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SCHOOL INCLUSION OF CHILDREN WITH HEARING EDUCATIONAL NEEDS IN REGULAR CHILDREN OF THE 1ST CYCLE OF THE SECONDARY SCHOOL JOSINA MACHEL OF THE CITY OF MAPUTO

INCLUSÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS AUDITIVAS NAS TURMAS REGULARES DO 1º CICLO DA ESCOLA SECUNDÁRIA JOSINA MACHEL DA CIDADE DE MAPUTO

SCHOOL INCLUSION OF CHILDREN WITH HEARING EDUCATIONAL NEEDS IN REGULAR CHILDREN OF THE 1ST CYCLE OF THE SECONDARY SCHOOL JOSINA MACHEL OF THE CITY OF MAPUTO

Abstract

The objective of the research was to analyze the level of school inclusion of children with special educational needs in the regular classes of the Josina Machel Secondary School in Maputo City (ESJMCM), in the methodological component, the sample was defined, the instruments used to In this way, for the sample, fifty students with NEA were studied and studied at the ESJMCM, including four teaching directors and twenty teachers from the 1st Cycle and forty parents and caregivers Of the students with NEA The techniques used in data collection acquired a mixed character, constituted by interviews, questionnaire and attendance to the classes The data were crossed and analyzed The research shows that there are barriers to the effectiveness of school inclusion in the Josina Machel Secondary school in Maputo City, among which the lack of specific training It is imperative to invest in the training of teachers in the area of special educational needs, both in initial education and in continuing education, because, according to the study, this is the main factor that influences the school performance of students with Educational needs at Josina Machel School in Maputo City.

Keywords: School Inclusion, Hearing Educational Needs, Secondary Education, Regular Classes

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111 Introdução

As questões relativas à educação de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) é um assunto de toda a sociedade. A escola, como ambiente educativo inclusivo, precisa proporcionar condições que garantam o acesso, a permanência e a participação autónoma de todas as crianças. Para promover essa participação e desenvolver a aprendizagem é necessário reconhecer as habilidades e dificuldades específicas de cada criança.

A DECLARAÇÃO DE SALAMANCA (1994) propõe que governos e organizações sejam guiados pelo espírito das suas propostas e recomendações e que, desta forma, cada criança possa ter a oportunidade de conseguir e manter um nível aceitável de aprendizagem.

Propõe ainda que os sistemas educativos implementados possuam a devida diversidade, a fim de que cada criança tenha acesso às escolas regulares.

“Actualmente, um número crescente de crianças com NEE é alvo de colocação em escolas regulares.

Apesar deste facto, muitos professores, directores de escolas, agentes de educação de vária índole e pais continuam a ter uma perspectiva inadequada quanto às práticas educacionais mais apropriadas para estes alunos e a não compreenderem a natureza da sua problemática” (NIELSEN, 1999:9).

As tipologias das necessidades educativas especiais, conforme NHAPUALA (2014), referentes aos alunos que frequentaram as escolas inclusivas em Moçambique, nos anos 2012 e 2013, indicam, por um lado, que há mais alunos com Necessidades Educativas Auditivas (NEA) do que alunos com necessidades educativas visuais, por deficiência mental e por deficiência física e motora. Por outro lado, os dados revelam que houve redução substancial de alunos com as referidas

tipologias de NEE. Por exemplo, em 2012 eram 14.848 alunos com NEA, sendo que este número reduziu para 8.963 alunos em 2013. Esta tendência foi extensiva para as demais tipologias de NEE.

“Este dado pode sugerir que há um número significativo de alunos com NEE que anualmente abandonam a frequência às escolas regulares se considerarmos esta significativa redução nos números de alunos escolarizados. Será certamente necessário desenvolver estudos futuros visando o aprofundamento das razões subjacentes a esta constatação” (NHAPUALA, 2014:27).

A Escola Secundária Josina Machel da Cidade de Maputo é a maior escola secundária de Moçambique e tem um considerável número de alunos com necessidades educativas auditivas nas turmas regulares.

