Projeção Populacional Abastecimento de Água
5. ESTUDO DE DEMANDAS
5.2. ABASTECIMENTO DE ÁGUA
5.2.1.1. SEDE DE ESTRELA DALVA
As principais unidades do sistema de abastecimento de água do município de Estrela Dalva são descritas a seguir, sendo ilustradas no APÊNDICE III.
A. Gestão dos Serviços
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais – COPASA é a responsável pelo abastecimento de água no município.
Visando complementar o diagnóstico das unidades que compõem o sistema de abastecimento de água, a COPASA, prestadora do serviço em Estrela Dalva, disponibilizou dados operacionais e informativos, desse modo, obteve-se acesso a informações inerentes ao gerenciamento do sistema.
Quanto à gestão operacional do serviço, a concessionária informa a existência de micromedição em 100% da rede. Segundo informações publicadas pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS (2010), a tarifa média calculada de água é igual a 2,53 R$/m³.
De forma geral, o Plano Municipal de Saneamento Básico proporcionará ao município de Estrela Dalva, condições de ampliar e sistematizar o serviço prestado de abastecimento de água, inclusive desenvolver a gestão como um todo.
B. Manancial
Na sede de Estrela Dalva, o abastecimento de água é suprido exclusivamente por manancial subterrâneo.
Conforme mencionado anteriormente, o município se encontra sob o domínio hidrogeológico Metassedimentos/Metavulcânicas, caracterizado, predominantemente pela baixa favorabilidade hidrogeológica. Nesse domínio ocorre a parcial inexistência de porosidade primária, sendo a água subterrânea condicionada por uma porosidade secundária representada por fraturas e fendas, caracterizando o Aquífero Fissural. Nesse contexto a água subterrânea acumulada se traduz em reservatórios aleatórios, descontínuos e de pequena extensão, justificando as pequenas vazões produzidas por poços.
Apesar da baixa favorabilidade hídrica dos domínios hidrogeológicos em que se situa o município de Estrela Dalva, a água proveniente de mananciais
subterrâneos é alternativa considerável, principalmente quando se leva em consideração o porte do município.
C. Captação e adução da água bruta
O abastecimento municipal é realizado a partir de manancial subterrâneo, através de um poço tubular profundo operado pela COPASA. O poço está situado na região central do município, nas coordenadas Latitude 21º44.612’ S e Longitude 42º27.707’ W, a 195 metros de altitude em relação ao nível do mar.
Segundo informações do representante municipal, o poço possui 123 metros de profundidade, seguindo a profundidade média dos poços na região.
O poço designado para o abastecimento de água potável do município está devidamente cercado e protegido contra o acesso de estranhos, assim como dispõe de instalações elétricas adequadas, propiciando facilidade para realização de eventuais trabalhos de manutenção (Figuras 23 e 24). Também foi constatado que não há proximidade com qualquer fonte poluidora.
Figura 23– Poço tubular profundo.
Fonte: Vallenge (22/02/2012).
Figura 24– Acesso ao poço tubular.
Fonte: Vallenge (22/02/2012).
Foi informado pela COPASA que o serviço de limpeza do poço é realizado uma vez a cada mês. Informações referentes a presença de bomba reserva, sistema de medição de vazão e iluminação para eventuais trabalhos noturnos não foram fornecidos para a elaboração deste diagnóstico.
A água captada junto ao poço tubular profundo abastece o município em sua totalidade. A Agência Nacional de Águas, ANA, informa que a capacidade de captação junto ao poço é de 6,50 L/s. A COPASA, responsável pelos serviços de
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abastecimento de água, detém as informações sobre a outorga do sistema de captação.
D. Tratamento e Reservação
O tratamento da água é realizado na mesma área do poço tubular. Para a distribuição pública são efetuadas as etapas de desinfecção e fluoretação. Na Figura 25 nota-se ao fundo os tanques dos produtos químicos responsáveis pelo tratamento da água.
Na desinfecção procede-se a inativação de organismos patogênicos através da adição de agente desinfetante, na ocasião hipoclorito de cálcio e dicloro isocianurato de sódio. Posteriormente é adicionado ácido fluossilícico, num processo conhecido como fluoretação, que atua na prevenção de cáries dentárias.
A Agência Nacional de Águas, ANA, informa que a capacidade de tratamento no local de captação é de 6,50 L/s.
De acordo com as informações disponibilizadas pela concessionária responsável pela prestação dos serviços de abastecimento de água potável, Estrela Dalva possui capacidade nominal de reservação igual a 110 m³.
