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Resumo direcionado

No documento Aula 07 Termologia II (páginas 54-62)

Veja a seguir um resumão que eu preparei com tudo o que vimos de mais importante nesta aula. Espero que você já tenha feito o seu resumo também, e utilize o meu para verificar se ficou faltando colocar algo .

Gases perfeitos

Existem três leis que demonstram o comportamento dos gases perfeitos, na medida que uma das grandezas, seja pressão, temperatura ou volume é constante, enquanto as outras duas são variáveis. São elas:

• Lei de Boyle: para transformação com temperatura constante (transformação isotérmica);

• Lei de Gay-Lussac: para transformação com pressão constante (transformação isobárica);

• Lei de Charles: para transformações com volume constante (transformação isométrica).

Transformação isotérmica

Quando a temperatura de um gás é constante, a pressão do gás é inversamente proporcional ao seu volume

Nessas transformações, a massa e a temperatura do gás perfeito mantêm-se constantes. Dessa forma, a Lei de Boyle garante a validade da relação:

p1. V1 = p2. V2

Transformação isobárica

Quando a pressão de uma massa fixa de gás é constante, seu volume é diretamente proporcional à sua temperatura absoluta.

Nessas transformações, a massa e a pressão do gás perfeito mantêm-se constantes. Dessa forma, a Lei de Gay-Lussac garante a validade da relação:

Transformação isométrica

Quando o volume de um gás é mantido constante, sua pressão varia na mesma proporção que a temperatura da amostra.

Nessas transformações, a massa e a pressão do gás perfeito mantêm-se constantes. Dessa forma, a Lei de Charles garante a validade da relação:

𝑽𝟏 𝑻𝟏

=

𝑽𝟐

𝑻𝟐

𝒑𝟏 𝑻𝟏

=

𝒑𝟐

𝑻𝟐

Equação de Clapeyron

Lei geral dos gases

Na mistura de k gases perfeitos, supondo que eles não reajam entre si, temos que nm = n1 + n2 ... + nk. Portanto:

𝑃𝑛.𝑉𝑛

𝑇𝑛

=

𝑃1.𝑉1

𝑇1

+

𝑃2.𝑉2

𝑇2

+ ⋯ +

𝑃𝑘.𝑉𝑘

𝑇𝑘

Teoria cinética dos gases

A teoria cinética dos gases se baseia em quatro postulados:

• O gás é formado por moléculas que se encontram em movimento desordenado e permanente. Cada molécula pode ter velocidade diferente das demais.

• Cada molécula do gás interage com as outras somente por meio de colisões (forças normais de contato). A única energia das moléculas é a energia cinética.

• Todas as colisões entre as moléculas e as paredes do recipiente que contém o gás são perfeitamente elásticas, ou seja, a energia cinética total se conserva, mas a velocidade de cada molécula pode mudar.

• As moléculas são infinitamente pequenas. A maior parte do volume ocupado por um gás é espaço vazio, que corresponde ao volume do recipiente onde o gás se encontra.

Energia cinética dos gases

p1.v1

T1

=

p2.v2

T2

A energia cinética de um gás é diretamente proporcional à sua temperatura absoluta.

Velocidade média das moléculas

Para gases monoatômicos, a variação de energia interna (ΔU) é dada por:

A energia interna de uma dada quantidade de um gás perfeito é função exclusiva de sua temperatura

Com isso concluímos que:

Temperatura final e temperatura inicial

Variação da temperatura Variação da energia interna

T2 > T1 ΔT > 0 ΔU > 0

T2 < T1 ΔT > 0 ΔU < 0

T2 = T1 ΔT = 0 ΔU = 0

As leis da termodinâmica

As leis fundamentais da termodinâmica regem o modo como o calor se transforma em trabalho e vice-versa.

Existem quatro Leis da Termodinâmica:

Lei Zero da termodinâmica: indica as condições para o equilíbrio térmico;

Primeira Lei da termodinâmica: se relaciona com o princípio da conservação da energia;

Segunda Lei da termodinâmica: indica que não é possível que o calor se converta integralmente em outra forma de energia;

Ec=

3

2

.nRT

v²= 3.

RT

M

𝛥𝑈=

3

2

.n.R.ΔT

Terceira Lei da termodinâmica: relacionada ao limite constante da entropia quando a temperatura Kelvin se aproxima de zero.

