7.5 Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades
SEGMENTOS QUANTIDADE DE CONCESSÕES MONTANTE SOBRE O TOTAL
GERAÇÃO 58 Unidades Geradoras (20% da geração de energia elétrica do 21,5 GW equivalente a 12,9 GW médios
País)
TRANSMISSÃO 73.000 Km de Linhas de Transmissão 83% da Rede Básica do SIN
DISTRIBUIÇÃO 41 Concessionárias 30% do Mercado de Distribuição
As concessões de geração hidroelétrica detidas pelo Grupo EDP - Energias do Brasil, por terem sido outorgadas após Fevereiro de 1995, data de entrada em vigor da Lei 8.987, não são abrangidas pelas mudanças regulatórias introduzidas. Ainda assim, estas mudanças influenciarão as regras que serão aplicadas às prorrogações destas concessões no futuro.
Novo Modelo do Setor Elétrico
Desde 1995, o Governo Federal adotou inúmeras medidas para reformar o setor elétrico brasileiro. Em 15 de março de 2004, a Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico foi promulgada com o intuito de garantir aos consumidores um abastecimento seguro de energia elétrica a uma tarifa justa, por meio de incentivos a empresas privadas e públicas visando a construção e manutenção da capacidade geradora do País. A Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico foi implementada pelo Decreto n.º 5.163, promulgado em 30 de julho de 2004.
De maneira geral, o modelo do setor elétrico foi concebido para atender à preocupação de estabelecer um marco regulatório estável de forma a atrair investimentos na expansão do sistema de geração, garantir níveis confiáveis de suprimento e proporcionar modicidade tarifária, alicerçada por um processo licitatório competitivo.
O Novo Modelo obriga os agentes de consumo regulados (distribuidores) a preverem suas necessidades para um horizonte relativamente longo, de cinco anos. Essas previsões servem
7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades
para sinalizar a necessidade de construção de usinas, em tempo hábil para que esses empreendimentos possam ser licitados e construídos, a partir de processo licitatório público, em que o vencedor é o agente que ofertar a menor tarifa. Os agentes de geração obtém, além do direito de explorar comercialmente o empreendimento a ser construído, contratos de longo prazo (mínimo de quinze anos), celebrados com os agentes de distribuição e que podem ser utilizados como garantia na busca de financiamento para execução da obra através dos Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado, (“CCEAR“).
No ambiente livre, onde transacionam energia os agentes geradores, os comercializadores e os grandes consumidores, a duração dos contratos, os volumes contratados, o momento de início da entrega da energia e, principalmente, o preço, são livremente pactuados entre os agentes intervenientes.
Há também um mercado de diferenças, ou mercado “spot”, onde são contabilizadas e liquidadas as diferenças entre quantidades efetivamente geradas/consumidas e as quantidades contratadas. O preço de liquidação é chamado de PLD (Preço de Liquidação de Diferenças), que é produzido por uma cadeia de modelos de simulação, com representação estocástica das afluências naturais aos reservatórios das centrais hidrelétricas e a consideração do despacho termelétrico por mérito econômico, função de seu custo variável de operação. De forma concisa, a Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico regula, entre outras disposições, normas relativas: (i) a procedimentos de leilão; (ii) a forma de contratos de compra e venda de energia elétrica; e (iii) o método de repasse de custos aos consumidores finais.
Os principais dispositivos da Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico estabelecem:
(i) criação de dois ambientes para comercialização de energia elétrica: um mercado
regulado, o ACR (Ambiente de Contratação Regulada), em que participam os consumidores cativos representados pelas distribuidoras de energia elétrica, e um mercado especificamente destinado aos consumidores livres e agentes comercializadores, denominado ACL (Ambiente de Contratação Livre);
(ii) restrições a determinadas atividades das distribuidoras, de forma a exigir que estas
se concentrem em seu negócio essencial de distribuição de energia, para promover serviços mais eficientes e confiáveis a consumidores cativos;
(iii) eliminação da possibilidade de “self-dealing” (contratação direta de empresa do
mesmo Grupo empresarial), de forma a incentivar as distribuidoras a comprar energia elétrica pelos menores preços disponíveis ao invés de adquirir energia elétrica de partes relacionadas; e
(iv) respeito aos contratos firmados anteriormente à promulgação da Lei do Novo
Modelo do Setor Elétrico, de forma a garantir a segurança jurídica às operações realizadas antes da sua promulgação.
A Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico também excluiu a Eletrobrás e suas subsidiárias do Programa Nacional de Desestatização, programa originalmente criado pelo Governo Federal em 1990, com o objetivo de promover o processo de privatização de empresas estatais.
Ainda, segundo as diretrizes do novo modelo, todos os agentes compradores de energia elétrica devem contratar a totalidade de sua demanda de energia elétrica. Por seu lado, os agentes vendedores de energia elétrica devem apresentar o correspondente lastro físico da energia que pretendam comercializar através de contratos. Os agentes que descumprirem tais exigências ficarão sujeitos às penalidades impostas pela ANEEL.
A partir de 2005, todos os agentes distribuidores , vendedores, autoprodutores e os consumidores livres e especiais deverão notificar o MME, até 1º de agosto de cada ano, a respeito de sua previsão de mercado ou carga, conforme o caso, para cada um dos 5 (cinco) anos subseqüentes. Adicionalmente, cada agente de distribuição deverá notificar o MME, até 60 (sessenta) dias antes de cada leilão de energia, a respeito dos montantes de energia que deverá contratar nos leilões. Baseado nessa informação, o MME deve estabelecer a quantidade total de energia a ser contratada no ACR e a lista dos projetos de geração que poderão participar dos leilões. As distribuidoras também deverão especificar a parcela de contratação que pretendem dedicar ao atendimento a consumidores potencialmente livres.
7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades
Nos termos da Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico, as operações de compra e venda de energia elétrica são realizadas em dois diferentes ambientes de comercialização: (i) o Ambiente de Contratação Regulada - ACR, que prevê a compra pelas distribuidoras, por meio de leilões, de toda a energia elétrica que for necessária para fornecimento aos seus consumidores; e (ii) o Ambiente de Contratação Livre - ACL, que compreende a compra de energia elétrica por agentes não-regulados (como consumidores livres e comercializadores de energia elétrica). Distribuidoras de energia elétrica cumprem suas obrigações de atender à totalidade de seu mercado principalmente por meio de leilões públicos. Além dos leilões regulados, as distribuidoras podem comprar energia elétrica proveniente de geração distribuída, que pode ser contratada através de processo de Chamada Pública conduzido pela própria distribuidora, com volume máximo limitado a 10% do mercado cativo atendido.
No que respeita aos contratos de energia existente, cabe destacar que a energia elétrica gerada por Itaipu continua a ser vendida pela Eletrobrás às concessionárias de distribuição que operam no SIN Sul/Sudeste/Centro-Oeste, embora nenhum contrato específico tenha sido firmado por tais concessionárias. O preço pelo qual a energia elétrica gerada em Itaipu é comercializada é denominado em dólar e estabelecido de acordo com tratado celebrado entre o Brasil e Paraguai. Em conseqüência, o preço da energia elétrica de Itaipu aumenta ou diminui de acordo com a variação da taxa de câmbio entre o Real e o dólar. As alterações no preço de venda da energia elétrica gerada em Itaipu estão sujeitas, no entanto, ao mecanismo de recuperação dos custos da Parcela A.
Ambiente de Contratação Livre - ACL
No mercado livre, a eletricidade é comercializada entre concessionárias de produção, produtores independentes de energia, auto-produtores, agentes comercializadores, importadores de energia e consumidores livres. Nesse ambiente, as condições contratuais, como preços, vigência do contrato e montante comercializado são livremente negociados entre as contrapartes (Decreto nº 5.163/04). O ACL também incluirá contratos bilaterais existentes entre geradoras e distribuidoras até a data de expiração, após a qual tais contratos deverão ser celebrados de acordo com os termos da Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico. Os consumidores potencialmente livres que, por definição, são aqueles que, a despeito de cumprir as condições previstas no art. 15 da Lei no 9.074, de 1995, são atendidos de forma regulada, podem optar por mudar por fornecedor de energia elétrica. Para tanto, deverão comunicar formalmente à distribuidora responsável pelo seu atendimento o interesse pela não prorrogação do Contrato de Compra de Energia no Ambiente Regulado - CCER, respeitado o prazo de denúncia pactuado no instrumento contratual, ou ainda pelo encerramento antecipado do CCER, sujeitando-se aos dispositivos aplicáveis à rescisão contratual. Um consumidor que opte pelo Ambiente de Contratação Livre - ACR somente poderá voltar para o sistema regulado se notificar o seu distribuidor local com cinco anos de antecedência, ficando estipulado que a distribuidora poderá reduzir esse prazo a seu critério.
