Haicai:
Staring into space
Martian king, or someone else? Are your eyes open?
Que o rosto em si também possa ter um significado esotérico ou teosófico é sem dúvida algo possível, mas isso não irá redefinir toda nossa herança gnóstica e dármica, irá apenas traduzir termos terrestres em termos interplanetários ou intergalácticos, talvez substituindo a simbologia astral por uma verdadeira geografia cósmica. Contudo, o rosto (como artefato) deve pelo menos redefinir a história exotérica e a "antropologia" de nosso planeta.
— Richard Grossinger
Definição: O rosto em Marte é literalmente isso: um rosto gigantesco parecido com o de uma esfinge que olha para o espaço da região Cidônia do território marciano. O rosto foi visto pela primeira vez numa foto tirada pela sonda Viking Orbiter da Nasa em 1976. Estimou-se que ele tinha dois quilômetros e meio do topo da cabeça ao queixo, dois quilômetros de largura e aproximadamente 450 metros de altura.
O que os crentes dizem: O rosto é um monumento construído pela civilização marciana, há muito extinta. Os construtores do rosto talvez sejam também os responsáveis pelas linhas de Nazca, no Peru (veja Capítulo 56), e pelos círculos nas plantações (veja Capítulo 25).
O que os céticos dizem: O rosto nada mais é do que um truque de luz e sombra. Não é um artefato construído e as novas fotos tiradas pela Nasa provam isso de forma definitiva.
Qualidade das provas existentes: Confusa. As fotos da Nasa existem; alguns acreditam que elas foram falsificadas. Há também a suspeita de que a Nasa tenha retido algumas das fotos mais interessantes do rosto.
Probabilidade de o fenômeno ser paranormal: Inconclusiva. Será o rosto um artefato produzido por uma civilização marciana extinta? Ou será apenas uma anomalia geológica? Apesar de todas as pesquisas, do tratamento computadorizado das imagens, dos cálculos e da teorização, simplesmente não sabemos.
O rosto em Marte é um dos mais fascinantes ramos do fenômeno OVNI. Livros foram escritos, documentários produzidos a esse respeito; e as palestras sobre o rosto e outros monumentos marcianos sempre atraem multidões enormes de apaixonados.
A verdade é: queremos que o rosto em Marte seja real, isto é, um monumento construído e deixado para trás por uma civilização extinta. Queremos que o rosto seja mais do que simples dunas de areia com formas esquisitas causadas pela erosão do vento e pela gravidade. Imagine o significado! Imagine ter certeza de que Marte foi um dia habitado! Imagine o
que isso significaria para a humanidade! O que nos leva à seguinte pergunta: Marte era habitado? E caso tenha existido uma civilização em Marte, teriam seus habitantes alguma relação com a humanidade? Teriam eles construído o rosto e os outros monumentos, assim como se supõem que tenham feito com a esfinge e as pirâmides de Gizé?
Seremos nós, humanos, colonos marcianos, descendentes de uma raça que foi obrigada a fugir de seu planeta?
As primeiras imagens da mesa geológica que viria a se tornar conhecida pelo mundo como o rosto em Marte foram tiradas num domingo, em 25 de julho de 1976, pela sonda espacial Viking Orbiter 1, enquanto voava a 1.770 quilômetros acima da superfície do planeta. A foto do rosto é a Nasa Frame 35A72, e foi tirada durante a trigésima quinta órbita da Viking ao redor de Marte. O rosto está localizado no hemisfério Norte do planeta, a aproximadamente 41 graus da latitude norte e 9,5 graus da longitude oeste.
A primeira pessoa a notar o rosto foi o cientista do projeto Viking, Tobias Owen, um membro da equipe de imagens da Nasa.
Suas primeiras palavras após ver o rosto foram: "Ai, meu Deus, olhem só pra isso!" Outro cientista do projeto, Gary Soffen, foi o oficial que falou inicialmente com a imprensa a respeito do rosto. Ele disse: "Não é peculiar o que um jogo de luz e sombra pode fazer? Quando tiramos uma foto algumas horas depois, ele havia desaparecido. Era apenas uma ilusão, apenas a forma como a luz incidia sobre o lugar."
Os especialistas acreditam agora que o motivo de o rosto ter "desaparecido" (segundo as palavras do porta-voz da Nasa, Gary Soffen) algumas horas após as primeiras fotos terem sido tiradas não foi por ele ser uma ilusão, mas porque a noite marciana havia caído.
