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3.4 Simula¸c˜ oes

3.4.1 Resultados

A Figura 3.10 mostra a distor¸c˜ao espectral m´edia tanto para o Isomap quanto para o PCA. Note que a abordagem proposta usando o Isomap como t´ecnica de redu¸c˜ao de dimensionalidade fornece melhores resultados do que o PCA. Al´em disso, o Isomap gera menos distor¸c˜ao inclusive com menos dimens˜oes do que o PCA. ´E importante mencionar que no caso do Isomap a distor¸c˜ao espectral ao longo de todas dire¸c˜oes fica em torno de 5 dB. No caso do PCA, os melhores resultados ocorrem na frente (i.e. azimute zero graus) e a distor¸c˜ao espectral incrementa-se em dire¸c˜oes laterais e atr´as do ouvinte. Este resultado ´e importante porque demostra que o fato de incorporar o conhecimento pr´evio na constru¸c˜ao do grafo (especificamente a primeira regra referente `a similaridade das HRTFs ao longo de certa dire¸c˜ao e ouvido) consegue manter a distor¸c˜ao espectral est´avel ao longo das dire¸c˜oes.

Na Tabela 3.1 mostra-se o intervalo de confian¸ca (±2σ, 95%) para algumas dire¸c˜oes, onde observa-se que o Isomap apresenta menos variabilidade do que o PCA. No Isomap, a variabilidade fica em torno de 1 dB enquanto no PCA atinge at´e 3.7 dB. A baixa variabilidade do m´etodo ´

e importante porque demostra que o Isomap ´e robusto ao ru´ıdo nos dados. Lembre que as HRTFs medidas experimentais j´a apresentam um n´ıvel de ru´ıdo devido `as n˜ao linearidades dos equipamentos como alto-falantes e microfones usados na medi¸c˜ao cuja resposta em frequˆencia ´e limitada.

Por outro lado, como em outros estudos [69], a distor¸c˜ao espectral aumenta em altas frequˆencias devido `a complexidade do pavilh˜ao da orelha (veja a Figura 3.11). Em geral, normalmente ´e mais dif´ıcil simular altas frequˆencias no ´audio espacial. Note que as HRTFs apresentam picos e notches a partir de 6 KHz que variam amplamente entre sujeitos. No entanto, na nossa abordagem a distor¸c˜ao fica, grosso modo, abaixo de 5 dB.

Cap´ıtulo 3. Personaliza¸c˜ao de HRTFs usando Isomap no plano horizontal 38

Outro motivo do aumento da distor¸c˜ao espectral ´e devido `a pouca quantidade de fun¸c˜oes de transferˆencia relacionadas `a cabe¸ca utilizadas (apenas 3000 HRTFs). Com uma quantidade maior de HRTFs a distor¸c˜ao espectral com certeza pode diminuir. Um ponto que vale a pena mencionar ´e que a variabilidade da distor¸c˜ao espectral no Isomap ´e pequena embora a pouca quantidade de dados. Por´em, observe que ao utilizar mais HRTFs, a complexidade de calcular a variedade tamb´em aumenta porque seria necess´ario calcular os caminhos m´ınimos entre todos os v´ertices do grafo. Nesse caso, seria necess´ario utilizar a aproxima¸c˜ao de Nystrom [87] para gerar a variedade apenas para um n´umero reduzido de v´ertices e depois projetar os pontos restantes no espa¸co de baixa dimensionalidade.

Por outro lado, note que n´os n˜ao aplicamos nenhum tipo de suavizado espectral (spectral smoothing) nas HRTFs. O suavizado espectral tamb´em pode contribuir na diminui¸c˜ao da distor¸c˜ao espectral. De fato, em experimentos psicac´usticos conduzidos por Kistler et al. [62] demostrou-se que HRTFs nas quais foram aplicadas m´etodos de suavizado espectral n˜ao apresentam diferen¸cas not´aveis na percep¸c˜ao psicoac´ustica. Como neste trabalho n´os focamos principalmente na parte matem´atica e de engenharia das HRTFs, achamos melhor trabalhar diretamente nas HRTFs sem utilizar tal suavizado espectral.

