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. Homem que tinha sofrido um acidente (acho que tinha sido de motocicleta) e basicamente era um politraumatizado. Eu fiz ATLS todo bonitinho (ABCDE), mas acho que o principal objetivo da estação era entubar (ele tinha Glasgow 7). Tudo o que pedíamos era-nos dado em cartões. Por exemplo, disse que queria estabilizar a coluna cervical e eles deram-me um cartão que dizia qualquer coisa como “considere coluna cervical estabilizada”. Enfim, quando cheguei à entubação propriamente dita, fiz tudo bonitinho (pré-ventilei, etc.) mas o boneco era MUITO DURO!, e eu não estava a conseguir entubar (e não costumo ter grande dificuldade)… e perdi bastante tempo em várias tentativas. Se vos acontecer o mesmo, não stressem… o que eu fiz foi pré-ventilar entre cada tentativa, como se fosse um caso real, ou pelo menos dizia “vou considerar que pré-ventilei entre as tentativas”, isto porque eu tentei umas 5 vezes e nada. L ogo no início fiz a subluxação da mandíbula e nada, pedi à enfermeira que lá estava para fazer Sellick e nada, às tantas disse aos examinadores que ia hiperestender o pescoço do doente porque ele era muito duro, mas que na vida real nunca poderia fazer isso. E finalmente consegui entubar. A partir daí era seguir os procedimentos de verificar a entubação, etc. Só quando passei do B para o C é que pedi os acessos venosos. Estava em pleno C quando o tempo acabou e iria continuar se tivesse mais tempo, mas julgo realmente que o ponto fulcral era entubar corretamente. Acho que as estações de procedimentos são as melhores para não perder pontos, é tudo muito objetivo!2
. Para espanto de todo o mundo, mais um pré-natal. Desta vez era uma mulher de 23 anos grávida pela primeira vez, primeira consulta. Era para fazer o pré-natal (eu acho que incluía confirmar a gravidez e basicamente pedir todas as análises e dar todo o tipo de orientações à doente, como a periodicidade das consultas, cálculo da data provável do parto, etc.). Era muito vago, porque a única tarefa era orientar a doente, e aqui 10 minutos não chegam para fazer um pré-natal completo. Foi a única estação em que falei sem parar os 10 minutos e sinto que faltou muita coisa. Ainda para mais a doente também queria saber quais os direitos dela e do pai da criança (licenças de maternidade, paternidade e esse tipo de coisas). Portanto além de um pré-natal completo de primeira consulta com todas as análises e mais algumas, responder a todas as dúvidas da doente e darem todo o tipo de conselhos, ainda tinha esta partezinha sobre legislação. Era um tema fácil, mas tão vago e tão extenso, acho que foi fácil perder muitos pontos aqui. E agora vejam como era gigante a check-list:3. Esta era uma estação surrealmente específica (na minha opinião) em que uma mãe trazia a criancinha de 3 ou 4 meses com um testículo que ainda não tinha descido. Era uma criptorquidia e ela queria saber quando tinha que operar (se tinha que operar) e quais eram as implicações de não operar e como se t ratava, e ainda se o filho dela era realmente um menino já que tinha um dos testículos vazios (mas o outro era normal, e o que estava vazio tinha o testículo no canal inguinal). Enfim, coisas que eu acho demasiado específicas para a prova. No fim, felizmente, a checklist era relativamente simples, então até era fácil pontuar alto apesar da especificidade do tema.
4. Homem (já não me recordo da idade, mas era mais de 50) que tinha feito PSA de rotina, e tinha sido superior a 10. Já tinha feito biopsia e vinha a nós para lhe vermos o
resultado da biopsia. Tinha um carcinoma bem diferenciado, não infiltrativo e estadio 1A. Tínhamos que lhe dar a notícia (não sei se isso era parte do objetivo da estação) e
orientá-lo. Eu fui bem veemente na parte de ser um tumor num estadio muito inicial, e por isso com alto potencial de cura. Ele queria saber se tinha que ser operado, quais
as complicações da cirurgia e se ia morrer por causa disto. Disse-lhe que s im, teria que ser operado e encaminhado para um urologista. Acho que era importante tranquilizar
o senhor e dizer que realmente havia complicações possíveis (eu falei da impotência mas também lhe apresentei soluções) e frisei bastante o excelente prognóstico. Mas era
uma estação um pouco aberta demais, fiquei com a sensação de que tinham ficado coisas por fazer e fiquei com dúvidas se eu estava a fazer de cirurgião ou de clínico geral,
pelo que não sei se era para lhe falar mais da parte cirúrgica e do estadiamento, mas na altura fiquei com ideia que não.
5. Homem novo cuja mulher tinha acabado de morrer com uma gravidez ectópica rota (tínhamos um cartão com uma história bem detalhada do que tinha acontecido à
esposa). Ele não sabia que ela estava grávida nem que tinha qualquer problema de saúde. A última vez que a tinha visto (nessa manhã) ela estava bem e tinha apenas 27
anos. Então tínhamos que lhe explicar calmamente que a mulher tinha morrido e como tinha morrido. Acho que era importante usar linguagem simples para que ele
conseguisse entender como é que uma jovem saudável de 27 anos morre do nada. Eu tentei explicar de uma forma bem simples o que era a gravidez ectópica, e como é que
tinha evoluído daquela forma. Ele perguntou-me se poderia ter sido feita alguma coisa para evitar. Eu disse que havia alguns fatores de risco (enumerei uns quantos) mas
que também poderia não estar relacionado com nada, o que te ria sido provavelmente o caso, visto que ele me negou todos os fatores de risco que perguntei. Também tentei
passar a ideia de que tinha sido feito tudo o que era possível, etc. Depois de o esclarecer neste campo, ele perguntava o que tinha que fazer agora. Então também tínhamos
que passar o atestado de óbito (que o examinador nos dava quando o pedíamos), era mesmo para o preencher todo bonitinho e depois explicar ao senhor o que fazer com
ele.
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Check List Pratico Revalida
(páginas 38-43)