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O exercício seguinte é a concentração na sensação. A sensação escolhida pode ser

de frio, calor, peso, leveza, fome, sede, e deve ser fixada na mente até se

conseguir mantê-la, sem nenhuma imaginação auditiva ou visual, durante pelo

menos cinco minutos. Quando formos capazes de escolher a de manter qualquer

sensação, então poderemos passar ao exercício seguinte.

d) olfativos

Em seguida vem a concentração no olfato. Imaginemos o perfume de algumas

flores, como rosas, lilases, violetas ou outras, e fixemos essa idéia, sem deixar

aparecer a representação visual dessas flores. A mesma coisa deve ser feita com

os mais diversos odores desagradáveis. Esse tipo de concentração também deve

ser praticado até se conseguir escolher qualquer um dos odores e imaginá-lo por

pelo menos cinco minutos.

e) gustativos

A última concentração nos sentidos é a do paladar. Sem pensar numa comida ou

bebida ou imaginá-la, devemos concentrarnos em seu gosto. No início devemos

escolher as sensações de paladar mais básicas, como o doce, o azedo, o amargo e

o salgado. Quando tivermos conseguido firmá-las, poderemos passar ao paladar

dos mais diversos temperos, conforme o gosto do aprendiz. Ao aprender a fixar

qualquer um deles, segundo a vontade do aluno, por no mínimo cinco minutos,

então o objetivo do exercício terá sido alcançado.

Constataremos que esta ou aquela concentração será mais ou menos difícil para

um ou outro aprendiz, o que é um sinal de que a função cerebral do sentido em

questão é deficiente, ou pelo menos pouco desenvolvida, ou atrofiada. A maioria

dos sistemas de aprendizado só leva em conta uma, duas, ou no máximo três

funções. Os exercícios de concentração realizados com os cinco sentidos

fortalecem o espírito e a força de vontade; com eles nós aprendemos não só a

controlar todos os sentidos e a desenvolvê-los, como também a dominá-los

totalmente. Eles são de extrema importância para o desenvolvimento mágico, a

por isso não devem ser desdenhados.

Instrução Mágica do Alma (II)

Equilíbrio Mágico-Astral ou dos Elementos

No primeiro grau o aluno aprendeu a praticar a introspecção. Ele tomou nota de

suas características boas a más segundo os quatro elementos a dividiu-as em três

grupos. Dessa maneira ele pode montar dois espelhos da alma, um bom (branco),

a outro ruim (negro). Esses dois espelhos da alma são o seu caráter anímico.

Nessa configuração ele deverá saber distinguir as forças dos elementos

predominantes, tanto no positivo quanto no negativo, a deve esforçar-se para

estabelecer, a qualquer preço, o equilíbrio no efeito dos elementos. Sem a

compensação dos elementos no corpo astral ou na alma não há possibilidade de

progresso mágico, ou evolução.

Transformação do Caráter ou Enobrecimento da Alma

A função desse grau é estabelecer esse equilíbrio da alma. Se o futuro mago tiver

força de vontade suficiente, então ele poderá começar a dominar suas

características ou paixões mais influentes; mas se ele não tiver essa força de

vontade, então deverá começar pelo lado oposto, compensando primeiro as

pequenas fraquezas e combatendo os erros a as fraquezas maiores pelo tempo

que for preciso para dominá-las completamente. Para esse domínio de suas

paixões, o aluno poderá lançar mão de três possibilidades:

1) Utilização sistemática da auto-sugestão, como já descrito.

2) Transmutação ou transformação das paixões em características opostas,

positivas, o que pode ser alcançado através da auto-sugestão ou da meditação

freqüente (ou respectiva autoconscientização contínua das boas características).

3) Observação atenciosa a força de vontade. Através desse método podemos

impedir o impulso das paixões a combatê-lo na sua origem. Esse método é na

verdade o mais difícil, e é geralmente indicado somente para aqueles que têm

uma enorme força de vontade, ou que pretendem adquiri-la através da luta contra

esses impulsos.

Se o aprendiz tiver tempo suficiente a quiser progredir rapidamente em sua

própria evolução, então poderá empregar os três métodos. Para ele será muito

vantajoso dar aos três métodos uma única direção, um único objetivo, como por

exemplo, a comida consciente, a magia da água, etc. O sucesso então não

tardará.

