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Resumo dos resultados

No documento 2010.2monografia danilo(versãofinal) (páginas 79-87)

Na tabela 7 ´e mostrado um resumo relacionando cada cen´ario de cada projeto com os parˆametros observados. Os dados apresentados na nesta tabela foram tirados dos gr´aficos mostrados nas figuras 19, 27, 33 e representam os valores nos gr´aficos ao fim da simulac¸˜ao.

Tabela 7: Resumo dos cen´arios, parˆametros e objetivos

- - Parˆametro 1 Parˆametro 2 Parˆametro 3 Projeto Cen´arios Atraso (segundos) Jitter Grau de Perda 1oProjeto FIFO 0,03 0,002 Maior 1oProjeto Filas de Prioridade 0,017 0,0003 Menor 1oProjeto WFQ 0,018 0,0004 M´edia

2oProjeto Voz sem QoS 0,25 0,0098 Maior 2oProjeto Voz com QoS 0,072 0,0002 Menor 3oProjeto V´ıdeo sem QoS 71,78 843,37 Maior 3oProjeto V´ıdeo sem QoS 7,68 59,60 Menor

Sendo assim, pode-se notar atrav´es da tabela 7, que nos cen´arios onde foram aplicados mecanismos de QoS o desempenho obtido pelas aplicac¸˜oes que necessitam de priorizac¸˜ao de

Figura 33: (a)Tr´afego de video recebido (b) Atraso fim-a-fim da comunicac¸˜ao de videoconferˆencia (c) Variac¸˜ao do atraso na comunicac¸˜ao de videoconferˆencia. Gr´afico de eventos no momento da simulac¸˜ao do cen´ario sem filas de prioridade. Capturada do Software OPNET IT Guru Academic Edition.

tr´afego, no caso, VoIP e videoconferˆencia, foram melhores e mais satisfat´orios que nos cen´arios sem QoS. Atrav´es dos gr´aficos de atraso e variac¸˜ao do atraso pˆode-se constatar que ao aplicar QoS estes parˆametros foram controlados, em contrapartida que, nos cen´arios sem QoS eles variaram e aumentaram no decorrer do tempo.

No primeiro projeto de simulac¸˜ao, onde houve uma comparac¸˜ao dos m´etodos de escalonamento, pˆode-se notar que o m´etodo por de fila de prioridades foi o que teve resultados mais satisfat´orios, seguindo do m´etodo de escalonamento por ponderac¸˜ao. O m´etodo FIFO foi o que teve o resultado menos satisfat´orio n˜ao sendo indicado para redes que executem aplicac¸˜oes de voz.

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Conclus˜ao

O tema rede de computadores possui um imenso leque de oportunidades de pesquisa, seja em qualidade de servic¸os, redes sem fio, transmiss˜ao multim´ıdia, redes de longa distˆancia, link de sat´elite, entre outros. Portanto, a utilizac¸˜ao de simuladores para testar e validar os modelos propostos ´e indispens´avel em todas essas ´areas, inclusive em redes de computadores.

Administrar redes de computadores contemplando qualidade de servic¸o segue uma tendˆencia mundial, fazendo com que a medic¸˜ao do desempenho da rede auxilie na tomada de decis˜oes em investimentos de software, hardware e treinamento. ´E de fundamental importˆancia que os gerentes de rede conhec¸am sobre aspectos b´asicos de parˆametros e medic¸˜ao de qualidade de servic¸o para que tenham ˆexito ao implantar estas soluc¸˜oes nas redes administradas.

A garantia de qualidade de servic¸o ´e necess´aria quando se tem diferentes aplicac¸˜oes e/ou servic¸os disputando o mesmo enlace de dados e os mesmos recursos. Partindo deste pressuposto, se for considerado o crescimento de aplicac¸˜oes que n˜ao podem suportar certos problemas comumente existentes nas redes de computadores e na Internet como indisponibilidade de recurso, atraso, perda de pacotes, taxa de transmiss˜ao, entre outros, esta garantia de qualidade de servic¸o e tr´afego passa a ser extremamente necess´aria. Desta forma, garantir QoS passa a n˜ao ser uma t´ecnica extremamente necess´aria para redes que n˜ao tˆem problemas de congestionamento, pois desta forma um pacote nunca seria descartado.

Por outro lado, pode-se observar e concluir que qualidade de servic¸o pode ser ´util n˜ao somente em casos em que o grande problema est´a no tr´afego. Aplicac¸˜oes que n˜ao demandam tanto tr´afego ou que n˜ao sofrem com os congestionamentos da rede, ou ainda tais aplicac¸˜oes atuam em redes sem problemas de congestionamento ou tr´afego, podem necessitar de outros quesitos de QoS que n˜ao necessariamente envolvam tr´afego de dados, como por exemplo, confiabilidade, disponibilidade e tempo de resposta. Ent˜ao, em cen´arios como este, pode-se ter parˆametros ligados ao tr´afego como atraso, latˆencia, jitter e perda de pacotes, mais flex´ıveis e minimizados, e em contrapartida parˆametros como disponibilidade e taxa de transmiss˜ao mais r´ıgidos e maximizados.

