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Sala de Educador: Programa de Formação Continuada no Estado de Mato

De acordo com os estudos de Fernandes et al., (2009), a teoria de um programa contribui para que se compreenda o que vai ser estudado, desvelando suas características e princípios. Esses dados fornecem elementos para compreensão de como um programa funciona, ou seja, as relações entre os diferentes elementos, os processos utilizados e os respectivos efeitos nos resultados que se pretende obter.

O papel da teoria do programa no estudo da avaliação, segundo este autor, ajuda a: a) definir as questões mais apropriadas; b) selecionar os procedimentos mais adequados para recolha de dados; e c) identificar as dimensões do que se pretende avaliar, devendo merecer particular atenção.

O que se intenta, é descrever o Programa de Formação Continuada Sala de Educador, de modo que se possa conhecê-lo para avaliá-lo.

Descrição geral do Programa

Prestes a fazer uma década de sua implantação, o Projeto Sala de Educador, criado em 2003, é um dos principais compromissos assumidos pelo Governo do Estado de Mato Grosso, na condição de política de formação dos profissionais da educação segundo o documento da Política de Formação dos Profissionais da Educação Básica (SEDUC, 2010).

Implantar e implementar, em 100% das escolas, grupos de estudos de formação continuada para profissionais docentes, com encontros regulares desenvolvidos semanalmente nas horas atividades (SEDUC, 2003, p. 15 e 16), foi a meta proposta por este Programa de Formação Continuada.

Neste percurso, a política estende o foco de seus investimentos da formação dos professores para também abranger todos os profissionais que atuam na escola, regulamentado pela Lei Complementar n. 50/1998, que assim estabelece no art. 2º:

[...] entende-se por Profissionais da Educação Básica o conjunto de professores que exercem atividades de docência ou suporte pedagógico direto a tais atividades, incluídas as de coordenação, assessoramento pedagógico e de direção escolar, e funcionários Técnicos Administrativos, que desempenham atividades nas unidades escolares e na administração central do Sistema Público de Educação Básica. (SEDUC, 2011).

Segundo o Projeto de Formação (SEDUC, 2011), o que se apresenta é uma possibilidade de reflexão nos resultados do processo educacional em seu todo. Mudança de percepção de um estabelecimento preocupado com o ensino só na sala de aula, para uma instituição educadora em todo seu espaço. Um projeto que inicialmente foi concebido como

de professores, ao longo dos anos, com a participação dos demais profissionais, levou a Seduc a repensar essa instância formativa não mais só para o professor, mas para todos aqueles que educam na escola: professores e funcionários. Alterar a denominação “Sala de Professor” para “Sala de Educador” significou assumir esta concepção, como demonstra em entrevista a superintendente de formação dos profissionais da educação da Seduc-MT.

A LC nº 49 diz que nós somos profissionais das educação [...]. Em tese tinha que estar bem claro em nossa cabeça. Começa o centro de formação com o sala de professor e aí o professor começa estudar e a se reunir. Nesse processo [...], muitos profissionais que não são docentes começaram a participar do sala de professor. Então isso vem para nós como um pedido. [...]. Então começou a criar um movimento. Vem dos centros de formação. Vêm sugestões. Olha aqui já está acontecendo na escola tal. [...] É inadmissível pensarmos que trabalhamos em um ciclo de formação humana e um guarda e uma merendeira que trabalha com alunos do I Ciclo, II Ciclo [...] não participarem do processo formativo da escola como um todo. [...] E que você pode ter momentos amplos, e que todos participem na escola, ninguém vai negar que todos têm que conhecer os estudantes. Mas, nós vamos ter que ter momentos específicos. [...] Eles não podem sair do processo. Eles têm que estar junto, mas veja qual a melhor maneira para eles participarem do processo. Como quem é educador na escola e para que se incorporem como profissionais que são como educadores que são.

