• Nenhum resultado encontrado

6. A SALA DE AULA COMO EVENTO

6.2 SEGUNDO EVENTO

O espaço que ocupamos neste encontro foi o auditório, cuja intencionalidade foi a de explorar diferentes espaços e recursos que a escola nos possibilita vivenciar e utilizar. Assim, nos beneficiamos da disposição destes espaços e da intermediação realizada – digo nos beneficiamos, pois foi um benefício tanto para mim, perceber que aquele ambiente ensejou confiança aos alunos, e um benefício do ponto de vista dos alunos que dialogaram entre seus pares com fluidez, em torno dos temas tratados nesta aula e que retrataremos adiante. Portanto, ocupar diferentes espaços foi um aspecto positivo na relação e aproximação entre professor-aluno e aluno-aluno, favorável na realização das atividades propostas deste encontro.

Dessa forma, iniciei a aula convidando os alunos mais uma vez para uma conversa, no sentido de incentivá-los a aproveitar a oportunidade para a construção do conhecimento, bem como para sua formação e, por isso, a importância do diálogo neste momento da aula.

Para dar sequência aos acontecimentos deste evento retomei as partes principais da aula anterior no sentido de nos servir de fio condutor para este encontro. “Na aula passada vocês me relataram as ideias acerca do saneamento básico e confrontamos com aquilo que é estabelecido por Lei. ”

Nesse sentido, conversei com os alunos a respeito do significado do termo saneamento, definidos de acordo com Organização das Nações Unidas (ONU) para que pudessem ter contato com definições mais elaboradas, possibilitando aos alunos o contato com a linguagem científica, para em seguida, discutirmos e destrincharmos o seu significado, como também o que decorre a partir deste, além disso, obter uma dimensão da importância que este tema tem na vida humana. Assim, comentei: “Então, pessoal, de acordo com a ONU, Saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social”.

Percebo que neste momento da aula, os alunos apenas me observavam e o silêncio tomava conta daquele momento, como se aquelas definições não fizessem sentido algum.

Aquele silêncio despertou em mim certo incômodo, pois não representava apenas um momento de atenção ao que o professor estava expondo, e sim expressões que denunciavam suas dúvidas acerca da complexidade da linguagem científica.

Tecendo reflexões deste momento da aula e me remetendo aos estudos teóricos de Vigotski, encontro em seus escritos a seguinte passagem: “A experiência prática mostra também que é impossível e estéril ensinar os conceitos de uma forma direta (...) essas experiências me deixaram com a certeza de que é impossível explicar o significado de uma palavra”. E nos orienta que é necessária “uma oportunidade para se adquirir novos conceitos e palavras a partir do linguístico geral. ” Entendo, portanto, que necessitávamos de um contexto geral, inserindo em nosso diálogo termos e palavras já conhecidas dos alunos conectadas com as novas palavras dando um sentido maior à nossa comunicação e aos conceitos que estávamos trabalhando. (VIGOTSKI, p.12, 2008)

E assim, para clarificar as dúvidas e trazer a turma para o diálogo, inserindo-os nas discussões, me enveredei por outros caminhos, buscando concretizar e contextualizar tais conceitos para que eles pudessem participar: “Portanto, pessoal, também podemos encontrar significados para saneamento como ‘tornar são’, ‘sadio’, tanto o meio ambiente, como a vida humana. Dessa forma, podemos dizer que saneamento está relacionado à saúde, e para isso, se faz necessário medidas preventivas para controlar os resultados da atividade humana, evitando assim, as poluições e epidemias, por exemplo.”.

