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os  quadros  1  e  2  há  afinidade  de  ritmo,  uma  vez  que  o  frame  é  dividido  em  quatro  partes  iguais.  Esta  divisão é descrita por Velho como o efeito de Nivelamento e o seu resultado é uma redução do contraste e 

Por sua vez, nos quadros 3 e 4 verifica‐se a divisão do quadro em quatro partes diferentes, definida pelo  mesmo  autor  como  efeito  de  Acentuação.  Esta,  cria  uma  composição  visual  muito  mais  intensa.  O  ritmo  visual surge a partir dessas partições criadas: “A partir dessas divisões, estabelece‐se o ritmo visual através  cionários.  Cada  área  corresponde  a  um  ‘pulso  visual’  (visual  beat)  que,  em  seu  conjunto,  respondem  pelo  ritmo  visual.  A  área  de  divisão  do  quadro  ocupada  pelo  objecto  que  produz  a  situação 

rifica‐se  quando  existem  áreas  iguais.  O  andamento  cumpre‐se  enquanto  a  actividade  perceptiva  ocorre,  i.  e.  enquanto  o  olho  e  o  cérebro  organizam  o  espaço  visual  e  fazem  a  medição  das 

Velho  adapta  aos  motion  graphics  o  termo  de  “objectos  em  movimento”  lançado  por  Block  englobando 

cionário,  é  capaz  de  gerar  ritmo  visual  desde  que  possua  os  requisitos  de  alternância,  repetição  e  andamento.  Uma 

4      FIGURA 54 ESQUEMAS REPRESENTATIVOS DO RITMO DE UM OBJECTO ESTACIONÁRIO.  (OBS: OS QUADROS À DIREITA SERVEM DE ESQUEMATIZAÇÃO DOS ALINHAMENTOS DOS OBJECTOS DISPOSTOS NOS QUAD N da intensidade visual.  

de  objectos  esta

compositiva é considerada um pulso visual acentuado, enquanto que as restantes são considerados pulsos  não‐acentuados.”  (Velho,  2008:p.96).  Para  Block,  a  alternância,  repetição  e  andamento  são  criados  por  esses  impulsos  visuais  onde  a  alternância  é  criada  entre  a  área  que  o  objecto  ocupa  e  as  restantes.  A  repetição  ve

proporções entre áreas divididas. Velho defende que quanto maior for  o número de objectos no plano e  consequentemente  mais  as  áreas  dividida,  maior  será  o  pulso  visual  e  maior  será  o  andamento  (e  igualmente mais regular ou irregular). 

3.4.5.2. RITMO DE OBJECTOS ACTIVOS 

nessa categoria todos os objectos capazes de produzir eventos ao longo do tempo. Esses eventos podem  ser  realizados  através  de  operações  de  transformação  geométrica  (posição,  rotação,  e  escala)  ou  de  atributos  (textura,  cor  e  tom).  Na  sua  concepção,  todo  e  qualquer  objecto,  mesmo  que  esta

sequência  de  eventos  é  capaz  de  produzir  ritmo,  independentemente  de  esses  eventos  abrangerem  objectos ou resultados visuais distintos.  

O autor Bruce Block divide o ritmo dos objectos activos em Ritmo Primário e Ritmo Secundário. Quanto ao  primeiro, decompõe‐no em quatro categorias:  

o Entrada e saída de frame ‐ Quando o objecto entra no frame, cria um primeiro beat visual. Quando  sai do frame, um segundo beat é criado. A repetição ocorre porque existem duas linhas do frame e  o  objecto  intersecta  ambas.  Existe  alternância  entre  ‘primeiro  cruzamento  da  linha  do  frame’  /‘movimento do objecto dentro do campo’/‘segundo cruzamento da linha do frame’. O andamento 

cessita para cruzar esses limites. 

  ‐ de

há  um  aumento  de  alternância, repetição e andamento. 

o Objecto  em  movimento  e  cessação  de  movimento ‐  É  produzido  ritmo  visual  sempre  que  um  objecto  inicia  o  seu  movimento  e  o  suspende  ciclicamente.  A  alternância  é  feita  entre  o  movimento  e  o  repouso.  A  natureza  dos  ciclos  da  acção  define  a  repetição  e  a  velocidade  do  andamento. 

o Mudança de direcção ‐ Cada mudança de direcção feita por um objecto, produz alternância visual,  repetição e andamento, se for registada mais que uma vez. 

