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Segmento infantil

No documento Confiança e desempenho organizacional: (páginas 72-80)

4 Análise do setor estudado

4.1 Segmento infantil

O mercado de buffets e festas está em crescimento acelerado. Estima-se que no Brasil existam em torno de 12 mil estabelecimentos registrados, o que significa a

abertura de 2 mil buffets de 2007 para cá e um crescimento de 20% nesse período.

Dado o grau de informalidade que este setor apresenta, o crescimento pode ter sido ainda maior. Tal crescimento deve-se a alguns fatores tais como, o aumento e facilidade de crédito para a aquisição de equipamentos por parte dos buffets e a maior demanda pelo serviço em diversas cidades do País (PORTAL FESTAS, 2008).

O segmento infantil é o que mais cresce no setor. De acordo com a hierarquia do CNAE, o segmento de buffet infantil está enquadrado na divisão de alimentação e, dentro dessa, na classe de serviços de catering, buffet e outros serviços, como subclasse de serviços de alimentação para eventos e recepções. Segundo dados da Assebi, existem formalmente em torno de 1.100 buffets infantis no Brasil, sendo cerca de 700 no Estado de São Paulo (SEBRAE, 2008).

De acordo com registros da Assebi, os primeiros buffets infantis que surgiram em São Paulo, aproximadamente na segunda metade da década de 80, eram salões em construções residenciais adaptadas para festas. Havia um espaço para jogos como pebolim e mesa de bilhar para os pais e brinquedos de playground como balanço, gangorra, escorregador e casinha de boneca. Um aspecto importante era a recreação feita por monitores, jovens contratados para brincar e distrair as crianças. Outra atração das festas eram shows de palhaços e mágicos. No início dos anos 90, a indústria de brinquedos para parques prospectou o segmento de buffets infantis e jogos eletrônicos, conhecidos como “fliperamas”, começaram a ser introduzidos nos buffets. Na mesma época foi lançado o brinquedão, uma estrutura tubular com várias opções de caminhos e obstáculos que desafiavam as crianças. No fim dos anos 90 os fabricantes introduziram novidades, lançando brinquedos de alta tecnologia, inicialmente projetados para parques de diversão, mas com tamanho adaptado para locais fechados como os buffets. Isso fez com que os espaços para instalação de um buffet infantil assumissem características estruturais de um galpão, com grande área e pé direito elevado.

Atualmente cerca de 450 buffets infantis estão localizados na cidade de São Paulo e região. A estimativa é que esses 450 estabelecimentos movimentem R$ 420 milhões por ano, sem contar os negócios que gravitam ao seu redor, como a produção de fotos, filmagens, shows e outras atrações para os convidados, cujos serviços são cobrados à parte quando contratados diretamente pelos pais do aniversariante (PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS, 2008)

Especificamente na cidade de São Paulo, o segmento cresceu cerca de 50%

desde 2004. Um dos bairros que apresenta maior crescimento desse segmento é o Tatuapé, na Zona Leste, hoje com 40 buffets infantis, o mesmo número de Moema, bairro nobre na Zona Sul, onde foram abertos os primeiros buffets de São Paulo.

Existem alguns fatores diretamente associados à grande concentração de buffets numa grande cidade como é São Paulo e que podem explicar este crescimento: a falta de tempo dos pais, em função da vida profissional, para dar atenção aos amigos e familiares, fazendo com que a festa de aniversário do filho se torne uma oportunidade de compensar essa ausência; as mães que trabalham fora e não tem tempo para organizar a festa; a falta de espaço físico adequado para lazer e recreação nas residências. Frente a essas situações apresentadas, realizar aniversários em espaços privados especializados em oferecer alimentação e entretenimento voltados para o público infantil e para toda a família constitui uma nova tendência social, já incorporada aos hábitos dos paulistanos. Comodidade e praticidade são as maiores vantagens de se comemorar o aniversário da criança em um buffet (PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS, 2008).

O grande número de pedidos de festas para os mesmos dias e horários é o principal fator que normalmente leva os empresários a abrir uma nova unidade.

Buffets já consagrados na cidade tem o privilégio de ter fila de espera de até um ano para a reserva de eventos em seus espaços. Cada buffet realiza cerca de 15 festas mensais, quantidade considerada ótima pelos empresários do setor. Tal quantidade é vista como ótima porque, para atingir o ponto de equilíbrio operacional (cobertura dos custos de operar o buffet), são necessárias nove festas por mês. Há buffets em São Paulo que conseguem fazer mais de 30 festas por mês. Na cidade de São Paulo, o número médio de funcionários fixos em um buffet é de quatro pessoas, sendo que a média de funcionários adicionais contratados por festa é de oito pessoas. O preço de uma festa varia de acordo com o número de convidados, do pacote escolhido (básico, escolar ou completo), dos opcionais e atrativos diferenciais que o buffet oferece.