E na sequência, sigo interpelando com questionamentos no intuito de dar voz aos alunos e tecer diálogos a respeito do assunto: “Então, precisamos de saneamento básico para evitar os efeitos nocivos decorrentes da atividade humana, falamos semana passada da Lei de Saneamento Básico e vimos que estas medidas preventivas incluem esgotamento sanitário, tratamento de água, manejo das águas pluviais, limpeza urbana. Pessoal, por que precisamos dessas medidas preventivas? Como isso pode ajudar a vida humana e o meio ambiente? ” “Qual a relação do saneamento com um ambiente e uma vida humana sadia? ”

Nesse momento da aula, notei que os alunos conseguiram fazer a associação das medidas preventivas de saneamento básico com a saúde e assim responderam:

“São importantes para evitar doenças, como Zika, dengue, diarreia, virose e doenças causadas por ratos e pombos. ”

“Professora, já aconteceu comigo uma vez de ir ao posto e a médica falar que o meu sintoma era uma virose e que poderia ter sido causada pela água porque eu bebia água da ‘bica’. Lá em casa a água é de poço e ela sai bem gelada e é mais gostosa que a água que vem da cedae. A água da cedae tem gosto de cloro. ”

A partir dos primeiros relatos, os demais alunos se prontificaram a expor suas experiências e emitir opiniões acerca da água de poço e água encanada distribuída pela Companhia Estadual de Água e Esgoto, a CEDAE.

Aproveitei a oportunidade que surgiu no relato anterior do aluno para perguntar “Qual o motivo da adição do cloro na água? ”. E a aluna Z complementou:

“Para matar os bichinhos que ficam lá na água”. E continuei: “ Que bichinhos? ”

“ As bactérias. ”

A aluna Z utilizou, primeiramente, a palavra “bichinho” num momento de fala espontânea para fazer referência aos micro-organismos que não são possíveis de serem vistos a olho nu, por isso a utilização no diminutivo. Mas no momento que reforço a pergunta, de maneira consciente ela responde se expressando com o termo científico, respondendo “bactérias”.

Na sequência dos acontecimentos desta aula, o aluno X questiona:

“Professora, como que o cloro faz para matar as bactérias? ” “Como que ele age dentro das bactérias? ”

Na tentativa elucidar tal dúvida, busquei uma explanação menos complexa e que fosse de fácil entendimento para aquele momento inicial da aula de bate papo e discussões, mas também aproveitei a oportunidade do momento para inserir informações introdutórias a respeito dos ácidos, que contempla o assunto das nossas próximas aulas a respeito das funções inorgânicas e, assim, comentei: “O cloro tem facilidade em penetrar na célula bacteriana e sua morte é resultado da reação química do ácido hipocloroso, cuja fórmula é representada por HClO, com a enzima da bactéria, destruindo-as.”

É interessante notar que as primeiras falas desencadearam uma série de outras discussões e anteciparam assuntos que seriam trabalhados posteriormente, relativos às etapas

de tratamento de água, o que tornou a aula dinâmica e de certa forma propiciou o amadurecimento das ideias acerca destes assuntos que seriam retomados em aulas futuras. Dentro desta perspectiva, tais fatos se apoiam na contribuição teórica do modelo de desenvolvimento de Vigotski chamado de “zona de desenvolvimento proximal ou potencial (ZDP) ”, que se refere ao espaço entre aquilo que a criança é capaz de realizar de forma independente e o que ela realiza por meio da intervenção de outro com maior vivência, aprimorando as funções que estão em vias de amadurecimento.

Além disso, no instante em que faço a reflexão deste acontecimento, percebo também a importância da interdisciplinaridade. Na maioria das vezes, como já discutido em capítulos teóricos, o professor fica enrijecido com a compartimentalização de suas disciplinas e sabemos que os conteúdos disciplinares estão interligados sob diversas formas. No ensino tradicionalmente praticado, muitas vezes, preparamos as aulas numa perspectiva da voz do professor, portanto, com uma abordagem de aula que em sua maioria não oportuniza o espaço e voz do aluno para levantamento das dúvidas que tendem a extrapolar os limites desta compartimentalização. A dúvida do aluno, neste caso, conecta a química com a biologia.

Dessa forma, fui tecendo argumentos que nos levaram à temática da aula deste segundo evento que, por sua vez, estava estruturada nos estudos acerca do saneamento básico no município de Itaboraí, expondo primeiramente, situações de aspectos gerais no Brasil para, em seguida, inserir os aspectos específicos relacionados ao Município de Itaboraí.

