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SEGURANÇA  O aluno reconhece a existência de peri-

gos na utilização de ferramentas digitais (para o utilizador e para os equipamen- tos) e assume comportamentos respon- sáveis de segurança.

 O aluno respeita os direitos de autor e a propriedade intelectual da informação disponibilizada em fontes electrónicas.  O aluno assume comportamentos que

respeitam as regras de conduta online (“Netiqueta”) e as normas de funciona- mento subjacentes a cada ambiente di- gital.

 O aluno reconhece a existência de peri- gos na utilização de ferramentas digitais (para o utilizador e para os equipamen- tos), assume comportamentos responsá- veis de segurança e certifica-se da exis- tência de medidas técnicas de protec- ção (anti-vírus, anti-spyware, etc.).  O aluno respeita os direitos de autor e a

propriedade intelectual da informação disponibilizada em fontes electrónicas.  O aluno assume comportamentos que

respeitam as regras de conduta online (“Netiqueta”) e as normas de funciona- mento de cada ambiente digital.

Quadro 5. Metas Intermédias de Aprendizagem em TIC para o 2º e 3º ciclos do ensino básico

Por seu lado, as Metas de Aprendizagem das LE, embora preconizem objetivos intermédios para cada um dos anos dos vários ciclos de ensino, tornam-se mais difíceis de comparar neste campo, uma vez que as diferenças entre os descritores propostos, por exemplo, para cada um dos seis domínios (compreensão oral, compreensão escrita, interação oral, interação escrita, produção oral e produção escrita), se prendem com especificidades próprias da linguagem. No âmbito da compreensão oral, o descritor para o 7º ano é “[i]dentifica um número limitado de palavras e de frases simples em instruções, mensagens e textos simples e curtos […] relativos à identificação e caracterização pessoais, hábitos, necessidades do quotidiano e meio envolvente […]”; enquanto para o 8º ano é “[i]dentifica palavras-chave e frases simples e infere o sentido geral em mensagens e textos simples e

curtos […] relacionados com o meio envolvente, situações do quotidiano e experiências pessoais […]”; e para o final do ciclo (9º ano) “[c]ompreende as ideias principais e informação relevante explícita em mensagens e textos curtos […] sobre experiências pessoais e situações do quotidiano, interesses próprios e temas da atualidade […]”. Como se pode constatar, a grande diferença está na passagem do 8º para o 9º ano e isso corresponde, exactamente, à mudança do nível A2.1 para o A2.2. Decerto, estas mudanças mais significativas têm a ver com o desejo de consolidar as aprendizagens esperadas no final do nível inicial (A2) de uma LE, em conformidade com o QECR.

Poderíamos aqui mencionar muitos outros exemplos da progressão em espiral do currículo de ELE, porém o que importa, neste momento, é destacar aqueles que são os níveis de desempenho esperados para o 8º ano (LE II), porque é o que corresponde ao público-alvo da nossa intervenção didática.

Domínio O Aluno

Compreensão Oral

Identifica palavras-chave e frases simples e infere o sentido geral em mensagens e textos simples e curtos (anúncios públicos, mensagens telefónicas, publicidades, canções, clips, entre outros) relacionados com o meio envolvente, situações do quotidiano e experiências pessoais, sempre que sejam articulados de forma clara e pausada.

Compreensão Escrita

Identifica palavras-chave e frases simples e infere o sentido geral em mensagens e textos simples e curtos (cartas e mensagens, folhetos, publicidades, catálogos, receitas, ementas, artigos de jornal, banda desenhada, entre outros), relacionados com o meio envolvente, situações do quotidiano e experiências pessoais, sempre que sejam constituídos essencialmente por frases simples e vocabulário familiar.

Interação Oral

Interage em conversas curtas, bem estruturadas e ligadas a situações familiares. Pede e dá informações e troca opiniões sobre o meio envolvente, situações do quotidiano e experiências pessoais, tendo em conta o discurso do interlocutor e respeitando os princípios de delicadeza. Pronuncia, geralmente, de forma compreensível, um repertório limitado de expressões e de frases, mobilizando estruturas gramaticais elementares.