Consumidores com demanda contratada entre 500 kW e 3 MW, são denominados Consumidores Especiais e também são elegíveis para adiquirir energia no ACL, entretanto, poderão adquirir energia apenas de (i) centrais geradoras hidrelétricas com capacidade entre 1.000 kW e 30.000 kW, (ii) centrais geradoras com capacidade limitada a 1.000 kW, (iii) centrais geradoras baseadas em fontes alternativas com capacidade limitada a 30.000 kW, denominados consumidores especiais.
O Consumidor Especial deve notificar o distribuidor local, no prazo pactuado, sua opção pelo fornecimento no ACL e o interesse pela não prorrogação do instrumento contratual vigente. O Consumidor poderá voltar a ser atendido pela distribuidora em condições reguladas desde que, com antecedência de 180 (cento e oitenta) dias em relação à data do início do fornecimento, formalize sua intenção à distribuidora. O prazo poderá ser reduzido, a critério da distribuidora. As geradoras estatais poderão vender energia elétrica aos Consumidores Livres por meio de processo de leilão, diferentemente das geradoras privadas.
7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades
Questões Ambientais na Geração
Em relação a ativos de geração já em operação, as atividades ambientais incluem programas de proteção de espécies animais e habitats naturais, monitoramento da qualidade da água dos reservatórios e acompanhamento dos planos de desenvolvimento rural para o apoio de comunidades relocadas para a formação dos reservatórios das usinas.
O aproveitamento de potencial hidrelétrico por meio de usinas hidrelétricas configura atividade sujeita à outorga do direito de uso de recursos hídricos. Para os rios de domínio da união, cuja emissão da outorga cabe à Agência Nacional de Águas – ANA, enquanto que, para os demais cursos d’água, a autoridade para emitir a outorga é conferida aos órgãos estaduais de recursos hídricos. Os empreendimentos das empresas do grupo que fazem uso de recursos hídricos estão devidamente autorizados ao uso de recursos hídricos.
Licenciamento Ambiental
A legislação ambiental brasileira aplicável impõe ao empreendedor o dever de submeter ao prévio licenciamento ambiental a construção, instalação, ampliação, modificação e funcionamento de quaisquer empreendimentos ou atividades que utilizem recursos naturais, causem ou tenham potencial para causar degradação ou poluição ambiental no território nacional.
A Licença Ambiental se constitui em ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental a serem obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica.
O processo de licenciamento ambiental contempla três fases distintas, conforme o estágio em que se encontre o empreendimento, sendo realizado junto aos órgãos ambientais na esfera federal, estadual ou municipal, conforme definição legal de competência, conforme o interesse preponderante sobre os recursos ambientais afetados. Para cada uma destas fases, são emitidas as seguintes licenças, todas com prazo determinado de validade, o qual é estabelecido por tipo de licença e por especificidade da atividade ou empreendimento:
Licença Prévia (LP): é a comprovação da viabilidade ambiental de um
empreendimento, e estabelece os requisitos básicos e condicionantes ambientais a serem atendidos nas fases subseqüentes de implantação. Se a atividade ou empreendimento for considerado de alto potencial degradador ou poluidor do meio, torna-se necessária a elaboração do estudo de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), que são submetidos para exame do órgão ambiental licenciador e apresentados, por meio de audiências públicas, às comunidades afetadas.
Licença de Instalação (LI): é a autorização para a construção do empreendimento, e
contempla as medidas de controle e demais condicionantes ambientais a serem cumpridas antes da fase de operação. A comprovação da implementação das condicionantes da Licença Prévia, bem como a elaboração de um Projeto Básico Ambiental (PBA) e seus respectivos Programas Ambientais revestem-se de condição essencial para a emissão da Licença de Instalação.
Licença de Operação (LO): é a autorização para o empreendedor explorar sua
atividade dentro das suas instalações pelo período estabelecido na licença, podendo ser renovada. Referida licença deverá ser requerida pelo empreendedor junto ao órgão ambiental, antes do término da construção, com a comprovação de que as ações contidas no PBA foram implementadas e as condicionantes ambientais da Licença de Instalação foram cumpridas.
Ademais, a Companhia, por força da Resolução CONAMA nº 002 de 18 de abril de 1996, é obrigada por lei a alocar 0,5% do custo total de qualquer investimento em novas usinas hidrelétricas (com capacidade de mais de 10 MW) na criação e manutenção de áreas de preservação ambiental.