Esse grau tem como objetivo estabelecer o equilíbrio dos elementos na alma. É

por isso que o futuro mago deve esforçarse em eliminar rapidamente a com

segurança todas as paixões que o atrapalham, caso queira ter sucesso na magia.

Em nenhum caso os exercícios do grau seguinte deverão ser praticados

antecipadamente, isto é, antes do aprendiz dominar totalmente os exercícios do

segundo grau a ter conseguido obter um sucesso incontestável na compensação

dos elementos. O aperfeiçoamento do caráter deve ser praticado ao longo de todo

o curso, mas já nessa etapa as características ruins a exageradas devem ser

afastadas, pois são um grande obstáculo para a evolução.

Instrução Mágica do Corpo (II)

Os exercícios de instrução mágica do corpo praticados no Grau I devem ser

mantidos a devem tornar-se um hábito diário, como as lavagens em água fria, as

fricções, a ginástica matinal, a magia da água, a comida consciente, etc. No Grau

II, a instrução mágica do corpo apresenta uma variação dos exercícios

respiratórios. No grau anterior nós aprendemos a respirar conscientemente e a

dirigir o ar, impregnado pelo desejo (através do princípio etérico) para dentro da

corrente sangüínea através dos pulmões. Nesse capítulo descreveremos a

respiração consciente pelos poros.

Respiração Consciente pelos Poros

Nossa pele possui uma dupla função, ou seja, a da respiração e a da eliminação.

Portanto, podemos considerá-la como um segundo rim a um segundo pulmão em

nosso corpo. Agora toma-se claro porquê escolhemos o escovamento da pele a

seco, a sua fricção, sua lavagem com água fria a outros métodos. Primeiro, para

uma descarga completa de nossos pulmões, e em grande parte, de nossos rins; a

segundo, para estimular a atividade de nossos poros. Nem precisamos enfatizar

que tudo isso é muito benéfico para a nossa saúde. Principalmente do ponto de

vista mágico, a respiração consciente pelos poros é de grande interesse; por isso

pretendemos dedicar-nos à sua prática.

Sente-se confortavelmente em uma poltrona ou deite-se num divã, relaxando toda

a musculatura do corpo. Então, a cada inspiração, imagine que não é só o pulmão

que está respirando, absorvendo o ar, mas também o corpo todo. Convença-se de

que junto com os pulmões, cada poro de seu corpo também está assimilando a

força vital a conduzindo-a ao corpo todo. Você deve imaginarse como uma esponja

seca, que ao ser mergulhada na água absorve-a com sofreguidão.

Deve tentar experimentar essa mesma sensação ao inspirar ó ar. Assim a força

vital do princípio etérico a do ambiente penetra em você. Conforme as

circunstâncias, cada um de nós experimentará a absorção da força vital pelos

poros de uma maneira diferente. Depois de repetir várias vezes o exercício e

conseguir respirar simultaneamente através dos pulmões a de todo o corpo,

conjugue ambos os métodos em sua inspiração do desejo, por exemplo, de paz,

de saúde a de sucesso, de domínio das paixões, o que for mais necessário para

você.

A formulação de seus desejos (distribuídos nas formas presente a indicativa) deve

ser assimilada não só pelos pulmões a pela corrente sangüínea, mas por todo o

corpo. Se você obtiver uma certa habilidade nesse exercício, então poderá

também influenciar magicamente a expiração, imaginando que a cada expiração

você estará eliminando o oposto do seu desejo, como os fracassos, as fraquezas,

as intranqüilidades, etc. Quando você conseguir inspirar a expirar com os pulmões

a com todo o corpo, então o exercício estará completo.

O Domínio do Corpo na Vida Prática

O exercício a seguir trata do domínio do corpo. Sentar-se confortável e

tranqüilamente também é uma arte, a deve ser aprendida. Sente-se numa cadeira

de forma a manter a coluna ereta. No início é permitido apoiar-se no encosto. Os

pés devem ficar juntos e formar um ângulo reto com os joelhos. Nessa posição

você deverá sentir-9:. livre, sem nenhuma tensão nos músculos, com ambas as

mãos apoiadas levemente sobre as coxas. Coloque um despertador à sua frente,

dê-lhe corda a ajuste-o para tocar em cinco minutos.