Tabela 3.1: Intervalo de confian¸ca (±2σ, 95%) da distor¸c˜ao espectral m´edia para v´arios azimutes.

Azimute Distor¸c˜ao Espectral M´edia (dB) Isomap

Distor¸c˜ao Espectral M´edia (dB) PCA -180 4.5 ± 1.1 6.7 ± 1.4 -100 4.7 ± 0.7 5.7 ± 3.2 0 5.0 ± 1.0 5.7 ± 3.0 100 4.9 ± 1.0 6.3 ± 3.7 145 4.7 ± 1.1 6.0 ± 2.3

Cap´ıtulo 3. Personaliza¸c˜ao de HRTFs usando Isomap no plano horizontal 39 x1 x2 x3 x4 d1 d2 d4 d3 x1: Largura da cabeça x2: Profundidade da cabeça x3: Largura do pescoço x4: Largura dos ombros

d1: Largura do pavilhão da orelha d2: Altura do pavilhão da orelha d3: Largura da cavum concha d4: Altura da cavum concha

Cap´ıtulo 3. Personaliza¸c˜ao de HRTFs usando Isomap no plano horizontal 40 −150° −100° −50° 0° 50° 100° 150° 4. 5 5 5. 5 6 6 .5 7 7 .5 Azimute D ist o rçã o Esp e ct ra l Mé d ia (d B) ISOMAP PCA

Figura 3.10: Distor¸c˜ao espectral m´edia em fun¸c˜ao do azimute.

4 6 o Esp e ct ra l (d B) ISOMAP PCA

Cap´ıtulo

4

Conclus˜oes e Perspectivas

No Cap´ıtulo 1, evidenciou-se que o problema do ´audio 3D envolve parˆametros tanto de engenharia quanto psicoac´usticos. Assim, estudou-se os fatores de percep¸c˜ao de dire¸c˜ao (i.e. fatores binaurais, espectrais e dinˆamicos), de distˆancia e cognitivos, sendo os fatores de percep¸c˜ao de dire¸c˜ao o foco nesta disserta¸c˜ao. Quanto aos fatores binaurais, mostrou-se que a ITD ´e a principal caracter´ısticas para baixas frequˆencias enquanto que a IID ´e o fator dominante em altas frequˆencias. ITD e IID muito pr´oximas para dois locais diferentes (i.e. no cone da confus˜ao) causam ambiguidades que provocam revers˜oes frente-tr´as e acima-embaixo. Tais ambiguidades podem ser resolvidas pelos fatores dinˆamicos (i.e. movimentos da cabe¸ca) ou pelos fatores espec- trais descritos pelas HRTFs. Observou-se tamb´em que a precis˜ao do ouvido humano para estimar dire¸c˜ao ´e maior do que para estimar a distˆancia de uma fonte sonora. Ainda mais, o ouvido humano ´e capaz de estimar melhor a dire¸c˜ao de uma fonte no plano horizontal do que no plano mediano. Por outro lado, analisou-se as vantagens e desvantagens dos dois m´etodos de reprodu¸c˜ao de ´audio virtual: atrav´es de fones de ouvido e atrav´es de alto-falantes. ´E importante ressaltar que ambos os m´etodos precisam de um sistema de rastreamento da orienta¸c˜ao e posi¸c˜ao da cabe¸ca. No Cap´ıtulo 2 analisou-se as caracter´ısticas temporais e espectrais das HRTFs. Mostrou-se que a ITD pode ser obtida de v´arias formas atrav´es da an´alise em tempo das HRIRs.

Observou-se tamb´em que a magnitude das HRTFs s˜ao fun¸c˜oes que variam pouco em baixas frequˆencias. J´a em altas frequˆencias a IID torna-se mais evidente e a partir de 6 KHz a magnitude das HRTFs variam de uma maneira complexa apresentando picos e notches. O primeiro destes notches ´e considerado um fator essencial para a localiza¸c˜ao vertical. Em geral, considera-se que em frequˆencias acima de 3 KHz, quando o tamanho do pavilh˜ao da orelha ´e compar´avel com o comprimento de onda da fonte, seus efeitos tornam-se relevantes na resolu¸c˜ao de confus˜oes frente-tr´as e na localiza¸c˜ao de fontes.