Primeira Lei da Termodinâmica

A primeira Lei da Termodinâmica afirma que o calor recebido ou cedido por um gás é em parte convertido em trabalho realizado ou recebido e parte convertido em energia interna.

Matematicamente, a primeira lei da termodinâmica é a seguinte:

Transformação isotérmica (temperatura constante)

Numa transformação isotérmica, o calor trocado pelo gás com o meio exterior é igual ao trabalho realizado no mesmo processo.

Transformação isobárica (pressão constante)

Numa expansão isobárica, a quantidade de calor recebida é maior que o trabalho realizado.

Transformação Isocórica (volume constante)

Q = 𝛥𝑈 + τ

Q = τ

τ = p ΔV

Q > τ

τ = 0

ΔU = Q

Numa transformação isocórica, a variação da energia interna do gás é igual à quantidade de calor trocada com o meio exterior.

Transformação adiabática (calor é nulo)

Numa transformação adiabática, a variação de energia interna é igual em módulo e de sinal contrário ao trabalho realizado na transformação

A variação de energia interna de um gás ideal só depende dos estados inicial e final do gás para quaisquer que sejam as transformações que o sistema sofra, independente do “caminho”.

Algumas propriedades dos gráficos p x v das transformações gasosas:

O trabalho realizado pelo gás é dado pela área destacada no gráfico p x v.

Transformação é cíclica quando o gás volta ao seu estado inicial de pressão, temperatura e volume.

Neste caso:

o trabalho (τ) é numericamente igual a área destacada;

a variação da energia interna (ΔU) é nula;

o calor total trocado no ciclo (Q) é a soma algébrica dos calores trocados em cada etapa do ciclo.

Q = 0

ΔU = - τ

Q = τ

• Ciclo em sentido horário: conversão de calor em trabalho, ou seja, trabalho positivo.

• Ciclo em sentido anti-horário: conversão de trabalho em calor, ou seja, trabalho negativo.

Segunda Lei da Termodinâmica

As transformações podem ser classificadas em reversíveis e irreversíveis:

• Transformações reversíveis são aquelas que ocorrem nos dois sentidos, podendo voltar ao seu estado inicial sem que ocorram variações definitivas nos corpos que o rodeiam.

• Transformações irreversíveis são aquelas em que um sistema, uma vez atingido o estado final de equilíbrio, não retorna ao estado inicial ou a quaisquer estados intermediários sem a ação de agentes externos.

A segunda lei da Termodinâmica estabelece condições para que as transformações termodinâmicas ocorram. Essa lei se baseia nos enunciados:

• Enunciado de Kelvin: é impossível a construção de uma máquina que, operando em um ciclo termodinâmico, converta toda a quantidade de calor recebido em trabalho;

• Enunciado de Clausius: o calor não pode fluir, de forma espontânea, de um corpo de temperatura menor, para um outro corpo de temperatura mais alta;

• Enunciado pela Entropia: A entropia de um sistema isolado não se altera, uma vez que esse sistema não troca energia e nem matéria com a vizinhança. Entropia é a medida de grau de desordem de um sistema.

Máquina térmica

Uma máquina térmica realiza trabalho retirando calor de uma fonte quente a uma temperatura T1, e rejeitando calor para uma fonte fria a uma temperatura T2, sendo T2 < T1.

τ = Q1 – Q2

O rendimento (ou eficiência) dessa máquina térmica será expresso pela razão entre a energia útil (trabalho) e a energia total representada pelo calor retirado da fonte quente (Q1):

Máquina frigorífica

Uma máquina frigorífica recebe trabalho, para depois usá-lo de modo a retirar energia térmica (calor) do seu interior, transferindo-a para seu exterior. Ou seja, transforma trabalho em calor.

A eficiência (e) de uma máquina frigorífica é expressa pela relação entre a quantidade de calor retirada da fonte fria (Q2) e o trabalho externo envolvido nessa transferência:

Ciclo de Carnot

Nenhuma máquina térmica que opere entre duas dadas fontes, às temperaturas T1 e T2, podem ter maior rendimento que uma máquina de Carnot operando entre estas mesmas fontes.

η =

𝜏

𝑄1

= 1 -

𝑄2

𝑄1

e =

𝑄2

𝜏

No documento Aula 07 Termologia II (páginas 54-62)

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