Apenas como parâmetro, R$ 3.000 é o preço médio de uma festa para 50 pessoas (no caso das crianças, geralmente a contagem começa a partir de cinco anos de idade). A margem de lucro do segmento gira em torno de 25%, desde que o negócio seja bem administrado. A rentabilidade média do proprietário é de 18% ao ano (PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS, 2008; INFÂNCIA E FESTA, 2008)

Dados da Assebi e do Sebrae dão conta de que o setor ainda pode crescer mais e de que há muitos investimentos nessa área, há algum tempo encarada como um excelente negócio. Há 15 anos, quando surgiram as primeiras casas especializadas em aniversários de crianças, muitos acreditavam que seria uma moda passageira.

Entretanto a cidade de São Paulo tornou-se um nicho de buffets infantis. Alguns bairros que se tornaram verdadeiros redutos, como Moema. Outras regiões da cidade reúnem um bom número de casas, como os bairros dos Jardins, Itaim-Bibi, Higienópolis, Tatuapé, Morumbi e Avenida dos Tajurás, essa na Zona Sul. Apesar do evidente crescimento no setor, os empresários são unânimes em dizer que a grande explosão de crescimento dos buffets infantis ainda não aconteceu. Para eles, o mercado ainda pode crescer mais, buscando diversificação dentro do próprio ramo de festas infantis, ou seja, se especializando em públicos diferentes ou mesmo se adaptando a outras demandas como as festas para adolescentes e para adultos de todas as idades (FESTAS INFANTIS, 2003; INFÂNCIA E FESTA, 2008).

Pode-se dizer que foi em Moema, na década de 80, que tudo começou. Buffets como “Sonho Colorido”, “Mundo Encantado” e “Brinque e Abrace” foram alguns dos precursores. Com eles nasceu a imagem de Moema como o bairro dos buffets. Na década de 90, foi inaugurado no bairro o que pode ser o marco dos buffets infantis em São Paulo: o Billy Willy. Com ele se consolidou a imagem do bairro como centro dos eventos infantis. Na mesma época, surgiram na rua Bento de Andrade oito buffets de alto padrão e agendas lotadas com mais de 30 festas por mês. Na época, a rua Bento de Andrade, no bairro Ibirapuera, era conhecida como a rua dos buffets infantis. Entretanto a Prefeitura modificou os critérios de zoneamento e os buffets foram obrigados a sair do local, o que fez com que vários buffets fechassem as portas. Os poucos que restaram se deslocaram para Moema. Moema oferecia facilidade de zoneamento – no bairro era possível encontrar terrenos grandes, conseguir o alvará de funcionamento e ainda aproveitar a facilidade de acesso oferecida pela região. Com o fim dos buffets da rua Bento de Andrade, Moema retomou a fama e desfrutou de maior procura por parte dos clientes (FESTAS INFANTIS, 2002; 2003).

Muita gente define o mercado de buffets infantis de São Paulo em antes e depois do Billy Willy. Quando surgiu, o Billy Willy trouxe como inovação um projeto arquitetônico diferenciado e com a proposta de uma estrutura profissional de festas. Antes do Billy Willy, os buffets infantis existiam para agradar apenas às

crianças e ofereciam um cardápio exclusivamente para crianças. O Billy Willy entrou no mercado para mudar essa situação, com a filosofia de que o adulto bem atendido sai de uma festa divulgando o buffet e isso faz a diferença. Para as crianças em geral, o que importa é escolher o motivo da decoração da festa, que o local tenha muitos brinquedos e que na festa estejam seus amigos preferidos. Porém, os detalhes da festa são atrativos para o adulto, no sentido em que sinaliza aos convidados o status (real ou não) da família do aniversariante (FESTAS INFANTIS, 2003)

Montar um buffet infantil não é tarefa fácil e tem exigido investimentos cada vez maiores. Num mercado como o de São Paulo, o investimento mínimo inicial para um novo empreendimento gira em torno de R$ 200 mil, podendo chegar facilmente a R$ 1 milhão. Um buffet de médio porte, com capacidade para 50 a 150 pessoas, pode exigir investimentos entre R$ 250 mil a R$ 700 mil. Desse investimento, pelo menos 60% do capital inicial vai para a aquisição de brinquedos. Alguns modelos de brinquedos essenciais para um buffet mais sofisticado, como a mini roda-gigante, o monorail (um trenzinho que circula por trilhos suspensos) e o kiddie play, mais conhecido por brinquedão (um conjunto de túneis, escorregadores e piscina de bolinhas), custam entre R$ 60 mil e R$ 120 mil cada. Para acomodá-los no salão com segurança e ainda ter espaço para mesas e cadeiras, é necessária uma área mínima de 300 metros quadrados, o que configura um buffet de pequeno porte. Um buffet de médio porte dispõe de uma área mínima de 500 metros quadrados e, para ser considerado de grande porte deverá ter, no mínimo, 1.000 metros quadrados (PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS, 2008).

