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PROGRAMA 6: DIMENSÃO SÓCIO-TRANSFORMADORA (PD-6)

6.2. SETOR EDUCAÇÃO

Nosso país atravessa uma longa crise, não só de estruturas e práxis política, mas de cultura, de valores e de modelos. Sofre uma transição sócio-cultural, uma complexificação social que investe contra a existência pessoal e comunitária e reflui sobre a escola e a pedagogia. A educação enfrenta os problemas decorrentes dessa transformação, buscando, através de um projeto de sociedade e de homem, assim como intervenções educativas que levem a um crescimento humano e cristão. “A tarefa educativa torna-se, ao mesmo tempo, mais difícil e mais necessária para ajudar a criança e o jovem a adquirir uma personalidade coerente, madura, capaz de opções firmes e de discernimento crítico dos valores” (Diretrizes, 134).

Dentro de seus limites e possibilidades, as instituições educacionais investigam como melhorar o teor da vida, não só por maior acesso ao saber e às tecnologias, mas sobretudo, através de uma educação completa que ajude a sustentar a busca de um sentido global da existência individual e comunitária. Através da Pastoral da Educação, a Igreja do Brasil propõe a todos os educadores um repensamento crítico e, ao mesmo tempo, prospectivo, para encontrar os novos caminhos da educação nacional. Aí estão, como subsídios, o documento pastoral: Educação, exigências cristãs e a nova Lei de

Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a serviço da formação cristã e para o

crescimento da democracia e da cidadania.

Atividades permanentes

- Trabalhar em conjunto com a CRB, ABESC, AEC, MEB, visando um esforço articulado para a dinamização da Pastoral da Educação em todos os campos.

- Incentivar a criação e assessorar as coordenações de Pastoral da Educação nos regionais da CNBB e nas dioceses.

- Colaborar na Pastoral do leigo educador, seu comprometimento como agente da Pastoral da educação, presença da Igreja nas instituições de ensino, sua articulação com o Conselho Nacional de Leigos.

- Dar apoio às coordenações estaduais de Ensino Religioso nas Escolas; estimular as equipes de Pastoral da educação nas paróquias e dioceses.

- Acompanhar as iniciativas no campo da educação popular, especialmente formas alternativas de educação de jovens e crianças.

- Promover atividades conjuntas com outros setores e dimensões da Pastoral da Igreja do Brasil, à luz das Diretrizes Gerais.

- Assessorar o estudo e aplicação do documento Educação, exigências cristãs e da nova

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

- Participar dos encontros, seminários e reuniões que interessam diretamente ao setor de uma educação completa, que ajude a sustentar a busca de um sentido global da existência individual e comunitária.

- Colaborar na preparação do XIV Congresso Nacional de Educação, da AEC. Movimento de educação de base (MEB)

OBJETIVO GERAL:

Cooperar na formação do homem (adulto ou adolescentes), nas áreas em desenvolvimento do país, no sentido de levá-lo a tomar consciência de sua dignidade como criatura humana, feita à imagem de Deus e redimida por Cristo, Salvador do Mundo e, como conseqüência, transformá-lo em agente de criação original de cultura de um povo.

Esta conscientização importa:

a) na afirmação de um Deus criador, de quem tudo depende e a quem todos estão subordinados;

b) na afirmação de ser o homem um valor em si mesmo, superior a toda ordem temporal e subordinado a Deus;

c) na afirmação de que todos os homens têm o mesmo valor essencial e as diversidades entre eles só são admissíveis na medida em que não se transformem na dominação de um homem sobre outro;

d) na afirmação de que cada homem tem o dever e o direito de empenhar-se na aquisição de condições de vida que lhe permitam, cada vez mais, realizar-se dignamente;

e) na afirmação de que o homem é, por natureza, um ser social e, por conseguinte, sua promoção só pode realizar-se devidamente em atividades comunitárias que redundem na integração do indivíduo na comunidade;

g) na afirmação de que a integração do homem na comunidade deve realizar-se através de opções conscientes e livres, cuja variedade lhe deve ser proposta, sem que nenhuma lhe possa ser imposta.

Atividades

Sua linha de ação dá-se no trabalho de assessoria aos movimentos populares e sindical, embasado em dois elementos fortes: alfabetização de jovens e adultos e comunicação popular. Alguns departamentos trabalham, ainda, com saúde e agricultura alternativas.

