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Segundo Grupo: Contexto Associado a Processos de Negócio

No documento RIO DE JANEIRO, RJ BRASIL. (páginas 45-50)

3 Trabalhos Relacionados: Contexto em processos de Negócio

3.2 Segundo Grupo: Contexto Associado a Processos de Negócio

Essa seção trata dos trabalhos sobre contexto e processos de negócio. Na

literatura são relatadas as abordagens apresentadas a seguir.

O Modelo de Conhecimento Centrado em Processo (MCCP) considera uma

perspectiva de nível empresarial sobre as relações entre o desempenho da empresa,

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Park, 2008). O objetivo do MCCP é identificar e categorizar o tipo de conhecimento a

ser criado e acumulado em uma maneira centrada no processo. O MCCP classifica o

conhecimento em dois tipos: o conhecimento do processo e o conhecimento de apoio a

tarefas.

Gatti et al. (2009) propôs a arquitetura A-CoBrA que é uma Arquitetura

Sensível ao Contexto de Atividades para Gestão do Conhecimento em Processos de

Negócio e permite processar, raciocinar, compartilhar e recuperar o conhecimento

contextual de atividades intrínsecas a um processo de negócio. O Broker de Contexto de

Atividades é o componente central dessa arquitetura, permitindo o compartilhamento de

conhecimento contextual de atividades. Já a Arquitetura de Integração de Sistemas de

GC e Sistemas de Gestão de Processos de Negócio (GPN) (J. JUNG et al., 2006) trata o

conhecimento de sistemas convencionais de GC, e o conhecimento extraído das

informações geradas em todo o ciclo de vida da GPN. Das propostas estudadas, ela é a

única que contempla o ciclo de vida da GPN integrado com o da GC.

Nunes et al. (2007) apresentaram um modelo para apoiar a Gestão de

Conhecimento baseado em Contexto. Esse modelo prevê a captura, a representação, o

armazenamento, a recuperação e a apresentação de conhecimento contextual em uma

estrutura de memória organizacional, em um cenário de uma atividade em um processo

de negócio. Esse modelo visa a estabelecer uma memória organizacional com os

resultados das atividades e também com o contexto através do qual os seus resultados

foram alcançados. Os autores desenvolveram um modelo para representar o contexto

através de uma ontologia formal que inclui: (i) informações que existem durante a

execução de uma atividade (tempo, artefatos), (ii) informações sobre indivíduos ou

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indivíduos dentro da atividade realizada. Porém, esse modelo não considera contexto do

ambiente externo.

Em comum, todos esses trabalhos consideram importante a associação do

conhecimento contextual com as atividades de um processo como forma de facilitar o

seu reuso, porém, não consideram as variáveis do ambiente externo para adaptação de

seus processos com a exceção da proposta de J. Jung et al. (2006) que faz uso do

benchmarking.

Saidani e Nurcan (2007) também discutem a relevância do contexto na

modelagem de processos de negócio, e incluem na modelagem de processos a descrição

do contexto de execução. Essa abordagem é baseada em quatro procedimentos:

elicitação do contexto, categorização do contexto, adaptação do contexto e mensuração,

e instanciação de processos de negócios. Eles propõem uma taxonomia das informações

de contexto mais comuns (localização, tempo, recursos e organização) para apoiar a fase

de elicitação, sem fornecer um método explícito para isso.

Poucas abordagens na literatura apontam para a importância do contexto externo

em execuções de processos de negócio. Rosemann et al. (2008) argumentam que

identificar, documentar e analisar elementos contextuais (que possam levar a mudanças

nos processos) é a base para o entendimento das interrelações entre as mudanças no

cenário ambiental de uma organização e o seu processo. Os autores propõem integrar

contexto na modelagem de processos, uma vez que o contexto impacta a estrutura do

modelo de processo, e definem um meta modelo que considera a estrutura de um

processo, seus objetivos e contexto. Além disso, eles descreveram um framework de

contexto que foi apresentado no Capítulo 2. Em seguida, eles propõem o seguinte

procedimento para usar esse framewotk: (i) identificar os objetivos do processo; (ii)

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elementos contextuais, (v) tipificar o contexto. O método proposto nessa dissertação

foca na etapa 4 desse procedimento e, diferentemente deste, é baseado em evidências.

Soffer et al. (2010) propõem uma abordagem para o aprendizado e,

gradualmente, a melhoria dos processos de negócio, considerando três elementos:

caminhos do processo, contexto e objetivos. Assim como o método proposto nessa

dissertação, eles argumentam que o sucesso de uma instância de processo pode ser

afetado não só pelo caminho efetivamente executado, mas também por condições

ambientais, não controladas pelo processo. Essa abordagem de aprendizagem é

baseada em uma base de experiência, incluindo os dados de instâncias de execução

do processo: caminho real, o resultado alcançado, e informações de contexto.

3.3 Considerações Finais do Capítulo

Neste capítulo foram apresentados os trabalhos relacionados com a proposta

dessa pesquisa. O método proposto usa como base o modelo analítico PESTEL,

apresentado nesse capítulo, para segmentar o ambiente externo em várias áreas que são

usadas para se identificar os KTs e os seus KIQs, ou seja, as áreas de monitoria ajudam

a identificar as necessidades de informação. O modelo PESTEL também foi usado em

outros trabalhos (PLOESSER, JANIESCH, RECKER, & ROSEMANN, 2009)

(PLOESSER, RECKER & ROSEMANN, 2010) para categorizar o contexto externo

relevante ao processo. Outros modelos analíticos podem ser usados para apoiar na

definição das necessidades de informação e para analisá-las no método proposto nessa

dissertação, além de o analista de IC e o tomador de decisão terem flexibilidade de usar

outras áreas de monitoria não previstas no modelo PESTEL.

Foram apresentados também os trabalhos que relacionam contexto a processos,

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externo em atividades específicas do processo de negócio. Nessa dissertação é proposta

a identificação do contexto externo relacionado a atividades de um processo de negócio,

permitindo assim que os responsáveis pelo processo possam dinamicamente interferir

no resultado dessa atividade específica, aplicando os conhecimentos adquiridos

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