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Scripts bash para os testes com execução do iperf e do ping

#!/bin/bash

for i in {1..100}; do

./iperf -c 10.1.2.7 >> test_iperf-$i.txt done

#!/bin/bash

for i in {1..100}; do

ping -i 0.2 -c 100 10.1.2.7 >> test_ping-$i.txt done

Para garantir a confiabilidade dos resultados obtidos, no que concerne à interferência do meio industrial (usina termoelétrica) na rede de comunicação, foi utilizado um software de identificação/rastreamento de redes. Com isto, pôde-se verificar se o número de redes interferindo na rede em estudo foi o mesmo em todos os testes ou se houve alguma variação neste aspecto, durante a execução de determinado(s) teste(s).

Tal fato deve ser levado em consideração, pois evita que conclusões erradas sejam tomadas em relação aos resultados. Por exemplo: caso o tempo de resposta em um determinado ponto não se encontre dentro de uma mesma faixa de valores, quando da comparação com os resultados em outro ponto próximo, mas o número de redes interferindo na rede sob avaliação seja distinto, em ambas as medições, isto influencia a diferença de valores mencionada.

O software utilizado para o propósito acima foi o linssid (LINSSID, 2015), que é um rastreador de redes sem fio para Linux, apresentando, de forma gráfica, quais redes se encontram presentes, em seus respectivos canais no espectro de frequências, e com as seguintes informações: qualidade do sinal, potência do sinal, nome da rede, canal, nível de ruído, etc. Na Figura 3 é ilustrada a tela do programa em execução.

Além disso, também foi utilizado o iwconfig (IWCONFIG, 2015), programa do Linux dedicado à configuração de interfaces de rede sem fio. Configura parâmetros como frequência, potência do sinal, etc. Também é utilizado para verificação dos valores destes parâmetros. Para isto, ele foi utilizado durante a execução dos experimentos: medir potência e qualidade do sinal ao longo dos pontos de interesse para o estudo.

Figura 3: Captura de tela do linssd em execução.

Foi realizada, ainda, uma comparação entre as potências de sinal obtidas ao longo dos pontos de medição, com seus respectivos valores esperados calculados a partir de um modelo de propagação de sinais bastante utilizado em diferentes pesquisas que consideram obstáculos.

O modelo em questão foi o log distance path loss (LDPL), com expoente de perda (coeficiente de obstrução) variando entre 3 e 6, de acordo com valores utilizados em outras pesquisas para ambientes com muitos obstáculos (ALI et al., 2010; NDZI et al., 2012; FARIA, 2005; JAPERTAS et al., 2012).

Para realização do experimento, foram selecionados pontos centrais, nas proximidades de cada motor, de forma a avaliar as métricas de qualidade, em função da distância e das interferências presentes. A seleção dos pontos no centro se deu pois foi verificado que, entre um motor e outro, não havia grande variabilidade nos dados coletados nos demais locais (quinas dos motores, por exemplo).

Os primeiros pontos escolhidos estavam mais próximos do ponto de acesso interno à praça de motores/máquinas e com menos interferências dos

demais motores. Os demais pontos escolhidos se localizavam em locais mais distantes do ponto de acesso e entre dois grupos de motores (direita e esquerda). Assim, teoricamente, esses ficaram sujeitos a mais interferência.

O último ponto escolhido foi o mais distante, objetivando-se observar, além da maior distância do ponto de acesso, maior quantidade de interferência oriunda dos vários grupos de motores localizados entre os pontos de medição deste grupo e o ponto de acesso (pior caso do experimento).

Os testes foram executados da seguinte maneira: cada script executava o teste 100 vezes, em cada ponto, de forma a se obter uma amostra representativa para análise de cada métrica. Este número de repetição foi adotado após a realização de testes, com variação da sua execução entre 50 e 100 vezes. Constatou-se que 100 vezes era suficiente, uma vez que pouco acima disto os resultados não apresentavam diferença significativa (pouca variabilidade) e o fator tempo também era importante, pois, para cada ciclo único de execução com, por exemplo, 50 e 100 repetições, o tempo para conclusão (obtenção dos dados) variava, respectivamente, de 25 a 40 minutos. Deste modo, uma observação de mais de meia hora (40 minutos) foi suficiente para ser considerada confiável.

Além da obtenção de 100 medidas, para cada métrica em cada ponto, a fim de se obter maior confiabilidade nos resultados, foi realizado um teste também entre as duas antenas WOG, a fim de verificar a confiabilidade da comunicação externa, entre os dois principais pontos de acesso.

Considerou-se o número total de execuções dos testes, no experimento, igual ao número de pontos em observação vezes o número de métricas investigadas (tempo de resposta e taxa de perda de pacotes eram medidos de uma só vez, em um mesmo teste) vezes o número de repetição de cada ciclo de teste. Substituindo os valores, tem-se 20 x 2 x 100 = 4.000. Foram realizados, portanto, 4.000 testes, com iperf e ping nos 20 pontos dentro da sala de máquinas.

De posse da taxa de transferência, do número de pacotes enviados/recebidos e do tempo de processamento da operação no cliente/servidor, foi realizada a análise dos resultados obtidos pela observação das três métricas de interesse.

Para realização da análise, fez-se necessário extrair os dados coletados dos arquivos-texto resultantes de cada execução da bateria de testes. Esta extração foi realizada por meio de dois scripts BASH, sendo um para obtenção do tempo de resposta e da taxa de perda de pacotes (informação proveniente dos resultados obtidos com ping), e o outro para obtenção da taxa de transferência (informação proveniente dos resultados obtidos com iperf), conforme Lista 2.

Lista 2: Scripts para extração e classificação dos dados.

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