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Parte II: ANÁLISE DO PROBLEMA

4.1. Signo, objeto e interpretante

O que vem a ser um signo para Peirce? Dentre as várias definições de signo, buscamos esta por considerá-la mais adequada ao nosso estudo:

um signo é um Primeiro que se apresenta em uma tal relação triádica genuína com um Segundo, chamado seu objeto, de forma a ser capaz de determinar um Terceiro, chamado seu Interpretante, para assumir a mesma relação triádica com seu Objeto, da mesma forma que ele próprio se apresenta para esse mesmo Objeto.158

Então, o importante a se observar é que o signo, pelo menos o genuíno,159 determina seu interpretante. Mas, por outro lado, ele é determinado pelo objeto do qual ele é signo ou representação. É, pois, através do signo que o objeto cria o interpretante. Como diz Santaella:

falar em signo já inclui o objeto e interpretante, pois aquilo que constitui o signo é a relação triádica, nenhum signo pode funcionar como tal sem o objeto e o interpretante. Esses termos indicam as posições lógicas ocupadas por cada um dos elementos na semiose

158 CP 2. 274.

159 Cf. Santaella, A Percepção - uma Teoria Semiótica, p. 41 - tríade genuína (signo-objeto- interpretante).

onde o signo é um primeiro, o objeto é um segundo e o interpretante um terceiro. Semiose quer dizer ação do signo. A ação que é própria do signo é a de determinar um interpretante, quer dizer, ação do signo é a ação de ser interpretado em um outro signo, pois o interpretante tem sempre a natureza de um signo. O objeto não é sinônimo de coisa, embora aquilo que chamamos de

"coisa" possa, de fato, ser objeto do signo. Interpretante não é sinônimo de intérprete, embora a figura do intérprete, de fato, corresponda a um dos níveis do interpretante (o dinâmico).

Interpretante também não é sinônimo de interpretação, pois a interpretação se refere ao processo inteiro de geração dos interpretantes.160

Então, o importante a se observar é que o signo já inclui o objeto e o interpretante, uma vez que o que constitui o signo é a relação triádica. Portanto, nenhum signo pode funcionar como tal sem o objeto e o interpretante. Esses termos indicam as posições lógicas ocupadas por cada um dos elementos na semiose em que o signo é um primeiro, o objeto é um segundo e o interpretante um terceiro.

"Semiose que dizer ação do signo" (cf. Santaella,1997,107).

Assim, a ação que é própria do signo é a de determinar um interpretante, quer dizer, ação do signo é a ação de ser interpretado em um outro signo, porque o interpretante tem sempre a natureza de um signo.

Para que a noção de signo161 seja melhor compreendida deve-se esclarecer que 1) signo tem dois objetos e três interpretantes. Os objetos são:

160 Lúcia Santaella, "Roteiro para a Leitura de Peirce", p.107, O Sujeito entre a Língua e a Linguagem.

161 Ver Lauro F. Barbosa da Silveira, "A Iconicidade do Signo Lingüístico e Algumas de suas Conseqüências"

(O signo na teoria semiótica de Peirce), p. 42/48, O Falar da Linguagem.

imediato e dinâmico. O primeiro está representado no signo; o segundo é o objeto que está fora do signo, que determina o signo e ao qual o signo se refere. Com relação aos interpretantes, estes se dividem em: imediato, dinâmico e final. O interpretante imediato é aquilo que o signo está apto a produzir como efeito. Estar apto significa um potencial ainda não atualizado do signo, isto é, antes que o signo tenha encontrado um intérprete. O interpretante dinâmico é o efeito que o signo efetivamente produz na mente de um intérprete. É o interpretante singular, psicológico, efetivado em um intérprete. Esse efeito pode ter três níveis: emocional, quando o efeito se realiza como qualidade de sentimento; energético, quando o é da ordem de um esforço físico; e o lógico que funciona como uma regra de interpretação. E o interpretante final é o efeito que o signo produziria em qualquer mente se a semiose fosse levada suficientemente longe (cf. Santaella, 1997,107). 162