Para viabilizar a ação de formação continuada dos profissionais que atuam nas escolas, a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), por meio da Superintendência de Formação dos Profissionais da Educação (SUFP), concebeu como principal estratégia o projeto “Sala de Educador” – a maneira pela qual este será designado a partir de agora, nesta tese. O referido projeto propõe desenvolver uma cultura formativa coletiva dos profissionais que atuam nas escolas de educação básica de Mato Grosso, com o objetivo de fortalecer a escola como espaço de formação e autoformação. O que se espera, com esta política de formação, é construir um comprometimento coletivo com o processo educativo. Mais ainda: compreender o papel educativo do profissional no desempenho individual e coletivo de sua função e contribuir para a superação do défice da qualidade do ensino público.

Objetiva-se também diagnosticar as necessidades formativas dos profissionais da unidade escolar; desenvolver as potencialidades do profissional e qualificar seu desempenho no trabalho; organizar momentos de estudos no coletivo da unidade escolar; construir a programação de estudos da Sala de Educador da escola, articulado ao Projeto Político Pedagógico (PPP)/Plano de Desenvolvimento Escolar (PDE); possibilitar ao profissional da unidade escolar a cultura de formação, num processo contínuo, coletivo e individual; estimular, incentivar e subsidiar a construção, o desenvolvimento e execução de projetos pedagógicos de investigação sobre e da realidade educativa do sistema de ensino e do fazer pedagógico, e desencadear na escola o processo de reflexão na e sobre suas práticas.

Fortalecer a escola como lócus de formação significa proporcionar ao profissional, espaço e tempo para sua formação, em seu ambiente de trabalho. Nesta perspectiva, o foco do Sala de Educador busca mobilizar os envolvidos a refletir suas práticas, trocar experiências e promover debates de modo que os diferentes participantes se conheçam, vivam juntos, critiquem e transformem estes momentos em ações formativas e de aprimoramento profissional e pessoal (SEDUC, 2011).

Este conceito de “formação centrada na escola” defendido por diversos autores (BARROSO, 2003; CANDAU, 1996; DAY, 2001; FORMOSINHO, 2009; IMBERNÓN, 2005, 2009; NÓVOA, 2009; dentre outros) pelo menos desde o início dos anos de 1980, é uma formação que faz do estabelecimento de ensino um lugar onde emergem atividades de formação de seus profissionais, com o fim de identificar problemas, construir soluções e definir projetos (BARROSO, 2003). Para Imbernón (2009), não é isso o que sempre acontece. Segundo este autor, “se a formação não estiver acompanhada de mudanças contextuais, trabalhistas, de premiação, de carreira, de salário”, podem-se até criar alguns rituais nas escolas, mas sem promover a inovação esperada.

O Sala de Educador é um projeto pensado politicamente pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, por meio da orientação da Superintendência de Formação dos Profissionais da Educação-SUFP, com a qual compreende ações conjuntas com as demais superintendências. A Secretaria tem como disseminadores desta política, além da SUFP, os Centros de Formação-Cefapros e as escolas, onde se espera seja executado de acordo com os encaminhamentos expressos em orientativos enviados a elas, no final de cada ano letivo.

O Projeto é idealizado para ser executado na unidade escolar em que o profissional atua, em uma carga horária anual de oitenta horas, no tempo destinado à hora- atividade dos profissionais da escola.

O projeto sala de educador ele funciona da seguinte forma. Foi determinado pela secretaria que a carga horária dessa formação fosse de 80 horas. Então a escola ela tem o ano todo geralmente de abril a outubro para desenvolver esse projeto da/na escola. No mínimo 4 horas semanais que é o que a gente assegura para a hora atividade do professor. [...], a escola tem que encaminhar para nós um projeto. O cefapro tem que aprovar esse projeto e a partir da aprovação desse projeto é que a escola começa a sua Sala de Educador. Tem todo o parecer do Cefapro, do formador do Cefapro, da coordenação do Cefapro. Esse parecer é importante porque como eu já disse que estamos num processo de criação para o Sala de Educador então a gente tem que ver se essas temáticas do Sala de Educador está atendendo aquilo que está sendo proposto pela secretaria. Às vezes a gente tem que fazer modificações, conversar com a escola. Saber o porquê da temática. Porque às vezes a temática por si não dá conta de responder algumas coisas questões que a gente tem. Então a gente precisa estar dialogando com a escola para encaminhar esse processo. É um projeto flexível que a escola vê lá a sua demanda, chega lá no meio do caminho e percebe

que ela precisa dar um outro encaminhamento porque o que ela previu não está dando certo. Pode fazer uma modificação no seu projeto Sala de Educador, ele não é um projeto fechado.[...]. No percurso vai havendo a necessidade dessas modificações. Então ele passa por um momento de elaboração do projeto, aprovação pelo cefapro, execução e aí depois da execução a escola nos manda as listas para certificar. Passa pelo processo de certificação e o processo de avaliação. No final tem a avaliação do Sala de Educador feito pela escola(entrevista − GC1).

