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Riscos das Responsabilidades Contingentes

No documento Conta Geral do Estado (páginas 59-63)

II. ESTRATÉGIA DE CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL ________________________________________________ 11

II.5. Impacto dos Riscos Orçamentais

II.5.2. Riscos das Responsabilidades Contingentes

Conta Geral do Estado de 2014

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QUADRO 17 - Endividamento - Empresas públicas reclassificadas

QUADRO 18 - Endividamento - Empresas públicas não reclassificadas

II.5.2.Riscos das Responsabilidades Contingentes

II.5.2.1.Garantias e Contrapartidas Garantias Concedidas ao Setor Bancário

O stock da dívida garantida pelo Estado às instituições de crédito, a 31 de dezembro de 2014, ascendia a 6.300 milhões de euros.

(Milhões de euros)

2013 2014 Var. 14/13 ∆%

CP - Comboios de Portugal, EPE 3.807,8 4.134,4 326,7 8,6%

Empordef - Empresa Portuguesa de Defesa, SGPS, SA 150,6 207,9 57,3 38,1%

Metro do Porto, SA 3.180,6 3.220,7 40,1 1,3%

Metropolitano de Lisboa, EPE 4.269,5 4.165,9 -103,6 -2,4%

Parpública - Participações Públicas, SGPS, SA 4.221,2 4.046,2 -175,0 -4,1%

Setor da Saúde 457,5 1,2 -456,3 -99,7%

EP - Estradas de Portugal, SA 3.203,1 2.539,5 -663,6 -20,7%

REFER - Rede Ferroviária Nacional, EPE 7.184,1 6.431,8 -752,3 -10,5%

Outras 2.937,8 2.930,2 -7,6 -0,3%

Total 29.412,1 27.678,0 -1.734,2 -5,9%

Fonte: Direção-Geral do Tesouro e Finanças Nota: Demonstrações Financeiras não consolidadas

(Milhões de euros)

2013 2014 Var. 14/13 ∆%

TAP, SA 842,0 935,3 93,3 11,1%

Companhia Carris de Ferro de Lisboa, SA 776,7 813,3 36,6 4,7%

Sociedade Transportes Colectivos do Porto, SA 395,9 415,0 19,1 4,8%

APA - Administração do Porto Aveiro, SA 20,1 18,6 -1,5 -7,2%

Navegação Aérea de Portugal - NAV Portugal, EPE 9,8 7,3 -2,5 -25,4%

AdP - Águas de Portugal, SGPS, SA 610,2 605,0 -5,2 -0,9%

APL - Administração do Porto de Lisboa, SA 120,7 106,9 -13,8 -11,4%

Outras 51,0 50,6 -0,5 -0,9%

Total 2.826,5 2.952,0 125,5 4,4%

Fonte: Direção-Geral do Tesouro e Finanças Nota: Demonstrações Financeiras não consolidadas

ESTRATÉGIA DE CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL

QUADRO 19 - Garantias concedidas ao setor bancário

Fonte: Direção Geral do Tesouro e Finanças.

No que respeita às operações financeiras contratadas pelas instituições de crédito (IC) e garantidas pelo Estado no âmbito da Iniciativa para o Reforço da Estabilidade Financeira (IREF), prevê-se o seu reembolso até fevereiro de 2016, de acordo com os respetivos planos de amortização, aprovados pelo Garante, que preveem o reembolso durante o ano de 2015, no montante de 1.000 milhões de euros.

Refira-se que as IC sempre asseguraram o pagamento atempado da dívida garantida e das respetivas comissões de garantia ao Estado, desde 2008, data em que foi lançada a IREF, tendo-se verificado em 2013-2014 a amortização antecipada de diversas operações, por opção das IC, restando apenas três garantias concedidas ao Novo Banco cujas obrigações transitaram do BES.

Relativamente à Garantia de Carteira, é de mencionar que se trata de um instrumento no âmbito do qual a República Portuguesa assegurou, até ao limite de 2.800 milhões de euros, o cumprimento das obrigações de pagamento assumidas pelas IC (BPI, CGD, BES e BCP) junto do BEI, referentes a uma carteira de operações de financiamento de projetos desenvolvidos e a desenvolver em Portugal, cuja exposição poderá atingir um montante máximo de 6.000 milhões de euros.

Esta garantia tem um prazo de sete anos, sendo que a maioria das operações incluídas beneficia de garantias bancárias, reduzindo assim o risco assumido pelo Estado.