Cabe aqui ressaltar que as relações triádicas também se dividem em três grupos determinados pelas categorias. São as tricotomias dos signos. Dessas relações triádicas formam-se três tricotomias de signos. A primeira é o resultado de uma análise do signo em si mesmo; a segunda, do signo com seu objeto; e a terceira, do signo com seu interpretante. Essas são as mais gerais, e as que têm sido mais divulgadas "às quais Peirce dedicou explorações minuciosas "(cf. Santaella, 1983,62)

A essa altura do desenvolvimento daquilo que vem a ser o estudo do signo, segundo uma perspectiva peirceana, talvez seja interessante apresentar um quadro (cf. Santaella, 1983:62) que pretende presentificar as possibilidades da representação do signo consigo mesmo (1.°), a relação do signo com seu objeto dinâmico (2.°) e a relação do signo com seu interpretante (3.°), tem-se:

162 Ver Lúcia Santaella, 1992:191-198, 1993:39-51, 1995:47-116.

Signo em si mesmo (1.°) Signo com seu objeto (2.°) Signo com seu interpretante (3.°)

1.° quali-signo ícone Rema

2. ° sin-signo índice Dicente

3. ° legi-signo símbolo Argumento

Cabe ressaltar que a indicação dos numerais ( 1,2,3), na vertical e na horizontal, não representa esclarecimento didático, mas designa-se às categorias.

Finalmente, cremos que é a partir da exposição do sistema filosófico peirceano, sobretudo da Semiótica que chegamos ao objetivo da nossa dissertação, ou seja, sob o processo triádico, esboçado desde o início da pesquisa, é que a nosso ver ocorre a questão da interpretação. A interpretação seria justamente aquilo que vai caracterizar a ação do signo. A mediação. A idéia de que a interpretação, da qual a Semiótica é a teoria, não é um mero processo de cognição, mas sim a relação entre signos. Em sua fase tardia, Peirce posicionou-se como anti-psicologista, isto é, não são os indivíduos que "criam" os sentidos, o homem não tem poder de "dar sentido" a nada.

Assim, a interpretação, sendo um processo que se dá entre signos, pode ser vista em analogia a um processo vital, processo de dar vida aos signos tornando-os significantes. Como diz Hanna Buczynska- Garewicz (163): "a interpretação é o poder de auto-reprodução intrínseco ao próprio pensamento.

163 Apud Saporiti, - Pressupostos para a Interpretação Analítica. Peirce e Lacan. Tese - doutorado, op. cit., p.9.

Como tal, o sentido de um signo, ou se quisermos generalizar, o "sentido" não pode ser a criação de um eu transcendental, mas é uma construção - produto do encontro ou da relação de um signo com outro signo.164

Do ponto de vista categorial triádico lógico, a Terceiridade remete às relações triádicas e ao signo. De acordo com a Metafísica, ela envolve a idéia de Lei e a idéia mais importante de Terceiridade, que é a de signo e, conseqüentemente, "a interpretação somente pode realizar-se através do signo".

Porque todo o pensamento ou conceito está ligado às funções de representação, não podendo interpretar a si mesmo, cuja idéia de representação vai corresponder à operação de um signo, isto é, o significado de uma representação não é senão outra representação. Isto significa dizer que a Semiótica peirceana não tem lugar para um sujeito em termos do sujeito cartesiano. Portanto, a interpretação para Peirce nunca será a reação de um indivíduo, de uma "subjetividade", com um objeto que lhe é externo, mesmo porque para Peirce "o homem é também signo". Vejamos como Peirce aborda isso:

uma vez que o homem só pensa por meio de palavras ou outros símbolos externos, estes poderiam voltar-se para o homem e dizer-lhes: 'você não significa nada que não lhe tenhamos ensinado, e isto apenas enquanto dirige algumas palavras como interpretantes do seu pensamento'. Com efeito, os homens e as palavras se educam mutuamente; cada incremento da informação humana comporta, e é comportado, por um correspondente incremento da informação das palavras... E que o signo ou a palavra que os homens usam são o próprio homem. Porque o fato de cada pensamento ser um signo, em conexão com o fato de a vida ser uma cadeia de pensamentos, prova que o homem é um signo; e que todo pensamento seja um signo externo prova que o homem é um