O cronograma de encontros é elaborado pelo coletivo da escola com acompanhamento e orientação do Cefapro. O qual pode sofrer alteração no decorrer do ano letivo, como mostra o gestor do Cefapro (2012).

Estratégias de formação recomendadas pela SEDUC

Segundo o documento da Seduc (2011) pelo fato de o Projeto Sala de Educador ser concebido na perspectiva da formação e autoformação dos profissionais que atuam na escola, sua execução deve ser conduzida nesta direção. Sendo assim, o que se propõe é trabalhar com a pesquisa-ação por conta da possibilidade que esta abordagem oferece aos participantes de assumir o papel de pesquisador e participante. Espera-se que isso se realize por meio de algumas estratégias. Ei-las:

A organização dos estudos se dá por escola, através da elaboração de um projeto único de estudos em que contemple o diagnóstico da necessidade formativa; as estratégias adotadas para desenvolvimento dos estudos; cronograma de execução e os critérios de avaliação do processo de formação profissional em desenvolvimento e da proposta de formação continuada em ação. Nas escolas avaliadas os anos iniciais do ensino fundamental, os anos finais, o ensino médio e os profissionais administrativos participam de um mesmo grupo de formação. Não há diferenças nos conteúdos trabalhados. Por exemplo, na escola A, no decorrer das observações foram estudadas as seguintes temáticas: Inclusão; As cinco regiões; Ética; Sexualidade e Mídia e Autoavaliação falada. Na escola B: Ambiente Educativo; Ambiente Físico Escolar; Ambiente Administrativo; P.P.P. - “Um abraço pela escola”. (trazer os pais para escola); “Espaço Escolar; Administrativo e Pedagógico” - (discutiram a construção da jardinagem na escola com ajuda dos alunos, construção de murais que objetiva melhorar a comunicação na escola, uma das fragilidades encontradas na avaliação); e “Formação e Avaliação” - As atividades se deram a partir das orientações curriculares: eixos e capacidades. Os professores dizem ter gostado deste trabalho pois passaram a discutir o P.P.P. documento que muitas vezes só ocupava as gavetas da escola e agora passou a fazer parte do dia-a-dia da escola. E, na escola C: Inclusão; Sistematização da ação interventiva dos grupos formação/avaliação; Projeto da Primavera, Falar sobre o diário

eletrônico e sobre a Festa da Primavera e Avaliação X Relatório - Dentre as questões discutidas a formadora destacou: a visão parcelada da avaliação - a Avaliação como prêmio ou punição - discutiu relações entre medir e avaliar - dimensões a considerar quando realizar uma avaliação - instrumentos de registro (relatório descritivo); o que incluir no relatório; características do relatório; registros que facilitam o relatório (caderno de campo, portfólio, dentre outros). Esta observação considera que os conteúdos trabalhados deixam a desejar, quando o foco se volta para as dificuldades que os professores apresentam para desenvolver os mesmos em sala de aula. Ou seja, em sua maioria os conteúdos são abordados de maneira generalizada, sem chegar às dificuldades que o professor encontra em trabalhar com eles em classe.

A participação dos profissionais no Projeto é de forma presencial, compartilhando-se coletivamente estudos decorrentes de atividades correlacionadas com os objetivos e finalidades previstas no Projeto Político-Pedagógico da escola.

A fundamentação teórica é indispensável à formação continuada do Sala de Educador, porém não devem ser feitas longas e frequentes leituras, em função da participação dos profissionais.

O projeto Sala de Educador deve envolver o coletivo da escola, porém, quando o foco formativo for específico, as formações se realizarão em espaços distintos, de forma que não haja prejuízo no desenvolvimento dos estudos.