Então feche os olhos a acompanhe mentalmente todo o seu corpo. No início você

perceberá como os músculos estão intranqüilos por causa da excitação dos nervos.

Obrigue a si mesmo, com toda a energia, a permanecer sentado tranqüilamente e

a relaxar. Por mais que esse exercício pareça fácil, para o iniciante ele é muito

difícil. Caso os joelhos insistam em se separar, podemos, no início, amarrar as

duas pernas com uma toalha ou um cordão. Se você conseguir permanecer

sentado durante os cinco minutos sem nenhum tique nervoso, portanto sem

perturbações, então acrescente um minuto no tempo de cada novo exercício.

Este estará completo quando você conseguir permanecer sentado tranqüila a

confortavelmente, sem perturbações, durante meia hora. Ao alcançar essa meta,

você perceberá que em nenhuma outra posição do corpo poderá descansar a

recuperar as forças tanto quanto na acima descrita.

Se quisermos usar o exercício da postura do corpo como um meio para o

desenvolvimento da força de vontade, então, caso já dominemos a prática acima

aconselhada pelo tempo de uma hora, poderemos escolher diversas outras

posições a nosso gosto. No capítulo sobre as asanas, a ioga hindu aconselha a

descreve um grande número dessas posições a até afirma haver a possibilidade de

se obter poderes ocultos através do domínio desses exercícios.

Mas ela não explica se esses poderes são despertados exclusivamente por essas

posturas corporais (asanas). Para nosso desenvolvimento mágico precisamos de

uma postura do corpo, não importa qual; a mais simples é a descrita

anteriormente. Ela serve para aquietar o corpo a fortalecer a força de vontade.

Mas além do corpo, é sobretudo o espírito e a alma que precisam de um trabalho

sem perturbações, o que descreveremos em detalhes nos capítulos especiais

subseqüentes.

Principalmente aqueles alunos que se cansaram muito mental e animicamente nos

exercícios do Grau II, a por isso adormecem sistematicamente nos exercícios de

concentração a de meditação, deveriam praticá-los na posição corporal

aconselhada acima. O aluno deve esforçar-se também em exercitar o domínio do

corpo na vida prática. Através da observação a da atenção contínuas ele

encontrará muitas oportunidades para isso.

Se nos sentirmos muito cansados, então devemos nos obrigar a realizar algum

pequeno serviço ou dar um pequeno passeio. Se estivermos com fome, devemos

adiar a refeição por cerca de meia hora, a se tivermos sede não devemos beber

imediatamente, mas deixar passar um pouco de tempo. Na pressa costumeira

devemos nos forçar a uma atitude mais lenta a vice-versa; quem for uma

tartaruga, deve adotar um comportamento mais ágil. Fica a critério do aprendiz

usar a sua força de vontade para dominar o seu corpo a os seus nervos a forçá-los

a fazer o que for determinado.

Resumo de todos os exercícios do grau II

I. instrução mágica do espírito:

1. A auto-sugestão ou a revelação dos mistérios do subconsciente.

2. Exercícios de concentração:

a) Visuais (óticos).

b) Auditivos (acústicos).

c) Sensoriais (com o tato).

d) Olfativos (com o cheiro).

e) Gustativos (com o paladar).

Os exercícios referentes ao desligamento do pensamento (estado negativo) serão

retomados e aprofundados mais tarde.

II. instrução mágica da alma:

Equilíbrio mágico-astral em relação aos elementos, transmutação ou

aperfeiçoamento do caráter:

a) Através do combate ou do domínio.

b) Através da auto-sugestão.

c) Através da transmutação ou remodelação na característica contrária.

III. instrução mágica do corpo:

Respiração consciente pelos poros.

Postura consciente do corpo.

Domínio do corpo na vida prática, conforme a vontade.

Antes de adormecer devem ser mantidos só os pensamentos mais belos a puros,

pois estes serão levados depois ao sono profundo.

GRAU III

Conhecer, Ousar, Querer a Calar são os quatro pilares principais do templo de

Salomão, portanto do macro a do microcosmo sobre os quais foi erigida a sagrada

ciência da magia. Relativamente aos quatro elementos, são estas as

características básicas que todo mago deve possuir se quiser alcançar o grau mais

elevado desta ciência.