164 Elisabeth Saporiti, Pressupostos para a Interpretação Analítica. Peirce e Lacan. Tese de doutorado, p.9.

signo externo. O que equivale a dizer que o homem e os signos externos são idênticos, no mesmo sentido em que são idênticas as palavras homo e man. Portanto, minha linguagem é a soma global de mim mesmo: porque o homem é o pensamento.165

Cremos que o ponto forte dessa linha de pensamento é que se pode entender que ela não é solipsista, isto é, a tese de que só eu existo e de que todos os outros entes (homens e coisas) são apenas idéias minhas. O homem só conhece o mundo porque, de alguma forma, o representa e só interpreta essa representação numa outra representação, que Peirce denomina de interpretante da primeira.

Portanto, contrário a Descartes, Peirce elimina o sujeito do discurso. É bem o "eu" quem fala, mas aquilo que ele diz não pode ser subjetivo: o "eu" é o lugar dos signos e, também singularmente o lugar dos interpretantes. Como diz Peirce: "todo o universo é penetrado por signos, se não se compõe até somente de signos".166 Pensar é também correlacionar signos, diz Peirce: "porque todo pensamento anterior sugere alguma coisa ao pensamento que o segue, vale dizer, é o signo de alguma coisa para este último".167 Essa definição parece deixar claro que a ação do signo, que é a ação de ser interpretado, apresenta com "perfeição o movimento autogerativo, pois ser interpretado é gerar um outro signo que gerará outro, e assim infinitamente, num movimento similar ao das coisas vivas" (cf.

Santaella, 1995, 11).

Portanto, a interpretação não é uma relação binária entre signo e coisa, signo e objeto, mas uma relação ternária, entre signo, objeto e interpretante. Na relação qualidade de sentimento (Primeiridade) conflito (Segundidade) e

165 CP 5. 313-314 apud Eco, "O Sujeito da Semiótica", p.257/258, Tratado Geral da Semiótica.

166 CP 5. 448.

167 CP 5. 284.

interpretação (Terceiridade), a interpretação vem a ser a resposta para nós de como o mundo nos aparece.

Empenhado no desenvolvimento de sua teoria dos signos, especialmente a teoria dos interpretantes, e mais especialmente a dos interpretantes lógicos, na qual estaria a "pedra de toque" para a unificação do pragmatismo com a teoria dos signos"(cf. Santaella, 1993,221). Peirce, em 1907, declararia que o problema do significado de um conceito intelectual só poderia ser resolvido pelo estudo dos interpretantes, ou efeitos propriamente significados dos signos (CP 5.475 apud Santaella, 1993, 221). Foi nesse contexto que Peirce elaborou a subdivisão dos interpretantes em emocional, energético e lógico.168 Estes consistem respectivamente em sentimentos (Primeiridade); esforços (Segundidade) e mudanças de hábitos (Terceiridade). 169

Então, ligado a hábito, surge a questão abordada logo no início desta pesquisa, a nosso ver, a mais difícil de resolver, que é a da transposição da interpretação para hábito de ação. Lembremos o princípio de continuidade de Peirce (sinequismo) - remissão ao futuro - , dando a Peirce a possibilidade de validar, em sua semiótica, a perspectiva da lógica normativa. Dos interpretantes vistos (emocional, energético e lógico) somente o interpretante lógico de uma proposição, por exemplo, é a forma de uma tradução (normativamente "correta") da proposição, em que ela se torna aplicável ao comportamento humano. De acordo com Apel, "ela é, sim, a forma que se pode aplicar da maneira mais imediata ao autocontrole em todas as situações e em vista de todo fim concebível" ( 1993,224).

