Senadores têm o direito de falar e têm o direito de perguntar.
SR. PRESIDENTE SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Tem, tem todo direito.
SR. JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Só responder de Coari-Manaus, porque o senador, eu sei que ele tem um carinho especial pelo gasoduto Coari-Manaus. Nós já concluímos o gasoduto Coari-Manaus, estamos na fase de remontagem do GLPduto entre Coari e Urucu, para substituir o gás natural, o GLP, por gás natural e, portanto, a partir de setembro, nós teremos ele operacional. Mas ele já está
concluído--SENADOR TASSO JEREISSATI (PSDB-CE): Eu preciso ir, mas eu pediria sua licença e aos outros senadores, que eu queria saudar, antes de ir, ao regime da Albânia, do nosso querido Senado, como o regime que deve prevalecer.
[falas sobrepostas]
SENADOR INÁCIO ARRUDA (PCdoB-CE): É uma provocação de saída.
SR. JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: Como eu disse antes, nós estamos aumentando nossa atividade exploratória lá, para tentar garantir a sustentabilidade da produção de gás no longo prazo, para atender a demanda da região amazônica e, em particular, a demanda termoelétrica da região amazônica.
SENADOR ARTHUR VIRGÍLIO (PSDB-AM): E Juruá?
SR. JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI: É, a Bacia do Solimões e a Bacia do Amazonas são áreas que nós estamos intensificando a atividade exploratória, mas tem que ter atividade exploratória antes de se fazer a produção.
SENADOR ANTONIO CARLOS VALADARES (PSB-SE):
Presidente, que seja observado o tempo de três minutos.
SR. PRESIDENTE SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Não, é o
seguinte--SENADOR ANTONIO CARLOS VALADARES (PSB-SE): A sessão do Congresso vai começar daqui a pouco.
SR. PRESIDENTE SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Senador Antonio Carlos, os autores de Requerimento têm um tempo maior. É verdade que esse tempo maior, também extrapolaram nesse tempo. Mas agora não é o problema do Estado mínimo, vamos voltar o tempo mínimo. Com a palavra
o--SENADOR FLEXA RIBEIRO (PSDB-PA): Pela ordem, Sr. Presidente.
SR. PRESIDENTE SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Senador Antonio Carlos Júnior.
SENADOR ANTÔNIO CARLOS JÚNIOR (DEM-BA): Sr. Presidente Garibaldi Alves, Dr. Sérgio Gabrielli, Presidente da Petrobras, Senador José Eduardo Dutra. Presidente Gabrielli, me preocupa a questão da política, no longo prazo, dos preços para os derivados do mercado interno. Esse assunto, agora, em prazo recente, nós tivemos momentos em que a Petrobras bancou o aumento dos preços internacionais e depois, num segundo momento, bancou a desvalorização do real, não alterando significativamente o preço dos combustíveis e, posteriormente, também não repassou a queda do preço internacional do petróleo, que foi significativa. Ora, eu não acredito que haja volatilidade grande, espero que não haja, daqui pra frente, tanto no... Tanto no... No valor do real, quanto, também, na questão dos preços internacionais do petróleo.
Porém, essa volatilidade lá atrás... Quer dizer, a questão dos preços gerou volatilidade na geração de caixa da Petrobras. É óbvio. E o que preocupa é que se isso acontecer de novo, a Petrobras tem um ambicioso programa de investimentos de 184 bilhões, dos quais 148 seriam financiados com recursos da própria geração de gás, ou seja, 86%, no período de 2009 e 2013, então, havendo volatilidade, como é que haveria compatibilização da política de preços da Petrobras com esse ambicioso programa de investimentos, com financiamento [soa a campainha] de 86%, com geração de caixa. Eu queria sua posição sobre esse assunto.
SR. PRESIDENTE SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Agradeço ao Senador Antonio Carlos, pela colaboração com relação ao tempo, e concedo a palavra ao Senador Inácio Arruda.