É neste contexto que a autora se propõe pesquisar o tema “Inclusão Escolar de Crianças com Necessidades Educativas Auditivas nas Turmas Regulares do 1.º Ciclo da Escola Secundária Josina Machel da Cidade de Maputo”, com o propósito de contribuir com informações e análises que irão adicionar às reflexões já existentes sobre esta temática, e subsidiar o processo de ensino e aprendizagem de crianças com necessidades educativas especiais em Moçambique.

O problema do rendimento pedagógico de alunos com necessidades educativas auditivas é um tema relevante, atendendo que na nossa sociedade se observa cada vez mais a entrada de crianças com necessidades educativas auditivas em escolas com regime escolar normal.

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“Infelizmente, a demanda da inclusão chega às escolas antes da preparação do professor, e a solução tem sido a capacitação do profissional em serviço, através dos programas de formação continuada. As práticas pedagógicas eficazes e apropriadas às deficiências são imprescindíveis para a evolução dos alunos, e isso o professor só consegue planejar e desenvolver quando recebe o referencial teórico e a assessoria pedagógica adequados” (SANTOS & PAULINO, 2006:34).

A autora verificou, em várias ocasiões que fez supervisão pedagógica na Escola Secundária Josina Machel da Cidade de Maputo, que o rendimento escolar das crianças com necessidades educativas auditivas deixa muito a desejar. Pela importância a que se reveste o problema vale a pena investigar as causas.

É dentro desta problemática que surge a questão de partida: “Quais serão os factores que podem influenciar o rendimento escolar de crianças com necessidades educativas auditivas?” O ensino inclusivo vem revolucionar o sistema educacional, pois não se limita apenas aos alunos com NEE e aos que apresentam dificuldades de aprendizagem mas a todos os intervenientes do processo educativo numa lógica emancipadora” (MANDLATE, 2012:57).

“Muito se tem falado sobre o processo de inclusão, e quase sempre com o sentido de que inclusão e integração escolar seriam sinônimas. Na verdade, a integração insere o sujeito na escola esperando uma adaptação deste ao ambiente escolar já estruturado, enquanto a inclusão escolar implica redimensionamento de estruturas físicas da escola, de atitudes e percepções dos educadores, adaptações curriculares, entre outros” (SANTOS &

PAULINO, 2006:32).

O conceito de inclusão, que ultrapassa a integração, está consignado na DECLARAÇÃO DE SALAMANCA (1994).

De acordo com esta Declaração, as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, as quais, seguindo uma

orientação inclusiva, constituem os meios mais capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, que vão constituir uma sociedade inclusiva e atingir a educação para todos.

De acordo com a DECLARAÇÃO DE MADRID (1992), as escolas devem ter um papel relevante na difusão da mensagem de compreensão e aceitação dos direitos das pessoas com deficiência, ajudar a dissipar medos, mitos e conceitos erróneos, apoiando os esforços de toda a comunidade. Cabe à escola criar condições e disponibilizar os recursos necessários para que cada um dos ambientes em que decorrem a aprendizagem sejam espaços estimulantes. A escola inclusiva tem de ser de todos e para todos, numa perspectiva de partilha, interacção, cooperação e responsabilização mútua.

DÍAZ (2009:72) afirma que para uma efectiva implementação do modelo inclusivo na educação é necessária uma profunda reorganização escolar que requer, entre outras medidas, a redução do número de alunos por turma, novas infraestruturas e a construção de novas dinâmicas educativas. Uma escola inclusiva deve ser capaz de olhar para a diferença de cada um como uma mais-valia e utilizar essa diferença para enriquecimento do grupo e de cada um em particular.

Todos são diferentes e deve-se contar com essa diferença para criar ambientes organizados e estimulantes dos processos de aprendizagem. Cada um deve partilhar, cooperar e ser responsável na medida das suas possibilidades, capacidades e competências próprias. “Aprendizagem como o centro das atividades escolares e o sucesso dos alunos como a meta da escola, independentemente do nível de desempenho a que cada um seja capaz de chegar, são condições de base para que se caminhe na direção de escolas acolhedoras” (DÍAZ, 2009:81). “Inclusão é proporcionar

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