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Retalho – Embalagens e desperdício alimentar (UK)

KLM

custo-eficiente e sustentável de biomassa

Programa corporate biofuel:

aderentes pagam taxa adicional Waste-to-energy: bioresiduos do avião (catering) para combustível

(20 ton/dia)

+200 voos na europa (AMS-PAR) com biocombustível de

2ª e 3ª geração Voos transatlânticos desde

2013

Corte nos custos de gestão de resíduos, na aquisição de combustíveis fosseis, menos CO2para empresas aderentes

ao Corporate Biofuel Fonte: KLM-GD025, Ministry of Environment(NL) | 2015

Adaptação de leis e Fonte: The Courtauld Commitment, WRAP,(UK) 2015a

WRAP – Waste

Ação desperdício alimentar na cadeia de produção e

abastecimento (p.e.

conservação, doação) Redução de material de

embalagem primária, Programa de apoio à

inovação em áreas

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Planear

“Temos de saber ser mais produtivos com os nossos recursos e avançar para uma economia mais circular. A maioria das tecnologias de que precisamos já as temos. O desafio está em como acelerar o ritmo da mudança.”

[ Karmenu Vella. Comissario do Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas. Comissão Europeia. 2016 ]

[Disponível em: https://ec.europa.eu/commission/commissioners/2014-2019/vella/blog/communique-g7-toyama-environment-ministers-meeting_en]

Fonte: Flickr – Conselho da União Europeia

Ambição Para uma política de transição integrada, é importante estabelecer uma ambição para o que Portugal pretende alcançar em 2050 . Estabelecer metas é importante nesse caminho, porém transportam consigo uma perceção negativa, e uma visão define expetativas. Ter uma ambição trás consigo uma carga positiva, uma vontade, partilhada por todos.

Estabelecer uma vontade intensa de alcançar objetivos em conjunto é muito importante, e um fator crítico para o sucesso. Muitas vezes este exercício é feito internamente, no contexto dos programas individuais de cada ministério. Mas, se apropriada por todos os agentes – governo, empresas, cidadãos – a conceção, desenvolvimento e execução de ações, sejam elas políticas, operacionais ou comportamentais, será feita tendo em conta uma perspetiva sistémica e um juízo imediato sobre os impactos gerados.

A ambição representada foi concebida para alavancar e impulsionar o desenvolvimento dos trabalhos do Plano de Ação. Esta ambição deve ser apropriada pelos diferentes ministérios, sociedade civil e organizações privadas. A partir do momento em que esta ambição é assumida por todos, deixará de ser apenas uma vontade, para se traduzir na realidade prosseguida por todos.

• Neutralidade carbónica e uma economia eficiente e produtiva no uso de recursos: economia portuguesa neutra em emissões de gases com efeito de estufa (o que emite será equivalente ao que “captura” e substitui), e eficaz no uso de materiais (redução significativa da extração e importação de materiais, redução significativa dos resíduos finais produzidos, melhor gestão e extração de valor dos recursos em circulação);

• Conhecimento como impulso:a aposta em investigação & inovação converte-se em soluções – no produto, no serviço, no modelo de negócio, no consumo/utilização, no comportamento – com menos intensidade em emissões e recursos, integradas em modelos de negócio que impulsionem a geração de emprego, o uso eficiente e eficaz dos recursos mobilizados, e uma valorização económica prolongada dos mesmos;

• Prosperidade económica inclusiva e resiliente: desenvolvimento económico transversal a todos os setores da sociedade, resiliente face à volatilidade de preços e risco, progressivamente desacoplado de impactos ambientais e sociais negativos;

• Sociedade florescente, responsável, dinâmica e inclusiva:uma sociedade informada, participativa e mais colaborativa – uma sociedade guiada pelo ser e pelo cuidar, em oposição ao querer e possuir e que preserva e cuida do seu capital natural.

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Abordagem (1/3)

A transição para um novo modelo económico não é um processo fácil ou rápido. Exige uma abordagem sistémica e transversal a vários componentes da sociedade; por isso, não pode ser composta somente por açõestop-down (Governo) ou bottom-up (utilizadores/consumidores, empresas, administrações regionais e locais e municipais). É antes um processo iterativo, com ciclos de aprendizagem entre os envolvidos.

