7 RESULTADOS E DISCUSSÃO
7.3 Síntese do conhecimento
A prevalência progressiva do diabetes mellitus está aumentando de forma preocupante, além disso há uma porcentagem significativa de casos subdiagnosticados. No sentido de otimizar o tratamento do diabetes e, principalmente, de evitar as complicações micro e macrovasculares é fundamental o desenvolvimento de novas opções farmacológicas, biológicas e tecnológicas. É importante a aposta em programas de investigação não só para
descobrir meios adequados de prevenção e de cura, mas também para desenvolver melhores estratégias de tratamento.
A escolha da melhor opção terapêutica para DM2 deve ser feita de forma individualizada, e o profissional médico deve fazer algumas considerações antes de iniciar um tratamento, escolhendo o fármaco ou associação que melhor se adapte ao paciente.
Os atuais estudos acerca dos inibidores de SGLT2 evidenciaram não só controle da glicemia, mas também de outros efeitos salutares (isto é, a redução da pressão arterial e do peso). Além disso, eles são seguros uma vez que não estão associados com hipoglicemia, exceto quando associados às sulfoniluréias ou à insulina. Novos estudos devem se concentrar no uso desses agentes como agentes anti-hipertensivos e, portanto, um substituto potencial dos diuréticos, evitando efeitos metabólicos adversos em pacientes com diabetes.
Os estudos atuais analisados apontaram para vantagens em se administrar os inibidores de sglt2 em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica. Além de controle dos níveis glicêmico, essas drogas auxiliam na redução da pressão arterial, principalmente naqueles pacientes que apresentam níveis elevados de pressão arterial sistólica. O representante deste grupo que mostrou os melhores resultados, quanto o caráter anti-hipertensivo foi a canaglifozina. A associação canaglifozina e metformina mostrou ótimos resultados quando indicado corretamente.
O tratamento de todas as desordens associadas ao perfil metabólico anormal é de extrema importância para reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Estes agentes são uma nova e poderosa ferramenta para endocrinologistas e clínicos em geral. Eles devem ser considerados para utilização em pacientes com diabetes do tipo 2 e hipertensão, quando indicados. Os pacientes devem ser advertidos dos potenciais efeitos colaterais, incluindo
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APÊNDICE 1
SÍNTESE DO ARTIGO DA REVISÃO INTEGRATIVA