O saber mágico pode ser adquirido por qualquer um através de um estudo intenso,

e o conhecimento de suas leis possibilita ao aprendiz alcançar, gradativamente, o

estágio mais elevado da sabedoria.

Querer: É um aspecto da vontade que só pode ser alcançado com tenacidade,

paciência a persistência no estudo da ciência sagrada a na sua aplicação prática.

Quem pretende não só satisfazer sua curiosidade, mas levar a sério o seu estudo a

escalar o caminho que o levará às mais luminosas alturas, precisará dispor de uma

vontade inquebrantável.

Ousar: Quem não teme sacrifícios nem obstáculos, a também não dá atenção às

opiniões dos outros, mas mantém o objetivo sempre à sua frente sem se importar

se terá sucesso ou fracassará, receberá a melhor das recompensas.

Calar: Quem gosta de se gabar a se promover exibindo sua sabedoria, não poderá

nunca ser um verdadeiro mago. Um mago não precisa assumir ares de autoridade,

muito pelo contrário, ele se esforça em não aparecer. Calar é ouro! Quanto mais

ele se calar sobre as próprias experiências a conhecimentos, sem se isolar das

outras pessoas, tanto mais poderes ele obterá da fonte primordial. Portanto, quem

quiser obter o conhecimento e a sabedoria deverá empenhar-se em adotar essas

quatro qualidades básicas, sem as quais ninguém conseguirá alcançar as coisas

essenciais da magia sagrada.

Instrução Mágíca do Espírito (III)

Concentração do pensamento em duas ou três idéias simultaneamente

No segundo grau nós aprendemos a praticar a concentração dos sentidos, isto é, a

induzirmos a concentração de cada um de nossos sentidos. Nesse grau nós

ampliaremos nossa capacidade de concentração, na medida em que nos fixaremos

não só em um único sentido, mas em dois ou três simultaneamente. Eu gostaria

de mostrar aqui alguns exemplos, através dos quais o próprio aprendiz poderá

organizar o seu trabalho. Imagine plasticamente um relógio de parede com um

pêndulo que vai a vem. A representação imaginária deve ser tão real a ponto de

se achar que existe de fato um relógio na parede. Ao mesmo tempo experimente

ouvir o seu tic-tac. Tente fixar essa dupla imaginação, da visão a da audição,

durante cinco minutos. No início você só conseguirá fazê-lo durante alguns

segundos, mas com a repetição constante você conseguirá fixá-las por mais

tempo.

A prática cria o mestre! Repita essa experiência com algum outro objeto

semelhante, talvez um gongo, a além de tentar ouvir os seus golpes, tente

também ver a pessoa que o está golpeando. Depois tente ver um regato a ouvir o

murmúrio das águas. Imagine um campo de trigo a tente ouvir o som do vento

que o varre. Para variar, tente montar sozinho algumas experiências semelhantes,

que considerem dois ou até três sentidos ao mesmo tempo. Outras experiências

com imaginações visuais ou auditivas também podem ser feitas, considerando-se

por exemplo a visão e a sensação do toque (tato). Todos os sentidos devem ser

desenvolvidos de modo vital e concentrativo.

Deve-se conferir um valor especial à visão, à audição a ao tato, que são muito

importantes para qualquer Progresso na magia. Volto sempre a enfatizar o grande

significado desses exercícios para o progresso em todo o caminho mágico; é por

isso que devemos praticá-los todos os dias com perseverança. Quando

conseguirmos fixar simultaneamente duas ou três concentrações de sentidos por

no mínimo cinco minutos, então o exercício estará completo. Se o cansaço

interferir no exercício, devemos interrompe-lo a adiá-lo para um momento mais

propício, quando o espírito estiver mais alerta. Além disso devemos evitar

adormecer durante a prática do exercício. Sabe-se que as primeiras horas da

manhã são as mais propícias para os trabalhos de concentração.

Depois de alcançar um certo grau de concentração nesses exercícios, fixando dois

ou três sentidos ao mesmo tempo por no mínimo cinco minutos, podemos

prosseguir.