O plano de ação parte de um entendimento e experiência comuns (p.e. histórico de desempenho, medidas existentes, benchmarking) do qual se extraem orientações e são propostas ações. Durante o prazo de implementação deve existir espaço para a interação entre as partes – através de fóruns de discussão, projetos setoriais/regionais – gerando novo conhecimento que irá modelar novos ciclos de ações.

A economia circular vai evoluir na agenda nacional e internacional. Por isso, o plano deve ser objetivo e permitir uma rápida adaptação a essa evolução. Parte-se de 7 ações macro, substanciadas por outras de escala setorial e regional, a realizar até 2020. Findo esse ano, faz-se uma avaliação e revisão que pode implicar ajustes (p.e. duração, abrangência) alterações (p.e. novos regulamentos) e/ou novas ações. Segue-se novo ciclo de implementação, renovado de entre 3 a 5 anos.

A implementação assenta num modelo de governança que deve reunir as valências para a formulação e implementação de abordagens, instrumentos e garantir apoio, acompanhamento e o retorno de informação necessários à avaliação e ajuste do plano.

Foram considerados 3 níveis de ações :

• Macro: ações de âmbito estrutural, com potencial de produzir efeitos transversais e sistémicos que potenciam a apropriação de princípios da economia circular pela sociedade;

• Meso (ou setoriais): ações ou iniciativas definidos e assumidos pelo conjunto de intervenientes na cadeia de valor de setores considerados críticos para o aumento da produtividade e utilização eficiência de recursos do país, capturando benefícios económicos, sociais e ambientais;

• Micro (ou regionais/locais): ações ou iniciativas definidos e assumidos pelo conjunto de agentes económicos regionais e/ou locais, que incorporam o perfil económico local e o valorizam na abordagem aos desafios sociais.

Os níveis das ações relacionam-se e reforçam-se positivamente, criando mecanismos de feedback dinâmicos para uma plataforma para a economia circular, ummiddle-out,que evolui de modo iterativo e que permite que o conhecimento, as políticas, os projetos e os resultados, consolidem o trabalho e impulsionem os agentes envolvidos.

Enquadramento nacional

Análise benchmarking internacional

Interação Ministério Ambiente Holanda, instituições públicas &

stakeholders

Experiência e conhecimento grupo interministerial

ações

setores

estratégias

governança

Ações “macro”, “meso” e “micro”

Exercício resultante do enquadramento e análise realizados pelo grupo interministerial

Onível macrousa o mesmo racional do plano de ação da EU para a economia circular – produto, consumo, resíduos/matérias primas secundárias, com o conhecimento como elemento central para o desenvolvimento de soluções. As ações neste primeiro ciclo consideram:

1. medidas já em curso pelos Ministérios envolvidos e que se deseja reforçar (p.e. desperdício alimentar, subprodutos/fim de resíduo, investigação e inovação, educação);

2. ações novas sobre temas “chave” identificados, como a reutilização e regeneração, incentivos ao consumidor.

Para garantir a objetividade, a eficácia e a eficiência, o grupo optou por destacar temas transversais, com maior impacto no curto a médio prazo e que promovam a colaboração interministerial. Acelerar a transição para a economia circular não se esgota neste plano, outros instrumentos políticos em desenvolvimento centrados em áreas como a agricultura biológica, a economia azul, a digitalização administrativa (SIMPLEX) ou a regeneração urbana, também revertem positivamente para esta plataforma contribuindo para a abordagem sistémica inerente à transição para a economia circular.

Espera-se por isso que, na sequência deste plano, mais Ministérios intervenham na consolidação destas ações, sendo fundamental analisar que políticas públicas em curso contribuem, ou podem vir a contribuir, para esta transição.

No caso donível meso,o foco é setorial: cada setor deverá estabelecer a sua própria agenda de transição, e este processo pode beneficiar de instrumentos como os “acordos circulares”.