No que diz respeito ao Ritmo Secundário, Block define‐o como um movimento de parte de um objecto já  por si criador do ritmo primário. Por exemplo, no caso de uma pessoa que caminha pensativa e se desloca e  interrompe  a  sua  marcha  ciclicamente,  o  ritmo  secundário  é  originado  pelo  movimento  dos  pés  e  das  pernas, enquanto a pessoa vai caminhando e parando ciclicamente (ritmo primário). Este ritmo secundário  poderá ter alternância, repetição e andamento distintos do ritmo primário.  O Ritmo também pode ser criado a partir da Edição de Vídeo dado que cada vez que é feito um corte entre  planos, um beat pode ser criado. Quanto maior o contraste entre os elementos visuais de cada shot, maior  a força do corte. Podem‐se considerar dois tipos de repetição visual criada pelo corte: a Repetição Editorial  onde cada beat é criado pelo corte  dos 

cortes;  e  a  Repetição  Pictórica  qu o  uma 

sequência  de  diálogo  recorrendo  ao  plano/contra‐plano.  Quanto  maior  o  número  de  repetições  entre 

planos,    entre cortes é mais curto. À medida que esse tempo é estendido, perde‐        depende do tempo que o objecto ne

o Objecto a mover se à frente ou atrás   outro objecto ‐ Sempre que um objecto passa em frente  ou atrás de um outro objecto, é criado um beat visual. Segundo Block, esse beat é mais intenso se  forem  adicionados  mais  objectos  no  foreground  e  background,  porque 

   

 e onde a repetição é criada pelo padrão continuado de repetição e  consiste  na  repetição  dos  mesmos  planos,  como  por  exempl   maior  será  a  afinidade  entre  eles.  Cada  vez  que  um  plano  é  repetido  verifica‐se  igualmente  uma diminuição progressiva da intensidade visual.  Block define o termo de andamento editorial. O autor sustenta que é mais fácil para a audiência perceber o  ritmo visual quando o andamento se a noção do ritmo editorial. Salienta igualmente a importância da edição para a formação da história: “A  Edição é o ultimo recurso para o director manipular a estrutura da história, a natureza da performance dos  actores, e os componentes visuais básicos.” (Block, 2008: p. 211). 

Essa  estrutura  da  história  pode  ser  considerada  uma  sucessão  de  eventos  formada  por  sub‐eventos,  que  podem ser encadeados de duas maneiras distintas: como evento contínuo, ou como evento fragmentado. O  evento contínuo caracteriza‐se por uma ausência de cortes, ou seja, a câmara está constantemente a captar  o  evento  e  os seus  sub‐eventos  num  único  take  e  onde o  ritmo  visual  da  cena  tem  de  ser  controlado  ao  longo da captação do evento. O evento fragmentado pressupõe a captação de vários planos separados de  uma mesma cena que pode ser construída através de vários ângulos de câmara como grande plano, plano  médio,  close‐ups,  inserts  ou  cutaways,  que  conferem  ao  evento  fragmentado  uma  intensidade  visual  bastante  mais  forte  e  contrastante,  em  comparação  com  o  evento  contínuo.  Este  contraste  poderá  porventura  ser  atenuado,  se  for  usada  alguma  afinidade,  entre  planos  para  a  montagem  da  sequência,  conforme foi anteriormente explicado.

3.4.5.3. ÊNFASE VISUAL 

Onde  o  controlo  da  ênfase  visual  pode  ser feito  pela  alternância  entre um  evento  contínuo  e um  evento  fragmentado, o contraste irá acentuar o efeito que cada um deles transmite: “A fragmentação criará maior  ênfase  quando  tiver  sido  precedida  por  uma  sequência  contínua.  Inversamente,  uma  sequência  filmada  continuamente,  ganhará  ênfase  se  tiver  sido  precedida  por  uma  sequência  fragmentada.”  (Block,  2008: 

to, a variedade visual, e o arbítrio directorial. 

 uma vez que se pode dividir 

  andamento  rápido  poderá  comunicar  alegria,  excitação  ou  comédia. Inversamente, um andamento mais lento pode transmitir calma, tristeza ou tragédia. 

 

p.212).  Este  ênfase  visual  pode  ser  entendido  sob  diversas  perspectivas:  o  de  controlo  de  contraste  e  afinidade, o controlo editorial e ritmíco do even