Concentração do pensamento em objetos, paisagens e lugares

Escolha novamente uma posição confortável como nos outros trabalhos de

concentração. Feche os olhos a imagine plasticamente um lugar bem familiar,

como por exemplo uma região, uma casa, uma relva, um jardim, um campo, um

bosque, etc. Fixe essa imagem. Todos os detalhes, como cor, luz a forma devem ser

memorizados. A imagem deve ser muito palpável plasticamente, como se você

estivesse pessoalmente naquele local; nada deve escapar-lhe ou ser omitido. Se a

imagem lhe fugir do pensamento ou ficar embaçada, chame-a de volta tornando-a

nítida novamente. O exercício estará completo quando você conseguir fixar a

manter a imagem plástica na mente por no mínimo cinco minutos.

Então experimente acrescentar à mesma imagem uma concentração auditiva.

Caso você tenha imaginado um belo bosque, então ouça o canto dos pássaros, o

murmúrio do regato, o soprar do vento, o zumbido das abelhas, etc. Ao conseguir

isso, passe para a próxima imagem, de modo semelhante. O exercício estará

completo quando você conseguir imaginar cada local, região ou paisagem com dois

ou três sentidos simultaneamente, durante no mínimo cinco minutos. Ao alcançar

esse grau de concentração, tente realizar esses mesmos exercícios com os olhos

abertos, fixando o olhar num ponto determinado ou no vazio. O ambiente físico ao

redor deve deixar de existir para você, e a imagem escolhida deve flutuar diante

de seus olhos como uma miragem. Ao conseguir fixar uma imagem pelo tempo de

cinco minutos, passe para a próxima.

O exercício pode ser considerado completo quando você conseguir chamar

qualquer imagem desejada, com os olhos abertos, a fixá-la durante cinco minutos

junto com um ou mais sentidos diferentes. Assim como as imagens de um

acontecimento que passam diante de nós depois da leitura de um romance, essas

imagens também deverão ser visualizadas em qualquer exercício de concentração.

Aprendemos a imaginar regiões a lugares que já vimos antes ou que já

conhecemos. Agora devemos então tentar visualizar locais a regiões imaginários,

Le., que nunca vimos antes. No início podemos até fazê-lo com os olhos fechados,

a ao dominarmos essa técnica, com dois ou três sentidos ao mesmo tempo ao

longo de cinco minutos, com os olhos abertos. O exercício estará completo quando

conseguirmos fixar essa imaginação com os olhos abertos durante cinco minutos.

Concentração do pensamento em animais e pessoas

Dos objetos inanimados, locais, regiões, casas a bosques passaremos aos entes

vivos. Imaginemos diversos animais como cães, gatos, pássaros, cavalos, vacas,

bezerros, galinhas, tão plasticamente quanto na concentração dos objetos.

Inicialmente durante cinco minutos com os olhos fechados, a depois com os olhos

abertos. Dominado esse exercício, devemos imaginar os animais em seus

movimentos: um gatinho se lavando, caçando um camundongo, bebendo leite; um

cão latindo, correndo; um pássaro voando, bicando a comida no chão, etc. Estas a

outras combinações semelhantes devem ser escolhidas à vontade pelo aluno,

primeiro com os olhos fechados a depois com eles abertos. Ao conseguirmos

fazê-lo durante cinco minutos sem perturbações, então o exercício estará completo, a

poderemos passar adiante.

Do mesmo modo devemos proceder quanto aos seres humanos. Primeiro os

amigos, parentes, conhecidos, falecidos, a depois pessoas estranhas que nunca

vimos antes. Depois imaginemos as feições de seus rostos, a cabeça toda, a por

último o corpo inteiro coberto pela roupa. Sempre primeiro com os olhos fechados

a depois com os olhos abertos. A duração mínima de cinco minutos deve ser

alcançada antes de continuarmos, imaginando as pessoas em movimento,

portanto, andando, trabalhando a falando. Fazendo isso com um dos sentidos, por

exemplo, a visão, devemos combiná-lo com outro, que pode ser a audição, ou a

imaginação auditiva; assim ao imaginarmos a voz da pessoa, devemos ouvi-la

falando. Devemos nos esforçar em adaptar a imaginação à realidade, por exemplo

imaginar a tonalidade, a velocidade e o ritmo da fala real da pessoa em questão.

Primeiro com os olhos fechados, depois com eles abertos.

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