Processo de elaboração do projeto de formação

No final de cada ano, a SUFP encaminha aos Cefapros um parecer orientativo, no qual se encontram alguns direcionamentos ao desenvolvimento do Sala de Educador. No geral, o projeto é orientado da seguinte maneira:

No início. De acordo com a retomada de ano letivo, a princípio somos convidados a participar pela Secretaria de Educação junto com a equipe do Cefapro para estarmos tomando as orientações. Tomando assim, não deixa de a cada ano ter alguma novidade. Como vai se proceder, como vai se caminhar. Sempre tem alguma novidade. E aí, então a gente participa no primeiro momento junto com a equipe e imediatamente a gente vem para a escola e começa a traçar a elaboração do projeto baseado nas sugestões também. Fazemos a reunião com os professores [...]. Dessa forma temos que reunir com todos eles e no caso estar discutindo e tentando a elaboração e colocando os dias, sugestões dos dias, horas trabalhadas pois temos uma carga horária a cumprir para formação [...]. Imediatamente, após feito esse trabalho a gente dá uma elaborada mais profunda. A equipe senta, a direção juntamente com a coordenação e desenvolve o projeto da escola. E essa devolução é feita para o Cefapro. Na medida que eles aprovam dá-se início aos trabalhos.

Também, eles (Cefapro) não deixam de sugerir, voltado mais pela situação da escola, do PPP da escola, o que está de positivo. Cada ano é uma experiência, se é uma reformulação a gente pensa no que deu certo e a gente continua fazendo e no que não deu vamos rever a prática e tentar dar um outro passo. (GE A).

Ao Cefapro, portanto, toca orientar e incentivar os profissionais na elaboração do projeto a refletir sua prática, seu contexto, sua realidade, identificando os desafios que podem ser superados. Para tanto, considerar o diagnóstico elaborado pelo coletivo da escola e os indicadores do IDEB, (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), Provinha Brasil e SIGA (Sistema Integrado de Gestão e Aprendizagem).

A elaboração do Projeto Sala de Educador e a organização dos estudos segundo este mesmo projeto e o Parecer Orientativo 2012 (SEDUC, 2011) são realizadas pelos profissionais da escola, observando o diagnóstico de suas necessidades formativas, a Política de Formação da Seduc e o Projeto Político-Pedagógico. De acordo com entrevistas realizadas com professores das diversas escolas, não há uma participação muito ativa na escolha das temáticas de estudo. Os dados mostram que os professores ainda demonstram dificuldade em definir o que estudar. Uma questão se faz: Será que apresentam consciência das dificuldades que enfrentam na sala de aula? Ou será que a dificuldade está em expor tais dificuldades perante o grupo?

É planejado no grupão. Reuni o grupo, as mediadoras. As coordenadoras, o diretor e a professora formadora. [...] E, são eles que trazem para gente alguns assuntos, a gente vê e escolhe para ver como faz. Esse ano, esse tema também. Eles trazem para gente a proposta, pergunta como é. O que nós achamos se vai dar para trabalhar se não é pesado, se não é difícil. É escolhido entre eles e nós. [...]. Mas eles já trazem sugestões para gente e que são sempre aprovados, por que são sempre sugestões boas. [...]. Não é um tema imposto. É um tema que já traz como sugestão e a gente debate nos primeiros dias, como que vai ser? Está bom? Não está? Onde melhora? A formadora é bem maleável nessa situação. Ela não, para ela não é nada imposto, é tudo trabalhado junto. Todos os temas são assim. (entrevista – PB, em 10-9-2012). Na verdade assim, nós sentamos num primeiro momento, vem a tutora conversa, junto com a coordenadora e vemos assim os assuntos que poderão ser discutidos. Que a gente está assim, em anseios mesmo. Em discussão. Fica aberto para o grupão mesmo querer trabalhar. Mas sempre vem assim algo já direcionado. Alguns temas que se a gente querer agregar, algo a mais, pode. Mas não fugindo daquele cronograma. E se você quiser modificar alguma coisinha também pode, mas tem que estar dentro do cronograma que já vem do Cefapro. (entrevista – PA, em 10-9- 2012).