Por isso Peirce remete o sentido para o futuro, pois o comportamento futuro é o único comportamento que está submetido ao autocontrole. 170 Assim, o interpretante

168 Ver Lúcia Santaella, A Teoria Geral dos Signos - Semiose e Autogeração, p.90 /111.

169 MS 318, apud Santaella, op. cit., p.104, A Teoria Geral dos Signos - Semiose e Autogeração.

170 CP 5. 427.

lógico é sempre potencialmente repetível sem terminação.171Assim, cabe ao interpretante lógico concluir o processo interminável de interpretação,

"praticamente em favor de uma "conclusão real viva"; para Peirce, essa conclusão é, de qualquer maneira, uma disposição comportamental ("habit"). Assim, uma interpretação semiótica de Peirce mostra que ele se adapta à lógica normativa da mediatização de teoria e práxis, com vistas ao objetivo transcendental-filosófico.

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171 Savan apud Santaella, op. cit., p.106, A Teoria Geral dos Signos - Semiose e Autogeração.

Conclusão

Finalizar um trabalho é encontrar um ponto de repouso. Não há nada mais prazeroso que descobrir que firmado por um entrelaçamento de idéias e de pensamentos da difícil obra de Peirce, possamos manter um entendimento com vista à clarificação do nosso problema, ou seja, a interpretação em Peirce. Mas isto não significa que os traçados dos contornos da compreensão da pesquisa se esgotaram, mesmo porque muitas vezes buscamos respostas insuficientes para a grandeza do assunto e do autor.

Seja como for, exercitar um trabalho acadêmico, certamente trata-se de um esforço indiscutível, uma vez que nele intervêm fortemente a emoção, o sentimento, a paixão. Todavia para que se torne claro aos olhos de quem lê é necessário que explicássemos com precisão, concisão e cautela o uso criterioso da palavra exata para a idéia que se quer exprimir. Porém, isso nem sempre acontece principalmente a uma principiante que não redige com freqüência um trabalho como este. Queremos substituir o que foi pelo que poderia ter sido, mediante o que foi. Portanto, estamos sempre no meio do caminho.

Como conclusão propriamente dita, temos que: o problema, da interpretação dos objetos enquanto aparência e realidade à luz da filosofia de Peirce seguiu o caminho da discussão e da apresentação do pensamento do autor.

Vimos, no capítulo correspondente à Fenomenologia, à Metafísica e ao seu método, que aparentemente a relação entre estes era desconexa, mas se prenderam finalmente, tal como anéis sucessivos de uma só e mesma cadeia, para organizarem-se em torno de um eixo central: a chamada semiótica de Peirce . É

para esta que confluíram as discussões parcelares que mantivemos e é nela que se configurou a "resolução" do nosso problema.

Assim, na semiótica peirceana, a interpretação é um processo triádico que se dá entre um signo, seu objeto e seu interpretante, constituindo este último a representação entre o primeiro e o segundo termo. Vimos que na abordagem semiótica, não existe a representação diádica, ou a relação sujeito-objeto.

Portanto, a semiótica peirceana não tem lugar para um sujeito cartesiano, jamais será a reação de um indivíduo, de uma "subjetividade", com um objeto que lhe é externo, mesmo porque para o autor, a interpretação se dá como um processo triádico. Assim, "qualquer coisa que leva algo diverso (seu interpretante) a referir-se a um objeto a que ele próprio referir-se refere (referir-seu objeto) de maneira idêntica, transformando-se o interpretante, por sua vez, em signo e assim por diante, ad infinitum .172

Segue-se que a tese da posição de dominância de que só eu existo e de que todos os outros, seres são apenas idéias minhas, Peirce a substitui pela função dos signos. "Só pensamos através de signos". "Todo julgamento a partir de um signo é um raciocínio, todo raciocínio é uma interpretação de um signo e toda interpretação de um signo está pelo menos ligada a um raciocínio".173Desse modo, se todo o pensamento é em signo então "o ato primordial do pensar não é julgar mas sim interpretar ", e interpretar é traduzir um pensamento em outro pensamento num movimento ininterrupto.