A Companhia tem tido sucesso na obtenção de todas as licenças necessárias à implantação de seus empreendimentos. O quadro abaixo demonstra as licenças obtidas pela Companhia
7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades
desde a construção até a atual exploração da UHE Luís Eduardo Magalhães (“Projeto Lajeado”)
Licença
Data de Obtenção
Data da Renovação
Licença Prévia 6 de maio de 1997
[prorrogada em 22 de abril de 1998 até 07 de agosto de 1998 Licença de Instalação
29 de junho de 1998 29 de junho de 2000
13 de outubro de 2000 (linha de transmissão 230/500 kV usina a SE Miracema) 28 de junho de 2001
28 de setembro de 2001
Licença de Operação (que permite o enchimento do reservatório até a cota de 199m) 01 de outubro de 2001
Não há renovação, após esta licença, foi emitida a LO para a cota 206m
Licença de Operação (que permite o enchimento do reservatório até a cota de 206m) 14 de dezembro de 2001
não há renovação, após esta licença foi emitida a LO para a cota 212m
Licença de Operação (que permite o enchimento do reservatório até a cota de 212m) 31 de dezembro de 2001
1ª renovação em 10 de abril de 2006
2ª renovação em 05 de fevereiro de 2010, com vigência até 08/02/2015
(b) Política ambiental da Companhia e custos incorridos para o cumprimento da regulação ambiental.
A Companhia segue a abrangente legislação ambiental brasileira nas esferas federal, estadual e municipal. Além do cumprimento desta legislação, que é fiscalizado por órgãos e agências governamentais, A Companhia investe em ações sócio-ambientais focadas no desenvolvimento sustentável.
Os gastos de natureza ambiental em 2012 foram de R$ 6,9 milhões, sendo R$ 5,9 milhões capitalizados no exercício, relativos à gestão e proteção do meio ambiente, e R$ 1,0 milhões, em contrapartidas do resultado do exercício, relativos ao Programa de Monitoramento de solos e Águas subterrâneas em todas as suas instalações, gestão de resíduos e proteção de biodiversidade, da paisagem e proteção do ar e clima.
Para fazer face aos impactos ambientais provocados pela construção da UHE Luís Eduardo Magalhães foram implementados 33 (trinta e três) Programas Ambientais, integrantes do Projeto Básico Ambiental (“PBA”) do empreendimento.
7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades
O cronograma de implantação para a maioria dos programas ambientais abrangia todo o período de construção do empreendimento, estendendo-se em média por mais dois anos após o enchimento do reservatório, sendo que alguns programas são de monitoramento permanente.
Os Programas Ambientais foram agrupados de acordo com o meio em que estão inseridos (Meio Físico, Meio Biótico e Meio Sócio-econômico), a saber:
Meio Físico
Programa 1.1. - Sistema de Monitoramento - Clima Local Programa 1.2. - Sistema de Monitoramento - Níveis D'água Programa 1.3. - Sistema de Monitoramento - Sismológico Programa 1.4. - Sistema de Monitoramento - Sedimentológico Programa 2. - Monitoramento Hidrogeológico.
Programa 3. - Monitoramento e Estabilização das Encostas Marginais. Programa 4. - Pesquisa de Jazidas Alternativas.
Programa 30. - Plano de Recuperação de Áreas Degradadas
Em dia 05 de fevereiro de 2010, na emissão da Licença Operacional e do parecer técnico que a acompanhou, os programas 2, 4 e 30 foram considerados concluídos – os demais terão continuidade durante todo o período de operação da UHE Luís Eduardo Magalhães, atendendo às exigências do Órgão Ambiental, bem como pela importância para a operação da Usina.
Meio Biótico
Programa 5.1. - Pesquisa e Manejo - Flora
Programa 5.2. - Pesquisa e Manejo - Fauna Silvestre Programa 5.3. - Pesquisa e Manejo - Quelônios Programa 5.4. - Pesquisa e Manejo - Boto
Programa 6. - Implantação de Unidades de Conservação.
Programa 7. - Desmatamento e Limpeza da Área do Reservatório.
Programa 8. - Faixa de Proteção do Reservatório: Zoneamento e Reflorestamento. Programa 9. - Monitoramento Limnológico.
Programa 10. - Pesquisa da Ictiofauna
Programa 11 - Conservação da Fauna de Peixes
Programa 33. - Especificações Ambientais de Construção
Por exigências do Órgão Ambiental Licenciador – Naturatins, alguns programas terão sua continuidade além da prevista inicialmente. O programa 5.2 Entomológico foi realizado por mais dois anos, a partir do segundo semestre de 2006, tendo sido concluído, bem como os programas 5.3 e 5.4, entretanto, de acordo com resultados obtidos foi considerado pelos Órgãos Ambientais que é de suma importância sua continuidade por mais dois anos.
