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2.4.7.1 – RILEM NDT 3 (1984)

Os corpos-de-prova, cilíndricos ou cúbicos, devem ter grandes dimensões ( ≥ 150 mm) , a fim de minimizar a influência do tamanho da peça nos resultados obtidos. Para evitar o deslocamento ou a vibração excessiva nos elementos a serem ensaiados, causados pelo impacto do aparelho, eles podem ser colocados entre os pratos da prensa, sob uma tensão de 1 MPa, ou fixados sobre uma base bastante rígida.

O ensaio deve ser realizado, preferencialmente, em corpos-de-prova com as suas superfícies secas. Caso estes corpos-de-prova sejam submetidos a cura úmida, eles devem ser retirados e colocados em ambiente de laboratório 48 horas antes da realização dos ensaios. Devem ser feitas, no mínimo, 9 medições em 2 faces opostas, tanto para CP cilíndricos quanto para CP cúbicos, conforme mostrado na figura 2.20.

Figura 2.20 - Posicionamento dos pontos de medição em CP cilíndricos e cúbicos (NDT 3, 1984).

Para se obter uma análise estatística confiável dos resultados, são necessários no mínimo 30 corpos-de-prova com vários níveis de resistência.

2.4.7.2 – ASTM C 805 (1985)

As superfícies a serem ensaiadas deverão ser molhadas 24 horas antes da realização dos ensaios, com o objetivo de minimizar os efeitos causados pela evaporação e pela carbonatação.

Para obtenção de resultados mais satisfatórios, os índices esclerométricos devem ser correlacionados com resultados obtidos em testemunhos extraídos da estrutura. Devido às dificuldades na obtenção de curvas de correlação adequadas, o ensaio de esclerometria é mais apropriado para rápidas inspeções de grandes áreas de concreto com composições similares.

2.4.7.3 – BS 1881:Part 202 (1986)

A maneira mais conveniente de se obter a correlação entre a resistência e o índice esclerométrico é realizar ambos os ensaios em corpos-de-prova cúbicos. Como é muito dificil assegurar que estes corpos-de-prova representem fielmente a estrutura a ser testada, resultados mais confiáveis serão obtidos através da extração de testemunhos. Neste caso, o ensaio de esclerometria deve ser feito no mesmo local onde serão retirados os testemunhos.

Para se evitar o deslocamento ou vibração excessiva nos CP cúbicos (dimensões ≥ 150 mm), causados pelo impacto do aparelho, estes CP devem ser colocados entre os pratos da prensa sob uma tensão de 7 a 10 MPa, se a energia de impacto for de 2,2 Nm. Esta tensão poderá ser aumentada ou diminuida em função do acréscimo ou da diminuição da energia de impacto do aparelho utilizado.

Para se obter a correlação entre a resistência e o índice esclerométrico, deve ser ensaiado um número razoável de CP, abrangendo vários níveis de resistência. A

queira averiguar. Se o interesse for o monitoramento da evolução da resistência, os CP devem ser ensaiados em diferentes idades, enquanto que se o interesse for o monitoramento da qualidade do concreto, deve-se variar as proporções dos componentes do mesmo.

Para se obter uma estimativa confiável da dureza da superfície testada, devem ser efetuadas 12 medições do índice esclerométrico em cada local a ser avaliado, ou 18 medições em 2 faces opostas (9 em cada face) dos CP cúbicos. Em ambos os casos, as superfícies a serem ensaiadas devem estar, preferencialmente, secas.

2.4.7.4 – NBR 7584 (1995)

A norma brasileira não apresenta nenhum procedimento para obtenção de curvas de correlação entre o índice esclerométrico e a resistência à compressão. Entretanto, ela recomenda a utilização de curvas de correlação adequadas quando se deseja avaliar a resistência à compressão por meio do ensaio de esclerometria. Estas curvas devem ser obtidas com materiais locais e analisando-se todos os fatores que as influenciam, não devendo ser utilizadas as curvas fornecidas pelos fabricantes dos aparelhos, uma vez que elas se referem a concretos preparados em outros países, com materiais e condições diferentes das brasileiras.

2.4.7.5 – NM 78 (1996)

Esta norma do Mercosul recomenda a preparação de concretos com relação água-cimento variando de 0,40 a 0,70, com intervalos de 0,05. Para cada valor da relação a/c é recomendável moldar no mínimo 2 corpos-de-prova cilíndricos (150 mm x 300 mm), que devem ser submetidos a cura úmida. Determina-se inicialmente o índice esclerométrico médio e, em seguida, a resistência à compressão de cada um dos corpos-de-prova. Calcula-se a média aritmética para as duas variáveis (IE e fc), definindo desta forma um ponto na curva de correlação.

Na obtenção do IE, os CP devem estar superficialmente secos, sendo necessário retirá-los da câmara úmida 48 horas antes da realização dos ensaios.

Devem ser efetuadas 9 medições em cada CP ensaiado, sendo 3 medições ao longo da altura de cada uma das 3 geratrizes escolhidas. Estas geratrizes devem estar afastadas cerca de 120º entre si.

Para esclerômetros com energia de impacto de 2,25 Nm, o corpo-de-prova deve ser colocado entre os pratos da prensa com uma força igual a 15 % da carga de ruptura estimada.

2.4.7.6 – ACI 228.1R (2003)

Na obtenção das curvas de correlação entre o índice esclerométrico e a resistência à compressão, devem ser efetuadas para cada idade 20 medições em 2 CP cilíndricos (10 medições em cada CP), que devem estar fixados entre os pratos da prensa sob uma tensão de 3 MPa. Inicialmente, realiza-se o ensaio de esclerometria nos CP, na mesma direção em que ele será feito na estrutura e, em seguida, os corpos-de-prova devem ser submetidos ao ensaio de resistência à compressão. Caso não seja possível realizar o ensaio nos CP cilíndricos na mesma direção do ensaio na estrutura, devem ser empregados os coeficientes de correção propostos pelos fabricantes dos aparelhos.

Para estimativas mais confiáveis da resistência in situ, o teor de umidade e a textura da superfície dos CP devem ser similares às do concreto na estrutura a ser investigada.

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