SENADOR INÁCIO ARRUDA (PCdoB-CE): Sr. Presidente, inicialmente, eu sou a favor do tempo mínimo no relógio grande, e sobre a questão do Estado, eu... Uma opinião breve, porque uma coisa está entrelaçada com a outra. O problema é saber se nós temos vontade, disposição, no nosso país, para ter um Estado com capacidade de tocar um projeto de nação. Porque todas essas nações que aí estão, que foram apresentadas pelo Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, China, mesmo a Índia, com dificuldades, busca montar seu Estado nacional e ter o seu projeto. Acho que essa que é a tentativa do Brasil, de ter o seu
Estado. E a Petrobras, por sorte nossa, por pouco, por muito pouco, não perdemos a própria Petrobras. Porque é uma sorte ainda ter a Petrobras para poder desenvolver um projeto da envergadura que nós estamos tendo hoje. O que só foi possível porque se retomou a capacidade de investir do Estado. Se fosse naquela onda liquidacionista do Estado Brasileiro, nós não teríamos capacidade de nada. Nós estaríamos muito pior do que a Albânia e o leste europeu em conjunto; que é a liquidação total, talvez com base americanas ocupando o território, que é o que tem, atualmente, naquela região do mundo, infelizmente. Acho que nós conseguimos, pelo menos sustentamos algumas empresas que têm a capacidade de ajudar num projeto nacional e de ser indutora de segmentos enormes da economia brasileira. As várias... Os vários painéis que foram apresentados dão a ideia do que você pode puxar de empresas privadas brasileiras e de investidores externos para o Brasil, via a ação [soa a campainha] de uma empresa com a capacidade como tem a Petrobras.
Então, acho que essa é uma discussão boa. É uma discussão boa. É um bom debate, para que a gente possa aumentar a unidade das forças políticas, econômicas e sociais em torno de um projeto nacional, um projeto de Brasil. Acho que aqui nós temos terreno. É um bom debate. E eu gostaria de agregar um interesse, digamos assim, regional. O específico do Estado e da região. Temos ali o Gasene. Então, o que eu estou imaginando? É que a gente possa ampliar esse transporte de gás numa capacidade adequada, porque hoje o que nós temos chegando ao Ceará, vindo de Guamaré, a nossa bitola está muito estreita. O gás que chega lá já está liquidado. Para o Rio Grande do Norte, para Pernambuco, a parte que vai até Pernambuco, e da parte do Rio Grande do Norte é que vai até o Ceará. Então, isso aí já está todo mapeado, todo usado, não tem mais como expandir. Nós temos um problema ecológico grave, que não é só nosso, do Ceará. É um problema do Ceará, é um problema do Rio Grande do Norte, é um problema de parte da Paraíba, é um problema na região do Piauí... Nós temos centenas de olarias; centenas, que queimam lenha ilegalmente, porque o IBAMA nem dá licença para ele retirar essa lenha. Essa lenha não praga tributo nenhum, porque ela vai... Ela é ilegal. Se ela for legalizada, vai tributada. Então ela não é legal. Ela é uma lenha ilegal, que vai para essas fornalhas todas. Então, nós poderíamos ter uma alternativa. Agora, nós precisamos ampliar essa nossa capacidade. Hoje ela não é suficiente. Além dos grandes consumidores que nós temos na ponta, lá, no Maranhão. Mas, passando pelo Ceará, evidentemente.
Então acho que nós poderíamos aproveitar... Eu tenho essa idéia, de que o Gasene chegue até a ponta do Nordeste, que é em São Luís. Isso nos ajudaria. Eu sei que a alteração da lei do gás talvez diminua os interesses da Petrobras. Mas não tem só a Petrobras no setor. Tem as empresas estaduais. Nós podemos nos consorciar. Nós podemos trabalhar em conjunto para o benefício de uma região inteira, que tem grandes perspectivas para ajudar o Brasil numa situação dessa, crítica, de crise
que nós estamos vivendo, provocada pelos americanos, mas com forte impacto em todo mundo, é um potencial, o nordeste brasileiro.
E por último, então, quer dizer, projeto não está faltando, Presidente Gabrielli. Esses projetos, muitos foram... Os projetos técnicos, estudos ambientais, etc., muitos foram contratados pela própria Petrobras, já tem isso pronto, é uma questão de decisão, de se encontrar a melhor maneira, o financiamento, e construirmos essa alternativa tão importante para aquela região. A outra é que nós temos ali um terminal de gás. Mas depois eu fiquei encucado com o nosso terminal de gás no Pecém. Por quê? Porque nós estamos fazendo uma troca de temperatura com o mar. Nós estamos jogando... É como se estivesse jogando frio no mar. Então, precisa ter a ideia de que isso está acontecendo, porque se estiver acontecendo, eu prefiro o terminal em terra, para que a gente faça essa troca direto com galpões refrigerados, jogando esse frio nesses galpões, para que a gente possa aproveitar, porque o terminal do Pecém é um terminal de frutas, flores, pescados, e que exige você ter um tratamento de refrigeração muito adequado.