Ele é planejado assim... vindo ... por que a equipe se reúne e vê o conteúdo básico, que os professores mais anseiam, no caso assim que eles estão mais necessitando naquele momento. (entrevista – PG, em 29-9-2012)

Bem o sala de educador como você sabe nós temos a professora formadora que é do cefapro que quando inicia ela vem e a nossa coordenadora aqui, elas vem conversa, a gente faz uma reunião. Os professores participam. É o que vai ser viável para o sala de educador esse ano. Por que vai ser trabalhado. Aí os professores eles se reúnem, discutem e a gente coloca em pauta o tema que vai ser abordado durante

esse período que vai o sala de educador. Como desse ano que ficou estudo de caso, avaliação, relatório e metodologia. [...] (entrevista – PE, em 31-8-2012)

Está claro que nada é imposto. Mas, não será mais fácil concordar com o que já está pronto? Definido?

Bem, continuando. Os estudos são conduzidos sob a liderança de um dos pares, preferencialmente pelo coordenador pedagógico da escola ou professor de área de conhecimento, bastando que tal seja acordado pelos participantes. Esse profissional não se constitui professor no ou do grupo, mas um estimulador, incentivador dos estudos para que os colegas não desanimem e, por acréscimo, seja produtivo este momento.

Segundo o parecer orientativo tais períodos de estudo devem também promover análise do impacto da ação formativa na prática profissional e avaliação do resultado da prática e recondução dos momentos de estudo, de modo que os participantes sejam estimulados a fazer registro reflexivo de sua prática, organizando-o em documentos diversos (caderno de registro, relatório, caderno volante, fotografias, filmagens e outros). Isso, mesmo no caso de os registros que ocorrem durante os encontros serem somente aqueles de nível burocrático. Seja exemplo, aquele solicitado pelo Cefapro, para fins de certificação, conforme observação realizada em três Salas de Educador, em três escolas diferentes.

Proposição e oportunização de escrita, leitura espontânea de textos com divulgação entre os parceiros que possibilitarão o desenvolvimento das competências: leitora, escritora, trabalho em equipe e gerenciamento de autoformarão.

Seleção de textos teóricos e vídeos que constituam objeto de reflexão e discussão nos grupos, por meio do emprego de estratégias metodológicas que deem vida à sala de aula tornando os momentos de estudo e discussão agradáveis e acolhedores.

A formação deve ser também articulada com a área de atuação do professor, observando as Orientações Curriculares da Educação Básica de Mato Grosso, sintetiza o Parecer.

Os participantes recebem, ao final do ano letivo, um certificado do Projeto Sala de Educador, com carga horária de acordo com a frequência de cada um. Tal certificação dá direito ao profissional a determinada pontuação na atribuição de classes e/ou aulas, conforme Instrução Normativa. n. 013/12/GS/SEDUC/MT, de 23-10-2012, que dispõe sobre o processo de atribuição de classes e/ou aulas para 2013, em seu Anexo I.

Quadro 3 − Assiduidade e pontuação referente à participação na formação continuada, pelo

Sala de Educador

Assiduidade na formação continuada, em grupos de estudo, via Projeto Sala do Educador/Formador, certificado pelo

CEFAPRO.

100% 5,0 pontos

90% 4,0 pontos

80% 3,0 pontos

75% 2,0 pontos

Fonte: Instrução Normativa n. 013/12/GS/SEDUC/MT – Anexo I

A creditação dos certificados é efetuada pelo Cefapro, após análise de documentos enviados pelas escolas, nos quais constam quem participou e a carga horária de cada um. A certificação de participação no Sala de Educador, de acordo com a frequência, é para política um incentivo para que os professores participem dos encontros com maior entusiasmo. Tendo em vista, que contribui para contagem de pontos para atribuição de aulas, para o próximo ano.

Então essa é minha crítica na forma que está sendo colocada, essa formação. E a questão de ser exigido da gente essa questão da pontuação final lá. Se a gente não fizer a sala a gente não tem o ponto, às vezes a gente nem quer fazer... não pela questão de não querer estudar e tudo. Mas é a correria do dia-a-dia, [...] Eu não concordo com essa questão de nós sermos obrigados. Por que nós somos obrigados, por conta de uma pontuação final. Por que se não fizermos. Nós não obteremos essa

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