O setor agroalimentar, para além de uma ação macro específica, é também abordado no retalho que tem um impacto relevante junto dos consumidores, sobretudo nas embalagens e desperdício alimentar. O setor da construção é destacado pelo uso intensivo de recursos primários, baixa produtividade material e baixo nível de circularidade. Já o têxtil e o turismo são destacados pelo cariz exportador e pela sua relevância em termos de eficiência de recursos – p.e., a “moda rápida” é uma das indústrias mais poluidoras a nível global.

No caso donível micro,o foco são as regiões e territórios e as estratégias de aceleração para a economia circular que melhor se adequam ao perfil económico-social. Tal como no caso dos setores, é importante que se estabeleçam agendas específicas e, presentemente, algumas regiões já avançaram com os seus próprios planos, em articulação com os Programas Operacionais do Portugal 2020.

É a este nível que a economia circular converge com a valorização do território, pelo que foram selecionadas estratégias em que as regiões estão a trabalhar (p.e. simbioses industriais), mas também são desenvolvidas orientações para a atuação no contexto da gestão do metabolismo urbano e periurbano nas empresas nele inseridas.

Protocolo Paris, ODS, Plano Ação UE, Banco Europeu Investimento, PNR, planos e estratégias governo…

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Ações (macro)

Ações setoriais

Ações locais

VIS Ã O VIS Ã O

Ações (macro)

Ações setoriais

Ações locais

Inputs Follow-through Outputs

 2025

abordagem concretização resultados

•Agentes : entidades, responsabilidades;

•Tecnologia, conhecimento e inovação;

•Financiamento;

•Atividades;

•Método & aplicação;

•Calendário;

•Resultados: produtos, serviços, processos, soluções;

•Conhecimento gerado;

•Comunicação e disseminação;

Feedback

• KPI (indicadores resultados);

• Exemplos, experiência;

• Barreiras identificadas;

efeitos

Instituições financeiras, Associações, Autoridades Regionais, Municípios, Universidades, Centros I&D, Empresas, Centros Tecnológicos, Clusters de Competitividade, ONG…

Umaplataforma de açãoé constituída por iniciativas, de cadência regular e sistemática, que possibilitam a interação entre os agentes de governação (p.e. instituições políticas) e os agentes de operacionalização da economia circular (p.e. empresas, municípios, consumidores) para troca de conhecimento, contactos, experiências e boas-práticas.

Uma plataforma robusta possui uma diversidade de iniciativas coordenadas que estimulam a interação dos agentes, desde a presença na internet (p.e. portal ECO.NOMIA), a eventos para troca/difusão de conhecimento (p.e. conferências nacionais e internacionais, workshops, formação,world café), promoção denetworking(p.e. rede cidades circulares, rede projetos FCT, rede empresas ECO.NOMIA), aceleração de soluções (p.e. concursos de ideias, avisos específicos, prémios) ou comunicação nacional e internacional de resultados (p.e. newsletters, divulgação de iniciativas portuguesas, comunicação em língua inglesa).

Plataforma de ação para a economia circular

Baseado em: Costa e Ferrão, 2010 | EPA Network, 2017;

Modelo de governação (1/6)

[gerir, financiar, investir]

A transição para uma economia circular exige um elevado compromisso dos intervenientes que,de forma pioneira e diferenciadora, são líderes de um processo iterativo cujos resultados importa comunicar, monitorizar e avaliar.

Dada a natureza estratégica e transversal desta transição é importante que o modelo de governança possua componentes que transmitam 1) um compromisso político com o tema; 2) um apoio e ação efetivos sobre progresso da transição.

O modelo de governação proposto possui os seguintes órgãos:

• Comissão Interministerial para a Economia Circular– sugere-se que, numa primeira fase, o tema seja integrado no âmbito da CIAAC*, assegurando a articulação com as Comissões Interministeriais relacionadas, assegurando o acompanhamento político, definido prioridades, alocando os responsáveis e prazos de execução;

• Comité diretivo – composto por representantes designados pelos gabinetes, promove e facilita a implementação das orientações, apoiado na diversidade de competências dos diferentes ministérios. A coordenação do comité é assumida pelo Ministério do Ambiente e pelo Ministério da Economia;

• Grupo técnico– para garantir a continuidade da estrutura de gestão e apoio na resposta aos desafios no processo de transição será definido um grupo técnico, centrado na APA, o qual deve ser complementada com elementos de outros serviços técnicos ministeriais sempre que necessário.