Então, você instalar um grande armazém para comportar esse tipo de carga, [soa a campainha] exige um investimento muito importante nessa área de refrigeração e de aproveitamento do frio. Então, eu gostaria de saber... Nós estamos jogando frio no mar, esses mais de 170 graus negativos estão sendo jogados no mar ou nós podemos aproveitar esse frio em terra? Como é essa troca de frio ali, naquela região, se pode ser aproveitado para refrigeração, também, em galpões que possam ser a logística da nossa área de pescados, de flores e de verduras e frutas, na exportação que nós fazemos ali, naquela região.
SR. PRESIDENTE SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Com a palavra o Senador Flexa Ribeiro.
SENADOR FLEXA RIBEIRO (PSDB-PA): Presidente, Senador Garibaldi Alves, Sras. Senadoras, Srs. Senadores. Dr. Sérgio Gabrielli, Presidente da Petrobras, Senador José Eduardo Dutra, Presidente da Petrobras Distribuidora. Presidente Sérgio Gabrielli, como eu disse no início da Audiência Pública, as perguntas que já foram feitas já esclareceram algumas dúvidas que eu também iria pedir esclarecimento. Eu só queria fazer uma primeira pergunta ao Senador Inácio Arruda. Ele está com dúvida que, se não fosse a crise, o Presidente Lula iria privatizar a Petrobras? Porque ele disse por pouco, muito pouco, quer dizer, ele passa uma informação para os telespectadores da TV Senado que precisa ser esclarecida. Porque me parece que a dúvida dele é de que, se não houvesse a crise, a Petrobras seria privatizada pelo Presidente Lula. Só queria, depois, que o senador pudesse me esclarecer esse questionamento, porque a Petrobras é um patrimônio nacional, que tem o respeito e admiração de todos nós, brasileiros.
Então eu quero que, depois, ele, realmente, explique melhor essa dúvida dele, esse quase muito pouco. Mas, Presidente Gabrielli, eu vou
fazer três perguntas só; uma questão, acho que é técnica política. A questão do preço dos combustíveis, que já foi colocado por diversos senadores, eu tenho um requerimento aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia, para que façamos uma Audiência Pública com esse objetivo, para que a gente possa esclarecer à sociedade, aos usuários, como é que é composto esse preço. Por que é que ele sobe quando o dólar sobe e não baixa quando o dólar baixa?
Então, essa questão [soa a campainha] que foi levantada pelo Senador Tasso, pelo Senador Antonio Carlos Júnior, vários senadores, de saber se o Governo está fazendo caixa ou não com o bolso do consumidor. V.Sa. mesmo disse que a cada dólar, no preço do barril, que sobe, a Petrobras tem um ganho, na aplicação, de 500 milhões de dólares, se eu entendi bem. Ou seja, na capacidade de investimento dela. Não seria o caso... Não seria o caso de que, no momento de crise, o Governo estar sugando mais do povo do que o necessário para manter uma ação midiática? Aí é a pergunta que nós vamos poder responder, e eu solicito ao Senador Garibaldi Alves, vou encaminhar um requerimento do mesmo teor do da Comissão de Ciência e Tecnologia, para que façamos em conjunto: CAE, Ciência e Tecnologia, para que possamos e diria até falar com o Senador Casagrande, de Defesa do Consumidor, para que possamos abrir essa caixa-preta, que é como se compõe o valor dos combustíveis em nosso país.
Mas eu lhe perguntaria, Presidente Sérgio, José Sérgio Gabrielli, quando V.Sa. esteve aqui, naquele momento de embate com a Bolívia, numa das vezes, V.Sa. se colocou contrário à renegociação do contrato de fornecimento de gás. Clara, foi inclusive elogiado por todos aqui, que lhe escutaram. Lamentavelmente, tivemos que ceder à pressão do Governo boliviano. Eu perguntaria a V.Sa.: no momento em que há uma redução de demanda, há uma redução no preço do barril, há uma redução no preço do gás, não é... Chegou o momento, também, de agora ser uma ação do Governo Brasileiro, de renegociar de novo com a Bolívia, em novos patamares do que aqueles que foram renegociados anteriormente? É uma questão que eu gostaria que V.Sa. me pudesse esclarecer. Uma outra, já diretamente com relação ao plano de investimento da Petrobras no exterior, que chegariam a quase 20 bilhões de dólares. Quanto deste valor será investido na Bolívia, e se haverá investimento na Bolívia, se a Petrobras não aprendeu a lição, ou melhor, o Brasil não aprendeu a lição, de ter seus ativos confiscados pelo Governo boliviano.
