A diferença fundamental entre a formulação de Reimbert e a de Janssen é a
5. SILOS DE MADEIRA
5.2 Silo vertical de madeira
projetos de silos, descritas na Tabela 8.
Tabela 8 – Requisitos de desempenho para o sistema construtivo de silos
Aplicações Requisitos de desempenho
Envoltório do silo
Impedir o acesso de ratos e pássaros; Impedir a entrada de água por frestas
ou capilaridade;
Facilitar a limpeza e a higienização dos focos internos de infestação de pragas; Atenuar a influência da temperatura do
meio externo;
Reter o gás utilizado no expurgo do produto armazenado;
Geometria do silo
Espaço para execução do expurgo; Dimensões adequadas aos
equipamentos;
Forma de fundo adaptada a descarga; Sistema de aeração compatível à
forma do fundo; Fonte: Adaptado de FASSONI (1994)
5.2 Silo vertical de madeira
São elementos constituintes de um silo vertical peças que usualmente são solicitadas por meio de compressão (pilares), que se encontram distribuídas em conformidade com a figura geométrica que a secção transversal deste descreve, tendo maior flexibilidade em se tratando de um silo cuja secção transversal seja
circular. Os pilares transmitem as cargas oriundas do telhado e paredes, além do peso próprio, à fundação e esta ao solo.
Em conjunto com as paredes e anéis horizontais (vigas), os pilares formam a estrutura do silo. As paredes por sua vez recebem as cargas, resultante do cisalhamento entre os grãos, horizontais e verticais.
Funcionando como vigas justapostas às paredes, os anéis, que comumente são metálicos, estes trabalham para diminuir a flambagem nos pilares, bem como a flexão nas paredes. Quando temos uma secção transversal circular consideram-se apenas esforços simples atuantes nos anéis, ou seja, tração, porém quando se tratar de silos a secção transversal diferente da circular os anéis estão sujeitos a esforços compostos, flexo-tração.
Portanto, no projeto de um silo de madeira é importante que o arranjo da seção transversal seja o mais próximo possível de uma circunferência de maneira a evitar os esforços de flexão nos anéis, que por sua vez podem ser construídos em quadros de madeira unidos por elementos de ligação em aço (parafusos).
Os quadros de madeira devem ter a menor dimensão possível, uma vez que estes estarão sujeitos a flexo-tração, assim quanto menor for o lado da parede, menor os efeitos no quadro, que pode ser construído com tábuas.
5.2.1 Telhado
Visando atender os requisitos de desempenho para um silo quando de sua construção, o telhado deve ser construído de maneira a garantir hermeticidade do silo, não permitindo que pássaros ou roedores tenham acesso ao produto ensilado, ou a água atinja o material que se encontra armazenado. Nos casos de silos de madeira o telhado deve apresentar um beiral maior de maneira a evitar que as paredes silo recebam diretamente a ação da água das chuvas. Usualmente em silos metálicos ou de concreto não apresentam berais e quando assim o têm, estes não são maiores que 0,30 m, para silos de madeira recomenda-se um beiral maior que 0,50 m, aconselhando o uso de um beiral de 1,00 m.
As telhas utilizadas para silos apresentam uma gama de variada de tipos desde as telhas cerâmicas, que apresentam o inconivente de demandar um
madeiramento maior, representando assim uma maior sobrecarga do telhado, até telhas menos exigentes no quesito estrutura de madeira, como é o caso das telhas metálicas, que não apresentam permeabilidade da telha, porém é boas transmissoras de calor.
5.2.2 Paredes
As paredes de um silo representam uma das partes que mais sofre com a ação das cargas atuantes, porém é de suma importância observar, quando da construção de um silo, que o material destinado as paredes esteja em boas condições, orienta-se observar o estado geral e particularmente a deformação. Uma vez que trabalharão as tábuas justapostas, no caso de haver deformação excessiva de um elemento que compõe a parede, haver o comprometimento da hermeticidade do silo.
5.2.3 Quadros de madeira
São utilizados principalmente para trabalhar em conjunto com as paredes no sentido de absorver as cargas horizontais proveniente da ação da massa granular armazenada, evitando com isso a amplitude da deformação das tábuas utilizadas nas paredes, servindo também para diminuir a flambagem das peças verticais.
Esses quadros consistem em tábuas sobrepostas na quantidade definida no dimensionamento unidas por elementos de ligamento, que pode ser parafusos em aço galvanizado, (Figuras 34 e 35). A distância entre os quadros é também objeto do dimensionamento do silo.
Figura 40 – Esquema estrutural dos quadros
a) Esquema de carga nos quadros b) Esquema do trabalho dos quadros Fonte: SILVA NETO (2010)
Figura 41 – Esquema estático das peças do quadro.
a) Esquema estático b) Seção transversal
Fonte: SILVA NETO(2010)
5.2.4 Pilares
Os pilares em silo de madeira não apresentam dificuldade de dimensionamento, pois os quadros de madeira diminuem o comprimento de
flambagem dos pilares de modo que, em geral, os pilares são tratados como peças curtas, facilitando com isso o cálculo do dimensionamento destas peças.
Trabalhando com peças curtas fator garante uma maior confiabilidade da estrutura de madeira para silo, uma vez que esta uma concepção isostática é a concepção de projeto mais fácil de se reproduzir no momento da construção.
4.2.5 Fundação
No tocante a fundação, os silos de madeira apresentam as mais variadas maneiras de projetar uma fundação, variando desde o esquema de radier até fundações localizadas, rasas e profundas. Os fatores determinantes para o tipo de fundação a ser utilizada em um silo são os mesmos das outras edificações a diferença se encontra no fato de que nos silos o recalque representa um fator critico à utilização, portanto sua admissibilidade é quase nula.
Existem exemplos de silos com fundação nos mais diferentes materiais, desde estacas de madeira, a alvenaria de tijolos maciços. O tipo de descarga que o silo apresentará é outro elemento determinante ao tipo de fundação a ser projetada.