O Programa 7 teve sua continuidade após o enchimento do reservatório, com as atividades de limpeza subaquática, sendo finalizado em dezembro de 2009, entretanto, poderão ser solicitados pelo poder público outras áreas para limpeza, desde que devidamente justificada sua necessidade.
O Programa 8 teve suas atividades de reflorestamento concluídas, restando apenas os trabalhos de manutenção das áreas reflorestadas.
Os programas 9 Monitoramento Limnológico e 10 Pesquisa da Ictiofauna terão continuidade durante todo o período de operação da Usina.
O Programa 11 terá continuidade por toda a operação da usina com ações de resgate de peixes nas Unidades Geradoras e monitoramento e fiscalização na escada de peixes. Quanto
7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades
aos estudos para minimizar a mortandade de peixes na barragem durante a piracema foram concluídos, tendo sido apresentado o relatório,restando a apresentação do relatório final dos mesmos, havendo um interesse da Universidade Federal do Tocantins – UFT em continuar os estudos com recursos do CNPQ, destacando que não houve mais ocorrência de mortandade relevante na barragem.
Os demais programas foram concluídos.
Meio Sócio-econômico
Programa 12. - Educação Ambiental
Programa 13. - Prevenção de Acidentes com Animais Peçonhentos Programa 14. - Aquisição de Áreas Rurais e Urbanas
Programa 15. - Recomposição e Melhoria da Infra-estrutura Viária, Elétrica e Sanitária.
Programa 16. - Recomposição e Melhoria da Infra-estrutura Social e de Serviços Afetados pelo Reservatório
Programa 17. - Reurbanização da Faixa Costeira de Porto Nacional
Programa 18. - Plano de Reurbanização de Lajeado e Miracema do Tocantins – Programa 19. - Adequação dos Serviços Públicos durante a Construção
Programa 20. - Adequação das Atividades Econômicas
Programa 21. - Recomposição e Ampliação das Áreas de Turismo e Lazer Programa 22. - Relocação e Remanejamento da População Urbana Programa 23. - Remanejamento da População Rural
Programa 24. - Programa de Saúde Pública - Concluído
Programa 25. - Monitoramento dos Remanejamentos Populacionais Programa 26. - Resgate Arqueológico
Programa 27. - Programa para a Comunidade Xerente Programa 28. - Plano de Divulgação e Informação Programa 29. - Realocação do Aterro Sanitário de Palmas
Programa 31. - Remanejamento da População de Lajeadinho e da População Rural Afetada pela Construção
Programa 32. - Atendimento Médico e Sanitário e Educação em Saúde para a População da Obra - Concluído
No Programa 15 a empresa realizou ações de reparo na malha viária estadual afetada pelo reservatório, conforme solicitações do DERTINS.
O Programa 17 trata da Faixa de Reurbanização de Porto Nacional e falta apenas o repasse dos imóveis da Avenida Beira Rio para o município, que depende de tratativas com a nova Prefeita. No programa 20 as ações a serem realizadas são de melhorias no canal de acesso nos portos de areia, que foram concluídos em dezembro de 2009.
No programa 21 a Companhia implantou em 2007 duas novas praias, nos municípios de Ipueiras e de Brejinho de Nazaré, bem como foi determinado pelos órgãos ambientais que a empresa colabore com a implantação de praias nos municípios de Tocantínia e Lajeado, além da cooperação com a reposição de areia durante as temporadas de praia nos municípios de Miracema, Tocantínia, Brejinho de Nazaré e Porto nacional.
O Programa 23 foi alvo de uma ação civil pública, que culminou na elaboração de vários Termos de Ajustamento de Conduta – TAC, formalizados pelo Ministério Público Estadual no qual foram determinadas as ações remanescentes a serem concluídas neste programa, bem como a atribuição das responsabilidades executivas, sejam elas das Prefeituras, Órgãos do Estado, Órgãos Ambientais ou Associações de Reassentados. As ações de responsabilidade exclusiva da empresa foram concluídas, restando pendentes as atividades de regularização fundiária que dependem de terceiros.
7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades
O Programa 27 que envolvia o repasse financeiro para a FUNAI/comunidade indígena Xerente até final de 2009 foi concluído.
No programa 14 foi exigida pelo órgão ambiental a aquisição da faixa de terras determinada pela variação do nível operacional da UHE Luís Eduardo Magalhães, no caso equivalente a 0,30