• Nenhum resultado encontrado

SIMPÓSIO: “QUANDO O FOCO DOS PROGRAMAS DE SAÚDE VISA O

DESENVOLVIMENTO

DE

COMPETÊNCIAS

PESSOAIS

E

FAMILIARES”

Coordenação- Teresa Martins, Escola Superior de Enfermagem do Porto

O desenvolvimento de competências pessoais e familiares tem despertado o interesse dos profissionais de saúde, que através da implementação de programas têm investido em variáveis psicossociais com vista a alcançar melhores outcomes na saúde e bem-estar das pessoas.

Como condição necessária ao desenvolvimento de competências é necessário ter capacidades. Estas correspondem a características que podem ser “uma condição física, um traço, uma habilidade, aspetos de autoimagem ou do papel social, ou ainda um conjunto de conhecimentos” que levam ao julgamento da garantia de condições necessárias para se ser competente. A partir dos contextos clínicos em que estamos inseridos, reportamos a um conjunto de programas em desenvolvimento destinados a pessoas com patologias (diabetes, esclerose múltipla), com uma condição de saúde (compromisso no autocuidado) ou com características específicas (familiares cuidadores).

[email protected]

PROMOVENDO COMPETÊNCIAS PESSOAIS – A AUTOEFICÁCIA NOS COMPORTAMENTOS DE SAÚDE

Maria Rui Sousa, Filipe Pereira, & Teresa Martins

Escola Superior de Enfermagem do Porto

A autoeficácia resulta das crenças que as pessoas têm acerca da sua capacidade para realizar com sucesso determinada tarefa produzindo o resultado desejado. Concretamente no autocuidado na doença crónica, as crenças de autoeficácia estão associadas com maior adesão ao regime terapêutico.

Identificar o impacto de um programa de intervenção de enfermagem na perceção da autoeficácia em pessoas com diabetes mellitus tipo 2.

Estudo longitudinal, de cariz misto, com um desenho de investigação-ação. A amostra de conveniência é constituída por 83 pessoas com DM tipo 2, que frequentavam a consulta de enfermagem de dois Centros de Saúde da região de Trás-os-Montes e Alto Douro. Desenvolvemos um programa de intervenção ao longo de 2 meses, constituído por 9 sessões. A Escala da autoeficácia versão reduzida - DES- Short Form (Anderson et al., 2000), formada por 8 itens, traduzida e adaptada para a população portuguesa, foi aplicada antes e após a implementação do programa.

Verificamos um aumento significativo da concordância em 5 das afirmações da escala DES-SF, contribuindo para que na escala global haja uma maior autoeficácia percebida após o programa (t(81)=4,04; p=0,0001).

O programa teve um efeito positivo na perceção da autoeficácia por parte das pessoas com diabetes, sugerindo que esta variável deve merecer especial atenção nos programas educacionais desenvolvidos pelos profissionais de saúde.

[email protected]

ENVOLVIMENTO SOCIAL NA CONCRETIZAÇÃO DA GESTÃO DO REGIME TERAPÊUTICO DO FAMILIAR CUIDADOR DO IDOSO DEPENDENTE

Rosa Freire, Filipe Pereira, Silvia Pacheco, & Teresa Martins

Escola Superior de Enfermagem do Porto

A análise das tendências sociais na Europa perspetiva que, no ano 2020, mais de um quarto da população será representada por pessoas de idade igual ou superior a 65 anos. De igual forma, é previsível que Portugal em 2050 seja o quarto país com maior percentagem de idosos a nível da União Europeia (INE, 2003). O aumento da longevidade relaciona-se positivamente com a prevalência de morbilidade que frequentemente se configura em situações de perda de autonomia para o autocuidado, exigindo a intervenção de um familiar cuidador. A supremacia das exigências impostas pelas necessidades inerentes ao ato de cuidar relativamente aos recursos e capacidades do familiar cuidador não raras vezes despoletam sentimentos de impotência, incapacidade, fadiga, stresse e aparecimento ou agravamento de patologia prévia no cuidador, que se vê confrontado com a necessidade de gerir também o seu regime terapêutico. A simultaneidade de necessidades pessoais e as associadas aos cuidados requeridos pelo idoso dependente podem levar o familiar cuidador a negligenciar a gestão do seu regime terapêutico e os recursos comunitários podem coadjuvar nesta mescla de necessidades.