Em contrapartida, tem que se levar em conta que as altas taxas de transmiss˜ao dos links de dados s˜ao fundamentais para o sucesso de uma transmiss˜ao, assim como a sua disponibilidade. Todavia sem controle e mecanismos de qualidade de servic¸o toda a taxa de transmiss˜ao disponibilizada ser´a consumida pelos servic¸os que a utilizam, j´a que os aplicativos

tendem a utilizar o que lhes ´e oferecido de recursos, para garantir a entrega do pacote no destino, podendo at´e prejudicar o funcionamento de todo o link de dados.

Pˆode-se concluir com as simulac¸˜oes realizadas que em redes locais o tr´afego pode ser melhor controlado para garantir boas condic¸˜oes de comunicac¸˜ao para voz. No primeiro projeto simulado, o ambiente foi uma rede local onde aplicou-se pol´ıticas de escalonamento. Notou-se melhora na comunicac¸˜ao de voz quando aplicada a pol´ıtica de filas de prioridade. Assim chegando a conclus˜ao de que ao aplicar escalonamento tipo FIFO o desempenho n˜ao foi t˜ao bom quando as outras pol´ıticas, podendo notar-se um aumento dos parˆametros como jitter e atraso. Como a taxa de bytes recebidos variou em relac¸˜ao `as outras pol´ıticas, pˆode-se concluir que em v´arios instantes de tempo o tr´afego recebido, quando se aplicou o escalonamento FIFO, foi muito menor caracterizando perda. Conclui-se tamb´em, que na pol´ıtica de escalonamento WFQ, ou seja, por ponderac¸˜ao, os resultados foram um pouco diferentes da pol´ıtica por fila de prioridades, por´em tamb´em aceit´aveis para a comunicac¸˜ao de voz, e tamb´em melhores que os do cen´ario com FIFO.

No segundo projeto, o ambiente foi composto por duas redes se conectando atrav´es da Internet onde uma comunicac¸˜ao de voz entre um terminal e outro passava por este link na Internet. Ent˜ao para garantir menor atraso e variac¸˜ao de atraso teve-se que aplicar o m´etodo de obtenc¸˜ao de QoS por diferenciac¸˜ao, com isso, houve uma diminuic¸˜ao do atraso e da variac¸˜ao do mesmo em relac¸˜ao ao cen´ario sem QoS, podendo-se concluir que quando foi aplicado QoS nos roteadores o desempenho da aplicac¸˜ao de voz foi melhor do que no cen´ario sem QoS.

No terceiro e ´ultimo projeto, cujo o ambiente ´e uma rede de longa distˆancia, pˆode-se concluir que, aplicando diferenciac¸˜ao nos roteadores com a priorizac¸˜ao dos pacotes de v´ıdeo, houve uma menor perda de pacotes e, que atraso e jitter manteram-se controlados em relac¸˜ao ao cen´ario sem QoS, onde estes parˆametros cresceram exponencialmente.

Sendo assim, pode-se concluir que em qualquer tipo de rede, a depender das aplicac¸˜oes que se deseja executar, implantar QoS ´e fundamental, principalmente em se tratando de aplicac¸˜oes multim´ıdia. Os cen´arios montados tiveram condic¸˜oes cr´ıticas, como links com gargalos e tr´afegos concorrentes, a fim de concluir que em casos onde o congestionamento existe e ´e prejudicial, este pode ser contornado se implantados os m´etodos de obtenc¸˜ao de QoS adequados a cada situac¸˜ao e aplicac¸˜ao. Por fim este trabalho concentrou-se em simulac¸˜oes simples a fim de mostrar soluc¸˜oes de QoS para cen´arios de congestionamento em ambientes diferentes e neste ˆambito foi bem proveitoso.

Os trabalhos futuros relacionados podem estar ligados a montagem de cen´arios mais complexos a fim de garantir QoS nas mais diversas situac¸˜oes para as mais variadas aplicac¸˜oes. Outro trabalho futuro seria a simulac¸˜ao destes mesmos cen´arios em outro simulador para

comparac¸˜ao e an´alise dos resultados obtidos, o que n˜ao pˆode ser realizado neste trabalho de conclus˜ao devido `a falta de tempo h´abil. Al´em disso, se encaixaria tamb´em como trabalho futuro a simulac¸˜ao de aplicac¸˜oes como compartilhamento de arquivos peer-to-peer e torrent, e ainda aplicac¸˜oes colaborativas, devido a estas tamb´em requererem qualidade de servic¸o para atingirem o desempenho ideal.

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