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Setor Industrial no SNI em Saúde

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1. MORFOLOGIA DO SNI EM SAÚDE NO BRASIL

1.2. A Conformação do SNI em Saúde no Brasil

1.2.3. Setor Industrial no SNI em Saúde

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Gráfico 3.5. Bolsas concedidas CNPq e CAPES por área de conhecimento, 2001-2010

Fonte: BNDES/MS/Fiocruz, 200824.

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Um fator pouco discutido é a distribuição e, sobretudo a concentração das indústrias no sudeste, porque as dificuldades e gastos com a distribuição de medicamentos, no território nacional, o tornam extremamente caro.

Por ser um setor estruturalmente diversificado, a conformação das associações e agrupamentos apresentam características e interesses diferentes.

Todavia, o parque produtivo farmacêutico no Brasil está expressivamente assentado nas indústrias de capital privado internacional, isto se reflete no agrupamento e representação das indústrias segundo a origem do capital nas distintas associações de classe (Figura 3.3).

Figura 3.3. Associações da Indústria Farmacêutica (pública e privada) no Brasil.

Elaboração própria.

A Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma)26 reúne 15 entidades representativas do setor, Abimip, Abrasp, Alanac, Interfarma, Pró Genéricos, Sindifar, Sindquímica, Sindusfarma, Sindusfarq, Sinfacope, Sinfar, Sinqfar, Sindifargo, Sinquifar-NP e Sinqfesc, que agrupam 229 fabricantes de medicamentos de capital nacional e estrangeiro em operação no Brasil27.

26 Criada oficialmente em 14 de junho de 2002.

27 Disponível no site www.febrafarma.org

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A Febrafarma representa os interesses da indústria farmacêutica de capital privado nacional e internacional e define sua atuação em “defesa de uma política industrial e empresarial justa e saudável, com liberdade permanente de mercado e que assegure o contínuo crescimento auto-sustentado das empresas.”

A entidade estimula o desenvolvimento de pesquisas de novos medicamentos no País, as iniciativas científicas inovadoras e relevantes para a sociedade, bem como a organização de programas de educação médica contínua que assegurem melhoria no desempenho desses profissionais.

A Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica (ABIQUIF)28 foi fundada em 1983 e congrega empresas do setor farmoquímico, produtoras de matérias-primas para medicamentos. Seu objetivo maior é o estímulo à produção de farmoquímicos no País, visando ao atendimento da indústria farmacêutica brasileira e participando do esforço exportador nacional.

A Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas especialidades (ABIFINA)29 foi constituída em 18 de junho de 1986, em São Paulo, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento tecnológico e industrial das empresas nacionais atuantes no setor da química fina. Em 1990, teve sua sede transferida para o Rio de Janeiro, de onde atua desde então.

A Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM)30 congrega indústrias químicas de pequeno, médio e grande porte, bem como transportadoras e operadoras logísticas que prestam serviços ao setor. A Abiquim está estruturada para realizar o acompanhamento estatístico do setor, promover estudos específicos sobre as atividades e produtos da indústria química, acompanhar as mudanças na legislação e assessorar as empresas associadas em assuntos econômicos, técnicos e de comércio exterior.

A partir do início dos anos 90, com a abertura econômica realizada no País, a ABIFINA passou a abrigar empresas industriais atuantes em todo o complexo industrial da química fina, sem discriminação da origem do capital, desde que compromissadas com a fabricação no País e com esforços na área de inovação

28 Disponível no site: http://www.abiquif.org.br/index.html

29 Disponível no site: http://www.abifina.org.br/default.asp

30 Disponível no site: http://www.abiquim.org.br

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tecnológica, na forma do programa de política tecnológica, industrial e de comércio exterior defendido pela entidade.

A Associação de Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC)31 nasceu em 1° de agosto de 1983, da união de CIQUIFAN – Câmara da Indústria Químico-Farmacêutica Nacional – e do GEFAR – Grupo empresarial Farmacêutico, com um objetivo comum: o compromisso mútuo de constituir uma entidade de classe que represente o pensamento dos laboratórios farmacêuticos nacionais e atuasse na defesa dos interesses desse ramo industrial.

A Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos)32 fundada em janeiro de 2001, congrega os principais laboratórios que atuam na produção e comercialização de medicamentos genéricos no país. A Pró Genéricos é uma entidade de classe vinculada à Federação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Febrafarma).