Em 31 de julho de 1976, a Nasa publicou as primeiras fotos e distribuiu o seguinte press release:
Essa foto é uma entre as muitas tiradas na latitude norte de Marte pela Viking Orbiter 1, enquanto procurava por um local de pouso para a Viking 2.
A foto mostra um acidente geográfico causado pela erosão, semelhante a uma mesa. A gigantesca formação rochosa no centro, a qual se parece com uma cabeça humana, é formada a partir de sombras que dão a impressão de olhos, nariz e boca. A imagem retrata uma área de um quilômetro e meio de largura (uma milha), com o sol num ângulo de aproximadamente 20 graus. Sua aparência manchada deve-se a erros de bits, enfatizados pela ampliação da foto. Ela foi tirada em 25 de julho, de uma distância de 1.873 quilômetros (1.162 milhas). A Viking 2 chegará à órbita de Marte no próximo sábado (7 de agosto), com pouso previsto para o início de setembro.
Alguns dizem que o rosto em Marte assemelha-se ao da esfinge do Egito antigo, o que inevitavelmente levanta perguntas acerca da possível origem extraterrestre dos monumentos egípcios e da conexão entre os monumentos marcianos e a história da Terra.
Alguns acreditam que um terrível cataclismo em Marte destruiu toda a civilização no planeta vermelho e que o rosto e os outros monumentos foram construídos como uma advertência aos terráqueos de que podemos estar diante do mesmo tipo de destruição cataclísmica.
Após a descoberta do rosto em Marte, a região Cidônia foi declarada inadequada para ser usada como área de pouso para a Viking 2. Segundo a Nasa, ela era perigosa demais, embora a região escolhida em lugar, Utopia, também tenha sido considerada tão perigosa
quanto, para não dizer mais.
Vários quilômetros a sudoeste do rosto há um conjunto de estruturas piramidais que alguns acreditam serem os componentes abandonados de uma cidade marciana projetada.
As pessoas que acreditam ser o rosto em Marte um sinal seguro de que o planeta já foi habitado apontam para várias similaridades entre Marte e a Terra, entre elas:
O eixo de Marte possui uma inclinação de 24,935 graus em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol; o eixo da Terra possui uma inclinação de 23,5 graus em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol.
Marte produz uma rotação completa em volta do eixo em 24 horas, 39 minutos e 36 segundos; a Terra produz uma rotação completa em 23 horas, 56 minutos e 5 segundos.
Tanto Marte quanto a Terra manifestam uma oscilação cíclica do eixo conhecida como precessão.
Tanto Marte quanto a Terra apresentam a mesma forma oval: os polos achatados e os equadores salientes.
Marte tem quatro estações; a Terra tem quatro estações.
As calotas polares de Marte são cobertas de gelo; as calotas polares da Terra são cobertas de gelo.
Marte possui desertos; a Terra possui desertos.
Marte é afligido por tempestades de areia; a Terra é afligida por tempestades de areia. Os cientistas calcularam que a temperatura na superfície de Marte foi, durante um período de sua existência, bem semelhante à da Terra agora.
Em 1985, uma análise computadorizada das fotos do rosto feita por Mark Carlotto identificou linhas decorativas sobre os olhos que sugeriam uma coroa, dentes na boca e uma espécie de toucado listrado tipicamente egípcio, semelhante aos usados pelos faraós aqui na Terra.
Richard Hoagland, autor de The Monuments of Mars, fez a seguinte pergunta retórica acerca da possível existência, em Marte, de monumentos projetados, incluindo o rosto: "Que forma melhor de chamar a atenção para um lugar específico em Marte como uma área para explorações posteriores do que usando uma imagem humanoide?"
Segundo cálculos astronômicos conduzidos pelo dr. Colin Pillinger, do Instituto de Pesquisa em Ciências Planetárias do Reino Unido, cerca de 100 toneladas de material marciano — na forma de meteoritos e outras rochas — chegam à Terra todos os anos.
Hoje, Marte é um planeta morto. Não há agora a menor possibilidade de que ele possa produzir vida. Sua temperatura média é de -23° Celsius e lá não existe água corrente. Em Marte, há apenas gelo. Mas, ainda assim, há indícios geológicos (descobertos em meteoritos e no solo marciano) de que houve gigantescas inundações há 600 mil anos. E, se houve inundações, então Marte teria sido capaz de abrigar água corrente, a qual, como consequência, seria capaz de produzir vida. Na verdade, um dos meteoritos marcianos encontrados continha uma pequena gota de água.