Apostando em estruturas de grande porte, alguns empreendedores estão investindo em áreas maiores para expandir seu negócio, pois acreditam que a tendência dos próximos anos são os mega buffets, também chamados buffets parque.

Esses buffets consistem de grandes centros de lazer para convidados de todas as idades, entretenimento com brinquedos de alta tecnologia, requinte e variedade gatronômica, em espaços de, no mínimo, 1.000 metros quadrados (PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS, 2008).

A concorrência acirrada entre os buffets está fazendo com que eles invistam cada vez mais em atrações que os diferenciem. Alguns salões de festas se transformaram em verdadeiros parques de diversões, com brinquedos sofisticados e atrações para crianças e adultos. O pioneiro em grandes investimentos com brinquedos foi o Billi Willy. Quando o buffet foi projetado, o arquiteto havia

sugerido que fosse instalada uma montanha russa dentro do salão de festas. Contudo os proprietários, preocupados com o nível de ruído que esse tipo de brinquedo poderia provocar e com a segurança dos convidados, decidiram optar por um monorail, o que acabou sendo uma espécie de marca exclusiva durante muitos anos.

Até então nenhum buffet infantil havia investido tão alto em brinquedos. Segundo um dos proprietários, a novidade ajudou muito para a projeção do buffet no mercado (FESTAS INFANTIS, 2002).

Os brinquedos são apenas parte das festas, que continuam alicerçadas em cima do tripé alimentação-serviço-local. Entretanto, os brinquedos estão tendo cada vez maior importância entre os itens indispensáveis para uma boa aceitação dos serviços do buffet. Os brinquedos encontrados nos buffets são os mais variados possíveis; eles podem ir desde um simples brinquedão até brinquedos encontrados em parques de diversão, como, por exemplo: barco viking, monorail; parede de escalada com efeitos; bung jump; carrosel; mini roda-gigante; girocóptero; touro mecânico; e os mais variados brinquedos infláveis como futebol no sabão (PEQUENAS EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS, 2008)

Os clientes muitas vezes querem fazer a festa no mesmo local no ano seguinte, mas exigem novidades, obrigando a direção do buffet a investir em atrações e sair à busca de coisas novas; um brinquedo que chame a atenção pode ser determinante para a escolha do local da festa. Os brinquedos são fundamentais para atrair não só as crianças, mas permitir que os pais brinquem com os filhos (FESTAS INFANTIS, 2002).

Os buffets infantis tornaram-se os grandes clientes da indústria de brinquedos para parques e áreas de lazer. Hoje os buffets infantis abrigam máquinas e equipamentos que até pouco tempo eram exclusivos de parques de diversões. Os buffets parques tendem a absorver as novidades que, devido à globalização, chegam de vários países europeus e dos Estados Unidos. O mercado nacional de fabricantes de brinquedos também cresceu muito em função da demanda interna, parte dela vinda dos buffets infantis que investiram em grandes áreas de lazer para organização de festas. A profissionalização do setor de festas infantis passou naturalmente pela aquisição de equipamentos de alta tecnologia. Simples ou complexos, os brinquedos adquiridos pelos buffets já possuem um controle de qualidade bem mais rigoroso e contribuem para que cada vez mais esses espaços se tornem verdadeiros parques. A manutenção dos brinquedos é um item que merece atenção especial, visto que os

brinquedos são, cada vez mais, o principal atrativo dos buffets. A sofisticação atual desses brinquedos exigiu, inclusive, que o buffet faça a contratação de uma equipe de monitores que seja responsável por orientar e garantir a segurança de todos no uso das atrações (INFÂNCIA E FESTA, 2008; PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS, 2008).

Dos investimentos em buffets infantis feitos na década de 80, geralmente montados em residências adaptadas para festas, pouco sobrou. Hoje os buffets infantis oferecem serviços cada vez mais diversificados e sofisticados, oferecendo todo o tipo de comodidade e divertimento imaginados pelo aniversariante e seus pais.