Ao expor a situação do saneamento básico no Brasil, por meio de informações fornecidas pelo Instituto Trata Brasil, os alunos esboçaram preocupação e indignação com a situação precária e crítica. Neste instante ouvi expressões: “Caramba! Só podia ser aqui no Brasil!”

A partir destes dados gerais acerca do saneamento básico no Brasil, fui trazendo os argumentos para a realidade local: “Turma, nós estamos incluídos nesses dados, a partir do instante que esta também é uma realidade que a gente vivencia, pois está bem próxima de todos nós. Quantas vezes passamos por um rio que se transformou em esgoto e as pessoas passam a chamá-lo de ‘valão’ ou por uma rua com descarte indevido de lixo. Essa é a realidade que a gente precisa enxergar e não se conformar, precisamos nos incomodar com essa situação e o conhecimento é o caminho que nos fará despertar no sentido de cobrarmos nossos direitos, bem como fazer nossa parte como cidadão, exercendo nossos deveres. ” Ao falar do rio que virou valão o aluno expressou-se: “ É o Rio Cabuçu!”, identificando o rio de seu bairro como poluído.

No decorrer da aula, notei que a maioria dos alunos articularam gestos que expressavam atenção e curiosidade aos dados que estavam sendo expostos e que representavam o ranking das 100 maiores cidades, incluindo a posição das 20 melhores e 20 piores em termos de saneamento básico, e das relações desses dados com doenças, tais como dengue, virose, dentre outras. Percebo neste momento, que os alunos buscavam informações de seu município. No entanto, neste ranking não havia dados da cidade de Itaboraí, já que o ranking só mencionava os municípios com população acima de 300 mil habitantes. Dessa forma, eles atentaram aos dados dos municípios vizinhos, e analisamos tais dados e suas relações com as doenças conjuntamente.

Nesse sentido, comento que, muitas vezes, a procura por postos de saúde está relacionada às condições inadequadas de consumo de água. Os alunos se mostraram impressionados com os dados de saneamento básico, após analisarem os dados que estavam sendo exposto, comentaram: “Itaboraí é tão ruim que nem aparece! ”; “São Gonçalo só tem esgoto!”. “Itaboraí está no fundo do poço.” “ Se São Gonçalo está assim, imagina Itaboraí.” Por meio dos comentários dos alunos, percebemos que suas expectativas não são boas com relação ao município de Itaboraí, indício daquilo que eles observam e vivenciam em sua própria realidade.

Um dos alunos que veio de outro estado e, portanto, recém-chegado em nossa escola comentou: “Ih professora, minha cidade aparece aí como uma das piores. Sou de Santarém, do Pará.” E ficou por um momento analisando com olhar curioso aqueles dados de sua cidade.

Os alunos perceberam que os municípios vizinhos estavam no ranking e com uma realidade que se destoavam uma da outra: Niterói entre as 20 melhores e São Gonçalo entre as 20 piores. Os alunos não souberam identificar por qual motivo e razão desta diferença tão discrepante entre municípios vizinhos. Para explanar um dos pontos desta discussão, perguntei: “Qual a empresa responsável pelo saneamento básico nestes dois municípios?”. Eles observaram e relataram: “são empresas diferentes” sendo apenas a Companhia Estadual de Água e Esgoto - CEDAE de conhecimento dos alunos por ser esta a que abastece o município de Itaboraí. No entanto, não souberam relacionar esta informação com questões socioeconômicas, no tocante de a primeira ser uma empresa de prestação de serviço pública e com escassez de investimento, má utilização dos recursos públicos, enquanto a de Niterói, Águas de Niterói, de prestação de serviço privada, com melhores investimentos e prestação de serviço.