Outras análises geológicas da superfície marciana mostram vestígios de antigos litorais, todos bem próximos à região Cidônia e ao rosto. Na Terra, vilas e vilarejos crescem a partir da povoação das margens dos rios e lagos e ao lado do mar. Não é preciso muita imaginação para visualizar colônias marcianas povoando áreas do planeta onde antes havia água, crescendo e se desenvolvendo, e por fim construindo monumentos e outras estruturas.
A cerca de 16 quilômetros do rosto, há uma pirâmide de cinco lados hoje conhecida como a Pirâmide D&M, batizada em homenagem a seus descobridores, Vincent DiPietro e Gregory Molenaar. Outras estruturas marcianas que muitos acreditam terem sido planejadas incluem os monumentos O Forte, O Penhasco e A Cidade.
Durante sua extensa pesquisa sobre o rosto em Marte, Richard Hoagland utilizou computadores para concluir um fato impressionante. Ele descobriu que, há 330 mil anos, um observador situado no meio do conjunto de monumentos conhecido como A Cidade poderia assistir ao sol subindo da boca do rosto de Cidônia ao alvorecer durante o solstício de verão.
A Nasa insiste que todos os tão chamados "monumentos em Marte" são formações geológicas totalmente naturais. Em resposta a essa afirmação, o professor de geologia e ciência planetária do Instituto de Tecnologia da Califórnia, Arden Albee, disse: "Até o momento, não existe explicação geológica natural para as estruturas de Cidônia."
Em abril de 1998, a Nasa instruiu sua última sonda, Mars Global Surveyor, a passar três vezes sobre a região Cidônia. Na primeira vez, em 5 de abril, o rosto foi registrado com uma precisão impressionante — embora a princípio a imagem não parecesse nada além de uma planície escarpada do território marciano. Após a análise computadorizada e a ampliação, ficou óbvio que a foto havia sido tirada em meio a nuvens, ficando com pouca definição. O tratamento computadorizado das imagens feito por Mark Carlotto revelou posteriormente ainda mais detalhes do rosto, inclusive as narinas.
O renomado astrônomo e ex-consultor da Nasa, dr. Tom Van Flanders, estudou as novas fotos e publicou a seguinte declaração: "Os traços humanoides da face que a princípio chamaram a atenção para essa área foram confirmados pela foto, apesar da luz fraca e do ângulo de visão ruim. Usando a habilidade de alterar as perspectivas mentais, é possível ver o objeto com clareza, sem ter de imaginar os detalhes, como uma excelente representação de um rosto esculpido. Em minha opinião, não há mais espaço para dúvidas sobre a origem artificial da raça, e, em meus 35 anos de carreira, eu nunca disse antes que 'não há espaço para dúvidas' a respeito de nada."
Sobre a qualidade discutível da segunda leva de fotos feitas pela Nasa da região Cidônia, Richard Hoagland suspeitou haver algo escondido e, em 6 de abril de 1998, declarou o seguinte no programa de rádio Art Bell: "Será apresentada uma foto hoje à noite que, sem dúvida, corresponde, geográfica e geometricamen- te, ao rosto em Marte. Bom, mas não é nem de perto o tipo de foto que devíamos ter obtido. Ela está anos-luz aquém do padrão que essa câmera e essa tecnologia são capazes de nos oferecer; assim, eles estão nos apresentando o negócio, e é uma foto focalizada de modo geometricamente correto. Pois bem, a primeira parte do que eu desejava aconteceu. Agora sabemos que eles conseguem mirar. Bom, mas não há motivo para que eles não focalizem as coisas importantes, ou seja, a geometria da cidade, as pirâmides, o material numericamente testável, e é isso o que deveríamos exigir, e, ah, a propósito… tirem a tampa que cobre a lente. Digam à imprensa para encarar a verdade!!!"
Os especialistas em imagem resumiram as controvérsias acerca do rosto em Marte e o interminável debate a respeito do que, pelo visto, está acontecendo com o planeta vermelho: "Estamos apenas observando belas fotos. Não podemos dizer nada até irmos lá."