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SF-562/2016 FABIANA CAVALCANTE MARTINS NOGUEIRA

IX PROCESSOS DE ORDEM SF

SF-562/2016 FABIANA CAVALCANTE MARTINS NOGUEIRA

HISTÓRICO:

O presente processo é encaminhado a CEEC para manifestação de manutenção ou não do AI (auto de infração) N°5602/2016 (fls. 19), em nome da Engenheira Ambiental Fabiana Cavalcante Martins Nogueira, com atribuições da Resolução 447/2000 do Confea. Auto de Infração este exarado após decisão CEEC N° 1625/2015 (fls. 17), em função de processo de denúncia de apuração de atividade. A profissional apresenta débito das anuidades de 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015.

Em 06/04/2016, através de protocolo 50133, (fls. 21) a Eng. Fabiana Cavalcante Martins Nogueira

apresenta defesa onde alega em termos gerais que “é responsável apenas pelo desenho do projeto, e que a ART foi recolhida errada – a direção e a execução da obra cabe-se a construtora”, enquanto a ART se refere a “execução e instalação de 564 unidades de coberturas de garagens pre-moldadas tipo abrigo desmontável”.

PARECER:

Considerando a Lei Federal nº 5.194/66: Seção III - Do exercício ilegal da Profissão

Art. 6º- Exerce ilegalmente a profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiro agrônomo:

a) a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, reservados aos profissionais de que trata esta Lei e que não possua registro nos Conselhos Regionais:

b) o profissional que se incumbir de atividades estranhas às atribuições discriminadas em seu registro; RESOLUÇÃO Nº 1.025, DE 30 DE OUTUBRO DE 2009.

Dispõe sobre Anotação Responsabilidade Técnica e o Acervo Técnico Profissional, e outras providências. Seção IV - Da Nulidade da ART

Art. 25. A nulidade da ART ocorrerá quando:

II – for verificada incompatibilidade entre as atividades desenvolvidas e as atribuições profissionais do responsável técnico à época do registro da ART;

DECISÃO NORMATIVA Nº 085, DE 31 DE JANEIRO DE 2011.

Aprova o manual de procedimentos operacionais para aplicação da Resolução nº 1.025, de 30 de outubro de 2009, e dá outras providências.

11. Da nulidade da ART

11.1. As ARTs registradas serão anuladas pelo CREA quando:

_ for verificada lacuna no preenchimento, erro ou inexatidão insanáveis de qualquer dado da ART; _ for verificada incompatibilidade entre as atividades desenvolvidas e as atribuições profissionais do responsável técnico à época do registro da ART;

_ for verificado que o profissional emprestou seu nome a pessoas físicas ou jurídicas sem sua real participação nas atividades técnicas descritas na ART, após decisão transitada em julgado;

_ for caracterizada outra forma de exercício ilegal da profissão;

_ for caracterizada a apropriação de atividade técnica desenvolvida por outro profissional habilitado; ou _ for indeferido o requerimento de regularização da obra ou serviço a ela relacionado.

11.2. Verificado um dos casos supramencionados, o CREA deve instaurar processo administrativo para anulação de ART e da CAT a ela correspondente e encaminhá-lo à câmara especializada competente para análise e julgamento.

RAFAEL HENRIQUE GONÇALVES

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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem

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CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA CIVIL

REUNIÃO N.º 570 ORDINÁRIA DE 30/08/2017

Julgamento de Processos

11.2.1. No caso de lacuna no preenchimento, erro ou inexatidão dos dados da ART, preliminarmente o CREA notificará o profissional e a empresa contratada para proceder às correções necessárias no prazo de dez dias corridos, contados da data do recebimento da notificação.

11.2.2. No caso em que seja caracterizada a apropriação de atividade técnica desenvolvida por outro profissional habilitado, o processo administrativo deve também abordar a infração ao Código de Ética. 11.2.3. No caso em que seja verificado indício de exercício ilegal da profissão, o processo administrativo deve também abordar a infração à Lei n° 5.194, de 1966, conforme o caso:

_ incompatibilidade entre as atividades desenvolvidas e as atribuições profissionais do responsável técnico à época do registro da ART – infração ao art. 6º, alínea “b”, da Lei n° 5.194, de 1966;

_ o profissional emprestou seu nome a pessoas físicas ou jurídicas sem sua real participação nas atividades técnicas descritas na ART – infração ao art. 6º, alínea “c”, da Lei n° 5.194, de 1966;

_ outra forma de exercício ilegal da profissão – infração ao art. 6º, alínea “a”, “d” ou “e”, conforme o caso. RESOLUÇÃO Nº 1.008, DE 9 DE DEZEMBRO DE 2004

Dispõe sobre os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração e aplicação de penalidades.

Art. 1º Fixar os procedimentos para instauração, instrução e julgamento dos processos de infração aos dispositivos das Leis n.os 5.194 e 4.950-A, ambas de 1966, e 6.496, de 1977, e aplicação de penalidades. Da Instauração do Processo - Art. 13. O CREA deve instaurar um processo específico para cada auto de infração, indicando na capa o nome do autuado, a descrição e a capitulação da infração, o número do auto de infração e a data da autuação. Parágrafo único. A reincidência ou nova reincidência da conduta infratora objeto da autuação, só poderá ser considerada se o processo for instruído com cópia da decisão transitada em julgado referente à autuação anterior.

Art. 14. Para efeito desta Resolução, considera-se transitada em julgado a decisão irrecorrível que se torna imutável e indiscutível por não estar mais sujeita a recurso.

Da Revelia - Art. 20. A câmara especializada competente julgará à revelia o autuado que não apresentar defesa, garantindo-lhe o direito de ampla defesa nas fases subsequentes.

Parágrafo único. O autuado será notificado a cumprir os prazos dos atos processuais subsequentes. Do Recurso ao Plenário do CREA - Art. 21. O recurso interposto à decisão da câmara especializada será encaminhado ao Plenário do CREA para apreciação e julgamento. Parágrafo único. Caso sejam julgadas relevantes para a elucidação dos fatos, novas diligências deverão ser requeridas durante a apreciação do processo.

da execução da decisão - Art. 36. Compete ao CREA da jurisdição da pessoa física ou jurídica penalizada, onde se iniciou o processo, a execução das decisões proferidas nos processos de infração às Leis n.os 4.950-A e 5.194, ambas de 1966, e 6.496, de 1977.

Parágrafo único. Não havendo recurso à instância superior, devido ao esgotamento do prazo para sua apresentação ou quando esgotadas as instâncias recursais, a execução da decisão ocorrerá

imediatamente, inclusive na hipótese de apresentação de pedido de reconsideração.

VOTO:

I. Pela nulidade da ART N° 92221220102198582, conforme inciso II do Art. 25 da Resolução 1025/2009. II. Pelo manutenção do AI N° 5602/2016.

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