A sofisticação dos serviços oferecidos pelos buffets tem exigido que os empresários do setor mantenham um grau de organização compatível com a crescente complexidade do negócio ainda que, na maioria dos casos, os buffets mantenham uma estrutura de propriedade familiar e relativamente simples. Muitos buffets infantis foram concebidos inicialmente como forma de reforçar a renda de uma família, quase sempre da mesma maneira: a esposa montava um pequeno negócio que começava a crescer, atingindo um bom patamar de rentabilidade e exigindo, cada vez mais, dedicação exclusiva por parte dos proprietários. Em pouco tempo, o que era uma atividade marginal passou a ser a atividade principal da família. Daí a necessidade de esposa, marido, filhos, pais, irmãos e tios juntarem-se para poderem administrar de forma adequada a empresa. Para garantir o funcionamento de toda a infra-estrutura criada e oferecer qualidade no atendimento, os buffets se profissionalizaram. Independentemente do modelo do buffet, mais convencional ou mais alternativo, são necessários bons gestores para administrarem o negócio (FESTAS INFANTIS, 2003; INFÂNCIA E FESTA, 2008).

Ainda que a existência de brinquedos cada vez mais sofisticados seja um aspecto fundamental para a contratação dos serviços de um determinado buffet, esse não é o único aspecto relevante. Uma idéia comum entre empresários de buffets que lidam com a administração de várias unidades há bastante tempo é que, para se sobressair neste mercado, o atendimento também é um item essencial para o sucesso do negócio. O profissional que trabalha em um buffet infantil precisa preocupar-se em deixar o cliente absolutamente satisfeito. A divulgação boca a boca e a boa referência feita por clientes satisfeitos com o serviço funcionam como um grande propulsor do negócio. Existem buffets cujos nomes já estão na cabeça do consumidor, o que não os impede de ampliar o seu raio de ação e conquistar novos

clientes. Para manter os clientes já conquistados e atrair novos clientes, os buffets precisam estar sempre atualizados, com muitas novidades e espaços impecáveis (FESTAS INFANTIS, 2002; 2007).

Por envolver a prestação de muitos serviços distintos, o setor de festas infantis é gerador de trabalho e renda para um grande número de pessoas. Os buffets infantis se encarregam de todos os detalhes da festa e necessitam da participação de vários colaboradores durante grande parte do ano. Devido ao grande contingente de pessoas que o negócio exige, os buffets trabalham com a prática da “terceirização”. Visando reduzir custos e obterem ganhos de escala, alguns buffets com mais de uma unidade têm trabalhado com uma central de compras e de distribuição de produtos para suas unidades e com uma cozinha central que produza os salgados, bolos e doces servidos nas festas realizadas nas diversas unidades (PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS, 2008).

Não existem pesquisas que mostrem, com exatidão, a quantidade de empregos diretos e indiretos gerados por aproximadamente 500 buffets infantis só na cidade de São Paulo. Entretanto, por trás das festas infantis existe um grande número de empregos diretos e indiretos, dentro de uma cadeia produtiva que une o mercado tradicional ao informal e que abriga segmentos diversos. Além dos funcionários administrativos dos buffets, há uma legião de serviços terceirizados, que podem incluir desde cozinheiras, copeiras, garçons, monitores, manobristas, faxineiras, passando pelos fornecedores de pães, salsichas, refrigerantes, água mineral, salgados, doces, bolos, shows, decoração, lembrancinhas, filmagem, fotos, etc. Isso sem contar empresas de arquitetura, de brinquedos, de equipamentos de cozinha, de convites, de impressos, de logotipos, entre outras (FESTAS INFANTIS; 2007).

Segundo informações da Assebi, mesmo com as excelentes perspectivas reservadas para o setor de buffets infantis, persistem algumas dificuldades no setor, começando com a falta de um organismo forte que represente a categoria. Outros problemas corriqueiros envolvem: cumprimento de acordos para a entrega e manutenção dos brinquedos; falta de treinamento específico para os profissionais da área; dificuldade na gestão das compras; ausência de informações sobre potenciais fornecedores; falta de crédito para novos investimentos; falta de orientação jurídica;

problemas trabalhistas; falta de um padrão de qualidade dos serviços prestados; falta de conhecimento de gestão de empresa por parte dos empresários; dificuldade na formação de preço; e uma consequente concorrência predatória.

5 RESULTADOS E ANÁLISE DA PESQUISA

Este capítulo apresenta o resultado das análises dos dados coletados nas duas fases da pesquisa. primeiro são apresentados os resultados qualitativos e depois da survey.

via questionário aplicado aos gestores dos buffets. Ele está dividido em seções, sendo que cada qual corresponde a uma fase da análise realizada. As análises são apresentadas na seguinte ordem: outliers; descritiva; alfa de Cronbach; regressão múltipla; análise fatorial confirmatória e ajuste do modelo estrutural.

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