Os alunos ficaram surpresos com a diferença entre o número de habitantes dos municípios vizinhos e puderam também conhecer o número de habitantes em Itaboraí, de acordo com o censo de 2016, segundo o IBGE. Conforme mencionamos anteriormente, e de posse desses dados, eles não souberam relacionar com questões políticas e socioeconômicas. Portanto, para a construção deste conhecimento fui desencadeando questionamentos que o fizessem pensar a respeito. “Pessoal, repare no número de habitantes de São Gonçalo e Niterói. Outro ponto que podemos pensar a respeito da diferença destes dados do ranking também pode estar relacionada com o número de habitantes. Por quê?” Neste momento não obtive nenhuma resposta da turma. E continuei: “Para abastecer uma grande quantidade de habitantes é preciso investimentos constantes nessa área, e com base nos dados e o que observamos no nosso cotidiano, tais investimentos parecem não ser suficientes. Por outro lado, Itaboraí tem um número de habitantes menor que Niterói e mesmo assim, vamos ver na sequência, que a situação do saneamento básico no município é crítica, indicando a falta de investimento nesta área, além de nos depararmos com notícias de desvio de dinheiro público destinado a este serviço, ou seja, total abandono e falta de investimento. Por isso, estamos aqui para que possamos despertar para este problema e saber que este é um direito de todos e cobrar das autoridades.”

Os momentos subsequentes desta aula estavam voltados para a situação do saneamento básico no município de Itaboraí. Inicialmente, apresentei aos alunos os destaques das manchetes com informações publicadas nos principais jornais de grande circulação a respeito desta temática, de maneira que pudessem nos servir de parâmetro acerca do que tem

sido divulgado para o público em geral como também identificar o quadro socioeconômico do município. A partir de tais informações busquei tecer provocações que pudessem despertar inquietações aos alunos e conduzir o nosso diálogo: “O que constatamos aqui é uma realidade que denota tanto a carência como ausência do serviço público, a população está praticamente abandonada. Os moradores mais conscientes das consequências que um ambiente insalubre pode provocar, acabam fazendo o serviço que é de responsabilidade do poder público, os que não têm consciência das consequências, por não saberem até mesmo como agir diante de tal problema, muitas vezes se conformam em conviver nesta situação de precariedade, residências próximas à rios poluídos, onde esgotos são despejados, coleta de lixo irregular, e como vocês já me falaram, tudo isso, acarreta prejuízos tanto para o ambiente como na saúde humana.”

Para nortear nossas discussões com base em dados mais específicos acerca da situação do saneamento básico no município de Itaboraí e dos demais municípios da região Leste Fluminense que nos serviram de comparativo, recorremos aos estudos realizados pelo Sistema de Indicadores da Cidadania – INCID (2010) no intuito de obtermos informações a respeito da situação do acesso à água, de esgotamento sanitário, de coleta de lixo e da situação de internação por saneamento básico inadequado.

Com relação aos estudos realizados pelo INCID sobre a situação do acesso à água da região leste fluminense, ou seja, ao mostrar as cidades com melhores índices de formas adequadas de abastecimento de água, o Município de Casimiro de Abreu e Niterói apresentaram melhores índices. Isso causou estranhamento para o aluno C que por conhecer Casimiro de Abreu, questionou: “Casimiro de Abreu? Mas lá só tem mato?”. Argumento que: “Provavelmente os melhores índices de abastecimento de água em Casimiro de Abreu está relacionado ao fato de ser uma área de reserva e proteção ambiental, com número de habitantes inferior aos demais municípios ocupando uma grande área territorial, além da ausência de grandes ocupações urbanas, industriais e comerciais. E Niterói, pelo fato de ter uma gestão privada no que diz respeito ao abastecimento e tratamento de água e melhores investimentos nesta área”. Os dados revelaram que Itaboraí está entre os piores índices com relação ao acesso à água, de esgotamento sanitário, de coleta de lixo e da situação de internação por saneamento básico inadequado quando comparados com demais municípios da região leste fluminense.