Para simplificar a an´alise de HRTFs, demonstrou-se que pode ser utilizada a aproxima¸c˜ao de fase m´ınima das HRTFs, na qual uma HRTF ´e aproximada pela sua fun¸c˜ao de fase m´ınima em cascata com um atraso puro. Esta aproxima¸c˜ao ´e importante porque permite processar a HRTF utilizando apenas a sua magnitude.

Por outro lado, as complexas caracter´ısticas das HRTFs variam amplamente entre indiv´ıduos. Por conseguinte, ´e necess´ario personalizar as HRTFs. Conforme estudado na Se¸c˜ao 2.3, a medi¸c˜ao

Cap´ıtulo 4. Conclus˜oes e Perspectivas 42

de HRTFs ´e um processo demorado e dif´ıcil pelo que v´arios estudos tem proposto m´etodos de personaliza¸c˜ao de HRTFs baseados em modelos te´oricos.

Com esse intuito, no Cap´ıtulo 3, propˆos-se um novo m´etodo para personalizar HRTFs no plano horizontal a partir de caracter´ısticas antropom´etricas. Al´em de usar o Isomap como m´etodo de redu¸c˜ao de dimensionalidade n˜ao linear, a principal contribui¸c˜ao deste trabalho ´e uma nova t´ecnica para construir o grafo do Isomap que incorpora informa¸c˜ao pr´evia importante sobre as HRTFs. Conforme mostrado nos resultados, o fato de incorporar conhecimento pr´evio na sele¸c˜ao dos vizinhos no Isomap pode levar a uma melhor representa¸c˜ao da variedade (i.e. manifold ) das HRTFs. Al´em disso, as simula¸c˜oes mostram que a abordagem proposta tem um desempenho melhor do que o PCA e confirmam que o Isomap ´e uma t´ecnica de redu¸c˜ao promissora para an´alise e s´ıntese de HRTFs, capaz de descobrir as rela¸c˜oes n˜ao lineares subjacentes da percep¸c˜ao auditiva.

Em pesquisas anteriores, com o intuito de ressaltar a individualidade das HRTFs ao longo das dire¸c˜oes e ouvidos, aplicaram-se m´etodos de redu¸c˜ao de dimensionalidade como PCA separadamente para cada dire¸c˜ao e ouvido. A desvantagem de aplicar m´etodos de redu¸c˜ao de dimensionalidade da forma mencionada, ´e que se perdem as rela¸c˜oes existentes ao longo das diferentes dire¸c˜oes e ouvidos. Assim, ´e importante ressaltar que na abordagem proposta nesta disserta¸c˜ao, para preservar essas rela¸c˜oes, aplicou-se o m´etodo de redu¸c˜ao de dimensionalidade uma vez sobre todo o conjunto de dados de HRTFs para todos os indiv´ıduos, dire¸c˜oes e ouvidos no plano horizontal.

Finalmente, esta disserta¸c˜ao pode ser utilizada como ponto de partida para futuras pesquisas que envolvam ´audio 3D e suas aplica¸c˜oes. Especificamente, os conceitos explicados nos dois primeiros cap´ıtulos deste texto est˜ao sendo utilizado para o desenvolvimento de uma interface auditiva no contexto do projeto Microsoft Fapesp “Vis˜ao para o Cego: Traduzindo Conceitos Visuais 3D em Informa¸c˜oes de 3D de ´Audio” (processo 2012/50468-6). Aqui ´e importante discutir algumas considera¸c˜oes t´ecnicas do ´audio espacial que n´os achamos ´uteis para quem precisa implementar ´audio 3D na pr´atica.

A ideia do projeto da interface auditiva ´e usar ´audio 3D para mapear a dire¸c˜ao de um objeto em rela¸c˜ao ao usu´ario. A distˆancia do objeto ´e mapeada modificando a frequˆencia (e.g. maior frequˆencia representa uma distˆancia menor). Note que n˜ao utilizamos t´ecnicas de ´audio 3D (i.e. t´ecnicas psicoac´usticas) para representar distˆancia. Isto ´e porque, como estudado no primeiro cap´ıtulo, a percep¸c˜ao de distˆancia ´e muito complexa de simular pois, envolve fatores como a

Cap´ıtulo 4. Conclus˜oes e Perspectivas 43

IIR. O jeito mais simples de implementar ´e usando um filtro FIR j´a que todos os coeficientes das HRIRS s˜ao conhecidos. No entanto, se fosse necess´ario um filtro mais eficiente (i.e. menor ordem) para implementar em plataformas de hardware limitado (e.g. DSP, FPGA, smartphones), recomenda-se projetar um filtro IIR a partir da HRIR.