O comité diretivo apresenta anualmente o progresso alcançado, avaliando as seguintes dimensões:

Esforço: estamos a contribuir para as ações planeadas?

Resultado: estamos a ter resultados?

Impacto: estamos a avançar na transição?

É neste pressuposto que será possível ultrapassar barreiras, fazer ajustamentos e perpetuar a ação no futuro.

* Prever alteração na RCM (Resolução do Conselho de Ministros n.º 56/2015, de 30 de julho) que constitui esta Comissão a dar nota da integração temporária deste tema e possibilidade de envolver outras entidades que façam sentido considerar neste âmbito.

Para além da criação e formalização da orgânica descrita, propõe-se as seguintes ações no curto prazo para o comité diretivo e grupo técnico:

• Rede Ambiental Portugal 2020 – dar cumprimento ao disposto no Artigo 61º do D.L. 137/2014, para harmonização de critérios ambientais nos programas operacionais e apoio à definição de linhas de investimento específicas (reprogramação);

• acordo circular & envolvimento grupos de interesse – estabelecer o protocolo associado aos “acordos circulares”, analisar uma eventual integração na marca “Sê-lo Verde” (ver Ação #3), promover reunião com grupos de interesse específicos (CCV, CNADS, CES);

• Monitorização– estabelecer um “protocolo de acompanhamento de monitorização”, a ser desenvolvido pelo grupo técnico

• Portal ECO.NOMIA- agrega e difunde todas as ações desencadeadas pelo Comité e grupo técnico.

Proposta de modelo de governação: gerir

Exercício resultante do enquadramento e análise realizados pelo grupo interministerial

Grupo Interministerial Economia Circular LIDERAR A TRANSIÇÃO: Plano de Ação para a Economia Circular em Portugal 2017-2020 29 O acesso ao financiamento desempenha um papel central para o estímulo à inovação no âmbito da

economia circular, quer através dos Programas geridos a nível europeu (H2020, LIFE, COSME, EEA Grants, FEIE e outros), quer através de Fundos Europeus e Estruturais de Investimento, operacionalizados através do PT2020, ou mesmo de programas estritamente nacionais, todos eles geridos por um vasto leque de entidades., aos quais acrescem ainda formas de financiamento inovadoras alternativas como o caso do Crowdfunding.

No contexto do modelo de governação proposto, sugere-se a criação de um grupo de trabalho, especifico para a componente de Financiamento, sob a direção do Comité diretivo, no qual serão integrados representantes das entidades Gestoras do Programas Operacionais do Portugal 2020, Ministério das Finanças, APA, IAPMEI, FCT, ANI, Instituição Financeira de Desenvolvimento, Associação Nacional de Municípios Portugueses e representantes daEnterprise Europe Network(EEN).

Este grupo deverá colaborar de forma a manter atualizada e centralizada a informação sobre os mecanismos de apoio financeiro e fiscal disponíveis às empresas que queiram investir no domínio da economia circular, congregar e analisar resultados desses mecanismos, identificar lacunas e propor soluções, bem como elaborar propostas junto do BEI, em coordenação com a banca comercial, com vista a identificar e apoiar projetos de grande envergadura, potenciando a utilização dos Fundos Europeus para Investimento Estratégicos (FEIE), do PlanoJunker.

Considera-se que a informação às empresas em Balcão Único sobre os mecanismos de financiamento disponibilizados, bem como a clarificação da operacionalização dos respetivos processos de candidatura, é fundamental. Assim no contexto deste Plano de Ação deverá ser dado especial enfoque à promoção da EEN – Rede de Apoio às Empresas junto dos promotores, e reforçar o desempenho desta Rede neste domínio, prestando atempadamente e de forma personalizada informação aos promotores.

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