Desde setembro de 2005, a Pró Genéricos faz parte da IGPA (International Generic Pharmaceutical Alliance), como membro observador. Fundada em março de 1997, a IGPA é uma entidade internacional que busca garantir o acesso dos consumidores a medicamentos que reúnam qualidade e economia.

A rede pública de Laboratórios Farmacêuticos está conformada por 18 Laboratórios ligados ao MS, às forças armadas, aos governos estaduais e às universidades que produzem medicamentos essenciais para o atendimento às políticas do Ministério (Tabela 3.2). Com a missão tradicional de auxiliar à assistência farmacêutica pública no fornecimento de medicamentos a baixo custo.

31 Disponível no site: http://www.alanac.org.br/

32 Disponível no site: http://www.progenericos.org.br/index.php

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Tabela 3.2. Laboratórios Oficiais do Brasil segundo vinculação, natureza jurídica e unidade federal.

VINCULAÇÃO  LABOTATÓRIOS  UF  NATUREZA JURÍDICA 

SES/SP  Furp – Fundação para o Remédio Popular  SP  Fundação Pública Estadual  SES/AL  Lifal – Lab. Ind. Farmacêutico de Alagoas  AL  Sociedade de Economia Mista  SES/PE  Lafepe – Lab.Farmacêutico do Estado de 

Pernambuco S.A. 

PE  Sociedade de Economia Mista  SES/MG  Funed – Fundação Ezequiel Dias  MG  Fundação Pública Estadual  SES/GO  Iquego – Indústria Química Estado de Goiás S.A.  GO  Sociedade de Economia Mista  SES/RS  Lafergs – Lab.Farmacêutico Estado do RS  RS  Fundação Pública Estadual  SES/PB  Lifesa – Lab.Ind.Farmacêutico Estado da Paraíba S.A.  PB  Sociedade de Economia Mista  SES/SC  Lafesc ‐ Lab.Ind.Farmacêutico Estado de SC  SC  Órgão Público Estadual  Secretarias 

Estaduais de  Saúde 

SES/RJ  IVB – Instituto Vital Brasil  RJ  Sociedade Anônima 

Ministério da 

Saúde  Fiocruz/ MS  Farmanguinhos  RJ  Fundação Pública Federal 

Exército  LQFE – Lab.Quím.Farmacêutico do Exército  RJ  Autarquia Federal  Aeronáutica  LQFA ‐ Lab.Quím.Farmacêutico da Aeronáutica  RJ  Autarquia Federal  Forças 

Armadas 

Marinha  LFM – Lab. Farmacêutico da Marinha  RJ  Autarquia Federal  UFPB  LTF – Laboratório de Tecnologia Farmacêutica  PB  Autarquia Federal  Univ.Estad. 

de Londrina  

LPM – Lab. de Produção de Medicamentos  PR  Autarquia Estadual  Univ.Estad. 

de Maringá  LEPEMC – Fundação Univ. Estadual de Maringá  PR  Fundação Pública Estadual  UFCE  FFOE – Farmácia Escola da Univ. Federal do Ceará  CE  Autarquia Federal  Universidades 

UFRN  Nuplam –Núcleo de Pesquisa em Alimentos e 

Medicamentos  RN  Autarquia Federal 

Fonte: Hasenclever et al (2008) e Pereira Gomes et al (2008).

A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) congrega hoje esses laboratórios, de portes variados, com características técnicas, administrativas e financeiras distintas. Os laboratórios farmacêuticos oficiais empregam cerca de cinco mil pessoas e tiveram em 2007 uma capacidade produtiva estimada em 12,7 bilhões de unidades farmacêuticas, abrangendo praticamente todas as formas farmacêuticas. A produção deles abrange 145 medicamentos em 249 formas de apresentação, estando incluídos oito apresentações de sete tipos diferentes de soros empregados para tratamento de picadas de animais peçonhentos. Além disso, eles fabricam 11 produtos correlatos utilizados em procedimentos de saúde.

Os 18 laboratórios estão distribuídos nas regiões Sudeste (7), Nordeste (6), Sul (4) e Centro-Oeste (1), conforme mostra a tabela. Os dados sobre unidades anuais produzidas evidenciam uma concentração da produção em 4 desses laboratórios: FURP, LIFAL, LAFEPE e Farmanguinhos.

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