referentes ao período de 1h, representando a HMM (hora de maior movimento), devido a esse ser o período estipulado pelo artigo base para a simulação, como mostrado na Figura 30. Com a finalidade de verificar demais informações que foram omitidas do artigo base.
Tabela 20: Relatório “Queue” empresas A, B e C blocos compostos
Tabela 21: Relatório “Scheduled Utilization” empresas A, B e C blocos compostos
O gráfico scheduled Utilization, com porcentagens, das empresas A, B e C, mostra uma discrepância entre as taxas de ocupação, onde constam balcões com ocupação aproximada de 100%, enquanto outros possuem taxas de ocupação próximas a 70%, demonstrando claramente a existente necessidade de replanejamento de setores, como mostrado na Tabela 21 e Tabela 20: Relatório “Queue” empresas A, B e C blocos compostos.
A colunas com menores taxas de ocupação, cerca de 40%, são referentes aos totens da empresa B, mostrando assim uma tentativa de solucionar os problemas de atendimento em seus balcões com a aplicação de novas técnicas de atendimento/tecnologias e a impossibilidade de novos balcões devido às limitações físicas.
5 Tecnologias aplicáveis ao setor de "Check-in"
Com o sistema inicial modelado verificado e validado, foram levantadas 5 possibilidades tecnológicas aplicáveis ao ambiente em questão dentro do portfólio da empresa SITA, referência mundial em produtos e serviços para o setor aéreo. Todos os dados de tempos de ciclo e distribuições dos processos e equipamentos simulados nos cenários propostos nesse estudo foram fornecidos gentilmente pela empresa SITA e seus consultores que também colaboraram com vasta experiencia prática e teórica dos cenários.
Em pesquisa realizada para IATA divulgada em seu relatório anual 2016, 70% dos passageiros desejam ter a possibilidade de "check-in" remoto, 70% desejam a automação dos procedimentos de segurança e embarque, 81% desejam acompanhar sua bagagem durante toda a viajem e 93% desejam informações gerais em tempo real (TYLER, 2016).
No ano de 2014 foi realizada, pela SITA, pesquisa de tendências das tecnologias esperadas pelos passageiros para os próximos anos em 15 países e com quase 6300 participantes. Foi identificado o desejo e a necessidade de processos cada vez mais automatizados e interativos, onde o passageiro realiza os procedimentos em sistema de atendimento self service. Da amostra participante, 23% definiu como urgente, grandes
melhorias nos setores de check-in e despacho de bagagem, 49% deixou claro a necessidade de grande urgência para as melhorias nos processos supramencionados. Fica claro a redução da insatisfação dos passageiros proporcionalmente com o aumento de processos com maior nível tecnológico. O desejo de tecnologias futuras se deu com mais de metade das escolhas nas áreas de custo das passagens, informações em tempo real e serviço de internet sem fio a bordo. A implementação de processos em modelos de self service, se faz ainda mais palpável quando levantada a questão da adoção de dispositivos móveis (desejo de mais de 80% da amostra) (SITA; VIOLANTE; WALKER, 2014).
As aplicações das possibilidades levantadas se deram com a utilização dos blocos da categoria Basic Process devido indicação do próprio software, como mostrado na Figura 31.
Figura 31 Recomendação Arena de blocos indicados para uso
Com a finalidade de melhor representar os sistemas nos mais diferentes cenários a serem propostos nos próximos itens, foram inseridos nos modelos os blocos do tipo Advanced
Transfer com os blocos PickStation e Enter.
Para verificar e validar o modelo com a utilização da ferramenta auxiliar Advanced
Transfer, foram comparados os dados obtidos com as simulações com, Tabela 22, Tabela 24,
Tabela 26, Tabela 28, Tabela 30 e Tabela 32 e sem a alteração, Tabela 23, Tabela 25, Tabela 27, Tabela 29, Tabela 31 e Tabela 33.
Tabela 22 Número de saídas total empresas A.B e C exclusivo basic process
Tabela 24 Número total de entrada por entidade no sistema empresas A, B e C exclusivo basic process
Tabela 25 Número total de entrada por entidade no sistema empresas A, B e C com advanced transfer
Tabela 26 Número total de saída por entidade no sistema empresas A, B e C exclusivo basic process
Tabela 27 Número total de saída por entidade no sistema empresas A, B e C com advanced transfer
Tabela 28 Tempo médio de espera por fila no sistema empresas A, B e C basic process
Tabela 29 Tempo médio de espera por fila no sistema empresas A, B e C com advanced transfer
Tabela 30 Número médio de passageiros por fila no sistema empresas A, B e C basic process
Tabela 31 Número médio de passageiros por fila no sistema empresas A, B e C com advanced transfer
Tabela 33 Ocupação média por processo no sistema empresas A, B e C com advanced