Projetos

Seminário nacional de educação (PD 6.8) OBJETIVO

Repensar a presença educadora da Igreja na atual conjuntura brasileira, para torná-la mais coerente com os princípios evangélicos, mais articulada e mais eficaz.

JUSTIFICATIVA

O grave quadro da educação no país e a preocupação em responder a essa situação levaram a CNBB a entregar ao debate dos educadores o texto Educação, Exigências Cristãs. O seminário proposto terá como pano de fundo o conjunto de idéias e propostas oferecidas pelos bispos, mas seu objetivo maior é mobilizar interesses e energias, buscando encontrar aspectos-chave da educação cristã na conjuntura vivida hoje.

RESPONSÁVEL

Setor de Educação - Linha 6, Presidente da CRB,

Presidente da ABESC, Presidente da AEC, Secretário Geral do MEB

PRAZO: 15 a 18 de julho de 1991

Encontros regionais: educação, família e meios de comunicação (PD 6.9) OBJETIVO

1. Assessoramento às instituições educacionais: família, escola, comunidades, visando maior proveito dos recursos educacionais oferecidos pela “media”.

2. Confronto crítico do tipo de cultura proposto pelas agências de educação, pela família e pela “escola paralela”, constituída pelos MCS.

3. Propostas corajosas e concretas que contribuam para desencadear uma renovação educativa familiar, escolar e dos MCS, dando nova fisionomia à educação.

4. Preparação, em nível regional, ao Seminário Nacional de 1993. JUSTIFICATIVA

A comunicação é fator fundamental na educação. Os grandes Meios de Comunicação apresentam recursos, fontes alternativas de conhecimento, de aprendizagem, de modelos que muito contribuem para a educação.

A força deles sobre a formação de jovens adolescentes e crianças tem sido motivo de preocupação para a família e para os educadores. Enquanto pedagogicamente se busca a educação libertadora e personalizante, os MCS provocam a “standardização anônima”, a difusão de contra-valores e a subordinação da vida pessoal a interesses da produção econômica.

Este encontro terá o início do trabalho conjunto de educação para a consecução dos objetivos da missão da Igreja: evangelizar educando e educar evangelizando.

RESPONSÁVEL

Trabalho conjunto com os regionais. Bispos, Assessores dos Setores:

EDUCAÇÃO, FAMÍLIA E COMUNICAÇÃO PRAZO: Opção dos regionais

Encontros do GRERE (PD 6.10) OBJETIVO

Reflexão sobre a caminhada do Ensino Religioso Escolar, com a perspectiva de uma pertinente renovação metodológica e pastoral.

Fundamentação do diálogo interdisciplinar que suscite a convergência de conceitos transespecíficios das ciências para a educação religiosa de jovens, adolescentes e crianças.

JUSTIFICATIVA

A visão atualizada e aberta da dimensão religiosa da educação exige uma adequada atuação pedagógica. O GRERE se encarregará de manter a reflexão, diante do pluralismo cultural e ideológico no campo educativo, subsidiando as coordenações e professores do Ensino Religioso Escolar.

RESPONSÁVEL

Bispo responsável pelo setor Assessores Membros do GRERE PRAZO Outubro de 1991 Abril de 1992 Novembro de 1992

Encontros regionais - 9º ENER (PD 6.11) OBJETIVO

Estabelecimento de espaço para troca de experiências entre os coordenadores estaduais de Ensino Religioso, visando uma prática mais eficiente.

Continuidade do processo de busca de identidade do Ensino Religioso na Escola, tendo em vista a dimensão religiosa da educação.

Empenho na formação dos agentes do Ensino Religioso em todos os níveis. Formação de grupos para a Pastoral da Educação nas dioceses e paróquias. JUSTIFICATIVA

O Ensino Religioso na escola quer proporcionar aos educadores e educandos experiências, informações e reflexões ligadas à dimensão religiosa da vida, que os ajudem a abrir-se ao sentido profundo da existência e à transcendência. Daí a necessidade da preparação de coordenadores e professores que enfrentarão os desafios culturais de classes heterogêneas e que deverão ter um desempenho em sintonia com o projeto de cidadania consciente e com o projeto de uma sociedade nova.

RESPONSÁVEL GRERE

Coordenações estaduais PRAZO

1991: junho - setembro - novembro 1992: setembro - outubro

9º ENER 17 a 22 de maio de 1992