Outro que diz respeito ao meu Estado do Pará, Presidente Gabrielli, nós todos queremos ter uma rede de gás que seja a nível nacional. Eu pergunto a V.Sa.: Quando que nós vamos ter gás no Pará? Senador Inácio falou no Gasene, gás para o Nordeste, gás... Agora, quando nós vamos ter gás em Belém, em Barcarena, em Carajás, Parauapebas e Marabá? Porque não se fala nisso. É preciso que o gás chegue também... Falam que vai vir do Amazonas, através lá, do gasoduto que vem lá de... O
município lá que produz. Coari, não é, que produz o... Gostaria de saber quando nós vamos ter gás no Pará. E por último: no plano de negócios que V.Sa. apresentou aqui, a Petrobras prevê refinarias em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, também companhias petroquímicas no Rio e Pernambuco. Como é feita essa escolha da localização das refinarias? É técnica ou é política? Porque se for política, eu quero, aqui, fazer um apelo à Governadora Ana Júlia, que é do partido do Presidente Lula, que ela também se esforce.
Governadora Ana Júlia, por favor, vá lá com o Presidente Lula, nós vamos ter uma refinaria no Maranhão, parabéns para o Ministro Edison Lobão, está defendendo o Maranhão. Vamos ter no Ceará, parabéns ao Senador Tasso. Mas nós temos que ter no Pará. Vá até lá e eu quero saber, Senador(sic) Gabrielli, como é que é feita essa escolha. É técnica ou política? Porque se for técnica, o Pará tem todas as condições de sediar e
ter--SENADOR MARCELO CRIVELLA (PRB-RJ): Flexa, não esquece de parabenizar o Arruda também, pela refinaria do Ceará. Não é só o Tasso, lá tem três Senadores.
SR. PRESIDENTE SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN): Concedo a palavra à Senadora Rosalba Ciarlini.
SENADORA ROSALBA CIARLINI (DEM-RN): Sr. Presidente, Dr. Sérgio Gabrielli, Presidente da Petrobras, Dr. José Eduardo Dutra, nosso sempre Senador. Olha, a questão, vou ser muito objetiva, até porque eu acho que quem está nos assistindo, nos ouvindo, não está interessado em saber qual regime de tal país, por que é que isso aconteceu ou deixou... Está querendo saber, realmente, como a Petrobras, que tem sido uma empresa que, realmente, eu sempre defendi, até porque eu sou do Rio Grande do Norte, conheço a Petrobras desde quando, no Hotel Thermas de Mossoró, jorrou petróleo, foi uma descoberta... Em busca de água se achou petróleo; lá na minha cidade, Mossoró.
Então, a minha pergunta é a seguinte: desde a década de 70 que a nossa região é produtora. E sempre que se falava em refinaria, uma nova refinaria no Brasil, e se dizia que a localização deveria ser no Nordeste, nós alimentamos e acalentamos o sonho de que seria no Rio Grande do Norte. Até porque nós produzimos e sabemos que o nosso petróleo é um petróleo em terra, é um petróleo de custo de produção muito baixo, comparativamente com outros, que são na plataforma marítima, apesar da nossa produção ser relativamente pequena e está caindo, e aí já deixo a primeira pergunta. A queda da produção já é em função de que os postos já estão começando a rarear, quer dizer, o óleo já está realmente acabando ou é por falta de novos investimentos? Isso já está trazendo muita preocupação e sempre que falamos na refinaria que, por questões técnicas... E aí, Senador Flexa, por questões técnicas, por produzirmos, nós achávamos [soa a campainha] que deveria ficar onde se produzia e porque seria, de certa forma, uma compensação, porque o petróleo é
finito.
Mas, quando surgiu a primeira refinaria do Nordeste, o Presidente anunciou para Pernambuco. Nada contra Pernambuco, muito pelo contrário, eu tenho uma neta pernambucana. Mas, acontece que, quando procuramos saber... As questões seriam técnicas? Não foi essa a resposta. Disseram que foi uma exigência do Hugo Chávez, do Presidente da Venezuela, que, através da PDVSA, seria o parceiro para esta refinaria.
