Capítulo I Contextualização das Práticas de Ensino Supervisionadas em Educação
1. Prática Supervisionada em Educação Pré-Escolar (PSEPE) e no º Ciclo do
1.1. Enquadramento global da Prática Supervisionada em Educação Pré-
1.1.6. Implementações
1.1.6.2. Semanas de implementação
Para as semanas de implementação, como se pode observar no esquema 1, abaixo apresentado, podemos visualizar os diferentes temas das unidades didáticas no decorrer das diversas semanas de implementação.
Esquema 1: Esquema global da Organização e Desenvolvimento da Prática Supervisionada
Reflexões semanais
Na primeira semana de implementação, a investigadora criou atividades coletivas com outras colegas de estágio. Como afirma, Bastos (2013, p.54), citando Wood (1997), “(…) o teatro para crianças é uma arte à parte, com qualidades que o tornam muito distinto do teatro para os adultos. Não é um teatro para adultos simplificado: tem a sua própria dinâmica e as suas próprias recompensas”, significa que o teatro tem um papel importante no enriquecimento da cultura das crianças.
Foi possível trabalhar mais que uma área a partir desta atividade, o que foi possível, pois quando criámos a peça, tivemos em atenção explorar não só o Halloween, como as tradições nacionais e internacionais associadas a esta temática.
No início da manhã, há sempre crianças que brincam livremente. Como estava bom tempo, elas brincaram no parque exterior, à apanhada, no baloiço, etc. A atividade seguinte decorreu na sala dos quatro anos, onde apresentámos uma peça de fantoches para as três salas. Nesta peça, explorámos conceitos do dia 31 de outubro e o 1 de novembro. Como uma das minhas colegas era espanhola, aproveitámos para fazer algumas alusões à cultura desse país. Abordámos a importância da alimentação, diferenciando entre verduras, legumes e frutas, a partir da história “A cesta da Dona
eram desconhecidos, para os quais dei mais atenção, de forma a tornar mais fácil a compreensão e definição dos mesmos. Como se pode verificar na Figura 24, criámos um painel onde as crianças classificaram cada imagem que lhes apresentava, primeiro de forma individual e depois confirmavam ou não, a sua escolha. Algumas imagens foram difíceis de classificar nestas categorias como o tomate, porque o comemos como legume e não como fruta.
Figura 24: Classificação dos alimentos
Na segunda semana, como se pode constatar no esquema 1, o tema foi o Magusto. Comecei por fazer a audição e exploração da história de São Martinho, as crianças fizeram uma boa interpretação da história, pois a maioria já tinha alguns conhecimentos sobre a mesma. Desta forma, tentei ‘puxar mais’ por estas, sempre com o auxílio dos colegas de forma a interagirem como grupo. Como primeira atividade, abordámos o que era mais saliente na história, e que todas as crianças gostam: as castanhas. As crianças cortaram tiras de papel, fizerem bolas pequenas a partir destas e, posteriormente, colaram-nas na castanha. Esta atividade teve alguns obstáculos como algumas crianças colarem demasiadas bolas nas castanhas, as outras deixaram de ter, sendo assim, durante o almoço, aproveitei para fazer mais bolas. O objetivo final na atividade era colar as castanhas no hall da sala.
No decorrer da semana realizou-se a elaboração de origamis. Começámos por as crianças descobrirem se o que havia dentro da saca das surpresas: pelo e penas. Posteriormente, identificaram as pelagens de alguns animais, não havendo dúvidas. A partir desta atividade uma das crianças falou do cavalo, o que me levou para o que se realizaria na etapa seguinte, o origami de um cavalo. Esta atividade demorou mais do que tinha previsto, pois demoraram muito a fazer as dobragens, poderia ter melhorado a sua execução se colocasse cor nas pontas das folhas de forma a ser mais fácil e autónomo.