Finalmente, o tipo de fone de ouvido afeta a percep¸c˜ao do ´audio espacial. Do ponto de vista da resposta em frequˆencia, ´e necess´ario equalizar a resposta dos fones de ouvido como mencionado no primeiro cap´ıtulo. Por outro lado, em nosso caso, o usu´ario ´e uma pessoa com deficiˆencia visual pelo que ´e importante transmitir informa¸c˜oes de ´audio 3D sem interferir com o som do ambiente externo. Os fones de ouvido de condu¸c˜ao ´ossea conseguem fazer isso pois, eles n˜ao cobrem o ouvido externo.

4.1

Perspectivas

O m´etodo de personaliza¸c˜ao de HRTFs proposto nesta disserta¸c˜ao precisa ser avaliado mediante experimentos psicoac´usticos. Estes experimentos dever˜ao analisar o desempenho da nossa abordagem na redu¸c˜ao de revers˜oes frente-tr´as e acima-abaixo assim como o erro de localiza¸c˜ao.

Outro aspecto relevante para futuras pesquisas ´e estender a abordagem proposta de persona- liza¸c˜ao de HRTFs al´em do plano horizontal. Conforme estudado no Cap´ıtulo 1, o ouvido humano ´

e capaz de estimar melhor a dire¸c˜ao de uma fonte no plano horizontal do que no plano mediano. Em geral, nossa precis˜ao na localiza¸c˜ao de fontes sonoras fora do plano horizontal diminui. Em virtude disso, um aspecto importante para futuros trabalhos ser´a procurar incorporar informa¸c˜oes relevantes da nossa percep¸c˜ao vertical na constru¸c˜ao do grafo do Isomap.

Como qualquer outra t´ecnica de redu¸c˜ao de dimensionalidade, o Isomap tem as suas desvan- tagens. Uma desvantagem do Isomap, ao contr´ario do PCA, ´e que ele gera um espa¸co de baixa dimensionalidade sem gerar uma fun¸c˜ao de mapeamento expl´ıcito. Assim, torna-se necess´ario usar algum tipo de aproxima¸c˜ao como a reconstru¸c˜ao baseada na vizinhan¸ca para reconstruir as amostras no espa¸co de alta dimensionalidade. Al´em disso, a falta de uma fun¸c˜ao de mapeamento expl´ıcito faz com que seja poss´ıvel projetar novas amostras (i.e. amostras fora da base de dados) no espa¸co de baixa dimensionalidade apenas atrav´es de aproxima¸c˜oes (e.g. a aproxima¸c˜ao de Nystrom [87]). No caso da abordagem proposta nesta disserta¸c˜ao, a aproxima¸c˜ao de Nystrom n˜ao foi capaz de projetar novas amostras de maneira adequada. Por conseguinte, um estudo futuro poderia realizar experimentos com t´ecnicas de redu¸c˜ao de dimensionalidade que forne¸cam uma fun¸c˜ao de mapeamento expl´ıcita como, e.g., autoencoders.

Uma outra limita¸c˜ao da abordagem proposta ´e que a constru¸c˜ao do grafo do Isomap n˜ao leva em conta o conhecimento pr´evio das caracter´ısticas em frequˆencia das HRTFs. Esse fato, juntamente com a dificuldade de predizer as caracter´ısticas do pavilh˜ao da orelha, explica o incremento da distor¸c˜ao espectral em altas frequˆencias. Conforme estudado nos dois primeiros cap´ıtulos, sabe-se que os fatores que determinam a nossa percep¸c˜ao auditiva (e.g. IID, ITD, fatores espectrais) trabalham em diferentes faixas de frequˆencia. Por exemplo, a ITD ´e relevante para f<1.5 kHz, a IID para f>1.5 kHz, o pavilh˜ao da orelha para f>3 kHz, a simetria esquerda/direita ´

Cap´ıtulo 4. Conclus˜oes e Perspectivas 44

usando um conjunto de filtros passa-faixa sobrepostos [88, 89]. Portanto, fica para um trabalho futuro encontrar uma representa¸c˜ao que incorpore esse conhecimento pr´evio do comportamento espectral das HRTFs usando um banco de filtros como a decomposi¸c˜ao wavelet.