Dessa forma, nesta aula os alunos tiveram um panorama da situação do saneamento básico no município de Itaboraí, possibilitando aos alunos reflexões sobre o liame desta temática com as questões políticas, socioeconômicos, de saúde pública, buscando compreender também sua própria realidade, entender o que acontece na sua rua, no seu bairro, e não somente no seu município, como também nos municípios vizinhos, nas regiões metropolitanas como também a situação que se encontra o próprio país. No encerramento deste evento solicitei aos alunos registrassem por meio de fotos os rios que cortam suas ruas ou outras situações da realidade envolvendo o saneamento básico.

6.3 - TERCEIRO EVENTO

O terceiro evento consistiu nos estudos e investigações acerca do tratamento de água no município de Itaboraí e, para iniciar, comentei sobre a importância da água tanto nas atividades humanas como na própria manutenção da vida, sendo um direito humano essencial. Para tanto, comentei que a mesma deve ser de boa qualidade e por isso, a importância do saneamento básico em nossos estudos. Em seguida, interpelei: De onde vem a água que abastece o nosso município? E o aluno A respondeu: “Da Chuva.” O aluno B complementou: “Das montanhas. ” No intuito de direcionar melhor os caminhos para as discussões pretendidas para este evento, apresentei na sequência os slides referentes aos mananciais que abastecem o município de Itaboraí e comento: “Essas são os principais mananciais, ou seja, corpos d’água que nos abastecem, são eles: Rio Guapiaçu e Rio Macacu.” A maioria dos alunos comentou que conhecia tais mananciais por ser um lugar próximo às cidades turísticas de Cachoeira de Macacu e Guapimirim, cidades próximas a Itaboraí, onde muitos dos alunos costumam passar os períodos de lazeres com familiares e amigos. ”

Ainda com relação aos mananciais comento: “os mananciais podem ser superficiais como córregos, rios, lagos represas ou subterrâneos sendo estes contidos no subsolo e podendo aflorar à superfície em forma de nascentes ou minas ou os mais profundos como poços artesianos com a função de abastecimento.”

Na sequência, foi apresentado dados da Agência Nacional de Águas – ANA, por meio do Atlas de abastecimento urbano, bem como informações do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), referentes ao sistema produtor e fornecedor de água do município de Itaboraí ,

chamado Imunana-Laranjal , operado pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE).

De acordo com as informações obtidas na página virtual da ANA, INEA e CEDAE (2016), analisamos conjuntamente que a captação deste sistema é feita pela CEDAE no canal de Imunana, localizado no município de Guapimirim e formado pelos rios Macacu e Guapiaçu (que são regiões hidrográficas da Baía de Ganabara – RHV), a captação no canal e o tratamento da água na Estação de Tratamento de Água (ETA) Laranjal. A partir dela, que o município de Itaboraí é atendido.

Figura 2 – Mananciais e Sistema de abastecimento Imunana-Laranjal.

Dando continuidade, comento com os alunos sobre as etapas de tratamento de água por meio da utilização de uma simulação disponível na página virtual de objetos educacionais4 e dessa forma, faço um paralelo, adaptando ao sistema Imunana - Laranjal e com a ETA de Laranjal, trazendo para nossa realidade. Observo que ao expor a simulação, os alunos que até então estavam dispersos, passaram a fixar o olhar atentamente e voltaram a sua atenção para o que estava sendo exposto, neste instante, percebo olhares e expressões que denotavam curiosidade, sendo indagada pela aluna C : “Professora, isso é um jogo?” . Muitos desconhecem, por ser um recurso ainda pouco utilizado no cotidiano da escola, muitos deles não passaram ainda pela experiência de aulas que utilizam diferentes recursos didáticos. Dessa forma, comento “é uma simulação que irá demonstrar o que ocorre no processo de tratamento de água”.

4

Simulação das etapas de tratamento de água. Disponível em

Dessa maneira, comento: “a cedae faz a captação da água no canal Imunana – Laranjal por meio de bombas a esta é levada por grossas tubulações, chamada de adutoras até chegar a ETA Laranjal.” Sigo ainda comentando todo o processo: “a água chega até uma bacia de tranquilização para diminuir a velocidade da água e nesta etapa ela passa pelo

Documentos relacionados