Garantias Concedidas a Outras Entidades

O stock da dívida garantida pelo Estado, ascendia, em 31 de dezembro de 2014, a cerca de 17.151,7 milhões de euros, concentrando-se nas operações contratadas pelas empresas que constam do seguinte quadro:

(Milhões de euros)

Novo Banco 3.500

Garantia de Carteira 2.800

TOTAL……… 6.300

IREF - Iniciativa para o reforço da estabilidade financeira

Garantia de Carteira / BEI

Emitente Montante

ESTRATÉGIA DE CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL

Conta Geral do Estado de 2014

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QUADRO 20 - Garantias concedidas a outras entidades

No caso das empresas reclassificadas no perímetro das AP identificadas no quadro, o montante da dívida e encargos anuais está já considerado para efeitos de Contabilidade Nacional. Acresce o facto de para as demais entidades identificadas no quadro supra, se ter considerado no Orçamento do Estado para 2014 a concessão de empréstimos por parte da DGTF que permitiram assegurar o pagamento do serviço da dívida vencido.

Deste modo, as execuções de garantia por incumprimento dos devedores limitaram-se aos beneficiários incluídos em “Outras”, designadamente a Parque Expo (cerca de 5,7 milhões de euros), a Europarque (cerca de 4,8 milhões de euros) e o Fundo de Contragarantia Mútuo (cerca de 39,9 milhões de euros), relativamente às quais tinha sido inscrito no OE2014 cerca de 72 milhões de euros para fazer face a eventuais pagamentos em execução de garantias.

Entidades reclassificadas 12.217,6 71,2%

Região Autónoma da Madeira 1.071,17 6,2%

APRAM 34,71 0,2%

TOTAL 17.151,7

Fonte: Direcção-Geral do Tesouro e Finanças

(Milhões de euros)

**Disperso por cerca de 38 entidades públicas na sua maioria não reclassificadas, privadas e países objecto da cooperação portuguesa.

ESTRATÉGIA DE CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL

II.5.2.2.Parcerias Público-Privadas

Nas Parcerias Público-Privadas (PPP), existem riscos orçamentais ou responsabilidades contingentes decorrentes, nomeadamente, dos concursos suspensos, da execução dos contratos em vigor e da respetiva modificação.

Setor Rodoviário

No tocante às PPP rodoviárias, o Relatório do OE2014 identificou a existência de um conjunto de litígios pendentes que respeitavam, designadamente, a pedidos de reposição do equilíbrio económico-financeiro dos contratos, bem como a outros pedidos de indemnização apresentados pelas concessionárias - alguns já em processo arbitral, outros em fase pré-contenciosa e outros ainda em que apenas foi anunciada a intenção de apresentar pedidos de reposição do equilíbrio financeiro. De entre os fundamentos apresentados destacavam-se questões relacionadas com a construção, com a implementação de portagens em autoestradas circundantes, com as variações de tributação direta sobre lucros e com a introdução da Taxa de Regulação de Infraestruturas Rodoviárias (TRIR) e das tarifas do Sistema de Identificação Eletrónica de Veículos, SA (SIEV).

À data de apresentação do Relatório do OE2014, não era possível quantificar monetariamente o impacto orçamental subjacente aos processos arbitrais e demais litígios relacionados com as alegadas reposições de equilíbrio financeiro dos contratos e desconhecia-se a data de desfecho dos processos em curso. No ano de 2014, os diferendos continuaram pendentes de resolução, não se tendo, portanto, verificado impacto orçamental associado a estes processos.

Relativamente às receitas provenientes da cobrança de taxas de portagem, o Relatório do OE2014 identificava a possibilidade de ocorrerem desvios orçamentais negativos entre as receitas orçamentadas e aquelas que viriam de facto a ocorrer em 2014. Contudo, este risco não se veio verificar no ano de 2014. Ao invés, neste ano, existiu um desvio positivo de 15% nas receitas de portagem em comparação com o valor inicialmente estimado.

Setor Ferroviário

No que toca às PPP ferroviárias, verificou-se o pagamento extraordinário, em 2014, de uma indemnização ao agrupamento concorrente da Alta Velocidade Ferroviária (AVF Lisboa-Poceirão) TAVE TEJO, na sequência da decisão de não adjudicação do respetivo contrato, num montante de 4,5 milhões de euros.

ESTRATÉGIA DE CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL

Conta Geral do Estado de 2014

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O Relatório do OE2014 identificava dois riscos orçamentais neste setor, que diziam respeito à existência de um pedido de reposição do equilíbrio financeiro da concessão Ferroviária Eixo Norte-Sul (ENS), com fundamento no aumento da taxa de utilização da infraestrutura (TUI) em 2012, e a um pedido de indemnização, já em processo arbitral, apresentado pela concessionária para o Troço da Linha Ferroviária de Alta Velocidade Poceirão-Caia, na sequência da recusa de visto pelo Tribunal de Contas ao contrato de concessão. Nenhum destes diferendos foi dirimido durante o ano de 2014.

Setor da Saúde

No que diz respeito às PPP do setor da Saúde, tal como antecipado no Relatório do OE2014, não se materializaram quaisquer riscos orçamentais com as PPP desta área.

No documento Conta Geral do Estado (páginas 59-63)

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