Nas semanas seguintes o tema eram as profissões. Estas foram os bombeiros, pasteleiros, cientista e polícia. Em ambas as semanas comecei com pequenas peças de fantoches.
Na terceira semana o tema do diálogo girou à volta da importância dos bombeiros, com a exploração e explicação das imagens do pictograma. No final criaram escadas, com palhinhas para ajudar o bombeiro a salvar o gato que estava na árvore. Para explorar o pasteleiro, começamos por ouvir a história de “João e Maria” em desenhos
animados. Algumas crianças disseram que queriam viver numa casa feita de doces como as personagens. De seguida, foram eles os pasteleiros, como se pode observar na figura 25, confecionaram um salame, que foi comido ao lanche. Ainda nesta semana criaram o chapéu de pasteleiro, a partir de folhas de papel branco.
Figura 25: Medição do açúcar para o Salame de Bolacha
Na quarta semana os temas trabalhados foram o cientista e a polícia. Como qualquer cientista fizemos experiências, como encher balões com vinagre e bicarbonato de sódio, como se pode observar na figura 26, as crianças ficaram espantadas, com os balões quando começaram a ficar maiores. Ainda como cientistas criamos massa de cor (figura 27), que exploraram, fazendo bonecos de neve, elefantes, pulseiras, escrever o seu nome…. Mostrando interesse e participação durante a sua resolução.
Figura 26: Medições para o enchimento dos balões Figura 27: Medições dos ingredientes para a plasticina
Uma das atividades que a investigadora considerou mais educativa realizou-se nesta semana, concretamente no dia 22 de novembro. A profissão trabalhada foi o polícia, para a sua concretização os alunos estarem divididos em três grupos, os policias, os peões e os condutores, indo trocando entre si. Haviam sinais de trânsito e todos tinham de os respeitar, como se pode ver nas figuras 28, os sinais que estavam nos cones e na figura 29 as crianças a jogar.
Figura 28: Sinais de trânsito Figura 29: A meio do jogo dos trajetos
Na quinta semana de implementação teve a duração de dois dias, porque nos outros estive a assistir às atividades das outras colegas, em outras instituições. Nos dias em que trabalhei com o meu grupo explorou-se a história do nascimento de Cristo, através de várias imagens espalhadas pelo hall de entrada da instituição, posteriormente as crianças pintaram os dedos da mão de uma cor e a palma de outra, fazendo impressão na folha de papel, como se pode observar na figura 30. Para a sua realização as crianças tiveram sempre de lavar as mãos depois de as pintarem, para ser possível fazerem os três Reis Magos. Quando estavam secos com caneta permanente completaram as feições da cara, olhos, nariz e boca.
Figura 30: Pintar com as mãos os Reis Magos
Nas duas semanas seguintes de implementação, o tema explorado foi o Natal. Começou por uma história pouco habitual “Natal nas Asas do Arco-Íris”, para de seguida se fazer a carta ao Pai Natal. A escolha da história devesse ao facto de não falar diretamente do natal, mas sim da alegria, das cores, da entreajuda, tudo conceitos trabalhados na altura, natalícia, apenas no final da obra aparecia referência ao Pai Natal. Posteriormente, aprenderam uma parte da música “É Natal-Salvação e Luz”, isto para podermos passar para a estampagem de luzes, com rolhas de cortiça, numa folha (figura 31).
Figura 31: Estampagem de luzes com tinta
Na oitava e nona semana de implementação, o tema envolvia era o inverno e as atividades tiveram como objetivo a exploração do vestuário de inverno e o tempo. Para o vestuário, cada criança fez de forma individual um estendal onde colaram as peças de roupa conforme a legenda da sua folha (figura 32) a partir destas imagens as crianças tiveram de identificar a quantidade de silabas que estas possuíam (figura 33) e, por fim, resolução de tabela de dupla entrada (figura 34).
Figura 32: Estendal de roupa de inverno Figura 33: Numeração de silabas