Um dos inconvenientes na s´ıntese de ´audio espacial ´e que, devido `a dificuldade de medir as HRTFs, a quantidade dispon´ıvel de HRTFs medidas para indiv´ıduos diferentes ´e pouca. Al´em disso, a resolu¸c˜ao e as condi¸c˜oes de medi¸c˜ao variam ao longo das diferentes bases de dados de HRTFs. Por exemplo, a baixa resolu¸c˜ao espacial em dire¸c˜oes laterais da base de dados de HRTFs CIPIC afetou a constru¸c˜ao da variedade na abordagem proposta (i.e. os agrupamentos de HRTFs n˜ao est˜ao uniformemente distribu´ıdos na variedade da Figura 3.6b). Como trabalho futuro, seria interessante estudar a possibilidade de fazer a fus˜ao de v´arias bases de dados de HRTFs que foram medidas sob diferentes condi¸c˜oes e resolu¸c˜ao espacial.

Por outro lado, o m´etodo de regress˜ao usando redes neurais demonstrou ser capaz de predizer de forma correta as caracter´ısticas espectrais das HRTF a partir dos parˆametros antropom´etricos. Por´em, ainda ´e necess´ario diminuir a distor¸c˜ao espectral nas HRTFs preditas pela rede neural. Portanto, fica para um futuro estudo a an´alise de outras t´ecnicas de aprendizado de m´aquina como as redes neurais convolucionais. As redes neuronais convolucionais fazem parte do conjunto de t´ecnicas do aprendizado profundo (i.e. deep learning [90]). Atualmente as t´ecnicas do aprendizado profundo s˜ao consideradas o estado da arte para muitos problemas na ´area de vis˜ao computacional [91] e est˜ao sendo muito utilizado no processamento de ´audio em aplica¸c˜oes como reconhecimento de gˆenero musical [92]. Em geral, o aprendizado profundo est´a sendo aplicado com sucesso na ´area de processamento de sinais pelo que sua aplica¸c˜ao em ´audio espacial ´e promissora.

Outro trabalho futuro poderia analisar a constru¸c˜ao da variedade das HRTFs de campo pr´oximo (i.e. HRTFs que dependem da dire¸c˜ao e da distˆancia) usando Isomap com o intuito de determinar se o Isomap ´e capaz de identificar os fatores de percep¸c˜ao de distˆancia. Nesse caso, o desafio seria introduzir o conhecimento pr´evio da nossa percep¸c˜ao de distˆancia na constru¸c˜ao do grafo do Isomap.

Por outro lado, no primeiro cap´ıtulo estudamos brevemente a reverbera¸c˜ao. Na implementa¸c˜ao de ´audio 3D, a reverbera¸c˜ao ´e um fator muito importante para a sensa¸c˜ao de imers˜ao dentro de um ambiente de realidade virtual. Sem reverbera¸c˜ao, perde-se a naturalidade do ´audio 3D. Como a reverbera¸c˜ao ´e o principal fator de percep¸c˜ao de distˆancia, um trabalho futuro poderia analisar todos os conceitos relacionados a reverbera¸c˜ao e suas implica¸c˜oes na implementa¸c˜ao da percep¸c˜ao de distˆancia.

Cap´ıtulo 4. Conclus˜oes e Perspectivas 45

Publica¸c˜oes

Felipe Grijalva, Luiz Martini, Siome Goldenstein, and Dinei Florencio. Anthropometric based customization of Head-Related Transfer Functions using Isomap in the horizontal plane. In 2014 IEEE International Conference on Acoustics, Speech, and Signal Processing (ICASSP), pages 4493-4497, Florence, Italy, May 2014.

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