Estudo de investigação ação desenvolvido numa UCC (Unidade de Cuidados na Comunidade) com familiares cuidadores do idoso dependente, com o objetivo de identificar a eficácia do envolvimento social na concretização da gestão do regime terapêutico do familiar cuidador do idoso dependente.

O programa de intervenção encontra-se em desenvolvimento e em fevereiro de 2014 serão divulgados resultados preliminares.

[email protected]

A COERÊNCIA E FLEXIBILIDADE FAMILIAR: RELAÇÃO COM A SOBRECARGA DO CUIDADOR

Maria José Peixoto & Teresa Martins

Escola Superior de Enfermagem do Porto

Segundo McCubbin e McCubbin as famílias resilientes demonstram um marco de vínculos, de flexibilidade, de capacidade em lidar com carências, mobilizando-se de forma a responder positivamente às situações adversas com que se deparam e conseguem desenvolver as funções que tinham anteriormente. Pretendemos estudar a relação entre a flexibilidade, a coesão familiar e a sobrecarga física, emocional, social e financeira, a partir de uma investigação quasi-experimental. O grupo experimental foi submetido a um programa de intervenção durante seis meses (promoção de estratégias para melhor lidar com a situação) e o grupo de controlo seguiu os trâmites normais dos serviços de saúde. Conclusão/Discussão – Não se registaram diferenças ao nível a flexibilidade nem na coerência familiar entre o grupo de experiência e o grupo de controlo. A Coerência familiar tem por base a noção de controlo sobre os contextos, de nos vinculamos a causas, desenvolver uma atitude de confiança e empenho face ao que nos rodeia. Porém, parece ter pouca expressividade junto dos nossos participantes. A maioria das famílias estudadas mostrou uma atitude pouco proactiva na procura de soluções. A passividade, o desânimo e a inatividade foram características sentidas e comuns nos participantes. Verificamos na nossa sociedade, que as famílias têm para com os elementos mais velhos uma atitude de proteção, não fomentando a sua capacidade de tomada de decisão e indiretamente tornando-os ainda mais vulneráveis. Daí que os resultados encontrados possam, também aqui, estar relacionados com este baixo senso de coerência.

[email protected]

FÉ RECURSO INTERNO NOS PROCESSOS DE SAÚDE/DOENÇA Paula Encarnação 1, Teresa Martins 2, & Maria Clara Oliveira 2

1U Minho; 2Escola Superior de Enfermagem

O diagnóstico de uma doença grave e incurável, remete o individuo para uma profunda reflexão que o orienta na revisão do seu sistema de valores e sentido da vida (Frankl, 2008). A fé tem sido descrita como um fator de resistência ao sofrimento, a qual contribui para a construção de sentidos internos de coerência (Antonovsky, 1988), que os enfermeiros devem conhecer para poderem dotar a pessoa que vivencia o processo de transição para a doença crónica (Meleis, 2000) de empowerment nas suas respostas humanas, com vista a alcançar melhores outcomes na sua saúde e bem-estar. Esta revisão da literatura pretende compreender o entrelaçamento entre os conceitos fé, recurso geral de resistência (na perspetiva de Aaron Antonovsky, 1988) e seu contributo para a saúde das pessoas com doença crónica. recorreu-se à pesquisa em bases de dados eletrónicas MEDLINE e PUBMED (agosto/outubro de 2013), idioma preferencial o Inglês, sem restrição de data, em torno de quatro conceitos-chave Fé, Doença Crónica, Enfermagem e Modelo Salutogénico. os resultados da investigação mostram que pessoas com altos níveis de espiritualidade que utilizam a fé como um recurso geral de resistência na construção do seu sentido interno de coerência, quando se encontram doentes, são significativamente mais propensos a experienciar a vida com satisfação, saúde, bem-estar e melhoras significativas. As evidências acerca do papel da fé na saúde das pessoas demonstram haver relação com a melhora clínica dos doentes, sendo importante o reconhecimento desses aspetos pelos enfermeiros.

[email protected]

SIMPÓSIO: “TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS E PROGRAMAS DE

Outline

Documentos relacionados