Figura 25 – Sistema de tratamento.
Fonte: Vallenge (22/02/2012).
Não foram fornecidas informações sobre o controle da qualidade da água potável como preconizado na portaria MS/GM nº 2.914 de 12 de dezembro de 2011, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água
para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Em visita a campo, não foram relatados problemas sobre o aspecto da água produzida, como cor e turbidez e nem mencionada situação anormal de ocorrência de doenças de veiculação hídrica.
A água captada junto ao poço tubular profundo, após tratamento, é direcionada à rede de distribuição por sistema de bombeamento.
E. Rede de distribuição
Toda a população urbana da sede de Estrela Dalva é atendida com abastecimento de água de responsabilidade da COPASA. Segundo informações obtidas no SNIS (2010), a extensão da rede é de 9,6 km, as ligações de água encontram-se 100% micromedidas, sendo o volume total de água produzido no ano igual a 143.500 m³ e o consumido igual a 92.200 m³. O índice de perdas na distribuição é de 35,5%.
Segundo informações básicas operacionais fornecidas pela concessionária dos serviços de abastecimento de água, a extensão da rede de distribuição no município é igual a 9,89 km, dispondo de cadastro, que necessita de atualização e registro hidrométrico.
Os dados fornecidos pela COPASA informam ainda valores médios anuais referentes às perdas faturadas, medidas e estimadas no ano de 2012, sendo respectivamente iguais a 24,57%; 33,20% e 33,20%. O valor médio anual referente às perdas em litros por ligação ao dia é equivalente a 164,19.
5.2.1.2. Distrito de Água Viva
As principais unidades do sistema de abastecimento de água do distrito de Água Viva são descritas a seguir.
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A. Manancial e Captação de água
O abastecimento de água é realizado a partir de captação em manancial subterrâneo.
B. Tratamento
O distrito não possui estação de tratamento de água. Desta forma a água captada é direcionada diretamente para a rede de distribuição.
5.2.2. Demanda por Água Potável
A demanda de água potável no município de Estrela Dalva foi calculada a partir dos dados levantados durante os trabalhos de campo, além de informações quanto à população residente na área urbana, obtida junto ao Censo IBGE 2010. No distrito foi verificada a falta de informações, desse modo, algumas variáveis da sede foram adotadas como válidas para o distrito.
O funcionamento médio anual do sistema de tratamento de água em 2012 é equivalente a 17 h/dia. Com base nisso, o volume médio diário produzido é de 385 m³, com quota per capita micromedida média de 103,44 L/hab.dia.
Deve-se notar que valores típicos de quota per capita para cidades como Estrela Dalva situam-se entre 150 a 180 L/hab.dia, evidenciando portanto que o atual sistema de abastecimento de água potável vem atendendo o município de forma satisfatória. Ressalta-se ainda que o consumo médio para os municípios em estudo operados pela COPASA é igual a 101,84 L/hab.dia, realidade esta verificada na sede de Estrela Dalva.
Com relação às perdas, o valor médio praticado no município é igual a 164,19 L/hab.dia; valor superior à média decorrente nos municípios em estudo também abastecidos pela COPASA, ou seja, 133,96 L/hab.dia.
Quanto à reservação de água, segundo a concessionária responsável pela operação dos serviços, atualmente o município possui 110 m³, valor este suficiente para atender a demanda ao longo do horizonte de planejamento.
Para a projeção das demandas da sede de Estrela Dalva, foram utilizados dados referentes a economias atendidas e quota per capita do ano de 2012,
disponibilizados pela COPASA por meio de boletins de informações básicas operacionais e indicadores básicos gerenciais. Já a demanda projetada para o distrito de Água Viva foi baseada exclusivamente em dados populacionais publicados pelo IBGE. As estimativas projetadas são apresentadas no quadro a seguir:
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Quadro 14 – Projeção da demanda de água para o horizonte de planejamento – 2012 a 2042.
Etapas Ano
Nota: Qméd – vazão média/ Qmd – vazão do dia de maior consumo/ Qmd+ETA – vazão do dia de maior consumo mais perdas da ETA (considerado 4%) / Qmdh – vazão do dia e hora de maior consumo.
Quadro 15 – Projeção da demanda de água no distrito de Água Viva para o horizonte de planejamento.
Nota: Qméd – vazão média/ Qmd – vazão do dia de maior consumo/ Qmd+ETA – vazão do dia de maior consumo mais perdas da ETA (considerado 4%) / Qmdh – vazão do dia e hora de maior consumo/ ETA – Volume produzido pela Estação de Tratamento de Água.
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