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Ser irresistível requer responsabilidade pessoal

Responsabilidade pessoal significa se responsabi- lizar pelas consequências daquilo que você faz ou daquilo que não acontece na sua vida. Mais espe- cificamente, responsabilidade significa que você tem a habilidade de responder à sua vida em vez de reagir automaticamente. Muitas de nós se compor- tam como robôs, agindo mecanicamente por meio de padrões habituais de autopiedade, opressão, res- sentimento e pensamentos fantasiosos. Em vez de descobrir quem nós somos agora, ou com quem es- tamos agora, nós REagimos ou agimos novamente, baseadas em como reagimos em eventos semelhan- tes no passado.

As mulheres geralmente descarregam raivas e ressentimentos passados em pessoas com quem ge- ralmente estão se relacionando. Isso sempre inclui queixas contra ex-namorados, maridos, chefes e, particularmente, queixas contra o pai.

Esse comportamento automático acaba com a nos- sa irresistibilidade. É por isso que muitas mulheres continuam tendo o mesmo tipo de relacionamen- to; a única coisa que muda é os homens com quem elas se relacionam. Elas literalmente estão manten- do a mesma reação aos hábitos antigos e robóticos, portanto, acabam gerando resultados semelhantes e indesejáveis com seus parceiros. Em vez de assumir a responsabilidade e investigar como elas estão agin-

do e o que estão fazendo (ou não), elas acham mais fácil culpar o “homem errado” ou o “azar”.

Ser pessoalmente responsável permite que você refaça a sua programação mental até que consiga realmente começar a responder à sua vida adequa- damente em vez de reagir de forma mecânica como você fazia no passado. Este é um jeito incrivelmente estimulante de viver. Com responsabilidade pesso- al, você consegue controlar satisfatoriamente a sua vida. Você pode se libertar dos padrões cíclicos de vida e impactar de maneira pró-ativa a qualidade e a existência de seus relacionamentos.

O primeiro passo na direção da responsabilidade pessoal é se conscientizar a respeito de como você age em sua vida. Isso significa ser investigativa, observado- ra e não julgar. Ariel e Shya Kane, autores reconheci- dos internacionalmente e grandes palestrantes, bem como grandes amigos meus, ensinam uma maneira incrivelmente fácil e eficaz de fazer isso. Eles dizem para a pessoa fingir que é uma antropóloga estudan- do uma cultura de uma única pessoa: você.

Os Kane encorajam uma abordagem antropológi- ca da vida. Os antropólogos simplesmente observam o que as coisas são. Eles olham e contemplam sem acrescentar comentário ou julgamento. Por exem- plo, um antropólogo nunca diria “Aqueles selvagens loucos realizam umas danças do fogo ridículas em horas impróprias”. Um antropólogo simplesmente observaria: “O povo indígena realiza rituais de fogo às três horas da manhã”.

Se quer ser irresistivelmente atraente, você tem de observar a si mesma sem emitir julgamento. Sim- plesmente observe o que você faz. Quando você julga, repreende, critica, reclama ou acrescenta co- mentários de suas próprias observações, você na ver- dade consolida velhos comportamentos.

Há uma lei na física que afirma: para cada ação, há uma reação igual e oposta. Em outras palavras, ao que nós resistimos, persiste. Julgar, repreender, cri- ticar e reclamar são formas de resistência. Elas são uma declaração sem neutralidade que age como cola e gruda você a comportamentos-padrão indesejados. Quando você simplesmente observa o que faz em vez de julgar ou criticar a si mesma, uma transformação mágica pode acontecer instantaneamente. Você não mais será movida pelos comportamentos habituais que acabam com a sua atração e irresistibilidade e causam o fracasso dos relacionamentos. Isso aconte- ce porque o que você olha sem julgar desaparece.

Olhar para algo sem julgar é uma atitude neutra e li- beral. Se você observar um comportamento sem julgar, terá introduzido a opção de escolha à equação. Nesse momento, você está livre (se escolher isso) para parar de fazer aquelas coisas que acabam com o seu poder de atração. Não julgar imediatamente dissolve a natu- reza habitual de seus comportamentos e cria a opção de ser autêntica, adequada e irresistivelmente você.

Se há qualquer situação ou circunstância em sua vida de que não gosta (ou seja, ser solteira, estar fora de forma, ser tímida com os homens, ter um rela-

cionamento medíocre), você está resistindo a isso. Ou seja, quando você resiste a algo, realmente gasta energia pensando sobre isso ou como gostaria que tudo não existisse, o que literalmente continua re- criando esse tipo de situação na sua vida, portanto, é tudo em que você consegue pensar.

Quando você simplesmente olha para uma situa- ção, a vê como ela é, e para de desejar que isso fosse diferente, a situação perde o domínio sobre você. O aspecto “problemático” disso desaparece. Você suaviza e interage mais adequadamente com sua vida e com as pessoas. Ao tomar consciência do que acontece sem resistir, sua consciência não condicionada é desperta- da. Você consegue ser clara e compassiva. Sua habili- dade de ser eficaz se expande no mesmo instante. É a partir dessa consciência neutra que a sua verdadeira irresistibilidade é revelada e o seguinte pode ocorrer:

• Estar solteira não é mais um problema ou uma falha que você tem que resolver, mas uma oportunidade para se recomprometer na vida e reinvestir em seu crescimento espiritual. É um ponto de partida para a diversão, aventura, romance e autoconhecimento.

• Estar fora de forma não é mais uma falha de caráter permanente. É simplesmente seu atual ponto de partida para revelar uma você mais forte, mais saudável e mais bonita.

• Ter um relacionamento insatisfatório não é algo que você tenha que mudar (ou seja, ten-

tar transformar seu namorado em algo que ele não é). Admita para si mesma que isso não está mais dando certo e se dê a opção de criar algo que funcione.

Contrário à crença popular, você não precisa de anos de terapia para se curar ou mudar comporta- mentos indesejáveis. Com consciência (que é uma observação de algo livre de julgamento), a resolu- ção pode ocorrer instantaneamente.

Verificação da realidade: isso quer dizer que se você tem uma dívida de R$30.000 e olha para ela sem julgar, ela irá literalmente desaparecer? Quem me dera. Mas o que acontecerá, no entanto, é que você não mais será dominada pela culpa, pela preocupa- ção e pelo medo associados a isso. Você recuperará a sua vida e reconquistará seu poder pessoal. Ao notar a existência da sua dívida, você pode começar a tomar a ação para reduzi-la. O universo irá apoiá-la com uma taxa menor de juros, um empréstimo, novos clientes ou o recebimento de algum dinheiro. Enquanto isso, você não mais viverá sob o constante falatório mental sobre o quão “má” você é por ter uma dívida ou viver a sua vida com o dinheiro contado.

O primeiro passo é a responsabilidade pessoal. E a chave para a responsabilidade pessoal é a cons- cientização. Quando você toma consciência das coisas que faz que não a levam a atrair e manter os homens e não julga a si mesma pelo que descobriu, você realmente para de fazer essas coisas.

O paradoxo irresistível: você já é

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