172 SF 130.

173 Peirce (MS) Santaella, op. cit. 166- Metodologia Semiótica- Fundamentos- Livre Docência.

Glossário ou a terminologia científica de Peirce

ACASO: o conceito de acaso consiste na equivalência de probabilidades que não dão acesso a uma previsão positiva em um sentido ou em outro. E é na probalidade que está fundado o que chamamos de acaso. "Parece evidente que, quando a mente procura prever para descobrir o acontecimento que pode resultar do lançamento do dado, considera-se o aparecimento de cada lado como igualmente provável; e essa é a verdadeira natureza do Acaso".

ABDUÇÃO: Peirce introduziu o termo abduction (ou retroduction) para indicar o primeiro momento do processo indutivo, o da escolha de uma hipótese que possa servir para explicar determinados fatos empíricos (CP 2 643).

ARGUMENTO: é o raciocínio que está vinculado ao uso da lógica e da matemática para indicar os valores das variáveis independentes de uma função. Pode ser dedutivo, indutivo ou abdutivo (ou hipotético).

CATEGORIAS: representam os três tipos universais, irredutíveis e onipresentes da relação: Primeiridade como ausência de relação;

Segundidade relação diádica; e Terceiridade como mediação.

CONTINUIDADE: o crescimento e o desenvolvimento de uma natureza viva, que vai da semente à maturidade, ilustra bem o significado dessa palavra.

DEDUÇÃO: é a inferência necessária - o modo de raciocínio que examina o estado de coisas colocado nas premissas, que elabora um diagrama desse estado de coisas.

FALIBILISMO: ao elaborar suas idéias, Peirce costumava cogitar do rótulo que suas concepções poderiam receber - um rótulo amplo, capaz de abranger as várias facetas em que se desdobrava sua investigação. Encontra-o no "falibilismo". "em verdade, o primeiro passo no sentido de perquirir é o de reconhecer que ainda não se tem conhecimento satisfatório".

HIPÓTESE: outro nome para a abdução.

IDEOSCOPIA: é o nome que Peirce dá a sua Fenomenologia.

INDUÇÃO: ela infere a partir de um conjunto de fatos para se chegar às leis e teorias.

INFERÊNCIA: inferir uma proposição de uma ou mais proposições antecedentes, assentir ou crer nela como conclusão de qualquer outra coisa, isso é raciocinar no mais amplo significado do termo.

INTERPRETANTE: não é o intérprete do signo. É um terceiro que coloca um primeiro (signo) em representação a um segundo (objeto).

INTÉRPRETE: ou mente interpretadora é aquilo que, atualizando a interpretação do signo, leva à geração de um interpretante, no qual a ação do signo se realiza, e assim por diante.

LEI: a lei para Peirce é um simples hábito que se associa a certos objetos materiais.

LÓGICA: para Peirce outro nome para a Semiótica.

OBJETO: é o objeto do signo.

PRAGMATISMO: é o método para atingir o último grau de clareza na apreensão das idéias, ou o método para determinação de significados.

PRIMEIRIDADE: categoria da possibilidade.

SEMIOSE: ação do signo. Implica a cooperação de três elementos: signo, objeto e interpretante.

SEMIÓTICA: outro nome para a Lógica. Teoria geral dos signos.

SINEQUISMO: princípio de continuidade, "é a tendência do pensamento filosófico que insiste na idéia de continuidade... e , em particular, na necessidade de hipóteses que envolvem a continuidade".

TERCEIRIDADE: categoria em que a lei governa os fatos no futuro.

TIQUISMO: é a teoria de um acaso radical em Peirce. Abrange: um tipo de metafísica- defendendo-se a idéia de que o mundo está em evolução, de "um caos de sentimentos despersonalizados", para um "sistema racional e simétrico"; uma filosofia da ciência - segundo a qual as leis naturais não passam, na melhor das hipóteses, de regularidades estatísticas; e de uma teoria da explicação - em que se sustenta que a lei, em última instância, é aquilo que "pede razões, fugindo Peirce da concepção comum, segundo a qual "explicar" é o mesmo que

"aludir a uma lei".

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