16.1. São aplicáveis as sanções previstas no Capítulo IV da Lei Federal n.º 8.666/93 e demais normas pertinentes.
16.2. A licitante que ensejar o retardamento da execução do certame, não mantiver a proposta, comportar-se de modo inidôneo ou fizer declaração falsa, estará sujeita à pena de declaração de inidoneidade até que sejam cessados os efeitos ou suspensão de seu direito de licitar e contratar com a Administração, pelo prazo de até dois anos.
16.3. Será aplicada multa no valor de até 10% (dez por cento) do valor estimado do fornecimento, tanto à licitante, cuja proposta tenha sido classificada em primeiro lugar e que venha a ser inabilitada por ter apresentado dolosamente documentos que seguramente não venham a atender às exigências editalícias, como às demais licitantes que deem causa a tumultos durante a sessão pública de pregão ou ao retardamento dos trabalhos em razão de comportamento inadequado de seus representantes.
16.4. Salvo ocorrência de caso fortuito ou de força maior, devidamente justificada e comprovada, ao não cumprimento, por parte da(s) proponente(s) vencedora(s), das obrigações assumidas, ou a infringência de preceitos legais pertinentes serão aplicadas, segundo a gravidade da falta, nos termos dos artigos 86 e 87 da Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações, as seguintes penalidades:
I - Advertência, sempre que for constatada irregularidade de pouca gravidade, para a qual tenha(m) a proponente(s) vencedora(s) concorrida diretamente, ocorrência que será registrada no Cadastro de Fornecedores do Município de Pouso Alegre;
33 II – Multa de até 1% (um por cento), por dia de atraso na entrega dos materiais, calculada sobre
o valor da parcela contratada, até o limite de 10 dias, atrasos superiores a este, aplicar-se-á o disposto no inciso III;
III – Multa de até 10% (dez por cento) sobre o valor total do contrato, na hipótese do descumprimento total do contrato;
IV – Na hipótese de rescisão do contrato, além da possibilidade de aplicação da multa correspondente, poderá haver a suspensão ao direito de licitar com o Município de Pouso Alegre, bem como o impedimento de com ela contratar, pelo prazo de até dois anos.
V – Declaração de inidoneidade, quando a proponente vencedora deixar de cumprir com as obrigações assumidas, praticando falta grave, dolosa ou culposa.
Parágrafo Primeiro - As multas serão, após regular processo administrativo, cobradas administrativa ou judicialmente;
Parágrafo Segundo - As penalidades previstas nesta cláusula têm caráter de sanção administrativa, consequentemente a sua aplicação não exime a(s) proponente(s) vencedora(s) de reparar os eventuais prejuízos que seu ato venha a acarretar ao Município;
16.5. A recusa injustificada do adjudicatário em assinar o Contrato dentro do prazo estabelecido pela Administração caracteriza o descumprimento total da obrigação assumida, ficando sujeito, a critério da Administração e garantida a prévia defesa, às penalidades estabelecidas nos incisos I, III e IV do art. 87 da Lei Federal nº. 8.666/93 e multa de até 10% (dez por cento) sobre o valor do ajuste.
16.6. Quem, convocado dentro do prazo de validade da sua proposta, não celebrar o contrato, deixar de entregar ou apresentar documentação falsa exigida para o certame, ensejar o retardamento da execução de seu objeto, não mantiver a proposta, falhar ou fraudar na execução do contrato, comportar-se de modo inidôneo ou cometer fraude fiscal, ficará impedido de licitar e contratar com a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios e, será descredenciado no SICAF, pelo prazo de até 5 (cinco) anos, sem prejuízo das multas previstas em edital e no contrato e das demais cominações legais.
16.7. As sanções são independentes e a aplicação de uma não exclui a aplicação das outras.
17.0 - JUSTIFICATIVA:
O Estádio Municipal Irmão Gino Maria Rossi popularmente conhecido como
“M ” 99 interditado por um determinado período.
Após algumas reformas retomou a capacidade de receber o público e atualmente é palco de jogos de futebol de várias equipes.
Ocorre que o Estádio somente pode sediar jogos em períodos matutinos e vespertinos por não contar com estrutura de iluminação apropriada para sediar jogos em períodos noturnos.
É notória a importância de realizar os serviços objetos desta licitação pela grande repercussão econômica e social que trará ao Município e à população, pois colaborará com o lazer da população, incentivo ao turismo, desenvolvimento, aumento na arrecadação do Município, incentivo às práticas esportivas dentre vários outros benefícios.
34 Como dado histórico lembramos que, o Estádio Municipal já teve público recorde de
aproximadamente 19.000 (dezenove mil) pessoas.
É importante frisarmos que a Prefeitura Municipal de Pouso Alegre não possui mão de obra técnica, tampouco possui materiais, insumos e equipamentos a fim de viabilizar a execução destes serviços que não convergem com as atividades fins desta Administração
Atualmente o Estádio se tornou parte do patrimônio histórico e cultural do Município de Pouso Alegre e portanto, realizar melhorias na infraestrutura de iluminação tem peso fundamental para continuação de suas atividades e para melhor e maior recepção de torcedores.
Devido à importância da contratação destes serviços e com o intuito de sempre melhor atender o interesse público, faz-se necessária à contratação de empresa, pois as atividades a serem contratadas são instrumentais, acessórias, concebidas e perpetradas única e exclusivamente para concretizar as finalidades institucionais do ente.
Para a presente licitação, será adotada a modalidade do Pregão Presencial, uma vez que os serviços podem ser classificados como comuns, uma vez que os padrões de desempenho são objetivamente definidos por meio de especificações usuais de mercado, cujas características e padrões de desempenho encontram-se disponíveis no mercado. Sem prejuízo a opção é autorizada pelo Decreto Municipal 4829/2017, que assim dispõe:
Art 5º. A licitação na modalidade pregão poderá ser utilizada para obras e serviços de engenharia desde que os padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais do mercado.
A escolha pelo Pregão Presencial para esta contratação é adequada uma vez que a Súmula 257 do Tribunal de Contas da União permite a adoção da respectiva modalidade para serviços de engenharia, considerando que esta encontra abrigo na Lei 10.520/2002.
Ocorre que, conforme se extrai da leitura do Termo de Referência, os serviços de engenharia que pretende-se contratar são serviços homogêneos e padronizados, o que coaduna com o entendimento do TCU nos Acórdãos nº 1.538/2012 e nº 2.312/2012, ambos do Plenário e, especialmente, o Acórdão nº 841/2010, no qual a Corte de Contas entendeu que o pregão deve ser utilizado para a contratação de serviços de engenharia comuns, a fim de propiciar a ampliação da competitividade e a obtenção de propostas mais vantajosas.
O Decreto 10.024/2019 regulamenta a licitação, na modalidade pregão, na forma eletrônica, para a aquisição de bens e a contratação de serviços comuns, incluídos os serviços comuns de engenharia, e dispõe sobre o uso da dispensa eletrônica, no âmbito da administração pública federal, define o que são serviços comuns de engenharia como sendo aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações reconhecidas e usuais do mercado.
A documentação anexa e o Termo de Referência elaborado por esta Secretaria definiram objetivamente as condições de prestação dos serviços e optou por utiliza-los conforme os padrões da Tabela SINAPI que é o referencial de preços e custos definidos pelo Decreto
35 7.983/2013. Deste modo, considerando que o objeto da contratação trata-se de serviços comuns
de engenharia, entendemos que a modalidade de Pregão é adequada.
Ressaltamos, ainda, que a presente licitação baliza-se pela legislação pertinente e pelos princípios constitucionais visando atender o interesse público.