SENADOR FLEXA RIBEIRO (PSDB-PA): [pronunciamento fora do microfone]
SENADORA ROSALBA CIARLINI (DEM-RN): Exatamente. Então eu gostaria de saber... Inclusive escolhendo o nome, Refinaria Abreu e Lima, Pernambuco. O que é que há de concreto sobre isso? De vez que, chegou a ser anunciado a opção de Pernambuco, que foi por pressão do próprio Hugo Chávez. Então eu queria saber isso. Então, [soa a campainha] perdemos a primeira oportunidade, mas também o Presidente é Pernambucano e tem aquela velha história, "Mateus, primeiro os meus, depois os teus."
Aí, veio, mais uma vez, a nossa esperança, a nossa expectativa com a refinaria a prêmio. No Maranhão. O Lobão Filho saiu, mas ele também, Presidente, Ministro, se detectou que o Maranhão era onde realmente, tecnicamente, deveria ser. Mas veio uma terceira oportunidade, e que aí tem um pouquinho a ver, que o Ceará também contribui nessa bacia. Foi para o Ceará. Mais uma refinaria. E se diz lá no estado, toda hora, que nós vamos ter uma refinaria. Eu entendo... Me desculpe, eu não tenho... Infelizmente, o conhecimento técnico que o senhor tem, que o Dr. José Dutra deve ter, até porque os técnicos da área... Mas eu entendo, quando fala em refinaria, é algo que vai pegar o óleo e vai tirar dele todos os seus subprodutos, inclusive a nafta, que é o subproduto que dá condições a que seja associado um pólo petroquímico. Porque aí, sim, quando o petróleo acabasse no Rio Grande do Norte, nós poderíamos dizer: “Ficamos com compensação para garantir o emprego, a renda, as oportunidades no nosso estado”.
Então, lá no Pólo de Guamaré, que fica na região, ali, do Vale do Açu, próximo à Macau, e o Senador Garibaldi conhece bem, foi Governador; lá, desde 2001, eu era Prefeita, e tive a oportunidade, ele Governador, Dr. Horácio Lugon era o superintendente, Dr. Clauder(F) era o responsável pela área, principalmente Mossoró, quando se estava inaugurando uma planta, se não me engano foi em 2001, de processamento de óleo diesel, anunciando o início da preparação para o processamento da produção de querosene de aviação. Agora, naquele momento, aliás, se inaugurando a produção de querosene de avião e se anunciando que iríamos ter uma planta de gasolina. Só gasolina.
Então... Agora, quando houve essa discussão e toda a bancada, Governadora, se procurou o Governo... Com certeza o senhor deve ter
recebido muitos dos representantes do nosso estado, perguntando pela nossa refinaria, se anunciou que ia ter uma refinaria. A Governadora já colocou até o nome, Refinaria Clara Camarão, em homenagem a uma grande mulher do nosso Rio Grande do Norte. Mas eu quero dizer com toda clareza, qual é o investimento real que vai acontecer no Rio Grande do Norte e qual é o investimento da prêmio lá do Maranhão? Por que é que nós... Se nós vamos ser refinaria, por que é que só vai ser uma planta de gasolina? São isso que eu gostaria de saber. Porque eu acho que nós estamos, realmente, há mais de 30 anos produzindo, na esperança, nesse sonho, de termos uma refinaria. E sentimos e eu quero até um esclarecimento, como eu falei ao senhor, a minha área é a de saúde, eu não sou... Sou parte técnica, principalmente na engenharia do petróleo, aprendi... O pouco que sei foi de ver, de assistir, de acompanhar e quero, aqui, aproveitar e dizer, quando se fala na área cultural, a Petrobras tem sido parceiro de grandes projetos, nós temos o melhor teatro do Nordeste, que foi construído em parceria. 25% foi recursos que a Petrobras, através da Lei Rouanet e da lei de incentivo... Lei de incentivo, no nosso estado, à cultura, colocou, e o restante foi a Prefeitura de Mossoró, com recursos próprios do nosso povo. Mas foi um grande avanço e, com o teatro e outros investimentos que foram feitos da própria Prefeitura, outros também, em parceria com a Petrobras, como o Museu do Petróleo, acho que é o único local onde temos o Museu do Petróleo, lá na Estação das Artes; nós conseguimos avançar tanto nessa área cultural que a cidade passou a ser chamada de “Capital da cultura do Rio Grande