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4.3 A NÁLISE D ISCRIMINANTE

4.3.1 Formulação da Estratégia

4.3.1.1 Segunda análise do constructo “Formulação da Estratégia”

Refazendo as análises removendo as variáveis que apresentaram grande assimetria na curva e considerando apenas as variáveis com os gráficos mais próximos da normal, obtém-se resultados melhores, restando as variáveis apresentadas na Tabela 10.

Tabela 10 – Teste de igualdade para “Formulação da Estratégia” – segunda análise

Testes de igualdade de médias de grupo N Pergunta

Lambda de Wilks

F gl1 gl2 Sig.

2 A empresa possui metas e objetivos claramente definidos? ,725 35,350 1 93 ,000

4 Existe dificuldade em dizer como surgiu a ideia que afinal gerou a

estratégia empresarial? ,740 32,647 1 93 ,000

5 O processo de formulação da estratégia é baseado mais na

improvisação/intuição ou mais por processo formal de análises, discussões e, por fim, de escolha?

,839 17,904 1 93 ,000

6 Existe uma distância entre a estratégia formulada/pensada inicialmente e a

que foi efetivamente implantada? ,808 22,146 1 93 ,000

7 As estratégias seguidas pela empresa se baseiam mais em informações do

passado ou análises econômicas futuras? ,950 4,851 1 93 ,030

Fonte: Autora (2019)

Na Tabela 11, o M de Box continua apresentando a igualdade na matriz de covariância, porém com um melhor resultado. Na Tabela 12, verifica-se que existe uma função discriminante que diferencia os grupos e a Tabela 13 indica que há significância dessa função.

Tabela 11 – M de Box para “Formulação da Estratégia” – segunda análise

Resultados do teste M de Box 20,620 F Aprox. 1,295 gl1 15 gl2 33978,674 Sig. ,195

Testa hipótese nula de matrizes de covariâncias de população igual.

Fonte: Autora (2019)

Tabela 12 – Autovalores para “Formulação da Estratégia” – segunda análise

Autovalores

Função Autovalor % de variância % cumulativa Correlação canônica

1 ,565a 100,0 100,0 ,601

a. As primeiras 1 funções discriminantes canônicas foram usadas na análise.

Fonte: Autora (2019)

Tabela 13 – Lambda de Wilks para “Formulação da Estratégia” – segunda análise

Lambda de Wilks Teste de funções

Lambda de

Wilks Qui-quadrado gl Sig.

1 ,639 40,552 5 ,000

Fonte: Autora (2019)

Com a remoção das variáveis mais assimétricas, o resultado aponta para metas e objetivos claros tanto no coeficiente de funções discriminantes canônicas (Tabela 14) como na matriz de estruturas (Tabela 15).

Na Tabela 16 verifica-se que 75,8% das observações são corretamente classificadas com Q de Press de 25,27. Isto posto, para o constructo “Formulação da

Estratégia”, a existência de metas e objetivos claramente definidos é fator que mais auxilia na melhoria o desempenho das organizações.

Tabela 14 – Coeficientes de funções discriminantes canônicas padronizados da “Formulação da Estratégia” – segunda análise

Coeficientes de funções discriminantes canônicas padronizados

Função 1

A empresa possui metas e objetivos claramente definidos? ,689

Existe dificuldade em dizer como surgiu a ideia que afinal gerou a estratégia empresarial? ,654

O processo de formulação da estratégia é baseado mais na improvisação/intuição ou mais por processo

formal de análises, discussões e, por fim, de escolha? -,208

Existe uma distância entre a estratégia formulada inicialmente e a que foi efetivamente implantada? ,004

As estratégias seguidas pela empresa se baseiam mais em informações do passado ou análises

econômicas futuras? ,124

Fonte: Autora (2019)

Tabela 15 – Matriz de estruturas para “Formulação da Estratégia” – segunda análise

Matriz de estruturas

Função 1

A empresa possui metas e objetivos claramente definidos? ,820

Existe dificuldade em dizer como surgiu a ideia que afinal gerou a estratégia empresarial? ,788

Existe uma distância entre a estratégia formulada inicialmente e a que foi efetivamente implantada? ,649

O processo de formulação da estratégia é baseado mais na improvisação/intuição ou mais por processo

formal de análises, discussões e, por fim, de escolha? ,584

As estratégias seguidas pela empresa se baseiam mais em informações do passado ou análises

econômicas futuras? ,304

Correlações entre grupos no conjunto entre variáveis discriminantes e funções discriminantes canônicas padronizadas Variáveis ordenadas por tamanho absoluto de correlação na função.