Interação Escrita

Escreve cartas e mensagens simples e curtas (50-60 palavras). Pede e dá informações sobre o meio envolvente e situações do quotidiano e experiências pessoais. Respeita as convenções textuais e sociolinguísticas das mensagens e cartas, adequando-as ao destinatário. Utiliza vocabulário elementar e frases simples, articulando as ideias com conetores básicos de coordenação e subordinação.

Produção Oral

Exprime-se, de forma simples, em monólogos curtos preparados previamente. Descreve o meio envolvente e situações do quotidiano; conta experiências pessoais e acontecimentos reais ou imaginários, presentes ou passados e exprime opiniões, gostos e preferências.

Usa um repertório limitado de expressões e de frases, mobilizando estruturas gramaticais elementares. Pronuncia de forma suficientemente clara para ser entendido.

Produção Escrita

Escreve textos simples e curtos (50-60 palavras). Descreve situações do quotidiano; conta experiências pessoais e acontecimentos reais ou imaginários, presentes ou passados e exprime opiniões, gostos e preferências. Respeita as convenções textuais e utiliza vocabulário elementar e frases simples, articulando as ideias com conetores básicos de coordenação e subordinação.

Quadro 6. Metas Intermédias de Aprendizagem em LE II para o 3º ciclo do ensino básico

Ora, como as metas evidenciam, há três tipos de domínios: a compreensão (ou receção), a interação e a produção; e cada um deles deve ser entendido na sua vertente oral e/ou escrita, consoante o “suporte” em que a mensagem se desenvolve. O QECR contempla ainda, para cada um destes domínios, algumas estratégias de consecução das diferentes atividades, e – não menos importante – refere também o domínio da mediação (oral e escrita), contemplando atividades de interpretação (simultânea, consecutiva ou informal), tradução, resumo e paráfrase (Conselho da Europa, 2001, p.129). Apesar de não assumir um papel preponderante no ensino das línguas – tal como se pode concluir pelo facto de não constituírem um dos principais domínios referenciados nas Metas –, as atividades de

mediação assumem particular relevância no contexto desta monografia26, posto que funcionam como estratégias no desenvolvimento dos restantes domínios como a interação, a compreensão e a produção.

Podemos afirmar que existe uma relação direta e linear entre os três primeiros domínios das Metas em TIC e os três domínios das Metas das LE. Sistematizamos, assim, esta relação unívoca que aproxima naturalmente as duas áreas disciplinares e facilita a concretização da “filosofia explicitamente assumida no Currículo Nacional do Ensino Básico (Dec. Lei 6/2001, de 18 de janeiro) – as TIC como ‘formação transdisciplinar’” (Costa, 2010, p.1):

Metas em TIC Metas de ELE – II

Informação Compreensão oral e escrita

Comunicação Interação oral e escrita

Produção Produção oral e escrita

Quadro 7. Relação entre domínios das Metas em TIC e em LE

Desta forma, assumimos aqui que o domínio da segurança – que não sofrera qualquer alteração dos descritores do 2º para o 3º ciclo – é secundário, uma vez que decorre de uma atitude inerente dos utilizadores das tecnologias ou, por outro lado, implica um conhecimento de protocolos e outras regras de segurança, cujo aprofundamento não se enquadra nos objetivos disciplinares, embora o respeito pelos direitos de autor, pelas normas de conduta e por comportamentos seguros lhe deva estar intrinsecamente associado.

26 Desenvolvemos alguns aspetos relativos à mediação no capítulo II deste relatório, mais concretamente no

Em suma, está apresentado o quadro teórico que alicerça o nosso projeto de integração das competências em TIC no ensino do ELE. Mais adiante, desenvolveremos os fundamentos das TIC, enquanto competência estratégica associada ao processo de ensino-aprendizagem, e apresentaremos os descritores de desempenho esperados, no contexto da nossa unidade didática, resultantes desta interseção das Metas em TIC com as Metas em ELE.

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