Escrita pelo historiador
brasileiro
Moisés Matias de Moura Preço 2,00 cruzeiros. A Virgem Nossa Senhora
Com seu divino manto E seu filho Jesus Cristo A quem eu vos amo tanto
Deram-me luz escrevi O livro do ano santo. Devotos da Mãe de Deus
E do Pai Celestial Tirem o chapeu da cabêça
Façam seu pelo sinal Para poder ouvirem Este santo original. Este santo original Nem diminui nem aumenta
Porque foi profetizado Para o ano de cincoenta Pelos profetas antigos Que mais nada acrescenta.
Disse assim a profecia Que na éra de cincoenta Quem fôr forte vai avante Quem fôr fraco se rebenta Porque aparece cousa Que poucas pessôas aguenta.
Declarava as profecias Que no ano de cincoenta Por ser termino de século As novidades se enfrenta Porque quem ama a Jesus D’Ele nunca se ausenta.
Cousa de sete cabêça Frei Vidal profetizou E o que disse acontesse
É o tempo que o justo Pelo pecador padece. Por isto o Papa pediu Ao governo da nação Que previnisse ao povo
A não fazer diversão Por ser um ano sagrado
Só completa devoção.
ANO SANTO 1950
A MAIS LINDA HISTORIA
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moisés matias de moura
Pediu que no ano santo Não brincasse o carnaval E assim em quarenta e nove
Em dezembro o mês final Não no dia vinte e cinco
Por ser dia de Natal. Nem os padres não podiam
Celebrarem casamento Que em casamento há festa
Em festa há divertimento Se alguem casar este ano Fica nulo o sacramento. Fica apenas batizado A crisma a confissão E para todos em geral
Um ano de devoção Para ver se lá no céu Se alcança a salvação. Se toda humanidade Cumprissem este juramento
De passar este ano todo Contrito de pensamento Rezando e se entregando Ao divino sacramento.
Ficará esta historia Para adulto e infantil
Escrita rapidamente Como bala de fuzil A fim de ser circulada E lida em todo o Brasil.
É uma obra sublime Intitulada ano santo De nove cento e cincoenta
Não é nada de espanto Que as antigas profecias
Já profetizaram tanto. O Papa adotou que éra
O ano da penitencia Que devemos recebe-lo Com a maior reverencia Porque em tudo se nota Uma grande diferença. Neste ano de cincoenta Quem não morrer há de ver
O que disse a profecia Que havia aparecer Agora chegou o tempo
cordéis
A todos faço um pedido Com meu pouco entendimento
Que no ano de cincoenta Não queiram divertimento
Antes de tudo vamos ter De tudo arrependimento.
Porque é o ano certo De todos se arrepender Dos maus feitos que fizermos
Sem a Deus obedêcer Estamos no fim do mundo
Terminou nosso prazer. Vamos todos reunidos Com inteira obediência
Fazer durante este ano Exame de consciência Para confessar a Deus Em sua santa presença. A Deus não se nega nada
Pois Ele sabe de tudo Porque os nossos pecados Vão na frente como escudo
Teremos que confessa-los No céu não se chega mudo.
Quem atravessar o ano Contrito de coração Com o pensamento em Deus
Com inteira devoção Jesus Cristo lhe abraça
Ganhará salvação. Vamos fazer oração Todo dia e toda hora De joelho no chão duro Pedindo Nossa Senhora Que perdôes nossos pecados
Desta vez vamos embora. Vamos pedir e rogar Ao divino Santo Antonio
Para que êle nos livre Da tentação do demonio Quem morre e leva pecado Lá no céu chega tristonho. Vamos perdoar aqueles Que por nós era odiado Que quem perdôa na terra
No céu será perdoado Fica do lado direito De nosso Deus coroado.
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moisés matias de moura
Todos querendo bem pode Ter sua salvação certa Porque as portas do céu
Para todos vive aberta Para este fim meu povo Só uma cousa nos resta. É fazermos penitencia
Praticar a caridade Socorrendo os desvalidos
Na maior necessidade Assim todos nós teremos
Perdão na eternidade. Traga em seu coração
Jesus Maria José Que alcançará milagres Peçam a Deus com toda fé
Que lhe dê o seu perdão Que desprezados não é. Só não alcança perdão Aqueles que não tem fé Que são catolico na bôca
Porem catolico não é Para estes não existe Jesus Maria José.
Não digo isto agravando Aqueles que não merecem
Quem não for ignorante O meu dizer bem conhece
É por isso que o justo Pelo pecador padece. Devemos todos rezar De joelho no chão duro
Para ver se nos livra Do mal que vem no futuro
Quem se prevenir na terra No céu estará seguro. Neste ano de cincoenta Não deverá haver imposto Porque quem paga diz logo Levem o suor do meu rosto
E o ano não é proprio Para haver esse desgosto.
Eu já paguei uma vêz E comigo reclamei Dizendo assim vocês levam
O suór que derramei E assim todos dirão Por isso atenção chamei.
cordéis
Visto ser um ano santo Vamos ter obediência Em desprezar os impostos
Com inteira consciência Para sermos mais fiéis A divina providencia. Vamos fazer caridades Sem reparar a quem Mesmo a quem nos faz o mal
Devemos fazer o bem E viver sem reparar Os defeitos de ninguem.
É o conselho que dou Para toda humanidade E quem tomar neste mundo
Terá a felicidade Porque terá com certeza
Perdão na eternidade. Sei que a casa de Deus Não é casa de negocio Levo este livro a Igreja Para acabar o divorcio Vendendo bem baratinho Quem revender é meu socio.
Porque quem comprar um livro De tudo fica sabendo Quem ofendia a Jesus Não fica mais ofendendo
Os que se reger por êle Com Jesus fica vivendo. Não esqueçam este conselho Nem tenham queixa de mim
Este livro é um aviso Ninguem deve achar ruim
Estou com pena porque Agora chegou ao fim. Quem firmemente cumprir
O que o livro contem Não errará mais na vida Segue o caminho do bem Ganha a salvação por certo
Os anjos digam amem. Meus votos é que este livro
Circúle em radiadoura Para dar prazer ao cabo Moisés Matias de Moura Que tem passado no transito
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cordéis
Quem levar esta cartinha E tendo a éla atenção Vai em sua companhia Padrinho Cícero Romão E Nossa Senhora das Dores
E a Virgem da Conceição. História Religiosa da carta de aviso que foi achada no Rio Secundarí na hera de 1950.
Leitores se apreciam história celestial tirem o chapéu da cabeça
para ouvirem o que diz êste meu original. Êste meu original é uma carta de aviso que Jesus Cristo mandou
do seu santo paraíso ordenando que os poétas a publicassem de improviso.
O portador d’esta carta foi um anjo Serafim baixou à terra com éla
Jesus ordenou assim que êle a deixasse dentro
de um precioso jardim. Assim mesmo o anjo fez com prazer e alegria deixou a carta e voltou com Deus e Santa Maria cumpriu assim o mandado da forma que Deus queria.
Ficou ésta dita carta nêsse jardim precioso escrita em letras visíveis por nosso Deus poderoso
para éla cair nas mãos de um poéta curioso.