Fonte: Autora (2019)

Tabela 16 – Resultado da classificação para “Formulação da Estratégia” – segunda análise

Resultados da classificaçãoa

Classif Desemp Num

Associação ao grupo predita

Total 1 2 Original Contagem 1 30 15 45 2 8 42 50 % 1 66,7 33,3 100,0 2 16,0 84,0 100,0

a. 75,8% de casos agrupados originais classificados corretamente.

Fonte: Autora (2019)

4.3.2 Planejamento

O constructo “Planejamento”, com 3 variáveis (uma foi removida do total de 4 variáveis) e 95 observações, atende o mínimo de 5 observações por variável e o menor grupo (45 observações para baixo/médio desempenho), é maior que a quantidade de variáveis independentes ultrapassando o mínimo exigido de 20 observações para cada grupo analisado. O teste de igualdade das variáveis é apresentado na Tabela 17, no qual todas as variáveis apresentam boa discriminação.

Tabela 17 – Teste de igualdade para “Planejamento”

Testes de igualdade de médias de grupo

N Perguntas Lambda

de Wilks F gl1 gl2 Sig.

11 Existe um processo de planejamento estratégico formal dividido em etapas

distintas, seguindo um cronograma? ,878 12,928 1 93 ,001

13 Existe um planejamento estratégico superior ao prazo de 1 ano? ,890 11,462 1 93 ,001

14 Existe um planejamento de projetos/serviços anual? ,743 32,218 1 93 ,000

Fonte: Autora (2019)

A análise não apresenta multicolinearidade entre as variáveis. A maior correlação entre as variáveis independentes foi 0,605, conforme Tabela 18. O M de Box obtido foi abaixo de 0,05 indicando que existe desigualdade na matriz de covariância (Tabela 19), podendo afetar a classificação e a significância estatística.

Tabela 18 – Matrizes intragrupos em pool do “Planejamento”

11 13 14 Covariância 11 3,568 2,116 1,300 13 2,116 3,433 1,316 14 1,300 1,316 2,722 Correlação 11 1,000 ,605 ,417 13 ,605 1,000 ,431 14 ,417 ,431 1,000 Fonte: Autora (2019)

Tabela 19 – M de Box para “Planejamento”

Resultados do teste M de Box 17,043 F Aprox. 2,741 gl1 6 gl2 60772,758 Sig. ,012

Testa hipótese nula de matrizes de covariâncias de população igual.

Fonte: Autora (2019)

Caso fossem removidas as variáveis com curva normal assimétrica, restaria apenas uma variável para a análise discriminante impossibilitando realizar um diagnóstico desse constructo. Dessa forma, conclui-se que o constructo “Planejamento” não discrimina bem os grupos de baixo/médio desempenho e médio/alto desempenho.

4.3.3 Posicionamento

No constructo “Posicionamento”, a variável de foco em singularidade não apresentou curva próxima da normal, restando a variável de posicionamento em custo e estratégia de enfoque. A comparação entre os três tipos de estratégia de

posicionamento se faz necessária para justificar a análise discriminante desse constructo. Dessa forma, não foi possível fazer o diagnóstico por meio da análise multivariada. Entretanto, a análise descritiva demonstra pelo boxsplot que existe uma diferença entre grupos de desempenho para estratégia de diferenciação. As empresas que têm um desempenho superior tendem a focar mais em alguma estratégia de posicionamento. Por outro lado, os boxsplots das estratégias de custo e enfoque apresentam pouca diferenciação entre os grupos de desempenho (seção 4.2.3).

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